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E começa agora mais um Explicador da Rádio Observador. Hoje é a nossa convidada Susana Peralta, professora de Economia da Nova SBE. Susana Peralta, muito bom dia. Obrigado pela disponibilidade.
Olá, bom dia. Eu é que agradeço o convite.
Vamos falar no Explicador de hoje de algumas das medidas de resposta à crise, como por exemplo as moratórias nos créditos bancários, numa entrevista conduzida pela Carla Jorge de Carvalho, também Judite França e Paulo Ferreira.
Susana Peralta, bom dia também.
Olá, bom dia.
Tudo bem? Escreveu na semana passada que quanto mais durar esta moratória, e elas têm sido estendidas no tempo, maior é a probabilidade de empresas ou famílias não recuperar a sua saúde financeira. Por que entende que isto, de facto, é um fator de risco?
É um fator de risco porque as moratórias são uma suspensão de uma obrigação de reembolso. E em princípio, elas estão pensadas para fazer face a dificuldades pontuais, para depois a pessoa ou a empresa, a família ou a empresa, no momento seguinte, quando retoma a sua atividade, vamos dizer, razoavelmente normal, poder voltar a fazer face a esses compromissos de crédito. O que acontece é que quanto mais a crise se prolonga no tempo, maior é a probabilidade. As pessoas, por exemplo, vamos imaginar, estão a ter quebras de rendimento, mas estão em esquemas de proteção temporária de rendimento, como o esquema que foi desenhado para os trabalhadores independentes ou layoff. Mas à medida que o tempo avança, poderá acontecer que simplesmente a atividade onde essas pessoas exerciam a sua atividade normal ou as empresas vão começar a ir à falência. E aliás, nós já estamos a ver as empresas, neste momento, menos otimistas relativamente à manutenção dos seus postos de trabalho. E, portanto, essas pessoas vão, de repente, quando a moratória for levantada, há uma probabilidade elevada de não terem rendimento para voltarem a pagar o seu crédito. E o mesmo raciocínio se aplica à empresa. Quanto mais tempo nós estamos numa situação destas de suspensão dos pagamentos dos créditos, a crise, no fundo, está a avançar. As dificuldades das empresas estão a acumular-se e, portanto, há uma probabilidade maior de as empresas virem a ter maiores dificuldades.
Mas não conseguimos quantificar quantas é que vão viver essa situação agravada. Porque quando falamos de moratória, estamos a falar da suspensão ou do adiamento de um pagamento que é devido e a ideia é esta: funcionar como um balão de oxigênio.
Exato, é funcionar como balão de oxigênio na expectativa de que o problema que a empresa ou a família esteja a atravessar seja temporário e que quando a situação volte ao normal, a família e a empresa podem voltar a fazer face a esse compromisso. O que acontece é que nós sabemos neste momento que vai haver despedimentos, vai haver empresas que vão falir, porque realmente quando as moratórias foram iniciadas enquanto política, foi logo em abril, nós não estávamos à espera que a crise durasse tanto. E não é por acaso, vamos lá ver, que em setembro a Autoridade Bancária Europeia disse: "Vamos parar com as moratórias. As que estão ativas, estão ativas, naturalmente, agora não vamos aceitar novas adesões". Portanto, isso foi uma decisão tomada em setembro pela Autoridade Bancária Europeia, precisamente porque há esta preocupação de que à medida que o tempo avança, a probabilidade destes créditos se tornarem simplesmente créditos suspensos para créditos incobráveis, que é uma situação em que uma empresa vai à falência ou uma família simplesmente deixa de ter possibilidade de pagar o seu crédito ao consumo ou o seu crédito à habitação, essa probabilidade aumenta. O Banco Central Europeu fez umas contas. E o Banco Central Europeu fez umas contas sobre qual é que seria o volume de créditos incobráveis, em inglês é os chamados non-performing loans, no sistema bancário da zona euro. O Banco Central Europeu estima 1,4 bilhões em crédito malparado em toda a zona euro. Portanto, isto são as estimativas oficiais que nós temos. É claro que isto não são estimativas especificamente para Portugal e certamente não são estimativas, já agora, para bancos individuais, porque as autoridades bancárias não podem fazer isso, porque isso colocaria em risco, de uma forma quase automática, a saúde desse próprio banco. Portanto, isso eles nunca vão fazer, e bem, estão a proteger. Agora, estão realmente a chamar a atenção.
Susana Peralta, só uma questão. Há pouco disse, de facto, que a Autoridade Bancária Europeia tinha limitado a setembro, mas entretanto, o que se passa é que já vieram renovar a possibilidade de moratórias. Daí também o alerta, não é?
Renovaram precisamente porque a situação agravou-se do ponto de vista pandémico. Nós tínhamos acabado de viver um verão de relativa acalmia econômica em toda a economia da União Europeia. Depois veio a segunda vaga e de repente os países foram todos para confinamentos bastante estritos, muito mais estritos. A maior parte dos países da União Europeia com confinamentos muito mais estritos do que aquele que nós estamos a viver em Portugal e, portanto, houve pressão política para estender as moratórias. Atenção, longe de mim dizer que é uma má decisão. É uma questão de pensarmos que esse risco existe, que já houve avisos da Autoridade Bancária Europeia para pensarmos como é que vamos sair desta. Há esta preocupação do Banco Central Europeu, que já fala na possibilidade de ao nível da União Europeia, nós criarmos uma série de bancos maus, um só ou uma série de bancos maus para comprarem estes créditos. E há também, já agora, deixe-me só terminar, o mecanismo europeu de resolução, que é mais ou menos o equivalente ao fundo de resolução ao nível da zona euro, a presidente deste órgão, que se chama Single Resolution Board, a senhora Elke König, deu uma entrevista ao Financial Times no final de novembro, aliás no início de novembro, mas não interessa muito, mais uma vez a dizer: "Tenham cuidado, nós temos que começar a preparar-nos para isto" e sobretudo a colocar uma grande ênfase na responsabilidade dos próprios bancos de procurarem ao máximo prepararem-se No fundo, analisando caso a caso, porque quem tem melhor informação para saber a probabilidade de uma moratória se tornar um crédito malparado é cada banco individual, que tem uma relação personalizada com a sua clientela e sabe melhor avaliar. E portanto, a senhora Elka König avisou para que os bancos comecem a preparar-se para tentarem absorver eles próprios a maior parte possível destes créditos malparados, destas perdas, que é para isso não vir parar ao bolso dos contribuintes.
Ou seja, estamos aqui a falar do que pode sobrar para os bancos e de que forma é que a explosão pode danificar mais ou menos as contas dos bancos. E para falar agora da questão de bancos maus, é porque se antevê que a coisa vai ser negra, não é?
Exato. Há aqui um debate entre o Banco Central Europeu e o Single Resolution Board, ou seja, a autoridade de resolução da zona euro. O Banco Central Europeu está realmente a começar a pensar em criar bancos maus, que são bancos que absorvem estes créditos malparados e são instituições financeiras especializadas em gerir estes créditos que são problemáticos. Estas instituições financeiras compram estes créditos aos bancos bons a um preço de desconto, porque sabem que estão a comprar uma hipoteca que tem uma elevada probabilidade de não vir a ser paga no futuro, e portanto, isso quer dizer que vão comprá-la ao banco bom por um preço que reflete esse risco acrescido. Depois, esses bancos têm um negócio secundário desse tipo de produtos financeiros e recuperam os ativos daquilo que realmente não correr bem e tentam vendê-los no mercado.
Pode-se dizer, Susana Peralta, que são uma espécie de sucateiros do setor bancário.
São uma espécie de sucateiros.
E depois, às vezes, esses sucateiros põem esses malparados no meio de uns produtos altamente estruturados.
Mas isso são comportamentos ilegais. Quer dizer, há duas coisas diferentes. A pessoa pode vender estes produtos de risco, desde que seja transparente relativamente a isso, não está a cometer nenhuma ilegalidade. Outra coisa é disfarçá-los no meio de um produto de menor risco e tentar enganar os clientes, como já conhecemos dos mercados financeiros.
Como já aconteceu, aliás.
Como aconteceu em Portugal, no contexto do BES, mas isso é crime de colarinho branco. Não é por acaso que essas pessoas estão a braços com a justiça. Aqui estamos a falar de outra coisa, estamos a falar de um problema econômico que é perfeitamente normal e aceitável, que é quando eu empresto dinheiro a alguém para abrir um negócio, para comprar uma casa, para comprar umas férias ou não importa. Há sempre uma probabilidade, o negócio de crédito é um negócio arriscado, isso não tem mal nenhum, é normal. E eu, em princípio, reflito na taxa de juro o risco que eu entendo de, no futuro, não vir a ser paga. E portanto, se eu tiver uma taxa de juro maior, em princípio, estou a ser compensada por esse risco, tudo isso é normal. Agora, no momento em que eu não sou paga, em princípio, eu perco completamente o dinheiro e portanto fico é mais pobre, eu que emprestei, ou se por acaso tiver uma garantia qualquer, se eu emprestar dinheiro contra, por exemplo, uma hipoteca de uma casa, recupero a casa, só que depois eu não sou mais agência imobiliária. E se houver até, de repente, um grande choque no mercado imobiliário, isso vai fazer com que os bancos recuperem casas que também perderam valor. Tudo isso vai perder valor. Ou então eu recupero as instalações de uma fábrica de conservas de tomate no norte de Portugal, mas depois essas instalações, a fábrica faliu, eu tenho as instalações, eu vou tentar vender aquilo, mas é evidente que aquele ativo nunca tem o mesmo valor do que teria para aquela empresa que estava a usá-lo naquelas circunstâncias, naquele modo de produzir. Sempre que uma relação de crédito se desfaz por incumprimento, isso faz com que quem emprestou dinheiro perca valor, mas isso é da vida. O que é grave aqui é que realmente nós estamos numa situação em que podemos ter falências em massa por causa de uma crise que veio, aliás, do mundo exterior à economia. Isso também eu gostava de deixar claro e já me calo. É muito importante nós percebermos que isto não é comparável ao BES. Ou seja, o BES foi uma gestão dolosa, provavelmente criminosa. Aqui estamos a falar de bancos que até estavam em melhor saúde financeira e que por motivos que são alheios às suas práticas de gestão, de repente vêm a braços com uma crise desta dimensão.
Mas acha que os bancos podem ter, pelo menos numa primeira fase, facilitado na análise de risco ao conceder estas moratórias?
Eu não faço ideia, não estou por dentro do que é que os bancos andam a fazer e estou em crer que neste momento há uma supervisão bancária ao nível europeu muitíssimo mais exigente do que aquela em que nós estávamos em 2008. E a própria Autoridade Bancária Europeia criou umas guidelines logo no início de abril para dizer: "Vamos aqui criar um quadro que regule esta situação em que nós vamos estar a dar moratórias em grandes números, de maneira mais automática." E portanto, isso eu não sei se os bancos facilitaram ou não. Eu acho que havia, mesmo da parte das próprias autoridades, um certo otimismo relativamente à duração da crise. Ninguém estava à espera que nós chegássemos a viver uma situação em que estamos. Já agora, deixe-me só dizer que, contrariamente ao Banco Central Europeu, que está realmente empenhado nesta ideia da criação dos tais bancos maus, das tais instituições financeiras que recuperam os créditos de menor performance, ou mesmo os que não têm performance nenhuma Precisamente a presidente do mecanismo de resolução único, a senhora Elke König, não quer ir por aí. Em todo caso, ela não quer ir já por aí. Ela quer fazer pressão, está a fazer uma grande insistência para haver uma pressão para os próprios bancos procurarem gerir aqueles créditos um a um e procurarem ao máximo absorver essas perdas. E isto por quê? Porque, no fundo, é uma melhor partilha dos custos disto. É uma partilha dos custos disto em que uma parte, pelo menos, é suportada pelos acionistas e pelos gestores dos bancos, porque estão a absorver uma parte desses custos eles próprios no próprio balanço dos bancos. E isso está de acordo com uma ideia das autoridades bancárias europeias, que é a ideia do bail-in em vez do bail-out. Que é que as perdas dos bancos sejam absorvidas, em parte e na medida do possível, pelos próprios tomadores de decisão no contexto dos bancos.
Pelo princípio do risco que está inerente à atividade. Susana Peralta, então estamos aqui neste difícil equilíbrio entre manter o sistema bancário saudável, proteger as famílias e as empresas, e já percebemos que as moratórias podem ser esse problema que se vai empurrando com a barriga. Há outras alternativas, há outras soluções para tentar encontrar um equilíbrio para todos estes riscos que estamos a viver?
Há. Aquilo que está a acontecer, basta ver que Portugal é o terceiro país da União Europeia em que a maior percentagem de créditos estão abrangidos por moratórias, estamos com 22% dos créditos, acima de nós só a Hungria, depois o Chipre, mas o Chipre é preciso dizer que é uma economia muito especial, é uma ilha e é um centro financeiro, o Chipre tem praticamente metade dos seus créditos abrangidos por moratórias. É uma economia diferente, mas de resto, das economias mais ou menos normais, a Hungria é a única que está acima de nós. Em percentagem e mesmo em valor absoluto, ou seja, milhares de milhões de créditos abrangidos por moratórias, só França, Itália e Países Baixos é que têm mais euros abrangidos por moratórias do que Portugal. Isto quer dizer que as moratórias não são uma fatalidade. Há países onde a crise económica foi menos forte, ou está a ser menos forte, há países onde as empresas e as famílias têm alguma liquidez, têm reservas que lhes permitem não ir às moratórias. Depois, a maior parte dos países também chegou às economias com apoios diretos mais generosos. Portugal foi um dos países que até agora menos gastou em apoios diretos às pessoas e às famílias. E isso quer dizer que se nós estivéssemos no terreno a dar mais apoios, apoios mais generosos de rendimento às famílias e apoios mais generosos às empresas, apoios diretos de dinheiro, não tínhamos tanta adesão a este tipo de soluções políticas, que são soluções políticas que empurram os problemas para o futuro.
Susana Peralta, estamos mesmo a chegar ao fim do nosso tempo, mas estamos obviamente aqui sempre com uma quadratura de círculo, de alguma maneira. Ao problema das responsabilidades bancárias, com esses riscos das moratórias que aponta, mas depois se o Estado apoiar diretamente, há mais déficit, há mais dívida que já está elevada. Enfim, nada disto é fácil. Como é que fica o equilíbrio no meio disto tudo?
Mas é mais transparente, não é? Para já, há formas de gastar o dinheiro. Dentro do dinheiro que o Estado gasta, se calhar pode pensar melhor como é que o está a gastar. Eu tenho sido muito crítica da intervenção na TAP, não vou esconder isso. Quando o Estado escolhe salvar uma empresa que nunca verdadeiramente deu lucros, num setor em decadência, podia estar a usar esse dinheiro para ajudar diretamente estas empresas, se calhar de outros setores, que são mais sustentáveis e não entrar neste jogo das moratórias ao nível a que o jogo está em Portugal. Por outro lado, é muito mais transparente, quer dizer, a partir daí o Estado, dentro das restrições que tem, vamos endividar-nos e vamos ajudar certos setores, vamos certamente ajudar todas as pessoas, isso eu não tenho nenhuma dúvida. As pessoas não podemos distingui-las, temos de ajudar todas, e nós não estamos a ajudar todas as pessoas como devíamos. E depois, na economia, vamos ter que fazer escolhas, se calhar vamos ter que deixar cair empresas, mas é um processo muitíssimo mais transparente e sobretudo é um processo em que há um verdadeiro controle democrático. Há uma política que é clara, o Estado diz: "Vou gastar não sei quanto em transferências para as famílias", como o Estado alemão, por exemplo, quando resolveu mandar um cheque de €300 a cada criança, "vou ajudar empresas nestes setores, porque estes setores parecem que são críticos para a economia do país e não devem cair". Isso para nós é tudo muito mais claro. A situação das moratórias, como aliás, todos estes programas, como por exemplo, os programas também de compra de dívida dos bancos centrais, têm um grande problema que é serem muito cegos, vão a todas.
Muito bem.
Portanto, era mais transparente. No fundo é isso. Também seria, número um, o Estado está livre buscar dinheiro onde está a gastá-lo mal, ou menos bem, na minha opinião. E em segundo lugar, era, sim, contrair dívida, mas seria muito mais transparente. Portanto, sabíamos o que é que estávamos a fazer.
Susana Peralta, professora de Economia na Nova SBE, a nossa convidada para o Explicador de hoje. Muito obrigado por estes esclarecimentos e bom resto de dia, Susana.
Obrigada, bom dia.
Bom dia. Estamos quase a fechar a edição desta quarta-feira das manhãs 360, mas agora uma última hora.
Carla Jorge de Carvalho.
A Polónia e a Hungria acabam de chegar a acordo com a Alemanha para desbloquear a chamada bazuca dos fundos europeus. O anúncio foi feito há instantes pelo vice-primeiro-ministro da Polónia. Em causa está o desbloqueio do orçamento plurianual da União Europeia e o fundo de recuperação de 1,8 bilhões de dólares que foi construído para responder aos efeitos da pandemia. Este anúncio, este desbloqueio de um braço de ferro que corria há já várias semanas, surge na véspera de mais uma cimeira europeia que decorre a partir de amanhã e até sexta-feira. Pretendia-se precisamente desbloquear este ponto da agenda, acaba agora de ser anunciado. Polónia e Hungria chegaram a acordo. É um assunto que vamos naturalmente desenvolver às 11:00.
Já daqui a pouco o Jornal das 11:00 na Rádio Observador. As Manhãs 360 estão de saída. Amanhã regressamos a partir das 07:00 e com conteúdo especial. A partir das 09:00 vamos ter entrevista aqui na Rádio Observador ao candidato presidencial do Iniciativa Liberal, Tiago Mayan. É uma entrevista de Miguel Pinheiro, Miguel Santos Carrapatoso e também Rita Dimis, para escutar aqui amanhã a partir das 09:00. Eu sou o Nelson Ferreira, regresso amanhã a partir das 07:00. Carla Jorge de Carvalho, conto contigo.
Se contas comigo, não te vou desiludir.
Judite França, bom resto de dia. Beijinhos.
Obrigada, beijinhos.
E Paulo Ferreira amanhã também conosco a partir das 07:00. Paulo, um abraço.
Cá estaremos. Um abraço.
Tiago Dores, contamos também contigo amanhã, um bocadinho mais cedo por causa desta entrevista a Tiago Maiano, mas jamais deixaremos de contar com o teu humor.
Claro, obviamente, e eu não quero prejudicar-vos a emissão, portanto, cá estarei mais cedo. E agora podemos ir embora que desbloqueámos a bazuca.
É verdade, está desbloqueada. Foi a notícia que fecha também esta edição das Manhãs 360. A partir das 11:00 faz-lhe companhia o João Miguel Santos. Bom resto de dia.
O que diz o teu bolinho da sorte?
Vou ler. O futuro é algo distante que começa agora.
Investir na reforma é investir no futuro. Na Caixa há uma solução de PPR à sua medida até 31 de dezembro. Informe-se sobre os benefícios fiscais. Saiba mais em cgd.pt. Caixa, para todos e para cada um. Caixa Geral Depósitos, SA.
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