Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Olá, seja muito bem-vindo ao "Guia para o Eclipse", o roteiro prático indispensável da Rádio Observador para se preparar para um dos momentos astronômicos mais marcantes do século, o eclipse solar da próxima quarta-feira, dia 12 de agosto. Nos próximos minutos, vamos perceber como é que pode viver e guardar este momento para a posteridade. Para muitos, a memória vai ficar gravada na retina, mas para o Observador, a história também se vai contar através de imagens, que são muito importantes para captar este registro. A preparar-se para ir para o terreno, está o editor de fotografia do Observador, o João Porfírio. João, muito bem-vindo e bom dia aqui à Rádio Observador. Hoje vamos perceber como é que se fotografa um evento raro destes. Muitos portugueses vão, com certeza, usar o telemóvel. Tu já nos vais trazer também dicas práticas daqui a pouco. Primeiro de tudo, este é um evento raro e queria te perguntar como é que tu te preparas para um evento desta natureza, tendo em conta que nunca estiveste num cenário destes.
Olá, bom dia. É verdade, nunca assisti a nenhum, nem tu.
Exato.
Nunca assistimos a nenhum fenômeno destes e, portanto, a expectativa é grande, porque a esmagadora maioria dos portugueses também nunca assistiu a um fenômeno destes, nem nunca mais irá assistir a nenhum fenômeno destes. Portanto, a expectativa é grande e prova disso mesmo é que os nossos ouvintes e leitores têm tido bastante interesse neste tema e têm nos acompanhado em todos os artigos que temos feito sobre esta temática. E no que me toca, particularmente, que é a imagem, a fotografia, nós, só para os ouvintes terem noção, vamos ter toda a nossa equipa de fotografia espalhada pelo país para fotografarmos o eclipse em várias zonas do país. Vamos ter o Diogo Ventura em Bragança, no único sítio em Portugal onde o eclipse será a 100%, portanto, o eclipse total. E o Diogo vai estar com o Martim, vão ser os enviados especiais, digamos assim, a Bragança, para que nos tragam reportagens do único sítio de Portugal continental que vai ser possível ver o eclipse a 100%. E depois o resto da equipa vai estar espalhada entre Portugal, entre Lisboa, Porto.
Tu onde é que vais estar, João?
Eu vou estar em Lisboa e o local ainda não tenho decidido, mas será muito perto, provavelmente, do Rio Tejo. Uma vez que eu quero enquadrar, obviamente fotografar o eclipse, que em Lisboa será cerca de 95%, portanto, não será total, vai se ver sempre um bocadinho do sol, mais do que em Bragança. Mas eu quero enquadrar com a cidade, ou seja, essa é a intenção de toda a nossa equipa de fotojornalistas, é enquadrar o eclipse no sítio onde nós estamos. Quem vai estar no Porto, a intenção é essa, é que as fotografias nos tragam o eclipse visto do Porto, portanto, com elementos da cidade invicta também na fotografia e a minha função vai ser ficar aqui em Lisboa e trazer exatamente esses elementos lisboetas para as imagens. E é importante também ressalvar que nós vamos usar máquinas fotográficas profissionais e, por isso, as nossas máquinas profissionais e quem tem máquinas semiprofissionais e profissionais, têm também que ter esta preocupação, que é usar um filtro.
Já estás a deixar as dicas, não é? Isto porque tu escreveste um artigo, deixa-me já dizer, que se chama "Como fotografar o eclipse com o telemóvel e com uma máquina profissional, os erros comuns e as dicas para fotografias históricas". Está disponível em observador.pt e era como tu dizias, a maioria dos nossos ouvintes e leitores vai tentar registrar este momento com o telemóvel, o smartphone. E eu queria te perguntar se é possível, mesmo com algum tipo de filtro, tirar uma foto decente e captar este momento.
É possível, mas é preciso ter alguns cuidados. Tal como os cuidados a ter com os nossos olhos, em que nos últimos dias, nas últimas semanas, estamos a ser inundados nas redes sociais e mesmo pela comunicação social, que é importantíssima a utilização de óculos para a nossa proteção ocular quando estivermos a ver o eclipse. E reforço essa ideia, portanto, é bastante importante que todas as pessoas que queiram ir ver o eclipse tenham estes óculos postos, mas é também bastante importante que se protejam as máquinas e as lentes dos telemóveis. Explico por quê. As máquinas fotográficas apontadas ao eclipse, sem qualquer tipo de proteção, podem estragar por completo o sensor da máquina fotográfica, o que faz com que, sabemos bem que as máquinas fotográficas não são muito baratas e, portanto, estragar o sensor é basicamente como dizer mandar uma máquina ao lixo. E por isso, há vários cuidados a ter nas máquinas semiprofissionais e profissionais, que é importante. A mais importante e a mais óbvia é a utilização de um filtro específico para a utilização de fotografias em direção à luz solar. Sem a utilização deste filtro, é 100% desaconselhável apontar qualquer tipo de máquina fotográfica ao sol no momento antes, durante e depois do eclipse. Só há uma nuance e que também é aplicada aos telemóveis. Mas esta nuance e esta exceção só é também aplicável naquele pontinho em Portugal continental Se ver o eclipse a 100%, ou seja, o eclipse total, que é em Bragança. Por quê? Porque podemos tirar o filtro das máquinas fotográficas e do telemóvel durante aqueles 26 segundos em que a Lua tapa o Sol. E por quê?
Em que vai ficar noite profunda nessa altura, não é?
Exatamente, ou seja, o Sol vai ficar 100% tapado, mas é durante aqueles 26 segundos. Em todo o resto do país, é expressamente proibido, expressamente desaconselhável, tirar os filtros, tanto das máquinas fotográficas como dos telemóveis. E sabemos bem que muitos dos nossos ouvintes provavelmente não têm estas máquinas fotográficas e que querem e têm a intenção de ir pra uma zona descoberta e desocupada para, nas suas férias ou na pausa do seu trabalho, ver este fenômeno tão raro e que provavelmente nunca mais iremos ver. Não tendo máquinas fotográficas, é possível também captar este fenômeno através do telemóvel. Mas, como disse, é bastante importante e fundamental que os telemóveis também estejam protegidos com este filtro. É um fato que não tem havido grande alarido, digamos assim, com os cuidados a ter com os nossos telemóveis quando fotografamos eclipses. O que é fato é que apontar o telemóvel de forma contínua a um eclipse ao sol, pode efetivamente estragar a nossa câmera fotográfica do telemóvel. Basicamente, o que acontece? A lente fotográfica funciona como uma lupa. Se nós apontarmos a lupa ao sol, é como nos filmes. A lupa, a dada altura, provoca tanto calor, que faz com que abaixo da lupa se provoque um pequeno fogo. Portanto, é exatamente isso que acontece nas máquinas fotográficas e sobretudo nas lentes do telemóvel. Funcionam como uma lupa, portanto, têm espelhos e fazendo tanto tempo a lente do telemóvel apontada ao sol, faz com que provavelmente a lente do telemóvel vá sobreaquecer e que queime o sensor. Isto não quer dizer, portanto, que nós ficamos com o telemóvel estragado. Não é nada disso. Nós vamos continuar a usar o nosso telemóvel no dia 13 e no dia 14 e assim sucessivamente de agosto. O que quer dizer é que o sensor da nossa máquina do telemóvel pode, e o mais provável, é que fique mesmo estragado. E como é que nós vemos isso? Por exemplo, podem fazer um teste, caso arrisquem fotografar o eclipse sem nenhuma proteção no vosso telemóvel. Vão notar isso quando, por exemplo, fotografarem contra uma parede branca ou se fotografarem o céu dias depois do eclipse, vão notar pontinhos negros nas vossas fotografias, vão notar umas faixas, umas tiras de luz que não estavam lá antes da fotografia e do eclipse.
Há pessoas que possivelmente com telemóveis mais antigos vão fazer essa experiência para confirmar isso que estás a dizer.
Exatamente. E pronto, isso é um risco para o nosso telemóvel, reforço. Não quer dizer que o telemóvel se vá estragar e tenhamos que comprar um telemóvel no dia a seguir ao dia do eclipse, não é nada disso. O que se vai estragar, quase de certeza, é a nossa câmera fotográfica. E isto, obviamente, estou eu a dizer, mas estou a citar a Apple, a Samsung, várias empresas tecnológicas, não só de telemóveis, mas também de astrologia, que percebem de como proteger os nossos equipamentos eletrônicos quando fotografamos esse tipo de fenômenos e o que é fato é que é preciso ter esse cuidado. Agora, perguntam-me vocês, mas onde é que nós encontramos filtros para as nossas câmeras do telemóvel?
Podemos usar os óculos que vamos usar para proteger os nossos olhos?
Podemos. É essa a grande dica deste sábado. Podemos usar, embora não seja o mais adequado, citando especialistas nesta área, não é o mais adequado e há filtros bastante mais adequados a isso, mas serve para o propósito nós usarmos os óculos que adquirimos nas farmácias, nas óticas, nos últimos dias e que esgotaram nas primeiras horas do dia em vários pontos do país, podemos usar a lente desses óculos para que em frente à lente do nosso telemóvel, nós consigamos proteger a lente do telemóvel para que não fique danificada. Problema: se nós usamos essa lente, esses óculos em frente ao nosso telemóvel, faz com que os tenhamos que tirar da cara. E tirar da cara é exatamente aquilo que é expressamente proibido. Portanto, a segunda dica do dia é adquirir dois óculos, para que os óculos da cara nunca saiam da cara e que esse segundo par de óculos fique então em frente à lente do vosso telemóvel, para que o vosso telemóvel fique então protegido contra estes raios ultravioleta e infravermelhos. E é também bastante importante que quando encostarmos estes segundos pares de óculos à lente do nosso telemóvel, que de maneira nenhuma tiremos, durante uns segundos que seja, esta lente destes óculos da nossa lente. Faz com que toda a proteção que pusemos anteriormente vá desaparecer, uma vez que estes raios entram pelas lentes dos telemóveis e podem continuar a danificar. E, portanto, aquilo que nós aconselhamos, e neste longo artigo que vamos publicar no Observador, o que aconselhamos é que Consigam prender esta lente dos óculos, aquele filtro.
Para a câmera do telemóvel.
Consigam prender com fita-cola, com velcro, alguma coisa que seja impossível, para que a lente não se distancie do telemóvel. Também há uma dica.
Para terminar, João.
Que nós também damos, duas e muito rápido. Uma delas é apoiar o telemóvel e a câmera fotográfica num tripé. Só assim os resultados podem ser mais favoráveis fotograficamente. E para quem vai usar telemóvel, pode ser uma dica também muito boa, que é em vez de fotografar, filme. Ou seja, num tripézinho muito pequenino, com o filtro, apontamos o nosso telemóvel para o Sol e começamos a filmar e filmamos grande parte do eclipse. Faz com que nós depois consigamos tirar aquele frame que nós queremos, se queremos a Lua a tapar por completo o Sol ou o contrário. Portanto, nós aí conseguimos ter quase uma sequência perfeita do eclipse e faz com que o resultado final seja muito melhor. E depois, o que nós aconselhamos também, para terminar, é que vá com tempo, escolha o sítio com a maior antecedência possível e que não se esqueça que o eclipse acontece no céu, mas também há muita coisa que acontece ao seu lado. Pessoas a ver pela primeira vez um fenômeno como este, muita gente com os seus óculos de papel nos olhos, e isso também é digno de ser registado. Não olhem só para o céu, não tirem só fotografias, olhem também à sua volta. E uma última dica, João, sei que me estou a esticar. A última dica é: quem é aficionado por fotografia e quer mesmo fotografar este tipo de fenômenos, não se esqueça que provavelmente nunca mais na vida vai assistir a um fenômeno como este. Portanto, durante cinco segundos, pôs a máquina, observe, desfrute, porque nunca mais na vida vai ver uma coisa como esta.
E estás cá tu e a tua equipa também de fotojornalistas aqui do Observador, para depois trazer essas imagens que vamos poder ver no dia do evento e depois também sempre em observador.pt. O João Porfírio, o editor de fotografia do Observador, que nos trouxe aqui dicas muito importantes. João, muito obrigado.
Obrigado.
E bom trabalho na caça dessas melhores imagens deste eclipse.
Obrigado.