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Olá a todos, bem-vindos. Vamos ouvir Creedence Clearwater Revival com "Good Golly, Miss Molly", porque isto não passa na rádio. Isto não passa na rádio. O meu nome é Tiago Crispim, estou com Diogo Lopes.
Olá.
E Gonçalo Correia.
Olá.
Como sempre, esta que é dedicada ao ano 1969, músicas que fizeram 50 anos. A ideia foi do Gonçalo, não é?
É, acho que sim. Não tenho a certeza.
Foi o Gonçalo que quis revelar este outro lado de 69.
Celebramos os 50 anos do homem à Lua, faz sentido, também foi em 1969.
Fugindo aos singles mais conhecidos, porque isto não pode ser na rádio.
A ideia foi fugir um bocadinho àquela imagética que normalmente se associa muito a esta década dos hippies e de Woodstock. Tentámos fugir um bocadinho e encontrar géneros paralelos. Obviamente que é quase impossível, porque quase toda a gente decoe Woodstock neste momento.
E falaremos dela.
Exato. Mas é uma série de sugestões menos óbvias.
E não falaremos do Abbey Road.
Exatamente.
Não vamos falar de uma série de coisas, é verdade.
Exatamente.
À medida que vamos preparando o programa e que estivemos aqui a preparar, descobrimos cada vez mais coisas óbvias que não vamos passar hoje. Quem sabe, no futuro, fazemos mais uma.
É um bocadinho dor de alma, mas tem de ser.
Uma edição.
Começando agora por falar desta primeira música que estivemos a ouvir, este "Good Golly, Miss Molly", versão dos Creedence Clearwater Revival, faz parte do disco "Bayou Country", que foi o segundo dos irmãos Fogerty e companhia. E esta canção original, como a grande maioria das pessoas devem saber, é do Little Richard. Ele gravou em 56, mas só lançou em 58 e na altura foi um sucesso imediato. Mas mesmo assim, mais tarde, Richard, curiosamente, convém sempre recordar que nesta altura toda a gente roubava toda a gente, Richard assumiu que roubou a intro desta canção, na sua versão original, a Ike Turner, a intro que ele tinha na música "Rocket 88".
Isto é o disco mais conhecido pelo "Susie Q", não é?
Não. Por acaso, o "Susie Q" foi no disco anterior. E é engraçado pegares nisso, porque era mesmo aí que eu ia chegar. Foi o primeiro grande sucesso deles. O "Susie Q" foi no disco de estreia e neste segundo disco, que normalmente há sempre aquela coisa, o segundo disco, que sempre mete medo. Mas acho que estas foram gravações tudo menos tranquilas ou pacíficas. O próprio Fogerty, o John, disse numa entrevista à Rolling Stone, isto em 93, que nesta altura o "Susie Q" já tinha tido algum destaque, já tinha corrido bem e de repente toda a gente da banda começou a ficar muito entusiasmada e toda a gente queria escrever, compor, dar letras, fazer arranjo e fazer tudo. Por isso, isto foi uma grande pandemónia de gravar. Mas a verdade é que acabou e na altura o Fogerty dizia: "Eu só quero que isto corra bem, porque não me apetece nada voltar ao meu trabalho antigo, que era lavar carros".
Sim.
Por isso, quem nunca?
Exato. Agora, um single de 68, um disco lançado em 69, Gonçalo.
É verdade. O single saiu em 68, mas depois ganhou alguma dimensão acrescida com o lançamento do disco de 69. Falamos de "Everyday People", canção dos Sly and the Family Stone. 1969 também foi mais um ano bom pra soul Americana. É o ano em que o James Brown lança o "Say It Loud - I'm Black and I'm Proud", por exemplo, em que os The Meters se estreiam em disco, que o Marvin Gaye lança o disco MPG. E os Sly and the Family Stone são, como muita gente sabe, uma banda americana de São Francisco, muito importante também no desenvolvimento da soul, do funk, liderados por essa figura carismática que era o Sly Stone.
Tem um ótimo nome, fogo!
É verdade.
É verdade. Não parece verdadeiro.
E esta canção, o disco que falávamos, que a canção integra, é o quarto álbum da banda, chama-se "Stand", e foi o primeiro álbum do Sly and the Family Stone a ter um êxito massivo e a ser incluído hoje em dia nessas listas de melhores discos dos anos 60. O nome "Everyday People" alude à questão da igualdade e da defesa da igualdade entre pessoas de raças diferentes, de classes sociais diferentes. Falámos há pouco do Woodstock, depois naturalmente os Sly and the Family Stone com este sucesso.
Também tiveram de passar por lá.
Tiveram de passar por lá. E outra coisa, uma última curiosidade, parece que esta canção foi a primeira canção a inaugurar uma técnica chamada slap bass, que depois viria a ser muito utilizada no funk.
Sim, é uma técnica do funk, é giro. Vou fazer uma péssima analogia, vocês tentem não fazer caretas. Não é analogia, é verdade. Quem usa muito isto, por exemplo, ainda hoje, são os Red Hot Chili Peppers, o Flea, no baixo. Ele dá batidas, ou seja, palmadas, slap no baixo.
A ideia é tu bateres com a lateral do polegar nas cordas e depois acabas por ter um som quase de percussão. Isso até foi uma técnica que normalmente começou a utilizar-se mais no contrabaixo e depois foi adaptada pro baixo.
Vamos ouvir então "Everyday People", Sly and the Family Stone.
Ouvimos então "Everyday People", do Sly and the Family Stone, com este groove tão característico da banda. Uma bela canção, não sei se gostaram.
Sim.
Muito, mas nota-se pouco o baixo, que estávamos a falar.
Sim, ali a meio da canção, mais ou menos, nota-se ele marcar o ritmo.
Então se pegarmos na referência que o Tiago estava a dizer há bocado dos Red Hot, é impressionante que o Flea há alturas parece estar às chapadas na-
Maltratar instrumentos musicais.
É isso.
No baixo. Mas vamos passar agora para outra canção.
Vamos passar para outra canção.
Bastante diferente.
Muito diferente. É considerado um dos primeiros discos de punk ou proto-punk. É o primeiro disco de Iggy and the Stooges. Neste caso, só The Stooges, ainda só The Stooges. Foi lançado a 5 de agosto de 69. A mais famosa deste disco será talvez o "I Wanna Be Your Dog". Não é essa que vai passar na rádio. Eu estou aqui à procura dela. "1969".
Por acaso é autoexplicativa.
Eu só escolhi músicas autoexplicativas.
Obrigado por nos informar.
Eu acho que isso honra a própria índole do programa.
Exatamente. É uma canção que até vai passando em bares e discotecas, mas na rádio nunca ouvi.
Exatamente. Também tem quatro minutos e cinco segundos, por isso também ajuda. Quer dizer, o "I Wanna Be Your Dog", sim, tem três. Essas coisas são muito importantes e é uma coisa que há pouco queria ter abordado e ainda não falámos, que é sobre a história dos singles saírem antes dos discos. Nos anos 60, isto muito a pegar nos Beatles, que não vamos ouvir neste programa, os singles vendiam-se muito mais do que qualquer disco e os singles é que levavam as bandas pra frente e o sucesso dos singles. Isto por que Beatles? Porque se forem notar algum dia, e por favor, se nunca notaram, eu queria muito ver fotografias com os vossos ares de espanto, todos os singles Beatles não estão nos discos A não ser a partir de uma certa altura. Ou seja, todos os primeiros singles não fazem parte dos discos, já fazem parte depois de reedições.
Isso é uma lógica de mercado, até faz sentido.
Exatamente, para não repetirem.
Porque a canção mais orelhuda é aquela que tu queres mesmo ouvir. E quantos de nós já não comprámos discos ou vinis, ou o que seja, por causa daquela canção? Quando depois todo o resto é assim, um bocado fraco.
Exato. Por exemplo, o Strawberry Fields não está em disco nenhum dos Beatles, da discografia original.
Se calhar havemos de fazer futuramente um programa com raridades dos Beatles.
Sim, vamos ver. Agora 1969, de Stooges. Até já. 1969, a primeira faixa do disco 1969, dos Stooges, o primeiro deles todos.
E agora, antes de fazermos uma pausa para o noticiário, vamos ouvir uma canção do brasileiro Jorge Ben Jor. Já falámos dele aqui há duas semanas. A canção chama-se "Take It Easy My Brother Charles". É do sexto álbum do Jorge Ben Jor, chamado Jorge Ben, o álbum que marcou o seu regresso a uma grande editora e também é o álbum do país tropical, mas também para sair aqui um bocadinho dos Estados Unidos, descer à América e visitar o Brasil.
Vamos a isso.
Depois que o primeiro homem maravilhosamente pisou na lua, eu me senti com direitos, com princípios, com dignidade e com liberdade. Por isso, sem preconceito, eu canto. Eu canto a fantasia, eu canto o amor, eu canto a alegria, eu canto a fé, eu canto a paz, eu canto a sugestão. Eu canto na madrugada, take it easy my brother Charlie, pois eu canto até à minha amada, esperada, desejada, adorada. Take it easy my brother Charlie, take it easy meu irmão de cor. Take it easy my brother Charlie, take it easy meu irmão de cor. Take it easy my brother Charlie, take it easy meu irmão de cor. Take it easy my brother Charlie. Take it easy my friend. Take it easy meu irmão de cor. Take it easy my brother Charlie. Olha como o céu é azul. Olha como é verde o mar. Olha que sol bonito que está. Take it easy my brother. Take it easy my friend. Olha a calma, meu amigo. Take it easy meu irmão de cor.
Olá de novo. Estamos aqui eu, o Diogo Lopes, com o Gonçalo Correia e o Tiago Espinho, em mais um Isto Não Passa na Rádio. E aqui o segundo trio mais famoso do país a seguir ao Admira, está aqui para vos falar do ano de 69 e tudo aquilo que nele aconteceu para lá do mais óbvio, sendo esse mais óbvio, aquela imagética toda do Woodstock, hippies e tudo mais. Inevitavelmente, como já avisámos no início do programa, vamos passar ou já passámos coisas que acabaram por tocar em Woodstock, mas não há grande volta a dar, porque basicamente toda a gente foi ao Woodstock.
Sim.
Foi lá tudo, menos o senhor que vamos ouvir a seguir, que é um tiro completamente fora da caixa neste alinhamento.
Isto não passa na rádio, de facto.
De certeza absoluta.
Mas um tiro muito bem-vindo.
Porque aqui vamos dar um pulinho a Itália num instante e vamos ouvir o que é que o senhor Piero Umiliani tem para nos cantar ou tocar, não sei, na canção que se chama "Ma Na Ma Na". Eu acho que a maior parte de vocês aí fora, se calhar, conhecem a versão dos Marretas, seguramente é a mais popular, mas a verdade é que esta canção inicialmente apareceu como banda sonora de um filme chamado "Svezia: Inferno e Paradiso". Em português, alguma coisa como Suécia, Céu e Inferno. É um filme de Luigini Scattini, e este nome é real, não acabei de inventar, e é uma espécie de um estudo/documentário sobre os hábitos sexuais dos suecos, havendo trechos passados em discotecas lésbicas, nas gravações de filmes pornográficos, a acompanhar casais de swingers. Enfim, todo um cenário que em absolutamente nada tem a ver com os Marretas.
Mas isso leva-me a pensar o que é que as pessoas da Rua Sésamo andavam a ver.
Pois, exatamente. O que é que eles andavam a ver? Exatamente. Porque precisamente, e é bem lembrado, porque o Sapo Cocas, que foi o primeiro intérprete desta canção em modo fantoche, fazia parte da Rua Sésamo. Na altura, ainda não existiam os Marretas.
Companhia do Jim Henson.
Exatamente. E esta canção aparece pela primeira vez na sua voz, acho que podemos dizer isso, no dia 27 de novembro de 1969, e é interpretada pelo Sapo Cocas e pelo Urso Fozzie. No fim de semana a seguir a isto ter passado pela primeira vez, eles foram convidados a cantar ou tocar, nem sei bem o que dizer neste caso, no Ed Sullivan Show, e logo a partir daí a música tornou-se um êxito absolutamente incontornável. Quando os Marretas estrearam a título próprio, isto é estranhíssimo dizer isto, que foi em 76, esta foi a primeira música a aparecer, mas antes disso, já tinha entrado no programa do Benny Hill, no Benny Hill Show, na segunda versão do Benny Hill Show, que era a cores.
Então vamos ficar com isto na cabeça, não é?
Pois, é daquelas que vai ficar. E só um último pormenor, muito rápido, é que originalmente, no filme italiano, esta canção aparece associada a uma cena que se passa numa sauna masculina. Vou só deixar isto aqui, que é para baralhar ainda mais as pessoas aí fora. Pronto, olha, divirtam-se. Aproveitem.
Gonçalo, não ficaste a cantar isto?
Não fiquei a cantar isto, mas fiquei com isto na cabeça. Acho que vou manter, sobretudo associado à imagem.
Já sabem, se ficaram a cantar isto e não querem, enviem um e-mail para o Diogo Lopes.
Exatamente.
Agora vamos outra vez mudar de estilo.
É verdade.
Isto está a ser um para cada lado.
É verdade.
E vamos ouvir Townes Van Zandt.
Townes Van Zandt com "Fare Thee Well, Miss Carousel". É uma canção do seu terceiro álbum a solo. Ele teve uma carreira relativamente curta, porque entre alguns sintomas associados à depressão e alguns excessos em que incorreu, acabou por ter uma carreira curta, mas é uma espécie de génio maldito da música do outlaw country, o country fora da lei. Neste ano de 1969, ele lançou dois discos, tinha lançado o primeiro disco "For the Sake of the Song", no ano anterior, 1968. E este terceiro disco incluía uma canção cujo título permite perceber um bocadinho essa personalidade depressiva, que era "Waiting Around to Die", que não é propriamente animador. Uma canção que ele fez bastante novo. Mas esta "Fare Thee Well, Miss Carousel" é um bocadinho mais animada e propunha seguirmos agora e ouvirmos a canção.
Então vamos lá ouvir "Fare Thee Well, Miss Carousel", de Townes Van Zandt.
Before he sees you own his legs, but his mind is free. Only you can tell, Miss Carousel. How long will he be crawling? Won't you come and get me when you're sure that you don't need me then? I'll stand outside your window and proudly call your name. The castle wall has grown so tall. Seems there ain't no hope at all to reach the top, even though you stop for breathing. But I ain't gonna try to make you cry. The teardrops couldn't find your eyes. It's all been swell, Miss Carousel, but the time has come for leaving. Won't you come and get me when you're sure that you don't need me then? I'll stand outside your window and proudly call your name. Won't you come and get me when you're sure that you don't need me then? I'll stand outside your window and proudly call your name. Won't you come and get me when you're sure that you don't need me then? I'll stand outside your window and proudly call your name. Won't you come and get me when you're sure that you don't need me then? I'll stand outside your window and proudly call your name.
Acabamos de ouvir "Fare Thee Well, Miss Carousel", de Townes Van Zandt. Eu há pouco dizia que ele teve uma carreira curta. Ele escreveu esta canção com menos de 30 anos, acabou por morrer com 32 anos.
Sim, é uma carreira curta.
É. Curiosamente, no ponto final da vida dele, ele morreu em 1997, ele foi contactado pelo Steve Shelley, do Sonic Youth, que queria gravar um disco com ele, tentou levá-lo para estúdio, mas na altura ele, depois de uma adição muito grande ao álcool e depois de vários problemas de saúde, estava num ponto tal que andava de cadeira de rodas já e estava com tantas dores que acabava por beber ainda mais para tentar controlar as dores. Ainda tentaram gravar, mas das sessões não saiu.
Não resultou nada.
Não resultou nada. E este ano saiu um disco com um ou outro inédito, com algumas versões antigas.
Ainda se descobrem coisas desde essa altura. Vamos outra vez para outro estilo completamente diferente.
É verdade, para outro estilo e para outro país. Vamos voltar agora para o Reino Unido.
Tu usaste uma expressão para descrever este músico e eu quero, por favor, que a repitas, Diogo.
Tiago, eu adoraria repetir, se eu me lembrasse.
Então vou ter eu que dizer por ti, mas note-se que isto são palavras de Diogo Lopes. Vamos ouvir o Bruce Springsteen inglês.
Atenção, há uma justificação para isto. É assim, a canção que vamos ouvir agora é do Rod Stewart e chama-se "Handbags and Gladrags" e é uma canção do primeiro disco do Rod Stewart. E atenção, o Rod Stewart nesta fase não tem nada a ver com aquilo que acabou por se ir desenvolvendo, com todo aquele leopardo.
E fotos com a Marcel.
Exato.
Exatamente. Com aquele cabelo.
Não tinha nada a ver com isso. Na altura, este disco, que se chama "An Old Raincoat Won't Even Let You Down", foi um primeiro registo muito ligado ao folk, ao rock, até com algum country blues pelo meio, e até mesmo as letras das canções deste disco são muito ligadas àquilo que era a vida diária de um operário inglês, do Reino Unido, na altura. E daí a comparação, e atenção, eu estou a me apropriar de descrições da crítica. Não fui eu que cunhei este.
Não te assustes fixes.
Exatamente.
Mas pronto, de qualquer das formas, esta canção foi originalmente escrita por Mike d'Abo em 1967, que na altura era o vocalista dos Manfred Mann. Houve imensos covers desta canção. A do Rod Stewart, obviamente, é uma delas, mas tem a particularidade do próprio Mike d'Abo ter participado não só a fazer os arranjos, mas também ele que toca piano na música. Ela nunca foi um grande êxito, nem na altura em que saiu, em 69, nem mesmo em 72, quando o Rod Stewart tentou lançá-la como single. Curiosamente, conseguiu algum sucesso ou visibilidade quando apareceu na série "The Office", a versão britânica. E depois, mais tarde, os Stereophonics, em 2002, regressamos a eles. Não são a minha banda favorita, isto é mero acaso, mas os Stereophonics fizeram uma versão desta canção que, curiosamente, outra vez, tinha Phil Collins a tocar bateria.
Ok. É engraçado falares da questão da folk e do country blues, em que ele estava, porque o Reino Unido, por exemplo, nesta altura estava com muita coisa, os Fairport Convention, os Pentangle, que tu mencionas.
Sim, era uma época enorme.
O John Martin, havia muita coisa a acontecer no Reino Unido.
E depois há outro fenómeno engraçado, fenómeno salvo seja, é o facto de que o Ronnie Wood tocou com o Rod Stewart neste álbum. Ou seja, por isso podem ver, isto não seria assim tão mau.
Isso é o que vamos ouvir.
Ever seen a blind man cross the road, trying to make the other side? Ever seen a young girl growing old, trying to make herself a bride? So what becomes of you, my love? When they have finally stripped you of the handbags and the glad rags that your granddad had to sweat so you could buy. Baby. Once I was a young man, and all I thought I had to do was smile. You are still a young girl, and you bought everything in style. But once you think you're in you're out. 'Cause you don't mean a single thing without the handbags and the glad rags that your granddad had to sweat so you could buy. Save a sovereign sixpence for your sake, and take a bottle full of rye. Throw in 20 blackbirds in a cake and bake them all in a pie. They told me you missed school today. So what I suggest, you just throw them all away. The handbags and the glad rags that your poor old granddad had to sweat to buy. They told me you missed school today. So I suggest you just throw them all away. The handbags and the glad rags that your poor old granddad had to sweat to buy you.
Rod Stewart, "Handbags and Gladrags". A música que disseste popularizada pelo "The Office", a versão britânica do "The Office", é a mesma música do genérico.
Exatamente. E como podem ver, não é assim tão mau.
Acho que podemos conceder.
Sim, não vamos conceder muito.
Vamos conceder um bocadinho.
Obrigado por confiar em mim.
Estamos a aproximar-nos do fim, sempre vertiginosamente. Vamos outra vez mudar de estilo.
Vamos fechar em grande.
Vamos fechar em grande. Música francesa. Evitámos durante estes minutos todos fazer piadas sobre o ano que faz agora 50 anos. E vamos falar de Serge Gainsbourg, o disco que ele lançou com Jane Birkin. Ela era atriz, ele era músico, eles conheceram-se em França quando ela estava a fazer um filme. Há toda uma história de amor muito bem documentada e surge um disco chamado Jane Birkin e Serge Gainsbourg.
E a particularidade do Serge Gainsbourg nesta altura, é famosa uma história em que ele quis comprar um Bentley, na altura topo de gama, com a particularidade que ele não sabia conduzir, não tinha carta. Então quando lhe perguntaram: "Então por que compraste isso?" Ele diz que queria o carro só porque lhe parecia uma ideia interessante poder fumar lá dentro, porque o carro até tinha cinzeiros. Então ele basicamente comprou um Bentley pra fumar lá dentro.
Luxo.
Mas sim, Gainsbourg é uma personagem, passando o estrangeirismo, larger than life.
Exato.
E esta história de amor, que resultou uma filha, que é a Charlotte Gainsbourg.
Exatamente.
É prova disso. Vamos fechar então com "69 année érotique".
De leur lit par le hublot, ils regardent la côte. Ils s'aiment et la traversée durera toute une année. Ils vaincront les maléfices jusqu'en 70. 69, année érotique. 69, année érotique. Gainsbourg et son gosse beau ont rejoint Paris. Ils ont laissé derrière eux la Tamise et Chelsea. Ils s'aiment et la traversée durera toute une année. Et que les dieux les bénissent jusqu'en 70. 69, année érotique. 69, année érotique. Ils s'aiment et la traversée durera toute une année. Il pardonnera ses caprices jusqu'en 70. 69, année érotique. 69, année érotique.
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