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Estou sim?
Olá, Ricardo.
Então, João, tudo bem?
Tudo bem. Ricardo, como é que está o Funchal?
O Funchal agora está fantástico. Passou já há pouco tempo o furacão Theta, passou aqui ao lado, mas agora está cinco estrelas. Hoje está um dia fantástico. Já fui treinar de manhã e está cinco estrelas.
Muito bem. Já conduziu o seu Renault Zoe hoje, Ricardo?
Hoje já. Para treinar de manhã, acordo, saio logo de carro e depois vou à casa almoçar e agora vim para a escola. Sou professor, vim dar aulas e pronto, cinco estrelas, sempre de carro.
Muito bem. Ricardo, o que é que leva um professor a comprar um carro elétrico?
A poupança. Aquilo que nós poupamos é muito. Eu sou professor do ensino básico e além disso também sou treinador de judo. Ou seja, eu diariamente faço muitos quilómetros. Venho para a escola, depois da escola saio, vou casa, venho outra vez para a escola, depois vou dar treinos, depois saio do treino, vou para casa dos meus sogros e depois vou para casa à noite. Ou seja, eu faço muitos quilómetros. Portanto, aquilo quando decidi comprar o carro elétrico foi mais numa de poupança, porque eu gastava cerca de 150 € mensais e neste momento estou a gastar entre 60 a 75 € mensais com o aluguer da bateria.
Qual é a sensação de conduzir um carro elétrico? Qual é a grande diferença em relação ao carro anterior, a diesel, que tinha?
A resposta. O carro elétrico tem uma resposta muito superior.
Significa o quê, Ricardo, resposta?
De desenvolvimento. Por exemplo, o carro quando nós aceleramos, tem aquele desenvolver inicial, só depois é que ganha velocidade. Um carro elétrico responde logo. Rapidamente, nós aceleramos, pomos o pé no acelerador e avança logo. Não está inicialmente não faz este barulho, arranca logo. E suavemente, sem fazer barulho, que é ótimo.
Se tivesse que promover um carro elétrico junto das pessoas que vivem junto a si e aos seus colegas, que argumentos é que utilizaria?
É um carro silencioso, é um carro muito fácil de conduzir, é um carro económico. Hoje em dia, com estas crises todas e mesmo com o Covid, nós temos que poupar um pouco e falando na poupança, é muito. Portanto, logo aí são três fatores muito importantes para mim e que me levaram a comprar o carro elétrico.
É isso que diz aos seus colegas professores?
É, exatamente. Aliás, eu tenho alguns colegas meus que eram para comprar um outro carro. Eu disse para experimentarem o Zoe e esses meus colegas, eu deixei experimentarem o carro e eles ao experimentarem o carro, logo os convenci, foi à primeira, que foi exatamente aquilo que fizeram comigo. Eu tenho um colega meu também na minha escola e eu estava para comprar o outro carro e ele disse-me assim: "Opa, não sejas tonto, não compres nenhum carro a gasóleo, nem a gasolina, compra um elétrico". Eu: "Opa, eu gosto sempre do carro a arrancar". E ele: "Opa, mas experimenta só". E eu fui experimentar o carro. E não quis outra coisa. Depois ele disse-me assim: "Olha, mas se tu não estás convencido, experimenta outras marcas". Eu experimentei, mas eu gostei muito do Zoe, porque é um carro, mesmo na cidade, é pequeno, é fácil de estacionar e gostei muito, foi amor à primeira vista.
E o interior do carro também o cativou?
É espaçoso. Eu tenho o exclusivo de 135 cavalos e o design por dentro também é muito apelativo, é muito bonito.
O que é que sublinha no interior do carro?
O design. Para já é confortável. É um carro confortável. Depois, os manómetros, a caixa de velocidade. É um carro que não é futurista, mas comparativamente com a caixa de velocidades, é um carro bonito, é um carro esteticamente bonito. Nós olhamos para aquilo, é um carro que se gosta de ver.
E a namorada, Ricardo?
A minha namorada, inicialmente, eu quis comprar um carro, ela não quis, um elétrico, não quis. Eu agora mesmo quando eu fui comprar o elétrico, eu disse-lhe: "Opa, compra também um, trocas o teu". Ela também tem um Renault. E ela disse que não, que nem pensar, que ela não gosta de carros elétricos, tem medo de ficar num sítio, de ficar sem eletricidade. Mas recentemente os meus pais vieram aqui à Madeira, quando fui ao aeroporto deixar os meus pais, eu disse assim: "Olha, levas tu o carro para casa". E ela: "Não, desculpa, mas vais tu levar". E sentei-me no lugar do passageiro e obriguei a levar o carro. E ela aí já teve uma perspectiva totalmente diferente do que é um carro elétrico. Ela pensava que era muito mais complicado conduzir um carro elétrico. Depois a direção também é muito suave e o facto de não termos que carregar na embraiagem. Ela custou inicialmente e agora conduz bem o carro.
Isso quer dizer que vai haver dois carros elétricos em casa?
Sim, muito possivelmente.
Ricardo, como é que é feita a gestão dos carregamentos? É uma coisa complicada para quem não tem um carro elétrico.
Para mim, quando comprei o Zoe, eles disseram que me iam pôr a box em casa. Foi um técnico para minha casa, eu fui lá a casa, coloquei o carregador, pronto. E a partir daí, o que eu faço para aumentar a longevidade da bateria de um carro elétrico? Devemos sempre manter entre os 20% a 80% o seu carregamento. E aquilo que eu faço diariamente é, venho das aulas, chego à noite e ponho a carregar uma, duas horas no máximo. E todos os dias faço isso. Ou seja, ao contrário daquilo que as pessoas pensam, as baterias não ficam viciadas nos carros elétricos, isso não acontece. Para aumentar a autonomia, a longevidade, nós devemos sempre manter entre os 20% e os 80%. É isso que eu faço.
Ricardo, tenho aqui uma pergunta de um ouvinte. Já alguma vez tinha conduzido um automóvel com caixa automática? Qual é a sensação?
É assim, eu nunca tinha conduzido. A primeira vez que eu conduzi com automática foi no Zoe.
E qual é a sensação?
Torna-se muito mais fácil. E uma coisa que eu pensei que era complicado, porque eu estava sempre habituado a carregar na embraiagem, neste momento já não o faço.
Deduzo que a caixa automática no sobe e desce da Madeira dê imenso jeito.
É, porque não temos que fazer o ponto de embraiagem. Nós travamos e fica logo bloqueado. Quando levantamos o pé, é só carregar no acelerador normalmente e o carro suavemente arranca. Portanto, não tem qualquer problema.
Muito bem. Ricardo, muito obrigado pelo seu testemunho.
Nada.
E boas voltas no seu Zoe.
Obrigadíssimo. Então vá, João. Forte abraço aí. Tchau, abraço.