Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
E aqui está ela prontinha a receber o chefe Leopoldo Calhau, que nos acompanha todas as sextas-feiras no "Mesa para Quatro". Leopoldo, como estás?
Olá. Boa tarde.
Boa tarde, Leopoldo. Queres falar de um fruto da época, uma coisa que é muito da época, que são romãs. Eu não gosto particularmente. A Judite gosta bastante.
Eu gosto muito.
É verdade.
Eu também gosto, mas dá muito trabalho.
Pois é. Já vamos a essa questão de descascar.
Ele se calhar tem uma técnica.
Vejam filmes no YouTube e vão ver que a vossa vida fica muito mais simples.
Há tutoriais?
Há aí uma tática? Uma técnica especial?
Há quem se entretenha a explicar isso.
Vai pela conversa com a romã.
Sim.
Convencer ela a descascar-se.
Sim, só se for. Como é que tu fazes, Leopoldo?
Um copo de vinho até é bom que demore tempo.
Exato. Como é que tu fazes para descascar a romã? Tens alguém que o faça, não é? Mas eu queria saber era se fosses tu a fazer.
Por acaso tenho um pai profissional em descascar romãs.
Como é que ele faz? Eu estou curioso.
O meu pai tem tempo, faz aquilo de uma forma que é mesmo para demorar tempo, para fazer um serão. Ele vai descascando, tirando as peles, muito dedicado, mas por norma corta só ao meio, bate e elas caem todas.
À pancada, não é?
Sim.
É romã, amor. É como eu conheço. É como tu fazes. A Judite também é das agressivas.
Não, foi assim que aprendi e com uma colher de pau, não sei porquê, mas é com colher de pau.
A romã deve comer-se assim como nasce e vem ao mundo ou tu inventaste aqui alguma coisa para fazer com ela? É possível cozinharmos de alguma forma a romã ou é pecado?
É possível, claro que é. Dá para fazer granizados, como a receita da Michelle, que vamos falar daqui a bocado. Dá para fazer sumo, dá para fazer doce, dá para fazer uma calda, dá para comer assim. Já é muito bom. O meu pai tinha uma composição que era romã, vinho do Porto, açúcar, amêndoas, avelãs.
Pode ser uma forma de eu gostar de romã.
É porque tem vinho do Porto.
Exato. Olha, vamos lá à receita desta semana. Juntas aqui bacalhau, couve-flor e romã. E estamos todos muito curiosos com isto. Como é que isto acontece?
Para ver o que é que vai sair daqui.
Lembrei-me de um prato que fiz há uns anos, na altura do Natal, que por acaso era branco e vermelho, até cromaticamente.
O critério foi cromático, ok.
Exato.
Os olhos também comem.
Eu lembro de comer couve-flor e bacalhau no Natal, e a romã não tanto, mas mais no Dia dos Reis. Juntei aquilo. Fazemos um puré de couve-flor no forno, assamos. Neste caso, ela já não vai ficar branca. Se quiseres só cozer, ela fica o puré. Confitamos o bacalhau e depois, em vez de estar a pôr sal e essas coisas, pomos romã. Espalhamos romã pelo prato.
É quase um tempero, então. Funciona aqui como tempero.
Depois dá ali um doce e com o picante do puré, dizem que até combina. Fizemos esta semana aqui na TV.
Até combina.
Até combina. E diz-me uma coisa, Leopoldo, esse Natal correu bem?
Sim. A minha filha ainda não deixou de me falar.
Fiquei muito curioso com esta junção de couve-flor, romã e bacalhau. Estavas-me a dizer que o bacalhau é confitado.
Confitado em azeite, lentamente, para lascar.
Deve ser um prato bonito. Eu estou a imaginar que isto fique cromaticamente bonito.
Cromaticamente deve ser muito bonito.
Para expor no museu, talvez.
Sim, e aliás, como tem bacalhau, acho que safa logo, mesmo quem não gosta de couve-flor e romã. Se bem que esse puré também gosto.
Só tem couve-flor, não tem couves.
Olha, vamos a algum lado comer esta semana?
Sim, lembrei-me da minha amiga Michelle Marques, do restaurante Mercearia Gadanha, que é uma exímia cozinheira.
Onde fica?
Extremoz.
Ok. Bela terra também para se dar um passeio.
E por acaso, lembrei-me dela e ela confirmou há pouco com mensagem, que já fez umas quantas sobremesas com romã e uma delas até me deixou curioso, porque falou que fez um granizado de romã e era uma sobremesa, mas levava bacon e cogumelos. Vou ter que pedir para ela me fazer, porque fiquei curioso.
Desculpa, é uma sobremesa, mas leva bacon e cogumelos?
Sim. Fiquei bastante curioso.
Nós também estamos curiosos.
Já vi outra vez e é mesmo verdade.
Não foi um problema de comunicação.
Não.
Manda uma foto quando fores lá provar isso. Estou muito curioso.
Um problema de criação e ela realmente sabe o que faz e é um restaurante que tem um problema, não é fácil reservar porque está sempre cheio.
Como é que se chama? Desculpa, perdi-me aqui um bocadinho.
Mercearia Gadanha, em Extremoz.
Ok, portanto, quem tem boca vai a romã e vai a Extremoz também.
E passa por Extremoz. Também é muito giro, tem lá o mercado de Extremoz, que é incrível.
O que é que se come mais lá?
Ela tem pezinhos de coentrada, que me lembro, e borrego. Os croquetes também são incríveis, de borrego, acho eu.
Croquetes de borrego? Já ganhou.
Sim.
Vamos fazer ir lá.
Lá tem bom presunto também, bons queijos e outras coisas que há aí, que eu agora não me estou a lembrar, mas à memória vem um prato de pezinhos e as sobremesas que são especiais.
Muito bem. Já gostei muito destas sugestões. Gadanha, Mercearia e Restaurante. Fica em Extremoz, bem no centro, pelo que estou a perceber, não é?
Sim, mesmo ali ao pé do quartel e do receio.
Largo Dragões de Olivença, que para mim e para a Judite é um nome bonito. São os Dragões de Olivença.
Sempre bem informado.
Muito bem, fica aí a sugestão do Leopoldo Calhau para esta semana. Está feito mais um "Mesa para Quatro" de hoje. Há uma semana voltamos a pôr esta mesa com o chefe Leopoldo Calhau. Um abraço, Leopoldo. Bom fim de semana.
Bom fim de semana. Tchau. Obrigado.