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Momentos de glória.
É verdade, nós sabemos que a rentrée política está em toda a força. Cada partido vai fazendo a sua festa ou universidade de verão, temos essa versão também. Já falamos aqui da Festa do Avante, que aliás vai ser este fim de semana, mas isto obviamente não ficava completo sem a Reconquista.
Estamos aqui no segundo dia da Academia de Verão da Reconquista, a segunda edição, e agora aqui de manhã estamos já a fazer uma peladinha. A seguir vamos ter combates de boxe. Já tivemos aulas de História sobre Portugal e o povo português.
Bem, que completo.
Aquilo é mais à frente. É animado, boxe. Já se imagina. Além do boxe, há também o jogo do pau, por exemplo, porque nas fotos que eles publicam estão lá a jogar jogo do pau. Portanto, coisas simples.
É o dos pauleiros de Miranda.
É basicamente andar à paulada. E há metáforas muito boas aqui para o líder deste movimento de extrema-direita nacionalista, no fundo, para ele defender a segregação racial.
Eu estava aqui neste jogo de futebol e estava a pensar o seguinte: imaginem se as equipas, ou seja, há uma equipa e há outra equipa, tivessem camisolas de cores totalmente diferentes e todos os jogadores da mesma equipa tivessem camisolas de cores totalmente diferentes. Imagina a equipa A contra a equipa B. A equipa A tem uma camisola verde, uma azul, uma amarela, uma roxa, uma preta e a equipa B a mesma coisa. Ninguém se entendia. Ora, isto é exatamente o que está a acontecer com a nossa sociedade. Se numa equipa de futebol, se num jogo de futebol, não colocarias os jogadores da mesma equipa com as camisolas todas diferentes, porque não se iam entender, então muito pior é fazê-lo a nível da nossa sociedade e do nosso país. Mas isso é o que está a acontecer. Não temos uma cultura única, não temos uma identidade única e não a valorizamos, aquela que ainda temos. Imagina um jogo de futebol com os jogadores todos com camisolas diferentes, os mesmos jogadores da mesma equipa. Isso é o que está a acontecer, mas não é no jogo de futebol, é na sociedade no geral. Por isso é que há tanta desunião, falta de coesão e tantos conflitos e tantos crimes.
Ora bem. Está explicado. Eu acho que encerrava aqui as investigações sobre o tema. A mensagem é simples, as cores todas separadas é que é bom.
Nada de arco-íris.
Nada de arco-íris, nem amarelos e azuis misturados, porque isso vai dar mau resultado. Ora bem, e vamos ao assunto que se fala, o assunto Luís Neves. Rodrigo Tasha, do Chega, vê aqui problemas de governação caseira.
Mas qual é o ministro que se substitui ao primeiro-ministro e diz: "Eu vou governar"? Não, governa a casa dele e pelos vistos mal, que nem soube dizer quantos carros tinha. Disse ao país que tinha um e no fim aparecem dois ou três.
Como é que é possível?
Como é que é possível? Ainda por cima deve ser uma casa com falta de prateleiras ou de gavetas para guardar dossiês.
E por isso lhe chamam o xerife. Esta coisa a que ontem inenarravelmente assistimos, de um ministro que desafiou o líder da oposição para um duelo. Primeiro, Luís Neves não mete medo a ninguém. Se acha que mete medo ao André Ventura, a mim ou ao Chega, não mete medo a ninguém. Há quem diga que ele tem dossiês de toda a gente. Guarda os dossiês num sítio que eu cá sei, porque também pode haver alguém que tenha um dossiê sobre ele.
Pronto, não sabemos qual é o sítio que o Rodrigo Tasha lá sabe.
Era uma eca.
É uma gaveta. Mas sabemos que Pedro Frazão, ou o que Pedro Frazão quer fazer com a Agência Lusa, o deputado do Chega, deixou de fazer piadas nos últimos dias e aqui aparece muito irritado.
Sabem uma coisa? A Agência Lusa passou todos os limites e tem de se retratar. A Agência Lusa, uma agência de notícias detida pelo Estado português e, portanto, é paga e sustentada pelos portugueses, tem a distinta lata de apresentar o Hamas como um simples grupo extremista, dizem eles. E vêm sugerir que é apenas Israel que considera esta organização como terrorista. Isto é falso e é vergonhoso. A Agência Lusa devia saber, esses jornalistas ecos que nem têm a qualidade, nem têm a categoria para ser chamados de jornalistas, são uns escrevinhadores quaisquer, deviam saber que o Hamas está formalmente incluído na lista de terroristas da União Europeia. E, portanto, isto não é uma opinião de Israel, é a classificação oficial da União Europeia, da qual Portugal faz parte. Uma agência noticiosa que é detida pelo Estado português tem a responsabilidade acrescida de ter rigor e não pode branquear uma organização que é responsável por ataques terroristas hediondos e também aquele ataque terrorista do 7 de outubro, onde foram assassinados, raptados, violados civis em Israel.
Zangadíssimo. Até bateu cinco vezes com as mãos.
E bate com a mão, bate com as mãos, está muito zangado. Portanto, este é o problema que Pedro Frazão identifica. Bom, e perante isto, então, o que ele quer fazer?
Eu, enquanto português, exijo que a Agência Lusa se retrate publicamente e corrija esta informação. Os portugueses pagam a Lusa, pagam os vossos salários e têm o direito de exigir rigor, verdade, competência a vocês, seus jornalistas ecos de quinta categoria. Vocês são uma vergonha. São uma vergonha, são vergonhosos para o país. Eu tenho vergonha de vocês. Quando o Chega chegar ao poder, vai fechar a Agência Lusa, porque vocês não passam de uma agenda de propaganda e são nojentos. Vocês são nojentos.
Pronto.
Bem.
E vai fechar a Agência Lusa, portanto, mais uma linha no programa político do Chega. Ora bem, mas vamos aos grandes problemas da humanidade.
Então, mas olhem lá, que história é essa de agora não se poder utilizar a palavra leite gordo? Agora é leite inteiro? Então, mas espera aí. Então se é leite inteiro, também existe leite meio inteiro. Ai, meu Deus. Eles tiraram o gordo, porque o gordo era um insulto às pessoas gordas, é isso? É um insulto à sociedade. Então, mas também existem pessoas magras, por amor de Deus. Eu estou a imaginar. Um dia eu vou chegar ao pé da minha nutricionista e vou dizer: "Olha, desculpa, mas eu estou me a sentir um bocadinho meia inteira." Nós estamos a chegar a um estado que já dizia a minha avó: "Achas que isto está mau? Isto ainda vai piorar."
É que vai mesmo.
É que vai mesmo.
Um abraço para a avó da Sónia Filipa pela demonstração de grande sabedoria. Bom, e agora aconselhamos, vamos fechar, mas aconselhamos todos os sportinguistas a taparem os ouvidos. Por favor, vamos dar aqui um compasso de espera. Por favor, não ouçam os próximos 15 segundos.
No entanto, o Sporting, como já disse, está no topo da tabela, mas é como os porcos. Imaginemos os porcos em cima de uma árvore, ninguém sabe como é que eles foram lá parar, mas sabemos que eles vão cair. Mortos ou com vida.
Ops, bom disclaimer.
Nós avisamos.