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Estes são os momentos de glória das manhãs 360. São os de alguém?

Os de alguém. O Rock in Rio já acabou. O Tony Carreiro foi lá, mas na verdade estava entusiasmadíssimo por ir aos concertos.

Eu, para ser sincero, venho só cantar com uns amigos, que eu gostava de cá ter estado é ontem. Ver o Rod Stewart. Só que ontem tinha concerto e, portanto, não dava. Mas vim para o ambiente.

Foi ver o ambiente. Pronto, não deu para mais nada. Para a atriz Inês Castel-Branco está tudo bem. Aliás, tudo mesmo muito bem.

Acima de tudo, esta zona VIP. Já vi muitos festivais, mas eu nunca vi uma zona VIP deste calibre, juro-te. Desde as comidas às bebidas, até gomas têm aí. Eu sou maluca por gomas, vocês não estão a perceber.

Com gomas não há festival que não seja ótimo. Carlos Moedas também estava muito entusiasmado e ele é cá dos nossos.

Ontem vi com muito gosto o Rod Stewart, que adorei. Acho que o Rod Stewart com 81 anos, é absolutamente incrível o que ele fez. A Cindi Lauper antes, mas eu achei que ele ainda estava mais em forma do que a Cindi Lauper em termos de voz. E com 81 anos hoje realmente é sobre-humano, não é? Porque nós pensamos todos nos nossos avós e pensar um avô nosso estar ali acima do palco com 80 e não sei quantos anos, não é normal. Às vezes parece normal, mas não é normal, porque tem não sei quantas mil pessoas à frente, tem que ter voz, tem que cantar, tudo isso é difícil estar em palco. E com 81 anos, uau!

Uau! Voz e joelhos, que ele também não são novos. Agora, será que Moedas conseguiu realmente apreciar esta experiência de um festival de música?

Eu gosto muito de festivais, só que como sou presidente da câmara, eu estou sempre aqui a trabalhar. Eu estive cá ontem, estou cá hoje, mas estou sempre numa função de trabalho. Mas faz parte da profissão.

Chato.

É isso.

Mas reparem, profissão de presidente de câmara, trabalhar nos festivais. Ele explica tudo, porque no fundo, um presidente o que tem que fazer? É a paz.

Lisboa, não é por nada, que 1200 anos antes de Cristo foi criada pelos fenícios e os fenícios chamavam porto de abrigo, que em fenício dizia-se "alis ubbo". E eu acho que nós somos realmente um bom porto de abrigo.

Pronto, já foi dito.

Fenício. É sempre importante saber como é que se diz as coisas em fenício.

Mas correu tudo bem no Rock in Rio, é o que interessa. O cartaz agradou a muita gente. Faltou lá a Dua Lipa, é verdade, mas isso é porque ela tinha mais que fazer: aparecer na conferência de imprensa de Roberto Martinez.

Não a cantar. Não.

Na fase de grupos e depois começar outro mundial.

Não a cantar. Não.

Eu tenho microfone, mas também não...

Can you please stop the music? Isto é que dançar. Sara Correia, não temos Sara Correia, a Marisa?

Não, eles estão bem.

Ok, thank you so much.

My apologies.

Eles viram o vídeo da final da Taça do Mundo?

Mas Dua Lipa?

Roberto Martinez ali a registar o nome.

A Sara Correia, a Marisa.

Ele sabe, ele sabe muito.

É isso mesmo. Bom, já tivemos rock, já tivemos pop. Vamos chamar agora outro artista, no caso, o deputado do PSD, Emídio Guerreiro.

Eu em Coimbra fui maestro da Orquestra Pitágoras durante cinco anos, da secção de fado, e tenho a mania que gosto de cantar. Não canto grande coisa, diga-se de passagem, mas há uma coisa que é certa: não é por falta de cantor que não há festa. E se não há mais ninguém para cantar, o Emídio canta.

Então, e se o Emídio canta, silêncio, porque se vai cantar o fado.

E o vento nada me diz. Como vê, é mau, é mau, mas dá para recompor amêijoalas.

Temos artista. Muito bom.