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Ai, ai. Não, estava aqui. Onde é que eu tenho isto? Está aqui. Bom, já se sabe que os políticos agora não querem ir à bola, mas têm ideias sobre a quem a Federação Portuguesa de Futebol deveria dar os bilhetes. André Ventura.

Gostava de propor à Federação Portuguesa de Futebol, publicamente, desde este lugar de liderança da oposição, que a Federação Portuguesa de Futebol pudesse oferecer esses bilhetes, em vez de ser aos políticos, a pais com crianças no IPO, que possam viajar e que tenham o sonho de ver a seleção nacional portuguesa.

Pronto, isso é uma boa ideia de André Ventura, que também tem outros possíveis destinatários.

Ou até a antigos combatentes que estão hoje na miséria, que nunca viram a seleção nacional, que gostavam de a ver, e podíamos oferecer-lhes esses bilhetes para irem ver um jogo da seleção nacional.

Muito bem.

E está bem sonorizado.

E é isso que as pessoas precisam. Está ótimo, é para emocionar. Isto agora não vai ficar fácil, porque quando virmos um deputado do Chega nas bancadas, não nas bancadas parlamentares, nas bancadas do estádio, vamos pensar que está a tirar o lugar a crianças, a pais de crianças doentes e a antigos combatentes. Por falar em antigos combatentes.

Vamos ao Cristiano Ronaldo, porque não se fala de outra coisa.

Ó Cristina, não se fala de outra coisa é aqui no Observador. Então vamos lá ao Cristiano Ronaldo, porque ele tem uma explicação para o empate com o Congo.

Faltou? Não faltou nada. O futebol é isto.

Portugal podia ter ganho.

Poderia, mas também poderia ter perdido. Estava fora de jogo.

Paulo, o que é que tens a dizer sobre isto?

Acho que ele tem toda a razão.

Poderia ter ganho, poderia ter perdido. Empatou, que era o terceiro resultado possível. Não faltou nada.

O martinetismo da análise é...

É muito incisivo. Se calhar, o que faltou a Portugal foi ouvir Carlos Moedas.

Eu seguro-me a acreditar que é preciso ir mais longe. E como dizia o Martínez hoje, é preciso ter sonho, é preciso termos este sonho, não ter medo de sonhar, não ter medo de ir mais longe.

Ai, meu Deus, ir mais longe, sonhar, sonho. Roberto Martínez sonhou, eu acho que ele até estava a dormir, na verdade. Quando acordou, já Portugal tinha empatado.

Sim, acho que o mais difícil é começar o jogo bem, ter uma ideia coletiva importante daquilo que acontece no jogo e fizemos isso muito bem até ao golo.

Pois, Portugal foi perfeito até ao golo, que foi aos seis minutos. Pronto. Eu acho que isto é ótimo para Portugal. Marcar um golo aos cinco minutos e depois, a partir daí, é sempre a cair. Cristina Ferreira é que sabe qual é que é o verdadeiro problema de Ronaldo. A Cristina, ela é que sabe.

Mas eu vou-vos dizer uma coisa, que ele deve estar enervado.

Porque ele gosta de ganhar.

Não, porque o Messi marcou.

Marcou três. Isto até ao fim da vida dos dois, vai haver aqui uma rivalidade maior.

É ou não é verdade? Cristina Ferreira também percebe um bocadinho destas coisas de rivalidade. Ricardo Quaresma, que está a comentar o mundial nos Estados Unidos, falou com João Félix no final do jogo.

Não há jogos fáceis porque estão aqui porque têm qualidade e lá está. Acabamos por empatar. Agora temos dois jogos para resolver e eu continuo a acreditar em vocês, sem dúvida nenhuma. Por isso, diz ao teu treinador para te meter mais vezes. E a ver se o próximo jogo entramos de maneira diferente e ganhamos o jogo.

O que será que o Quaresma disse ao Ronaldo? Ao amigo Ronaldo? "Diz ao teu treinador para te tirar mais vezes."

Isto é um bom conselho.

Para entrar um tem que sair outro, não é? A menos que se abra uma exceção para Portugal e o Ronaldo está como está, pode jogar com 12.

Na verdade, ia jogar com 11.