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Eu acho que este Momentos de Glória devia ser sobre Modern Talking, Sabrina e Samantha Fox, que era o que estávamos a falar em off. Estava tudo aqui na galhofa.

Agora, bora lá, vamos lá. Olha, fica para amanhã. You're my soul.

Boys, boys, boys. Às vezes esquecemos que os políticos também fazem coisas normais. Políticos como Pedro Passos Coelho, ex-político. O professor.

Qual foi a última série ou filme que viu e que recomenda?

Há muitos anos que não vejo série nenhuma.

"Uma Casa na Prados de Galo".

O último filme que vi, vi com a minha filha mais nova, é um filme muito antigo, de 1968, e chama-se "O Leão no Inverno". E recomendo porque é uma história fantástica.

E agora, o que é que faz ao fim de semana que ninguém imagina?

Uuuh! Será que viu o filme de 1968?

68, o ano em que São Lazar caiu da cadeira.

Tenho de pensar. Eu levo uma vida muito normal. Ao fim de semana, normalmente estou com a família, uma vez ou outra vou ao teatro, outras vezes simplesmente trabalho e ponho o trabalho em dia, mas sobretudo ouço música e às vezes ainda canto, imagine. Para grande desgraça dos meus vizinhos.

Será que também canta algumas canções do Bruno? Será que também canta Sabrina e Samantha Fox?

Modern Talking, quem sabe?

Mas na tua versão, eu gostei muito da tua versão. Tens de trazer a tua versão da Samantha Fox.

Um dia destes. Quando estiver assim mesmo para rebentar, para acabar.

Teu último dia.

Bem, então e mais?

E se pudesse jantar com qualquer pessoa da história, viva ou morta, quem escolhia e o que pedia para comer?

Eu interesso-me muito pouco por figuras históricas. Quando se trata de conversar, de estar em casa, de convidar para almoçar, eu convidaria um grande amigo, uma amiga especial.

Qual é a coisa mais estranha que alguém já lhe pediu para assinar ou fotografar?

Não faço ideia. Normalmente pedem-me ex-alunos para assinar fitas da faculdade quando acabam os cursos.

E qual é o seu talento completamente inútil?

Nunca pensei nisso. A maior parte dos poucos talentos que tenho, eu dou-lhes utilidade. Mas se calhar há algum que eu não me tenha apercebido e que é completamente inútil. Talvez por isso eu não me lembre dele.

E vocês, com que figura histórica morta gostariam de jantar?

Eu com um morto, se calhar com o John Kennedy.

A pergunta é má.

Pois é, coitadinho.

Claro, é verdade.

Essa é que são para embirrar.

Não.

Fez-me lembrar aquele filme "Um Cadáver para a Sobremesa".

Ou "O Fim de Semana com o Morto".

Bem, de um coelho para Isaltino, e não vamos falar de coelho à caçadora. Há mais vida para além dos restaurantes, coisas que o deixam emocionado.

Eu cada vez que falo com uma pessoa como tu, e há muito poucas pessoas como tu, eu fico com um nó na garganta.

Tenta o presidente.

Porque vocês, de alguma forma, vocês bombeiros, e quando o fazem com a dedicação com que tu fazes, realmente sois os heróis do nosso tempo. Termos a consciência da disponibilidade, de uma dedicação total a uma causa, que é a dos bombeiros, e a causa dos bombeiros é a defesa dos cidadãos, é a defesa do povo, do país. E realmente tem que ser motivo de uma grande admiração.

Ele estava com a voz embargada, vocês não ouviram. Tinha uma musiquinha também adequada à uso. Não. Bem, mas e se há bombeiros que salvam vidas, no caso de André Ventura, foi a fé. Já se sabe que quando era jovem quis ser padre, mas então e por que não foi?

Pois, eu achei que podia ser padre, como sou uma pessoa de fé, e como a minha vida também estava um pouco... Não sabia bem qual era o seu sentido, decidi ir para o seminário. Estive no seminário de Penafirme, fui para ser padre. Depois aconteceu uma coisa que eu acho que acontece a muita gente: apaixonei. E como me apaixonei e vi que essa paixão estava a acontecer repetidamente, percebi que não ia conseguir ser um padre, ou pelo menos um padre sério, conseguir não estabelecer relações com o sexo feminino, porque me sentia atraído e sentia que queria desenvolver esta vertente. E portanto, olhei para mim próprio, percebi que não ia conseguir ser um padre sério, estava apaixonado.

E saiu por amor.

Foi. Saí por paixão.

Paixão repetidamente.

Repetida. Uma, duas, três.

Não era amor a Deus.

Não. É a carne, a carne é fraca.

Senão estaria o diabo.

Bem, fechamos com o Flagelo, quando somos muitos na empresa e é preciso conciliar agendas.

Obrigado a todos por terem vindo. Eu convoquei-vos para esta reunião porque eu gostava de agendar uma reunião convosco. Podem hoje às 16:00?

Por mim, ok.

Sim, eu não tenho nada.

Eu tenho uma call às 15:00, que é capaz de atrasar. Pode ser antes às 17:00?

Às 17:00 é a hora de eu ir buscar o miúdo à escola.

Ok, se for antes, tipo 14:00?

Eish.

Mas eish o quê?

Não, é que às quartas temos o cozido.

Então vá, antes de almoço, sei lá, meio-dia.

Isso é a hora do meu ginásio.

Ó Ana, não podes faltar uma vez ao ginásio.

Já faltei duas vezes esta semana, chefe.

Então sobra sexta-feira.

Sexta-feira vou estar de baixa.

Estás doente?

Ainda não, mas sexta-feira vou estar.

Chefe, desculpa, mas esta reunião vai durar muito tempo?

Não, isso era uma coisa tipo 10, 15 minutos, uma coisa rápida.

Então por que não reunimos logo após esta reunião? Assim ficamos já despachados.

Ok, é uma boa ideia, mas podem todos?

Eu posso.

Então pronto, está marcado.

Produtividade, malta.

Perfeito.

Até já.

10 segundos depois.

Então, chefe, chamou?

Sim, bom dia.

Bom dia.

Pronto, está resolvido.

Reuniões para marcar reuniões, um clássico.

Um clássico.