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Boa tarde. Nem tudo o que vem à rede é bola. Hoje vamos falar sobre Sporting, com Francisco Salgado Zanha. Amanhã a Assembleia Geral de Acionistas da SAD leonina e no dia 10, assembleia geral de sócios. Vamos falar de contas, vendas e também de ordenados, mas antes temos jogo dentro de campo. A jornada termina hoje com o Sporting a jogar em casa do Aves, o último classificado da liga, no jogo de estreia de Silas no comando técnico do Sporting. Ora Bruno Roseiro, editor de Desporto do Observador, saída rápida aqui para este ataque nesta jornada sete. No que toca à liderança, não tivemos grandes mexidas.
Não tivemos grandes mexidas, sendo que para mim o destaque volta a ser o Famalicão, não tanto por ser ainda líder, mas também porque aguentou duas coisas: uma, o fato de os adversários já começarem a perceber um pouco melhor o tipo de jogo que tem, portanto aguentou isso. E dois, a pressão midiática que está a ser criada à volta não só da equipa, mas também da vila em si, e que está a ser bom. A verdade é essa. Já chegámos ao Brasil, o Globo Esporte já fala também do Famalicão, portanto, que mais não seja, já vale a pena. Tivemos também o Benfica a ganhar naquela que é provavelmente a sua fase menos conseguida da época, e o próprio Bruno Lage também não esconde, e o Floco do Porto a passar numa deslocação que pode fazer a diferença em relação ao título, porque não serão muitas as equipes a ganhar lá, apesar do Tondela também já lá ter ganho. Mas continuo a dizer, o Rio Ave, para mim, é das melhores equipes deste campeonato.
Um gol anulado ao Rio Ave que trouxe também alguma polêmica.
Sim, mas são 64 centímetros de polêmica que foram logo à vida, portanto, nem vale a pena estar assim a grande discussão. Agora temos a questão das linhas.
Que é uma novidade este ano no VAR.
Que é uma novidade. No dia em que começarmos, feito malucos, que é uma palavra que anda aí muito em voga, a medir a questão dos centímetros, se é ou não é, etc, poderá haver problemas. Neste caso em específico, parece-me que não. Existem linhas, são 64 centímetros que fizeram a diferença para o Rio Ave, sendo que o jogador que marca aquele gol, o iraniano, é um jogador que parece que vamos aqui falar várias vezes durante este ano. Parece-me.
Fica então essa promessa. Mariana Fernandes, esta semana temos Europa na mira dos clubes portugueses. Regressamos aos jogos da Liga dos Campeões, essa liga milionária com uma equipa, o Benfica, e depois a Liga Europa. Passe rápido então para darmos uma volta por esta jornada.
É uma segunda jornada da Liga dos Campeões em que o Benfica vai tentar anular ou pelo menos esconder a derrota com o Leipzig em casa na primeira jornada, portanto vai à Rússia jogar com o Zenit. Só mesmo uma vitória aqui é que pode ajudar o Benfica a recuperar as esperanças de chegar às oitavas de final. Será um jogo obviamente complicado, não só por ser com o Zenit, que é o expoente do futebol russo nesta altura, mas também por ser na Rússia, que é sempre um terreno complicado para as equipes portuguesas, pelas diferenças de temperatura, normalmente pela qualidade dos relvados. Portanto, será com toda a certeza um jogo complicado numa altura em que, como o Bruno já disse, o Benfica não está propriamente a atravessar uma grande fase ao nível exibiçional. No dia seguinte, quinta-feira, Liga Europa. O Porto visita o Feyenoord, naquele que poderá ser, e é provavelmente, o jogo mais difícil do grupo, Rangers à parte. É uma deslocação difícil para o Porto, que ainda assim tem nas costas o quentinho de ter vencido em casa o Young Boys.
Queres que eu te conte uma história sobre isso?
Quero, sim, senhor.
Vou te contar uma história. O Sérgio Conceição vai voltar a um estádio onde eu, com 19 anos, estava lá a apoiá-lo, com 40 graus. A banheira de Roterdão, aquilo tem uma coisa engraçada, que é a parte de cima, quem vai lá para cima, aquilo faz efeito estufa. E acabou com a primeira parte dos alemães a quererem bater-nos, porque estavam a ser um bocado enxovalhados. Na segunda parte, saímos do estádio e com eles a darem os parabéns e a dizer: "Vocês vão ser campeões da Europa. Falharam por pouco."
Boas memórias, portanto, para Sérgio Conceição.
E belas férias também que eu tive nessa altura.
Além do Porto, o Sporting recebe o LASK, que será, com toda a certeza, o clube mais modesto do grupo da Liga Europa em que o Sporting está incluído. É uma oportunidade para conquistar a primeira vitória, para tentar dar um passo rumo aos oitavos de final, depois da derrota com o PSV. O Guimarães recebe o Eintracht, outro jogo muito complicado. O grupo do Guimarães, tal como já tínhamos falado no início da Liga Europa, é um grupo muito complicado para os vimaranenses. Temos o Arsenal, temos o Eintracht e temos o Standard de Liège, sendo que o Guimarães perdeu aquele que seria o jogo mais acessível contra o Standard de Liège. As coisas tornam-se um pouco mais complicadas agora para a equipe de Vieira. O Sporting Braga, depois, e motivado pela vitória com o Wolves, a Inglaterra, e também com a primeira vitória fora de casa com o Portimonense, agora no domingo, vai receber o Slovan Bratislava, que é um adversário também bastante acessível, tendo em conta a qualidade do Wolverhampton. Portanto, uma segunda vitória aqui para o Braga colocaria a equipe de Sapinto numa ótima posição para chegar aos oitavos de final.
Esta jornada europeia traz também aqui outros destaques.
Outros destaques extra-equipas portuguesas. Na Liga dos Campeões, um jogo que será com toda a certeza apetecível para todos os adeptos de futebol, um Tottenham x Bayern de Munique, numa altura em que a equipe de Mauricio Pochettino parece estar um pouco a pagar a fatura daquilo que foi uma boa temporada na época anterior, em que chegou à final da Liga dos Campeões, um Valencia x Ajax e ainda um Barcelona x Inter de Milão. Um Inter de Milão que é preciso referir, está na liderança da Série A, à frente da Juventus, com o melhor arranque dos últimos 50 anos no futebol italiano. Portanto, é aqui um grande jogo entre o Barcelona e o Inter de Milão.
Ora, e por esta hora temos Mundiais de Atletismo, calor em Doha, no Qatar. Tema em destaque nas cartas da semana. Este é um espaço onde destacamos as figuras da semana e também deste fim de semana desportivo. Ora, Bruno Roseira, és tu que vais lançar aqui as cartas. Não és propriamente a Maia, mas vamos ao ás, ao joker e à carta fora do baralho.
Não sou, não vou entrar na parte do doa a quem doer, mas merece ser destacado como ás o João Vieira. Não só por ter sido a única medalha até agora de Portugal, não só por ter sido o atleta mais velho de sempre a conseguir uma medalha, mas porque me faz recordar o Carlos Lopes. Por quê? Porque o Carlos Lopes quando ganha a primeira medalha de ouro olímpica para Portugal, muito mais do que a medalha em si e do simbolismo que isso teve, ele foi reconhecido pela idade com que conseguiu ganhar. Aos 37, 38 anos, ganhou a maratona. E foi reconhecido pelo Ronald Reagan, ou seja, quando é recebido na Casa Branca, ele quase funciona como exemplo daquilo que Reagan gostava que os americanos fossem, com 37, 38 anos, a conseguir dar o exemplo. Foi reconhecido pelo rei Juan Carlos, em Espanha, foi reconhecido pelos Simpsons. Portanto, aquilo que a medalha de prata de João Vieira me faz recordar é a capacidade que Carlos Lopes teve em 84 e que hoje João Vieira teve para conseguir esconder o cartão de cidadão e brilhar. Até porque ele faz uma prova com um andamento brutal nos últimos 25 km, que aquilo até cansa só de ver, apesar de ser macho.
Mantemos as atenções nestas modalidades, agora um pouquinho diferentes, mas com o joker.
Sim, havia aqui muita coisa para destacar. A Taça Continental de Hóquei em Patins pelo Sporting, a vitória do FC Porto frente ao Kielce, que passou um bocadinho ao lado, mas que é uma vitória histórica, porque o Kielce é uma das melhores equipas europeias de handball. Destaco pelo simbolismo aquilo que aconteceu entre Braima Dabó, um atleta da Guiné-Bissau, e o Jonathan Busby, de Aruba. O Busby estava a fazer a prova de 5000 metros, caiu para o lado e o Dabó, sem pensar, aquilo que fez foi: agarrou-o e levou-o até o final da meta, sabendo que ia ser desqualificado. Parece-me que esta é a história para já até agora dos Mundiais.
E referir que Braima Dabó, além da ligação óbvia a Portugal por ser guineense, que é um país que está intrinsecamente ligado ao nosso, vive em Portugal, é atleta do Maia e é aluno do Politécnico de Bragança. Portanto, aqui referir também a ligação de Braima Dabó a Portugal, para além de ser guineense.
Ora, e esta semana a carta fora para a decisão polêmica da Federação Inglesa de Futebol é a nossa carta fora do baralho, no fundo.
Sim, polêmica para não lhe chamar de parva, tonta, coisa assim.
Polêmicazinha.
Uma coisa assim. Uma coisa picantezinha, mas que é tonta.
É de malucos, não é?
Isto é um bocadinho o programa Ricardo Araújo Pereira, mas é tonto. Ele agora também tem o tolígrafo, isto é um bocadinho tonto, isto atinge muita tolice. Por quê? Porque o Bernardo Silva estava a brincar claramente com o Mandžukić, chamou-lhe Conguito e toda a gente levou aquilo para a questão racista, etc. Não faz sentido nenhum. Há uma frase que eu retiro de uma entrevista do Sterling ontem que diz: "Não faz sentido estar a ver o Bernardo Silva trabalhar desanimado a semana toda por uma questão completamente inócua, que não faz o mínimo sentido." E acho que da mesma maneira como todos os campeonatos, todas as ligas devem criar mecanismos para combater de uma vez por todas, seja o racismo, seja a homofobia, seja outros problemas, nomeadamente a violência, por exemplo, também têm de ter alguma capacidade de perceber que não se pode criar um caso em todas as situações.
Sim, isto numa altura em que o futebol italiano vive um problema muito grave ao nível do racismo, acontece em quase todos os jogos. E houve um problema grave com o Lukaku logo no início da temporada, que está no Inter de Milão. A verdade é que a Roma agiu de forma um bocadinho mais dura com insultos racistas ao brasileiro Juan Jesus nas redes sociais, portanto, denunciou o caso às autoridades, proibiu para sempre o adepto de ir aos jogos, anunciou tudo isso em termos públicos de forma a dar um bocadinho o exemplo. Portanto, temos aqui um caso sério e um caso em que um clube agiu de forma séria para tentar erradicar um problema e um caso de um núcleo de futebol, neste caso o futebol inglês, que está a tentar criar problemas que não existem e que se calhar também não está a agir de forma séria em relação aos que realmente existem.
Mariana, e vamos falar de números à séria nos três toques. Aí está, a Mariana vai nos trazer aqui com alguma curiosidade estes números. Nestes três toques, começamos com a reviravolta do Marítimo nesta jornada.
É, o Marítimo aos 83 minutos, em casa com o Moreirense, estava a perder 1 x 0, aos 86 estava a ganhar 2 x 1. Portanto, foram dois gols de Rodrigo Pinho, com dois minutos de diferença. Um avançado brasileiro que só entrou no jogo na segunda parte, não foi titular, leva quatro gols em cinco jornadas. Portanto, já alcançou os números que registou em toda a época passada e conseguiu aqui uma importante vitória para o Marítimo em casa contra uma equipa difícil, o Moreirense.
E a sorte, ou quem faz por ela, é o segundo toque desta semana.
Temos de destacar novamente o Famalicão, neste caso com a especificidade do Anderson. Portanto, é uma história de outra reviravolta. O Famalicão estava a perder em casa com o Belenenses SAD. O Pedro Gonçalves empatou na segunda parte e um bis do Anderson nos últimos 10 minutos valeu a vitória e a manutenção da liderança, isto tendo em conta que o Benfica já tinha vencido o Vitória de Guimarães. Portanto, o avançado brasileiro de 21 anos é o mais eficaz de toda a Primeira Liga, tem quatro gols em apenas 115 minutos em campo.
E é uma prova que domingo de manhã, de vez em quando, é bom vermos os jogos da Segunda Liga, porque senão já conhecíamos este Anderson, que o ano passado também valeu muitas vitórias ao Famalicão.
É verdade.
E aí está mais uma palavra: eficácia e na Luz a salvar-se a de Carlos Vinícius.
Carlos Vinícius, que é lançado no jogo por Bruno Lage para resolver uma situação que estava difícil para o Benfica, o jogo estava um bocadinho bloqueado. Raúl de Tomás não foi titular e não chegou a entrar. Seferović não está a passar uma fase propriamente eficaz nesta fase da temporada, assim como o Benfica também não está. Carlos Vinícius entrou, marcou quatro minutos depois, mostrou que é uma opção válida para o ataque numa altura em que o avançado espanhol, Raúl de Tomás, não está a conseguir fazer gols, ainda não marcou com a camisola do Benfica. Carlos Vinícius marcou o segundo gol oficial com a camisola do Benfica e foi esta a primeira vez em que a equipa de Bruno Lage conquistou pontos esta temporada, graças a um jogador que saiu do banco.
E agora vamos ao túnel Bruno, este espaço permite-nos trazer algumas notícias, alguns negócios do desporto que normalmente não são trazidos à antena, mas nós trazemos aqui neste nosso espaço aqui no "Observador". Começamos com o Sporting.
Sim, com o Sporting, com a contratação do Silas e com uma curiosidade que tem a ver com o seguinte: na altura em que toda a gente se atravessa que o Silas vai ser o próximo treinador do Sporting, era numa altura onde ainda não havia acordo. Não deixa de haver essa curiosidade. O próprio presidente Frederico Varandas assumiu que houve contactos com vários treinadores. Houve a questão do Abel Ferreira, do PAOK, do Quique Setién, do Mourinho, do Jardim, falou-se de muitos treinadores. O Silas já estava reservado desde quarta-feira, mas o mais curioso disto é que quando toda a gente já o dava como certo, ainda faltava acertar aquilo que não estava acertado, que tinha a ver com ordenado e duração do contrato. Quando foi acertado? Foi talvez quatro, cinco horas depois de toda a gente já ter dito que ele era o treinador do Sporting. Nunca houve grandes dúvidas que iria chegar a bom porto. A questão é que ainda ia a meio da viagem.
E ainda no Sporting, há o risco do Sporting perder o domínio sobre a SAD?
Não existe esse risco, mas não deixa de ser curioso, olhando para os jornais, para rádios, televisões, que por um lado, antigos dirigentes, cada vez mais, e já são quatro, cinco, seis, que começam a levantar essa possibilidade de haver um modelo tipo PSC para o Sporting, incluindo o antigo presidente José Roquete, não deixa de ser curioso. Ele próprio criou a SAD, já admite ceder a maioria. Por outro lado, em contraponto, temos os atuais dirigentes também em catadupa digamos assim, quase todos os dias a dizerem que isso não vai acontecer, que o Sporting não vai perder a maioria da SAD.
E desta semana que passou, fica essa assembleia geral do Benfica marcada com críticas e até apertos de pescoço.
Apertos de pescoço, e que também tem a ver muito com um facto pouco falado e que em termos internos do Benfica se consegue perceber. Ou seja, nada justifica aquilo que o Luís Filipe Vieira fez. Por que isso aconteceu? Calor do momento, mas a verdade é que a assembleia geral de 2017 acabou, ou pelo meio, teve cadeiras pelo ar e inclusive artefactos pirotécnicos lá dentro. Em 2018, Luís Filipe Vieira queria falar e o seu discurso foi interrompido dezenas de vezes. E agora temos em 2019, uma situação que não tem propriamente a ver com interromper ou com cadeiras, mas claramente grande parte das intervenções críticas à sua atuação. E portanto eu diria que, apesar do arrependimento que ele hoje tem, acabou por ser uma manifestação de quase uma explosão, depois de tudo aquilo que tem vindo a acontecer nas assembleias gerais. Ou seja, já não chega o Benfica ganhar e apresentar resultados positivos. A verdade é que Luís Filipe Vieira continua a sentir que existe ali uma franja que premeditadamente vai para as assembleias gerais fazer aquilo que ele não aguentou agora.
Má jogada de Luís Filipe Vieira e agora "Golo Fora". Mariana, neste "Golo Fora" procuramos atletas que se destacam lá fora e hoje foste descobrir aqui o Zeca Rodrigues.
Zeca Rodrigues tem 31 anos, é um médio de 1,80 M, que está a cumprir a terceira temporada ao serviço do Copenhaga, o atual campeão da Dinamarca, que está também na fase de grupos da Liga Europa. Antes, esteve sete anos na Grécia, sempre ao serviço do Panathinaikos. Acabou por naturalizar-se grego e representar a seleção do país. Em Portugal, fez a formação toda no Casa Pia, só jogou um ano na Primeira Liga com o Vitória de Setúbal, já em 2010, 2011. Portanto, passado Portugal e da Grécia para o frio da Dinamarca, não terá sido fácil. Perguntámos a Zeca qual foi a principal dificuldade na adaptação ao país do Norte da Europa.
O clima foi um problema para mim, porque eu vinha de um país com sol, calor, durante muito tempo. Vim para a Dinamarca já era inverno e custou-me um pouco. Agora já estou habituado, já não é um grande problema.
Para o jogador natural da Amadora, uma das coisas que estranhou na Dinamarca foram as bicicletas.
É um país mais organizado, país cheio de bicicletas, uma coisa que eu não estava habituado. Pessoas também fantásticas, conforme na Grécia, por isso o que eu mais achei de diferença no país é a forma como eles vivem, a forma como tratam as pessoas. Não se vê muita conversa na rua. Só se vê as pessoas a passar de bicicleta para o trabalho e a voltarem para casa. Isso foi uma das diferenças.
Zeca Rodrigues naturalizou-se grego sem nunca ter jogado por Portugal, mas diz que este foi um processo muito simples.
Foi simples porque chegou-me a oferta do treinador da seleção, se eu fizesse passaporte, ia ser chamado, mas isso também já na altura estava a tratar do passaporte com o presidente do Panathinaikos, porque ele que queria que eu tivesse o passaporte, porque eu tinha a ideia de ficar a viver na Grécia. Então ele perguntou-me por que eu faço o passaporte e o treinador ouviu falar sobre isso e perguntou-me se eu queria jogar pela seleção grega e eu aceitei, disse que sim. Como não tive a oportunidade de jogar na seleção portuguesa, era uma oportunidade para mim jogar por um país que as pessoas gostam de mim e eu também gosto do país, então foi fácil.
O jogador marcou um golo no passado sábado, está feliz na Dinamarca, é campeão dinamarquês e está a jogar nas competições europeias, mas continua com o objetivo de voltar à Primeira Liga.
Gostava de voltar a Portugal e jogar na Primeira Liga, porque afinal também só joguei um ano na Primeira Liga e gostava de voltar a jogar em Portugal.
Mais uma estrela descoberta lá fora pela Mariana. Agora é tempo de notícias. Atualizamos a informação nesta síntese. À meia hora, a seguir, temos a entrevista com Francisco Salgado Zanha. Bem-vindos à segunda parte do Nem Tudo o Que Vem à Rede é Bola. Bruno Roseiro, editor de desporto do Observador, Mariana Fernandes, jornalista de desporto e comigo Aníbal Rubiel. Já falamos da jornada, já distribuímos as cartas desta semana. Destaque para o Mundial de Atletismo de Doha e seguimos agora para a entrevista. Francisco Salgado Zanha, boa tarde. Ele é vice-presidente do Sporting. Bem-vindo à Rádio Observador.
Boa tarde.
Boa tarde e desde já obrigado por ter aceite o convite. Recordo-me que na primeira entrevista que deu ao Observador, ainda como candidato, colocou muito a tónica numa questão que tinha a ver com a otimização de custos. Era importante, mas a sustentabilidade vinha sobretudo do aumento de receitas. Aquilo que eu pergunto é: dentro deste contexto desportivo, é possível encontrar essa sustentabilidade através do aumento das receitas?
Boa tarde. Antes de mais, agradeço o convite. Sim, nós temos a consciência de que no futebol, e no Sporting em particular, obviamente as receitas estão extremamente dependentes também dos resultados desportivos. No entanto, é preciso criar a estrutura e as condições para, no momento mais negativo do desporto, mitigar uma eventual redução dessa receita e, no momento mais positivo, otimizar essa receita. E isso foi o que nós fizemos. Aliás, para vos dar em números, quando nós chegamos, tínhamos já uma quebra na receita, por exemplo, de game boxes de bilheteira entre os 20% e os 30%. Tínhamos também uma quebra no merchandising já significativa e no final do ano demos a volta praticamente a tudo, tendo inclusive este ano já crescido a nível de merchandising em termos homólogos. Portanto, isso foi feito não porque o ano passado foi ou começou por ser um ano fácil, que o princípio do nosso mandato tenha sido fácil, porque não foi, foi desafiante. Tivemos inclusivamente também momentos desportivos difíceis, mas acabamos por dar a volta, por preparar logo bem essas alterações, por criar já condições para poder dar a volta, por pôr parte da máquina a funcionar com os poucos recursos que tínhamos, e conseguimos logo dar a volta de forma a otimizar, lá está, potenciar quando tivemos os resultados desportivos melhores e mitigar naquele momento, por exemplo, de janeiro e fevereiro, que foi o momento mais difícil do ponto de vista de futebol.
Mas quanto mais tempo é que o Sporting aguenta com estas crises cíclicas que passam do plano desportivo, e especificamente do futebol, para todas as áreas e que acabam por dar origem a críticas um pouquinho mais institucionais, normalmente?
É óbvio que a instabilidade não ajuda o Sporting, não pode ajudar, aliás. E é preciso ser sério relativamente a isso. A instabilidade não vem sequer do mandato do ex-presidente Bruno Carvalho. É uma coisa que vem já há muito tempo no Sporting. E por alguma razão não somos campeões nacionais de futebol profissional já há muitos anos. E, portanto, o que tem que acontecer é que se tem que criar condições para dar estabilidade ao Sporting e a quem está à frente do Sporting. E isso eu também quero deixar claro que não pode ser um momento mais negativo do ponto de vista desportivo no futebol, porque atenção, nós temos tido sucesso. Ainda ontem tivemos uma vitória na Taça Continental do hóquei, voltámos a trazer o basquetebol profissional. Portanto, não é por um momento mais negativo do ponto de vista desportivo no futebol profissional que nós podemos pôr em causa todo um plano e toda uma estratégia definida por uma direção. E portanto, voltando à pergunta, é óbvio que a estabilidade é fundamental para tornar o clube sustentável, porque se cada vez que uma bola bate na barra ou há um momento mais negativo, uma onda mais negativa, se muda tudo e se põe em causa todo o plano estratégico e até o plano desportivo, então é óbvio que as coisas vão ser mais difíceis.
Quanto tempo é que o Sporting consegue aguentar essa instabilidade nesta altura? Ou seja, há essa contestação dos sócios, há a contestação dos sócios que não são os que invadem as garagens. O Sporting quanto tempo é que vai aguentar esta situação?
Se Deus quiser, o Sporting é eterno.
Isso não pomos em causa.
O Sporting vai aguentar com certeza, se todos estiverem unidos e se todos trabalharem no mesmo sentido. E o Sporting tem todas as condições para ser sustentável, porque podia não ter. Eu podia lhe estar aqui a dizer, aliás, é uma coisa que tem sido um pouco apanágio Do Sporting nos últimos anos e nos últimos tempos e esta direção e eu, em particular, temos lutado contra isso. Eu posso chegar aqui e ter uma entrevista completamente negativa, destrutiva, pessimista da situação do Sporting. Não tenho, não sou assim. Tenho uma posição construtiva e otimista. Acredito que o Sporting tem condições para ser sustentável no longo prazo. Tem condições para ser eterno e há ferramentas para o fazer e nós temos um plano para o fazer.
E esta direção aguenta quanto tempo? Esta contratação. O Sporting já percebemos que aguenta e vai ser eterno, como diz, e esta direção?
Esta direção tem um mandato que quer cumprir. Aliás, acho que devia ser assim com todas as direções. Salvo casos muito específicos, como aconteceu, por exemplo, no verão passado, que me parece óbvio, que não havia condições para continuar. De resto, eu acho que, em teoria, todos devem cumprir mandatos e, portanto, nós o que espero é cumprirmos o nosso mandato e mais do que cumprir o mandato, o que eu quero é dar, entregar aos sócios aquilo que nós prometemos. E, portanto, olhando um bocadinho, e se calhar aproveitando a pergunta, olhando um bocadinho para aquilo que foi o nosso programa eleitoral, e por exemplo, em particular no meu pelouro, nós temos cumprido exatamente aquilo que estava no programa eleitoral. Isso prova, e até algumas vozes dizem que ou nós não temos estratégia ou não temos um rumo definido, eu acho que ter um programa eleitoral e cumprirmos depois de cá estarmos e percebermos que a realidade era, em parte, aquilo que nós esperávamos que fosse e cumprir parte desse programa em apenas um ano de mandato, prova que nós sabemos exatamente para onde é que queremos ir.
Deixe-me aproveitar essa pergunta da questão de não haver uma estratégia, não haver um rumo. Amanhã vai haver uma assembleia geral da SAD. Já se percebeu que vai ser um bocadinho diferente. Inclusivamente, parece que há pessoas que estão a comprar ações só para poderem ir lá falar. Aquilo que eu gostaria de perguntar, duas uma, era, por um lado, o que é que está à espera disso, tendo em conta que pode ser uma assembleia geral com um contexto diferente. E, por outro lado, o que acha sobre as críticas ao aumento proposto pela Comissão de Vencimentos à atual administração?
Começando pela primeira pergunta ou pela primeira parte da pergunta, eu sou completamente a favor de que haja participação nas assembleias gerais, independentemente de haver pessoas que compram ações só para ir participar na assembleia geral e para se fazer ouvir.
Mas também tem conhecimento disso. Portanto, já há pessoas óbvias que se calhar estão a fazer isso.
Tenho consciência que vai ser mais participada do que habitualmente e eu fico contente por isso. Espero também que não seja só quando nós estamos a passar um período negativo do ponto de vista desportivo, que as pessoas lá vão e que participem. Acho que devem participar sempre e quando são momentos mais positivos desse ponto de vista, também devem ir. Não sou contra, sou completamente a favor e acho que deve ser construtivo, mas insisto, deve ser construtivo. Acho que esse é o objetivo, é essa a forma que nós queremos ir. Haver críticas só para se aproveitarem do momento, não é isso que nós queremos. Deve haver união e devemos estar todos na mesma página para ser construtivos. Muito bem, há coisas que não estão satisfeitas com a nossa forma de atuar, então devemos ouvir e tentar melhorar. É isso que nós queremos, mas que a crítica seja construtiva e que seja interna. E eu acho que as assembleias gerais são os sítios certos para haver essas críticas. Relativamente à segunda pergunta da remuneração, que era a segunda parte da pergunta.
Que é uma das questões mais criticadas. Outra tem a ver com a estratégia desportiva ou a falta dela. E existe também essa questão do aumento proposto pela comissão de vencimentos.
Sem dúvida. E eu acho que esse ponto é muito importante ser esclarecido, porque no fundo, houve uma convocatória em que há uma proposta de aumento de salários para a administração e isso é só o que fica. E se esquece tudo o resto que está à volta. Primeiro lugar, há uma comissão acionista independente que faz a proposta e que define com base numa análise do que é ou do que deve ser o pacote de remuneração ou a política de remuneração do conselho de administração. Segundo, essa proposta é feita, e está na convocatória, também com base num estudo feito pela Mercer, que foi feito no Sporting, na Sporting SAD, para ajustar e para fazer um ajustamento dos salários de todos os colaboradores. Não foi só da administração, foi de todos os colaboradores. Exatamente porque nós queremos fazer, do lado dos colaboradores, aquilo que achamos que faz sentido e aquilo que é coerente com aquilo que queremos, que é profissionalizar a estrutura. E portanto, não podemos ter, por exemplo, jogadores de futebol muitíssimo bem pagos e depois toda a gente que está nos bastidores e que dá e que possibilita o bom desempenho dos jogadores no campo, estar insatisfeita e desmotivada e ser mal paga. Portanto, não podemos fazer isso e temos que ajustar. E foi com base nisso que a comissão acionista agarrou nesse estudo, com certeza e outras coisas, e definiu uma política que considera mais adequada. E para dar uma ideia, a proposta da comissão de acionistas é, ainda assim, para a remuneração do conselho de administração, ainda assim, muito inferior àquilo que é o benchmark do mercado Ainda assim, nós achamos que: um, não estamos aqui por dinheiro. Dois, quero salientar que nós, no ano passado, recebemos efetivamente menos do que o conselho de administração anterior. Abdicamos do prêmio variável, que para nós não fazia sentido nenhum, recebíamos o mesmo que os jogadores de futebol. Ou seja, o que acontecia com o conselho de administração anterior é que recebia o mesmo que o Bruno Fernandes. Nós no ano passado poderíamos ter recebido o mesmo variável que o Bruno Fernandes. Não achamos que isso fizesse sentido. Abdicamos. E, portanto, efetivamente, isso é preciso relembrar, no ano passado recebemos menos do que aquilo que tínhamos direito. Isso prova que nós não estamos aqui pelo dinheiro, nem estamos aqui à procura de dinheiro. O que está a ser feito pela comissão de acionistas é uma proposta para estabilizar, e ajustar o salário do conselho de administração daquilo que é o mercado. Isso vai de encontro à nossa política de atrair talento para o futuro. Mas eu vou lhe dizer uma coisa, e vou lhe dizer aqui em primeira mão. O clube vai aceitar essa proposta, mas o conselho de administração da SAD vai abdicar desse aumento. Não vai receber nem mais um cêntimo do que aquilo que recebeu no ano passado. Exatamente porque não está aqui por dinheiro. Agora, há uma coisa que é certa. Nós vamos ser coerentes com a nossa política. Tem que haver ajustamentos nos bastidores, nos administrativos, nos quadros, nos colaboradores e no conselho de administração. Nós estamos de acordo com a comissão de acionistas. Nós, clube acionista, estamos de acordo com a comissão de acionistas. No entanto, deixamos claro que vamos abdicar, porque não é o momento, e nem queremos passar a mensagem que estamos aqui por dinheiro, porque não estamos.
Mas que cenário é que vai traçar amanhã sobre a atual situação financeira da SAD do Sporting? Isto depois de um ano em que voltou a dar prejuízo. E uma segunda pergunta, se nesta altura, e acho que passa pela cabeça dos adeptos do Sporting, se uma eventual operação com Bruno Fernandes, já em janeiro, é fulcral para as contas do Sporting nesta altura.
Claro, a SAD do Sporting poucas vezes teve resultado líquido positivo. Se nós definíssemos toda a estratégia só com base nos resultados líquidos do ano, iria ser difícil de tornarmos, por exemplo, uma estrutura profissional. Isso por um lado. Segundo, se a venda do Bruno Fernandes é fulcral ou não, a venda do Bruno Fernandes não é fulcral porque nós temos sempre, e já provamos, temos outras formas de gerar receita e temos formas também de nos financiarmos. Existem sempre alternativas, temos que as procurar. Naturalmente, num clube como o Sporting, é mais difícil do que uma empresa como uma EDP, isso é óbvio, mas nós temos alternativas. A prova disso foi, no mercado de transferências do verão, nós tivemos que tomar decisões. A venda do Bruno Fernandes, para muitos, era um dado adquirido. Era possível, dado uma proposta que fizesse sentido para nós e para todos, ele sair. Não foi o caso e, portanto, optamos por vender outros jogadores.
Mas voltava a fazer tudo igual? Vendia Bas Dost e não aceitava os 60 milhões por Bruno Fernandes. Não se arrepende?
Tudo o que nós fizemos no mercado de transferências, sim, voltava a fazer igual relativamente a isso, não há dúvida nenhuma. Aliás, vou dizer uma coisa. Aquilo que nós tivemos pelo Bruno Fernandes, não faria sentido aceitar, na nossa opinião, e mantenho aquilo que fizemos. A venda do Bas Dost, já o transmitimos, foi feita porque o Bas Dost não tinha um salário comportável, ou melhor, o custo do Bas Dost não era comportável para aquilo que é a realidade do Sporting. E, portanto, há decisões que têm que ser tomadas. Vou lhe dar um exemplo. Se me perguntasse se eu preferia que ficasse o Bruno Fernandes ou o Bas Dost, eu preferia que ficasse o Bruno Fernandes. E portanto, o que nós temos que perceber é que é assim, o Sporting não tem capacidade para ter todos os jogadores e portanto, tem que tomar decisões. E esta foi a decisão. Portanto, a resposta é não, não estamos arrependidos.
Deixe-me virar agora o assunto para uma outra pasta. Um dos primeiros dossiês que fechou foi o empréstimo obrigacionista, que gostava de saber a sua opinião, se acha que foi ou não um sucesso dentro do contexto em que foi fechado, mas gostaria de saber um pouquinho mais. Gostaria de perceber se alguma vez sentiu, em todo esse processo, que havia pessoas do Sporting por fora a tentar fazer com que o empréstimo obrigacionista falhasse, nomeadamente junto dos bancos, por exemplo.
O processo foi um processo muitíssimo difícil e posso lhe dizer que foi dos mais difíceis que eu trabalhei. Fazer um empréstimo obrigacionista, que tinha sido prorrogado, nas condições em que foi, e em seguida, começar a comercializá-lo um dia depois do ex-presidente ser constituído arguido, ou pelo menos ser chamado pelo Ministério Público, são condições inacreditáveis. E portanto, aquilo que foi feito, foi feito por duas razões. Foi conseguido por duas razões. Uma, porque houve um trabalho muito forte, e não foi só de mim, foi de toda a equipe, em conseguir tornar realidade esse processo. E o segundo foi porque o Sporting e os sportinguistas têm muita força. E isso deve-se também aos sportinguistas, porque tivemos até senhores de idade que não sabiam como investir a virem fazer doações. Portanto, isto é o Sporting. Em relação à segunda parte da pergunta, senti. Senti que houve pessoas, inclusivamente do Sporting, que fizeram um forcing grande para isto não se tornar realidade.
Com nomes, sem nomes?
Eu não vou dizer nomes porque não interessa. Não estou aqui para dividir, portanto, fez-me a pergunta e eu respondo diretamente. Senti isso. Acho triste, acho infeliz, acredito que esse não é o sportinguista típico. Acho que as pessoas também têm direito a arrepender-se e acho que um dia, e nós temos que lutar por isso, e nós temos que fazer mais, esta administração também tem que fazer mais por isso, temos que lutar por ser mais unidos, porque acho que o Sporting tem que estar unido para vencer os seus rivais. E eu faço um apelo a todos para nos unirmos neste momento, exatamente para combater esse tipo de coisas. Há agendas próprias, há ambições. O Sporting é um clube que, infelizmente, com a mudança frequente de direções, gera mais ambições e gera mais incentivo a criar agendas próprias, porque sente que o lugar de presidente ou lugar de conselho diretivo é mais alcançável do que é, se calhar, num clube como o Futebol Clube do Porto ou como o Benfica, que têm direções mais estáveis, e muitas vezes isso cria mais atritos internos. Mas eu acho que as pessoas devem perceber que há momentos para fazer isso. Há eleições. Nas eleições, muito bem, deve haver oposição. Agora, não nos unirmos à volta do Sporting quando uma direção tem um mandato legítimo pelos sócios, acho errado, sinceramente.
Uma outra parte, a reestruturação financeira. Gostava de perceber, um, quando é que vai ser anunciada, e dois, gostaria de perceber uma questão que no sábado fiquei com alguma dúvida depois da entrevista do presidente Frederico Varandas, que era perceber, ao fim e ao cabo, a herança do Sporting era assim tão pesada ou não? Porque já ouvi pessoas do Sporting dizerem que a herança não era assim tão pesada e agora no sábado ouvi-o dizer que até devia ter manifestado mais cedo o cenário negro que encontrou.
A reestruturação financeira, aliás, nós transmitimos isso no relatório e contas, vai ser concluída em breve. Nós lá pomos até o final do ano, vai ser antes, com certeza. E está em vias de ser concluída e anunciaremos no momento certo, até porque isso é uma informação que teremos sempre que comunicar ao mercado antes.
Com o valor das moces também.
Eu não posso entrar em detalhes. Não vou fazer por duas razões: uma, porque não posso, dois, porque foi errado a política anterior de dar a fazer um livro aberto daquilo que são as condições negociadas com os bancos. Não se faz. Dois, há uma coisa que eu lhe posso garantir. É óbvio, qualquer que seja o acordo que saia daqui, será sempre melhor do que aquele que já existia para nós, porque senão não o faríamos. Portanto, isso é óbvio. Eu aí posso deixar muito confortável os sportinguistas que isso vai acontecer.
E a herança?
Em relação à herança, eu vou retirar um bocadinho aquilo que disse há bocadinho. Eu podia ser aqui pessimista, destrutivo e matar a situação do Sporting. Não, a herança é muito difícil. Foi muito difícil, mas posso lhe garantir uma coisa. Quando entrámos neste ano, e aliás, o auditor comprovou, a situação era muito melhor do que aquela que encontrámos quando chegámos e daquela que existia no exercício passado. Portanto, as coisas estão melhores, mas não estão bem. Estão longe de estar bem e o presidente deixou claro. Estão longe de estar bem, mas estamos no caminho certo.
Estamos em desconto de tempo, minutos finais desta entrevista com o Remates para Golo. Perguntas rápidas. Bruno Roseiro.
Começo eu. Se pudesse escolher, preferia ganhar este ano novamente as duas taças ou ir à Liga dos Campeões?
Posso responder que quero os dois?
A batota.
Vou fazer batota e quero os dois.
E prefere ver o jogo na tribuna, no Topo Sul ou na bancada central?
Eu já vi o jogo na bancada Sul e na bancada central. Gosto mais de ver na bancada central só porque vejo melhor, mas sinto que o ambiente é bom nos dois lados.
Agora também, ainda agora.
Nós não temos nada contra as claques, nós estamos a fazer aquilo que devemos fazer, que é garantir as mesmas condições e as melhores condições para todos e ser sérios com todos.
Se tivesse que escolher filme para definir o que é hoje o Sporting, perante aquela analogia do clube de malucos, Voando sobre um Ninho de Cucos ou Shining?
Que eu saiba, não foi o presidente que disse que o Sporting era clube de malucos.
Não, um treinador que respondeu.
Pronto, isso tem que perguntar ao treinador.
E uma cidade, Lisboa ou Madrid?
Lisboa.
Estádio José Alvalade, o antigo ou este novo?
Eu gostava de uma mistura dos dois, mas tenho orgulho neste, que acho que neste ainda vamos ser muito felizes.
E o regresso de Cristiano Ronaldo para acabar a carreira no Sporting ou Bruno Fernandes a acabar a carreira no Sporting?
Era bonito os dois. Vou fazer batota outra vez.
Fim de jogo, então apito final neste Nem Tudo Que Vem à Rede é Bola. Para a semana cá estamos outra vez, eu, o Bruno Roseiro e também a Mariana Fernandes em Observador.pt. Daqui a pouco já pode ouvir este programa em podcast. Até já.