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Vamos às notícias. 3 horas, começa agora o jornal com Miguel Pina Andrade. Miguel, o ministro da Administração Interna espera que as manifestações marcadas para esta tarde corram com tranquilidade e dentro da lei.
Daqui a menos de uma hora arrancam em Lisboa e no Porto novas manifestações pelo direito à habitação. Luís Neves reconhece a legitimidade destes protestos, ainda assim lembra que não podem prejudicar os direitos de terceiros. O ministro da Administração Interna reforça o apelo feito ontem, espera que as manifestações corram bem.
O que se espera é que, de facto, as manifestações decorram como normalmente acontecem, quase 100%, com toda a ordem, com toda a civilidade. É isso que se espera e que, de facto, cada um faça o seu trabalho e cada um cumpra a sua missão e, sobretudo, que se cumpra a lei.
O ministro da Administração Interna diz que respeita o direito à contestação, sublinha que a habitação é uma prioridade para o governo, mas ainda assim, Luís Neves afirma que nenhuma manifestação e nenhum protesto pode pôr em causa a ordem pública.
Nenhuma manifestação pode pôr em causa os direitos de terceiros. E é isso que nós estamos a falar. Portanto, grande apreço, respeito, por tudo, pela legitimação do que está a passar e que vai acontecer. Como eu já disse, e o senhor primeiro-ministro já o falou, o meu colega do governo, Miguel Pinto Luz, responsável das infraestruturas e da habitação, este é um tema central deste governo. Estamos a procurar encontrar soluções legais e também de amplificar a questão da construção, juntamente com autarcas. Portanto, este é um objetivo comum.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, aqui num registo captado pela Sic Notícias, à margem de uma cerimônia dos 100 anos dos Bombeiros de Ponte de Sor.
E falamos ainda sobre manifestações. O secretário-geral do PS considera que Luís Montenegro já devia ter destacado uma delegação para falar com os manifestantes.
José Luís Carneiro apela ao diálogo do executivo com os que continuam a querer acampar, tanto na Praça do Rossio como na Praça Dom João I, no Porto. O secretário-geral do Partido Socialista acusa o governo de ter utilizado a força da PSP para calar os que se preocupam com a habitação.
Noutros tempos, também se recorreu à força. A força nunca é solução para esse tipo de manifestações. Eu, se estivesse, neste momento, como primeiro-ministro do meu país, procuraria precisamente enviar uma delegação do governo para falar com aqueles que estão nas manifestações e procurar estabelecer um canal de diálogo institucional para poder responder às necessidades que os manifestantes estão a colocar.
O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, aqui com um apelo ao diálogo do governo com os manifestantes. Foram declarações ao final desta manhã, à margem de uma conferência sobre a democracia na cidade de Coimbra.
Neste evento, esteve também o antigo presidente dos Sociais Democratas, Rui Rio, que saiu em defesa da ação da PSP.
Rui Rio concorda com o presidente da República, confessa que não gostou das imagens que viu na televisão, mas considera que a resistência que os manifestantes mostraram às ordens da PSP justificam a carga policial do passado domingo.
Só não se gosta do comportamento que têm os manifestantes naquela circunstância, a fazer cordões contra a polícia, não gosto. E depois também, naturalmente, que ninguém gosta do confronto que depois acaba por haver. Ninguém gosta. Agora, dadas as circunstâncias que ali havia, a polícia interveio com muito cuidado.
Rui Rio entende que a Polícia de Segurança Pública foi cautelosa na ação que teve na semana passada. O antigo presidente do Partido Social-Democrata esteve numa conferência esta manhã sobre democracia na cidade de Coimbra.
Miguel, a PSP avisa que a tolerância para novos acampamentos no Rossio vai ser zero.
As tendas têm de sair até à meia-noite e meia. Uma mensagem que ao longo das últimas semanas tem sido transmitida pelas autoridades. Esta que é uma posição avançada ao Observador pelo Comando Metropolitano da PSP, em Lisboa, na sequência da ameaça do movimento da acampada de voltar a montar tendas esta noite no Rossio. A PSP assegura que a comunicação com os manifestantes vai manter-se, tal como tem acontecido, e avisa que não há linhas vermelhas para uma nova intervenção e que por isso todas as opções estão em cima da mesa. O protesto em Lisboa arranca às 16h, do Largo de Camões, em direção ao Rossio. À mesma hora, o Porto também sai à rua pela habitação. A marcha começa na Praça da Batalha e termina na Praça Dom João I, outro palco recente das acampadas. Dois pontos de reportagem que vamos acompanhar com reportagem em direto nestas duas manifestações pela habitação.
E em França, milhares de pessoas estão nas ruas em grandes manifestações, também pela educação e contra o aumento do custo de vida.
O Ministério Francês do Interior classifica este dia com risco muito elevado de perturbações da ordem pública e, por isso, foram mobilizados mais de 70 mil agentes da polícia para estas manifestações. Até à 13h foram detidas 27 pessoas, uma diminuição considerável face às cerca de 200 que foram detidas no sábado passado, segundo o Ministério Francês do Interior, citado pelo Le Figaro. A situação no país parece calma. Ainda assim, já se registaram vários confrontos em Lyon. Apesar de uma menor mobilização, este fim de semana, a polícia espera que saiam à rua da capital entre 100 e 150 mil pessoas.
Tempo ainda para falar de desporto. O Manchester United, de Bruno Fernandes e Diogo Dalot, voltou a perder. Desta vez foi contra o Chelsea.
2x0 em Stamford Bridge. Os gols dos Blues surgiram por Morgan Rogers e Cole Palmer, de pênalti. O Manchester United não ganha há nove jogos. Desta vez, uma nova derrota para a Premier League. A equipa de Bruno Fernandes e Diogo Dalot ocupa o 16º posto, tem apenas sete pontos, com uma crise que se vai agravando e também o lugar de Michael Carrick, o treinador do Manchester United, cada vez mais em risco, com muitas críticas também apontadas ao capitão da equipa do Manchester United, Bruno Fernandes, que no jogo de hoje foi titular, não chegou para evitar a derrota por 2x0 frente ao Chelsea.
E agora com seis minutos para lá das 15h, vamos ao noticiário local, Miguel.
Em Espinho vão ser instaladas 34 câmaras de videovigilância para reforçar a segurança na cidade. O sistema vai ser desenvolvido em articulação com a PSP e abrange as principais entradas e saídas, além de outras zonas consideradas prioritárias. A autarquia espera que a rede de vigilância esteja operacional até o final do próximo ano. Em Sintra, cerca de 100 operacionais vão participar em exercícios de busca e salvamento entre os dias 6 e 8 de novembro. As operações vão decorrer em Colares, incluem simulacros, exercícios noturnos e ações de preparação. Esta é uma iniciativa aberta ao público e que conta com equipas de várias entidades, incluindo a Polícia de Segurança Pública e a Guarda Nacional Republicana. Em Porto de Mos, foi alargado até dia 23 de novembro o prazo para as associações apresentarem candidaturas aos apoios municipais. Os apoios destinam-se a coletividades e grupos que desenvolvem atividades culturais, desportivas ou sociais na comunidade. Esta é uma decisão que surge devido a problemas de segurança que obrigaram à suspensão temporária do Portal+, a plataforma digital que reúne todo o associativismo do Conselho. Em Santarém, a Unidade Local de Saúde da Lezíria vai promover o primeiro encontro de terapia da fala. É uma iniciativa que acontece no dia 17 de novembro, entre as 08h30 e as 13h, e tem como objetivo destacar a importância destes profissionais de saúde nas diferentes fases da vida. A programação conta com temas como desenvolvimento infantil e as dificuldades de aprendizagem. E Vila Nova de Famalicão vai receber a 11ª Gala do Desporto. O evento acontece no dia 8 de novembro, às 21h, no Pavilhão Municipal. Na cerimônia vai homenagear cerca de 250 atletas, treinadores e equipas que se destacaram nas últimas épocas desportivas. Em Almada, o Halloween é celebrado com atividades para os mais pequenos. A Biblioteca José Saramago recebe hoje a iniciativa "Que grande susto! Abóbora de Halloween". É pensada para crianças a partir dos quatro anos. A sessão está marcada para as 16h e tem entrada gratuita.
E assim fechamos o jornal das 15h com Miguel Pina Andrade. Está de regresso às 15h30. Até já.
Até já, Rita.
E já a seguir fique com "Isto não Passa na Rádio", novo episódio.