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9:07 da noite, na Rádio Observador. Atualizamos toda a informação, edição do Martim Madeira. E Martim, começamos com informações da manifestação de amanhã, onde afinal a PSP vai permitir o uso de drones.

É um recuo na decisão tomada há sensivelmente uma hora. A Autoridade Aeronáutica Nacional tinha proibido o levantamento de drones na zona do Rossio entre o meio-dia de amanhã e a manhã de domingo. Alegava razões de segurança. A organização é tutelada pelo Ministério da Defesa e alegava razões de segurança só para Lisboa, porque o uso de drones tinha sido permitido no Porto. Isto foi através de um pedido da PSP, que fez exatamente este pedido para que os drones não sobrevoassem a capital. Ora, a PSP, num comunicado enviado às redações, explica agora que o levantamento de drones, afinal, vai ser permitido, mas apenas aos órgãos de comunicação social que solicitem autorização junto da polícia e o voo de drones também terá de ser coordenado com a Polícia de Segurança Pública. A PSP esclarece que esta medida não visa limitar a liberdade de informação, nem o trabalho da comunicação social, destina-se apenas ao salvaguardar das condições de segurança.

O comandante do Comando Metropolitano de Lisboa garante também que a PSP vai privilegiar o diálogo nas manifestações de amanhã no Rossio.

Na véspera de uma nova manifestação pela habitação em Lisboa, o superintendente-chefe José Elias assegura que a atuação das forças de segurança vai dar prioridade à comunicação permanente com os manifestantes e afirma que não existem linhas vermelhas pré-definidas para uma intervenção e que todas as formas de ação de polícia estão em cima da mesa. José Elias sublinha que a lei deve ser cumprida e lembra a manifestação do último sábado para dizer que houve a infiltração de grupos com a intenção de provocar incidentes. Quanto à presença de tendas, que se espera que sejam novamente montadas para o protesto amanhã, o comandante do Comando Metropolitano de Lisboa diz que só vão ser toleradas como elemento simbólico e avisa que após a meia-noite e meia, os manifestantes têm de desmobilizar e desmontar obrigatoriamente as tendas. José Elias afirma que esta abordagem se vai manter até que haja uma decisão contrária por parte do tribunal, a referir que a interpretação da PSP é errada quanto à lei que agora vigora. Declarações do superintendente-chefe José Elias ao Observador. O artigo pode ser consultado a esta hora em manchete no nosso site.

O ministro da Administração Interna apela à tranquilidade dos manifestantes pelo direito à habitação nos protestos que estão marcados amanhã, que começam às 16h.

Luís Neves espera que decorram dentro da normalidade e da legalidade.

Que haja toda a tranquilidade, que é isso que deve suceder. Toda a tranquilidade, todo o respeito pela administração, todos os direitos pelos motivos que estão subjacentes às manifestações. Foi o que eu ali disse, tenho andado a dizer isto há vários dias. Por isso, espero que tudo decorra dentro da normalidade e dentro da legalidade.

As declarações de Luís Neves aos jornalistas nos Passos Perdidos, após ter sido ouvido no Parlamento no âmbito da discussão do Orçamento de Estado para 2027. Para amanhã está marcada mais uma manifestação pela habitação. Em Lisboa, sai do Largo do Carmo às 16h, em direção ao Rossio, onde o movimento da Acampada de Lisboa promete voltar a montar tendas. O Movimento pela Habitação, Acampada do Porto, promove também no sábado à tarde uma nova manifestação com desfile da Praça da Batalha até à Praça Dom João I.

O Presidente da República está preocupado com a tentação dos partidos quererem ir a votos e, dessa forma, aprofundarem os problemas do país.

António José Seguro receia que os partidos forcem eleições para tentar resolver um problema e acabem por agravá-lo. É este o estado de espírito de António José Seguro depois das audições parlamentares desta semana. O presidente está preocupado com a incapacidade dos partidos falarem entre si para encontrar soluções e acredita que os vários protagonistas políticos estão focados apenas no curto prazo e teme que um ciclo de eleições consecutivas possa agravar a fragmentação política e os bloqueios do país. Ao "O Observador", esta foi uma das principais mensagens que António José Seguro quis deixar durante as audiências aos partidos com assento parlamentar. António José Seguro foi dizendo que vê os próximos tempos como muito difíceis e desafiantes para a democracia, porque sente que os partidos estão cada vez mais entrincheirados e disponíveis para falar sozinhos. De resto, essa ideia foi manifestada hoje em Leiria, durante uma conversa com jovens.

Muitas das vezes, o que eu vejo nos partidos é o passa-culpas. É um jogo de trica partidária que deve ser posta de lado e concentrada em resolver os problemas concretos das pessoas. Eu não peço que os partidos abdiquem de ser o que são, que não tenham e não lutem pelas suas ideias, isso é bom. Aquilo que é o dever do Presidente da República, neste momento, é de exigir que os partidos cumpram a sua função, se sentem, dialoguem e que sejam capazes de encontrar soluções para resolver os problemas.

António José Seguro esteve hoje de visita a duas escolas requalificadas depois da passagem da depressão Christine. Num discurso dirigido aos mais jovens, assumiu que está preocupado com a falta de coesão social no país e responsabiliza a classe política pela ausência de soluções.

O líder do PS concorda com esta análise de António José Seguro.

Ainda assim, José Luís Carneiro diz que tem feito o possível para alcançar consensos, nomeadamente com o governo.

Eu estou totalmente de acordo com o senhor Presidente da República. Como bem sabem, há mais de um ano atrás, escrevi ao Primeiro-Ministro propondo o trabalho conjunto e comum em torno daquelas que devem ser prioridades nacionais fundamentais, nomeadamente sobre a habitação e também sobre a saúde. Eu peço que recuperem esses textos que eu mandei ao Primeiro-Ministro para verificarem que não é agora que eu estou a falar dessas preocupações e dessas prioridades.

Nestas declarações esta tarde em Lisboa, o secretário-geral socialista afasta a ideia de um eventual bloco central por considerar importante para a democracia que haja uma alternativa clara entre PS e PSD.

8:09:13 da noite. Altura de atualizarmos as informações de âmbito local.

A circulação no eixo norte-sul em Lisboa vai estar condicionada durante o fim de semana devido a trabalhos de manutenção do separador central. A Infraestruturas de Portugal informa que a intervenção vai ocorrer entre as 11 da noite de sábado e as 5 da manhã de domingo. Os trabalhadores da Metro Transportes do Sul, empresa que serve os concelhos de Almada e Seixal, marcaram hoje uma greve total para 16, 17 e 18 de novembro, reivindicando uma atualização salarial e melhores condições do trabalho, segundo o Sindicato dos Maquinistas. No pré-aviso de greve de hoje entregue, os trabalhadores avançam também com uma greve às duas últimas horas de cada período de trabalhos nos dias 19 e 23 de novembro. O Nexte Leiria, a Fundação MEO e a PSP promovem uma ação de divulgação do projeto Estou Aqui, amanhã de manhã, no Centro de Artes Vila Portela. A iniciativa convida pais, familiares e cuidadores a registarem-se gratuitamente para receber a pulseira Estou Aqui. Esta pulseira tem o objetivo de facilitar o contacto quando uma pessoa se perde ou fica desorientada na via pública. Em Porto de Mós, o município alargou o prazo de submissão de candidaturas aos apoios do associativismo até o dia 23 de novembro. Isto porque o portal onde devia ser feita a candidatura esteve indisponível, justificou a autarquia. A Câmara Municipal já informou que para a semana o sistema deve estar reposto. O Castelo de Santa Maria da Feira vai abrir portas amanhã na noite de Halloween. A iniciativa Castelo Assombrado é organizada pela Associação Projeto Alquimia, com o apoio da Câmara Municipal e do Agrupamento de Escolas Coelho e Castro. O evento é destinado a crianças a partir dos seis anos e começa às 21h. Em Matosinhos, o Quarteto das Cordas da Cidade vai dar um concerto amanhã no Museu da Memória. O início está previsto para as 18h e o programa reúne obras de compositores de diferentes épocas. A entrada é gratuita.

Informação de fecho no Jornal das Nove.