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Não se fala de outra coisa no Dia Mundial da Rádio, que há décadas continua a ser a companhia de muita gente. Pode haver televisão, redes sociais, YouTube, Spotify, mas neste dia importa lembrar que muito antes de haver fide, havia frequência.
Pois é.
Tal como noutros momentos difíceis do país, nas últimas semanas, com tudo o que se está a passar por causa do mau tempo, aquece o coração saber que fomos, para muitos, a única companhia e forma de saber o que se passava no país e também no mundo. Até porque um rádio a pilhas continua a fazer toda a diferença quando tudo o resto falha.
Veio em todo lado.
É mesmo.
Sabemos disso.
É também por isso. Aprendemos há pouco tempo. Relembrámos, sim. E é também por isso que é tão gratificante este trabalho. Mas lá está, nada se faz sem ter quem nos ouça. Portanto, obrigada a si pela preferência e obrigada a todos aqueles que fazem parte de cada emissão. Isto porque a rádio também se faz longe dos microfones. Há jornalistas, produtores, sonoplastas, técnicos a trabalhar em tudo aquilo que chega até si. E como diz a promo que estamos a passar, esta sexta-feira 13 há mais razões para festejar do que para ter medo do azar. É Dia Mundial da Rádio. Desafiámos os nossos ouvintes a fazerem parte desta emissão e fiéis como são sempre, deixaram-nos várias mensagens. Não temos tempo para passar todas agora, mas vamos passando ao longo do dia, mas estes foram alguns dos mimos que recebemos.
"Bom dia, Rádio Observador. Feliz Dia da Rádio. A Rádio Observador é a minha companhia durante todo o dia enquanto trabalho. Adoro a diversidade dos conteúdos, os magníficos podcasts, dos quais refiro o Popup, todos os Plurs, o Resto é História, o Corrente, o Porque Sim Não é Resposta e A Invenção do Amor. A equipa de jornalistas, todos os comentadores, os especialistas, mantêm-me informada e alegram o meu dia. A Rádio Observador é família. Obrigada. Estela Ribeiro do Porto".
Do Porto. Estela Ribeiro gosta de tudo.
Obrigado. Fantástico.
É muito bom ouvir isto.
Completamente.
E temos mais.
"Rádio Observador, neste Dia da Rádio queria deixar-vos uma mensagem mais do que merecida. Vocês transformaram o conceito notícia. Voltaram a aproximar o cidadão comum da vida real do país. Educa os ouvintes com programas de qualidade e proximidade. São a prova de que a comunicação e o jornalismo ainda podem respirar de forma saudável, mesmo com opiniões diferentes. Observador, muito obrigado por serem assim. Feliz Dia da Rádio".
Manuel Brito, obrigada, que mensagem bonita.
Obrigado, Manuel Brito. Fantástico. Muito bom.
E temos uma mensagem especial.
Nós somos isso tudo.
É, pois. Parece que sim. Nós temos uma mensagem especial de colegas ou coleguinhas.
Então.
A Rádio Team do Agrupamento de Escolas José Cardoso Pires, na Amadora, deseja Feliz Dia Mundial da Rádio. Obrigada por continuarem a ser uma voz que informa, inspira e acompanha o país todos os dias. Que continuem a fazer da rádio um espaço de proximidade e confiança".
Fantástico.
Não é? Com a sonoplastia e tudo. Ficou muito gira.
É a prova. Tão bom. Esta rádio funciona nos intervalos das aulas.
Exatamente.
É fantástico.
Mandaram-nos um e-mail com a fotografia do estúdio, ali no meio de uma sala.
De colegas para colegas, bom Dia da Rádio.
E para eles também. E da Amadora para o outro lado do Atlântico.
"Olá, eu moro no México e vocês são a única maneira em que eu posso ficar por que está a passar em Portugal, mesmo tão longe, desde cá do México. Não sempre consigo ouvir, mas é uma forma muito boa de saber o que está a acontecer na pátria do meu pai. Meu nome é Alexandra Pressler e estou a ouvir desde o México, da cidade de Puebla. Tchau, tchau. Obrigada".
Tchau, tchau.
Obrigado. Um grande abraço para o México. A rádio é isto. Para a Alexandra, para o pai.
Nós nem acreditamos nisto. Estamos aqui num pequeno, simpático estúdio, em Alvalade, no meio de Lisboa.
E não imaginamos que ainda no México.
Há pessoas a ouvir-nos no México e a importância que somos, de facto, para tanta gente, para tantas pessoas, o que nos faz sentir pequeninos.
Verdade. E grandes ao mesmo tempo.
Obrigada a todos por fazerem parte deste dia e também a si que nos ouve, de segunda a sexta, sábado e domingo. Ainda vai muito a tempo de se juntar a nós nesta data. Envie-nos a sua mensagem de voz com o nome e de onde nos ouve, por WhatsApp para 910 002 41 85. Feliz Dia Mundial da Rádio. Carla também tem a missão de informar e é um tema que tem dado muito que falar e levantado muita polêmica: a app Relationship com C. Existe, não existe?
Pois é.
Como é que é?
Como é que é?
Tanta publicação sobre isto.
A ideia é dos casais partilharem um chip, terem um chip cada um deles. Um chip. Sim, que permite saber exatamente onde é que o outro está, com quem está. Isto é tão romântico. Não é romântico? É muito. Poder ter acesso à localização, às passwords, aos contactos que a nossa cara-metade tem. Não era bom? Era um microchip subcutâneo.
Há pessoas que já fazem isso sem microchip.
Há uma aplicação que podemos ter. O slogan é: "Dois chips, um namoro, zero segredos." É o amor total.
É isso.
Isto andou a correr nas redes sociais, também em espaços de publicidade, mupis, vídeos. "O amor é conhecerem cada passo um do outro. Queres saber se está realmente em casa?" Isto gerou uma discussão enorme.
Por tantos vídeos que se fizeram a dizer como é que isto é possível.
Podemos chamar de influencers, para simplificar. Inês Castelo Branco, Ana Marcela a perguntar: "Mas isto é possível? Onde é que chegamos? Isto é realidade ou é uma série?"
E fazer a comparação com Black Mirror.
Muitas pessoas a comentarem este produto, alguns a dizer: "Será que isto é verdade? Há quem queira mesmo usar uma aplicação destas?" Sim, era uma campanha muito bem desenhada da APAV, da Associação de Apoio à Vítima, que mudou. Depois esta campanha do zero segredos passou para Muda o Chip e a associação, a APAV, explicou que mesmo estas pessoas, estes influencers, participaram nesta campanha e agora estão a ajudar a divulgá-la. E para perceber e sentir um bocadinho a temperatura em relação ao que isto significa, o produto não é real. É uma campanha para a sensibilização da violência psicológica, porque falamos muito da violência física, mas isto de querer saber exatamente o que outra pessoa está a fazer, com quem, de que forma, com abertura das passwords, é violência psicológica.
O chip pode não existir, mas esses comportamentos existem, esse controle existe.
Exatamente, esse controle existe.
E existem aplicações que permitem este tipo de controle.
Sim, algum tipo de controle. Não subcutâneos, chips.
Geolocalização e por aí fora.
Para quem tem filhos, e no meu caso, a geolocalização é ótima para perceber até algumas coisas. Quando é numa relação que deve ser incluído, são coisas completamente diferentes, os limites devem ser discutidos. Conclusões da APAV para já: diz que houve, de facto, uma pequena minoria que mostrou interesse em conhecer mais sobre o produto, saber onde se comprava e quanto custava. Custa muito. A parte boa é que é um número muito pouco expressivo em comparação com a onda de indignação e de preocupação que esta campanha gerou.
Amar não é isto.
Amar pelos dois não é isto.
Isso é amar pelos dois.
Não, não é isto.
Literalmente.
Valeu a pena este sobressalto que foi criado à APAV. O Dia dos Namorados é amanhã.
Pois é.
Pensem nisto, pensem se queriam ter um chip.