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Bruno Vieira Amaral, destacas aqui uma notícia do vice-presidente dos Estados Unidos.

É, e que tivemos aqui em destaque também no Observador, não por motivos políticos, não é esse o destaque. Haveria muito pra dizer sobre J.D. Vance, mas porque J.D. Vance e a mulher foram pais do quarto filho, ou seja, tiveram o seu quarto filho e o que é de salientar é que isto não acontecia desde o século 19. Não a J.D. Vance, mas a um vice-presidente.

Ainda bem que explicaste.

Não sabe, olha que ele já tem assim uma provecta idade. Não, ainda é jovem, mas aqui o destaque vai mesmo para o filho, chama-se Alec. E claro, é um bebê histórico.

E de certeza que é lindo, como são todos os bebés.

Com certeza que é lindo, maravilhoso. Já não acontecia isto, de facto, desde o século 19. Este anúncio foi feito no domingo através das redes sociais, algo que também não podia acontecer no século 19. Ora, a história do casal J.D. Vance e a mulher remonta a 2010. Conheceram-se na faculdade de direito de Yale.

Será que era nas redes sociais também? Também se podem ter conhecido nas redes sociais.

Não se sabe. Isto é a história oficial, eu estou a contar a história oficial. Ora, eles têm mais três filhos, dois rapazes e uma rapariga.

Muito barulhentos.

O mais velho com nove anos e a rapariga mais nova com quatro. São barulhentos?

São, já apareceram em muitas imagens, quase que a furar protocolo e a mãe muito atrapalhada, sempre a tentar.

Com qual?

Eu recordo-me mais do filho do Elon Musk, que também era assim muito fora das regras.

Sim.

E isto fez-me lembrar do Tony Blair, que foi pai-

Ou foi o Cameron?

Era o Cameron?

Não sei. O Cameron foi.

Será que não foram os dois?

Se calhar.

Cada um aí só mente.

Lembram quem foi?

O David Cameron acho que foi pai, sim, é verdade.

Aqui em Portugal, Ramalho Eanes foi o último.

Mas sim, lembro-me da mulher do Tony Blair grávida.

Aqui em Portugal, acho que Ramalho Eanes foi a última vez que tivemos um bebé no Palácio de Belém.

Ou uma criança. E agora, isto parece que é uma tendência, uma trend dentro da administração Trump, porque nos últimos meses, também a secretária de imprensa, Karoline Leavitt, teve o segundo filho, e Katie Miller, que é casada com o chefe de gabinete adjunto, Steven Miller, também teve um bebê, o quarto filho do casal. Portanto, temos aqui uma renovação de gerações em pleno exercício de funções.

E Tony Blair é importante por isso também. Aqui já me socorri à memória do computador. A mulher esteve grávida aos 45 anos, enquanto Blair era primeiro-ministro. Foi o primeiro primeiro-ministro britânico em mais de 150 anos a ser pai enquanto exercia o cargo. Daí a importância.

E creio que depois aconteceu com o David Cameron, mas eu tinha ideia de que tinha acontecido.

Com o Cameron não foi em exercício.

Não foi em exercício, foi antes, provavelmente um bocadinho antes, mas temos aqui esta renovação, talvez já a apontar para as eleições, sei lá, de 2030.

J.D. Vance está na calha, claramente.

E quem sabe os filhos, não se sabe. Isto pode se transformar numa monarquia.

Uma linhagem.

É verdade. Temos os Kennedy nos Estados Unidos, temos uma família real, praticamente. Pode ser que agora aqui se esteja a formar uma nova realeza dentro da administração Trump.

Muito bem. Destacava hoje uma notícia que esteve um pouco por aí ontem, mas recuperei aqui no site do Diário de Notícias e que tem que ver com a cobertura nacional do multibanco. Parece que Portugal é o país onde essa cobertura é maior, praticamente integral, diz o Banco de Portugal, que fez um estudo para perceber quantos multibancos existem em Portugal e a que distância estão. 95% da população tem um multibanco a menos de 5 km por estrada da sua residência, o que é um valor, pelo que percebi, alto em relação a outros países da Europa que não estão tão bem servidos de ATMs, como agora se designam estas caixas para levantamento de numerário. É engraçado que eu estava aqui a perceber que Vinhais e a União de Freguesia de Pinheiro Novo e Quirás são o sítio mais distante no país de um multibanco. Nesta freguesia, as pessoas têm mesmo que percorrer 30,6 km até a um multibanco. Há algum tempo atrás, o PCP tinha um pedido para que não houvesse uma distância maior do que 5 km de qualquer população a um multibanco, e surge agora aqui este estudo feito pelo Banco de Portugal. Entretanto, ainda assim, são muitas as pessoas que estão a esta distância. Mais de 500 mil portugueses têm de andar mais de 5 km para chegar a um multibanco.

Sim, e são boas e más notícias.

Eu olho pra esta notícia, não consigo perceber muito bem se isso é bom ou mau. Primeiro, percebo que em relação ao resto da Europa, estamos muito mais bem servidos de caixas multibanco, mas depois ainda temos assim algumas brancas no território.

E não só por isso, mas porque O facto da rede de multibancos chegar a muitos lados, ser uma boa rede, muitas vezes também serve para disfarçar, por assim dizer, a falta de agências e de outros serviços, por exemplo, até para o pagamento das contas. Porque o multibanco não é só para levantar dinheiro. E com esta boa rede, se calhar, acabam por não se investir, ou seja, a maneira de compensar a inexistência desses serviços. E sendo que nós estamos aqui a falar de 5 km, mas 5 km em algumas regiões não é a mesma coisa que 5 km em Lisboa. Não são 5 km servidos por transportes públicos.

Claro.

Portanto, há aqui uma outra série de dificuldades.

Isto também me levantou uma outra questão mais pessoal, que é, principalmente nestas zonas menos urbanas, o uso do multibanco para efetuar pagamento, eu acho que ainda está muito abaixo. Há muitos pequenos negócios que ainda só aceitam o numerário. E é algo que me irrita um pouco como consumidor, quando não tem pagamento por multibanco. Só o dinheiro. E nós percebemos por quê. Ou pelo menos qual é que é parte dessa intenção de alguns desses negócios. Acho que tem claramente uma intenção de fuga ao fisco, de depois de fazer uma declaração com o contabilista no final do ano, que bata mais ou menos certo, e o multibanco permite esse registro muito mais na hora. É um registro dessa transparência. Mas é muito português.

Eu acho que é muito português. Também há uma grande desconfiança dos portugueses em relação aos métodos de pagamento eletrónicos, creio que no geral.

Porque tu vês em muitas cidades do mundo

De outros países.

Já não há, é dinheiro.

Já não há. Exatamente. E mesmo em vendedores de rua, por exemplo, uma coisa incrível, que há uns anos estive em Pequim, e na rua, os vendedores de rua, todos recebiam através de aplicações. Toda gente pagava com o telemóvel, por insignificante que fosse o valor.

Coisa que é mais de € 5.

É, cheio de limitações. Eu acho que há as duas coisas. Há alguma resistência.

Atenção, mas eu acho que há elevadíssimas taxas ou taxas que são grandes demais para pequenos comerciantes para terem um terminal. Esse é o outro lado da moeda.

Não é só a questão de fugir ao fisco. Muitas vezes há aqui questões, claro, de custos, mas também eu penso que da parte dos consumidores, ainda há alguma resistência, alguma desconfiança em relação a esses métodos de pagamento.

Muito bem, está feito esse destaque ao artigo do DN relativamente à cobertura da rede Multibanco em Portugal, que parece que é das melhores da Europa, mas ainda aqui com algumas regiões muito longe de uma caixa ATM. Está feita mais uma edição do "Não Se Fala de Outra Coisa".