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Não se fala de outra coisa do príncipe André, que vai virar sapo. Também não é preciso encalhar com aquilo do senhor. Está uma Não se fala de outra coisa do príncipe André, que vai virar sapo. Também não é preciso encalhar com aquilo do senhor. Está uma tolice dura.
Estás a ser muito mázinha.
Não, mas vai perder o título .
Vai.
Vai perder o título real e vai ser obrigado a sair da casa onde está. Ena, pá!
É tipo Big Brother, foi o irmão que votou nele .
Sim, pois é. O comunicado oficial foi feito pelo Buckingham Palace, que fala no fim de todas as regalias do filho da rainha Isabel II, irmão do atual rei Carlos III. O príncipe André vai passar a ser conhecido como André Mountbatten Windsor, por causa das relações. Não é Andresito.
Mesmo assim, olha, mesmo assim.
Mesmo assim fica com ar pomposo.
Olha, Mountbatten Windsor.
Tudo isto por causa das relações com Jeffrey Epstein. De acordo com a BBC, André vai passar a viver na propriedade privada de Carlos III, em Sandringham, em Norfolk. Será o próprio rei a financiar particularmente a estadia do irmão. Pois é, conhece bem Lisboa, que a habitação está cara. Vai ter que ter a ajuda do irmão.
Do irmão.
André terá aceitado a decisão de Carlos, que considerou que havia lapso graves na ligação a Epstein, ainda que André continue a negar todos os crimes. O governo britânico também foi consultado, apoiou a decisão da Casa Real. As filhas de André, as princesas Eugenie e Beatrice, vão manter os títulos reais, porque são filhas de um soberano. Isto tem a ver com o decreto de 1917, emitido pelo rei George XV.
Nasceram a tempo, então já não perdem o estatuto.
Precisamente. No início deste mês, já tinha sido anunciado que André deixaria de ser conhecido como Duque de York. Agora junta-se a perda do título de príncipe. Tudo isto por André, agora que tem 65 anos, aparecer em vários relatos da relação com Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais contra menores. Além disso, houve também a ligação a um alegado espião da China, e isso também não favoreceu a imagem de André junto à opinião pública. Agora é aguardar pelo final das investigações, mas para já, esta história começa com: era uma vez um príncipe, que deixou de ser príncipe.
Que agora já não é.
Já não é. Era, mas já não é.
Olha, e a Sarah Ferguson, onde é que ela anda?
Também deixou de ser há muito, deixou de ser duquesa de York.
Era uma figura tão marcante.
Mas eles continuam amigos. A dar-se. Sim. Até pelas filhas.
Eu acho que ela esteve cá há relativamente pouco tempo em Portugal para apresentar um livro.
Acho que sim. Pois foi, tenha sido há pouco tempo? Pois não foi. Não foi há pouco tempo. Não foi sim há pouco tempo. Acho que foi, mas o tempo voa.
Eu vou confirmar. E na segunda-feira vou esclarecer aqui e vou vos envergonhar perante todos os ouvintes, porque de certeza que foi-
Há pouco.
No máximo há 10 anos.
Pronto, concordo contigo. Mas quem fica para a história-
Isto está tudo ligado.
E por bons motivos são estes rapazes.
Está tudo ligado. Posso vos contar uma história?
Então.
Isto é inacreditável. Sobre o Queen Rhapsody, que estamos a ouvir agora. É muito frequente pessoas começarem a cantar o primeiro verso e, de repente, toda a gente que está à volta... Aconteceu uma vez no festival literário, em Macau, com pessoas de várias nacionalidades, em que alguém estava a usar a língua franca, o inglês, para comunicar, e alguém disse: "Is this real life?", mas a propósito de outra questão qualquer.
E começou tudo a cantar.
Começou tudo a cantar. É o efeito desta música, eu posso explicar o resto.
É um hino. É.
É verdade. Faz 50 anos hoje.
50 anos. A sério? É de um bom ano, 75.
Há um ensaio do-
Também estás quase a fazer.
De um texto do Alexandre Borges no Observador, que nos assinala isso mesmo, conta a história da canção. Uma canção que esteve para não ser de alguma maneira, porque tem cinco minutos e 55 segundos.
Confirmo.
Na altura. Confirmas aí. Estás a ver aí no sistema. E a rádio, estamos em 75, não é? As músicas eram divulgadas através da rádio. Se não passava na rádio, não existia a música, basicamente, não fazia caminho. E perguntava-se como é que a rádio ia passar um single com quase seis minutos, ainda por cima sem refrão. Portanto, aquela parte que as pessoas, no fundo, ficam com ela na cabeça e começam a cantarolar. Seis minutos davam para passar quase duas músicas inteirinhas na altura de valores seguros como Elton John ou os Rolling Stones. Mas não estava prevista uma edição para rádio, mais curta, e eles insistiram.
Era assim ou não era.
Era assim ou não era.
E fizeram bem.
Foi assim, fizeram bem. Nós conhecemos um bocadinho a história. Hoje é o terceiro single mais vendido na história do Reino Unido. À frente dele só estão Candle in the Wind, de Elton John, lançada depois da morte da princesa Diana, e Do They Know It's Christmas? do projeto solidário Band Aid. Muitos dados sobre a música. Estava para se chamar, e eu agora estou à procura do nome que ela se fosse ter.
Enquanto procuras, esta música continua a atrair os jovens.
Eles adoram.
Eles adoram.
Tem vários estilos dentro. São várias músicas dentro da música.
E são fáceis também, não é?
A canção, em 1992, teve uma recuperação, isto depois da morte de Freddie Mercury, graças a um filme com o Mike Myers, em que eles começavam a cantar esta parte mais heavy metal da música dentro do carro e a abanar a cabeça. E de repente, nos Estados Unidos, onde os Queen tiveram algum sucesso relativo no início dos anos 80, de repente, explodiram novamente, porque se tornou, toda a gente imitava aqui os gestos
Já encontraste, Paulo?
Não encontrei ainda, mas também já deixei de procurar.
O João deve saber disto. Esta é a música que muitos radialistas utilizavam para fazer uma pausa nas emissões e ir fumar um cigarro.
Seis minutos dada.
E apanhar ar. Exatamente.
Fumar um cigarro. A gravação desta música foi caótica em estúdio, porque o Freddie Mercury vinha sempre acrescentar mais qualquer coisa. Mais um "Galileu" está aqui no texto, que aparecia do nada. Foi o single de lançamento do "A Night at the Opera", deste álbum. E o Alexandre Borges também passa aqui um bocadinho em revista o ano louco de 75, que foi o ano do verão quente, foi o ano em que o Tatas foi para o Porto.
E Maria João Simões nasceu.
Maria João Simões nasceu.
Eles fizeram esta música já a pensar: "Tinha aí, olha quem vem aí."
Loucura. Não, é o estilo, muda de um momento para o outro.
É mesmo.
Completamente. E é candidata a melhor canção de sempre.
É, sem dúvida. Afinal encontraste, Paulo. Como é que estava para se chamar?
Estava para se chamar "Mongolian Rhapsody".
Gosto mais desta.
"Bohemian" é melhor.
Funcionaria melhor. "Mongolian"?
Não ia ter sucesso nenhum. Seis minutos e ainda vai agora "Mongolian".
Agora "Mongolian".