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Começa agora o Jornal da Meia-Noite, edição da jornalista Laura Figueiredo. E Laura, perante as falhas no abastecimento de água em Almada, a presidente da Câmara anuncia novos furos de captação.

Inês de Medeiros garante que a resposta à grave crise de abastecimento de água no Conselho não começou a ser dada esta semana. Em entrevista à Sic Notícias, a autarca revela que o município já tem um novo furo de captação de água em funcionamento e outros prestes a funcionar.

Nós vamos acabar este período muito difícil. Eu depois também quero falar sobre isso, com quatro novos furos. Sendo que um já está em funcionamento, o outro vai entrar em funcionamento agora e os dois novos, em função daquilo que tem sido o aumento das necessidades, foram já pensados e que também vão entrar agora para a licenciamento.

Quanto às acusações de Hugo Soares, líder da bancada parlamentar do PSD, que acusou a Câmara de Almada de falta de investimento na rede de abastecimento de água, a autarca Inês de Medeiros lembra as coligações com os social-democratas e reparte as culpas.

Os meus dois primeiros mandatos foram em coligação com o PSD. E que no primeiro mandato, a direção executiva dos SMAS estava com o PSD. E no segundo mandato, o vogal da administração era do PSD. Portanto, se houve erros de gestão ou de falta de previsibilidade, eu lamento, mas obviamente as culpas são repartidas. Isso é falacioso, eu lamento dizer, mas as declarações do senhor líder parlamentar que diz ser absolutamente verdade, eu posso garantir que é absolutamente mentira.

A presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, em entrevista à Sic Notícias. Desde as 22h, seis localidades do Conselho de Almada estão sem abastecimento de água. As zonas afetadas são a Trafaria, Raposeira, Corvina, Fonte Santa, Banática e Porto Brandão. Tal como aconteceu ontem, a interrupção deverá prolongar-se até às 06:00.

E o CDS pede uma investigação do Ministério Público ao negócio da nova sede do Banco de Portugal.

O líder parlamentar do partido, Paulo Núncio, acusa Mário Centeno de conluio com o grupo Fidelidade, diz que o excedente de 2019, na altura em que Mário Centeno era ministro das Finanças, só foi conseguido com a venda dos terrenos da antiga Feira Popular em Entrecampos ao grupo Fidelidade. Uma parcela desses terrenos que foi comprada por Mário Centeno, governador do Banco Central, para construir a nova sede. Ora, Paulo Núncio considera que há questões que têm de ser esclarecidas.

O valor pago pela Fidelidade, 274 milhões de euros, foi decisivo para que o ministro Mário Centeno tenha celebrado o primeiro excedente orçamental. Isto para dizer que sem Fidelidade não teria havido excedente orçamental. Seis anos depois, em 2025, Mário Centeno, agora governador do Banco de Portugal, decide comprar à mesma Fidelidade, uma pequena parcela do mesmíssimo terreno. Esta sucessão de negócios é suscetível de levantar gravíssimas suspeitas de conluio que têm que ser investigadas até às últimas consequências.

As acusações de Paulo Núncio a Mário Centeno, antigo governador do Banco de Portugal, que rejeita por completo a tese do líder parlamentar do CDS e fala em alucinações e inverdades. Centeno defende que foi um excelente negócio para o regulador.

A conjugação do edifício A2 com o edifício A3 era aquela que mais se aproximava das condições de trabalho do Banco de Portugal, em que hoje todos têm uma secretária. Podemos achar que isto é desperdício, porque há pessoas que estão fora, vão em viagens, estão em férias, estão doentes, fazem teletrabalho e querer reduzir tudo isto. Mas esse é outro conceito, não é o mesmo conceito. Se temos menos espaço e o espaço por metro quadrado é mais caro, eu já vos disse, nas minhas contas aqui rápidas, o que compramos há um ano, hoje já vale mais de 10 milhões de euros, quase 10 milhões de euros. É um excelente negócio.

A posição do antigo governador sobre o negócio com a Fidelidade. Já sobre a poupança de 40 milhões anunciada hoje pelo atual governador Álvaro Santos Pereira, com a reformulação do projeto, Mário Centeno critica a decisão, diz que a poupança é feita à custa da diminuição de recursos.

Um T2 na Avenida da República custa muito menos do que aquele espaço. Quando poupamos, mas temos menos recursos, não é bem uma poupança, é outra coisa.

A crítica do antigo governador do Banco de Portugal à decisão de Álvaro Santos Pereira de reformular o projeto da sede do Banco de Portugal. Mário Centeno critica ainda o atual governador por ter revelado detalhes do projeto. Diz que Álvaro Santos Pereira perdeu poder de negociação junto do mercado.

E o secretário-geral do PS defende que as regras do novo regime de arrendamento urbano, aprovadas pelo governo, visam facilitar os despejos.

Medidas aprovadas hoje em Conselho de Ministros, as novas regras permitem os despejos por rendas em atraso ao fim de dois meses de incumprimento, em vez dos três meses exigidos atualmente. O líder socialista diz que é necessário cuidar das populações mais idosas e frágeis. José Luís Carneiro defende que estas pessoas não podem e não devem ser confrontadas com alterações estruturais que coloquem em causa o mínimo de dignidade com que as pessoas devem viver.

Críticas que surgem depois do governo ter aprovado o novo prazo para os despejos por incumprimento do pagamento de rendas.

Como dizíamos, dois meses de atraso podem passar a significar despejo. O novo prazo foi anunciado pelo ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz.

Nós aqui queremos ser mais rigorosos. Queremos incentivar

Cumpridores. Queremos penalizar aqueles que não cumprem, tendo mecanismos de salvaguarda social, que vos falei, mas queremos, de alguma forma, tornar o mercado mais rigoroso. E, portanto, o tempo que nós permitimos demora igual ou superior a três meses que mais habitação existia, nós agora passamos para dois meses e tornamos a malha mais apertada, se quiserem, desse ponto de vista, do ponto de vista da resolução por incumprimento.

Miguel Pinto Luz adianta ainda que o Governo vai antecipar em três anos o fim do controle de rendas dos novos contratos.

Equilíbrio é a palavra de ordem daquilo que estamos a propor hoje. E, portanto, controle de rendas dos novos contratos, nós antecipamos o fim deste controle em três anos. Eu relembro que o controle de rendas, os 2% de controle de rendas para rendas entre 2018 e 2023, tinha uma vigência até 2029. Isto é importante dizermos, é importante que os portugueses saibam, para depois, no espaço público, não haver discussões estéreis, sem significado.

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, no briefing do Conselho de Ministros esta tarde.

E no desporto, França é a primeira seleção qualificada para as semifinais do Mundial.

A seleção francesa derrotou Marrocos no jogo inaugural dos quartos de final, gols de Mbappé e Dembélé aos 60 e aos 66 minutos. França fica agora a aguardar pelo duelo entre Espanha e Bélgica, duelo que acontece esta sexta-feira às oito da noite.

E agora, Laura, que outras notícias marcam a atualidade?

Os Estados Unidos garantem estar comprometidos com a paz no Irão e asseguram que as negociações técnicas vão continuar. É o que confirma uma fonte norte-americana à CNN, dias depois de Donald Trump ter dito que o cessar-fogo tinha chegado ao fim. A mesma fonte considera que os ataques a navios atribuídos ao Irão e a não reabertura completa do Estreito de Ormuz são inaceitáveis. Uma estação militar iraniana perto da central nuclear de Bushehr foi atacada. Washington já negou a autoria deste ataque. Em declarações à agência estatal IRNA, o vice-governador da província diz que a instalação militar foi atacada e atingida por um projétil israelita. O Benfica foi sancionado com um jogo à porta fechada por utilização de pirotecnia. Em causa está o uso deste tipo de artefatos por parte dos adeptos encarnados em cinco jogos na época de 2022/2023. O Benfica foi também multado em €150 mil. O jogo de suspensão deverá ser cumprido na recepção ao promovido Académico de Viseu, na jornada inaugural do campeonato, no fim de semana de 8 e 9 de agosto.

E é o ponto final no Jornal da Meia-Noite, edição da jornalista Laura Figueiredo, que está de saída. Eu também, Laura. Até amanhã.

Até amanhã