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O Irão voltou a fechar o estreito de Ormuz. Luís, os Estados Unidos continuam sem reagir.
Durou menos de 24 horas a reabertura do estreito de Ormuz. É a resposta do Irão ao bloqueio naval dos Estados Unidos, que continuou aos portos iranianos. A informação é avançada pela imprensa estatal iraniana, através de um comunicado. O Irão considera que os Estados Unidos quebraram uma promessa que tinham feito pelo fato de continuarem a limitar a navegação de embarcações para os portos iranianos, Rui Casa Nova.
O Irão já tinha avisado nas últimas horas que a reabertura do estreito de Ormuz era condicional e que este ponto de passagem marítima voltava a ser fechado se o bloqueio dos Estados Unidos continuasse. Ora, foi o que aconteceu. Donald Trump avisou também nas últimas horas que o bloqueio aos portos iranianos era para manter. O Irão concretiza assim a ameaça e volta agora a fechar o estreito de Ormuz. Do lado dos Estados Unidos, ainda não há uma reação oficial, sendo que este anúncio de Teerão foi feito há cerca de uma hora e meia. Estão também previstas novas negociações entre Estados Unidos e Irão para a próxima segunda-feira, no Paquistão. Ainda não sabemos se se vão manter face a este desenvolvimento do conflito no Medio Oriente. Importa também perceber como vão reagir os mercados internacionais ao novo fecho do estreito de Ormuz. Ontem, quando a reabertura foi anunciada, o preço do petróleo desceu. Veremos como vão reagir os mercados nas próximas horas a esta informação.
E para já, por aquilo que é possível observar através dos gráficos da agência Reuters, o barril de Brent, de referência para a Europa, está já a cotar acima dos $90 por barril, está a cotar $92. Rui Casa Nova, e as mais recentes atualizações deste conflito no Medio Oriente, com o Irão a decidir voltar a fechar o estreito de Ormuz, o corredor marítimo que movimenta cerca de 20% do petróleo e gás natural consumidos em todo o mundo.
É um assunto em destaque a esta hora em observador.pt e que vamos dar especial destaque também na nova edição do Cinco Continentes, com o historiador Bruno Cardoso Reis, já já a seguir. Para já, o governo não vai tributar as compensações às vítimas de abusos sexuais na Igreja Católica, garantia do Ministério das Finanças.
O Executivo vai apresentar uma proposta de lei para garantir que as compensações financeiras não são sujeitas a IRS. É o que dá conta o Ministério das Finanças num comunicado divulgado na última hora. A proposta abrange igualmente compensações financeiras atribuídas por abusos sexuais a menores e adultos vulneráveis em outras situações similares. A informação de que as compensações atribuídas às vítimas seriam alvo de uma tributação causou polêmica nos últimos dias. O governo diz agora que pretende assegurar que as compensações em causa mantêm integralmente a natureza compensatória e de apoio às vítimas, sem qualquer penalização fiscal.
O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses alerta que a atual organização da Proteção Civil não consegue responder aos grandes incêndios.
Notícias desta semana indicam que o governo se prepara para concretizar essa mudança na estrutura da Proteção Civil, com o regresso aos comandos distritais e o fim dos comandos sub-regionais. Entrevistado no Explicador desta manhã, António Nunes afirma que ainda não recebeu qualquer indicação por parte do governo sobre este tema. Ainda assim, sublinha que o atual modelo não é eficaz.
O sistema não é perfeito. Agora, não nos parece, do ponto de vista de capacidade de resposta operacional, que algumas sub-regiões criadas tenham essa capacidade. E isso tem provocado, e já o dissemos, quer em 24, quer em 25, no combate aos incêndios florestais, que o modelo que está hoje em funcionamento não é o mais adequado para as grandes emergências.
O presidente da Liga dos Bombeiros acredita também que a mudança da organização da Proteção Civil pode ser feita agora e sem qualquer prejuízo para a época de incêndios que entretanto vai começar. Já quanto ao objetivo do Executivo em limpar a floresta portuguesa até o dia 1 de junho, António Nunes não acredita que vá ser cumprido e pede mesmo pressão ao governo para definir prioridades.
Eu espero que mais do que tentar fazer uma inventariação do que é preciso fazer, vá um passo à frente e que diga e avalie aquilo que é imprescindível fazer e que se faça até o dia 1 de junho, e aquilo que não é possível fazer. E todos nós estamos conscientes que isso não é possível fazer, e que se faça uma informação transparente.
Que esses locais sejam identificados.
Exatamente, transparente, pública, e que se tomem depois medidas de restrição de acesso às zonas mais críticas.
Aviso deixado por António Nunes, o presidente da Liga dos Bombeiros, que concorda também com a conclusão de ontem do Conselho de Estado, de que o país precisa de mais preparação para responder a fenômenos extremos. O presidente da Liga dos Bombeiros refere que todos os cidadãos devem ser agentes primários de proteção civil e pede um país mais bem preparado para responder a fenômenos extremos, como as tempestades.
A deputada do PS, Isabel Moreira, considera inadmissível a forma como Cristina Ferreira abordou o caso de uma violação em grupo de uma menor. A deputada socialista é uma das signatárias de uma carta aberta que repudia as declarações da apresentadora.
A carta foi conhecida ontem, assinada por uma centena de personalidades, entre políticos, psicólogos ou atores. Eles estão contra as palavras de Cristina Ferreira, que questionou se quando há uma violação em grupo e a vítima pede para parar, os agressores conseguem ouvir. É uma carta que é dirigida à comunicação social e também à Ordem dos Psicólogos. A deputada do PS, Isabel Moreira, considera que devem ser emitidas diretrizes claras sobre como a comunicação social pode falar sobre estes assuntos mais sensíveis.
Do nosso ponto de vista, é muito importante que a Ordem dos Psicólogos emita, se quiser, diretrizes para que os profissionais que estejam nos órgãos de comunicação social a dar opinião sobre estas matériasO façam de acordo com aquelas que são as diretrizes sérias relativamente a este crime.
Ouvida pela Rádio Observador, a deputada do PS, Isabel Moreira, considera também importante que não ocorra uma revitimização da vítima quando temas como a violação são abordados em programas de televisão.
É fundamental que, quando um tema destes é tratado na praça pública, não ocorra, em primeiro lugar, uma nova agressão à vítima, portanto, uma revitimização da vítima, que não aconteça uma desculpabilização, uma relativização e, em último lugar, que não aconteça um contributo para a perpetuação de uma certa cultura de toxicidade, patriarcado, de violação, que é tudo o que aconteceu neste caso.
Declarações de Isabel Moreira, deputada do PS, uma das subscritoras desta carta aberta sobre o comportamento da apresentadora de televisão Cristina Ferreira, uma carta que foi enviada também à Ordem dos Psicólogos.
E Luís, no mesmo sentido, a Bastonária da Ordem dos Psicólogos concorda com as reivindicações desta carta aberta.
A Bastonária Sofia Ramalho reconhece que apesar de já existirem diretrizes para os meios de comunicação social, a Ordem deve emitir indicações mais concretas, em específico para este tipo de casos.
Também temos orientações para a comunicação social para os mais diversos temas sensíveis e, portanto, não só a questão do abuso sexual, mas também outros temas como, por exemplo, o suicídio e outros temas que são difíceis de abordar. Portanto, há recomendações muito concretas. De qualquer das formas, vamos tomar diligências para orientar de forma muito específica recomendações sobre este tema, em particular do abuso sexual.
Sofia Ramalho, a Bastonária da Ordem dos Psicólogos, a propósito desta carta aberta de repúdio ao comportamento da apresentadora da TVI, Cristina Ferreira.
São agora 11h08, vai seguir o Cinco Continentes com o historiador Bruno Cardoso Reis. Primeiro, Luís, tempo para outras notícias também em destaque nesta manhã de sábado.
O PS está em diálogo com Tiago Antunes para avaliar uma nova candidatura a Provedor de Justiça, é o que garante o secretário-geral socialista, que afirma que Tiago Antunes tem uma personalidade de grande integridade, sem qualquer pendor partidário. Isto depois de o nome de Tiago Antunes ter sido chumbado na quinta-feira na eleição para Provedor de Justiça. Declarações de José Luís Carneiro esta manhã à margem de um encontro em Barcelona onde se estão a reunir vários líderes da esquerda mundial. O secretário-geral do PS alerta também que a direita democrática está numa rampa deslizante para a extrema-direita, incluindo em Portugal. José Luís Carneiro acusa o Executivo de estar a ceder aos temas do Chega. A Autoridade para as Condições do Trabalho recebeu no ano passado mais de 3 mil pedidos de inspeção por assédio. A esmagadora maioria diz respeito ao assédio moral. Houve também 59 casos de assédio sexual. São dados avançados pela ACT à Lusa, que adianta que houve 20 contraordenações na sequência destes pedidos de inspeção. E se, João, tu conseguisses ter, por exemplo, um pedaço da Torre Eiffel na tua sala?
Nunca pensei nisso. Eu tenho uma daquelas pequeninas. Fui a Paris no início deste ano, mas agora um pedaço...
Se tiveres dinheiro a mais, essa é uma possibilidade, porque há um pedacinho da escadaria original da Torre Eiffel que vai a leilão em Paris na próxima terça-feira.
Um pedacinho que a nossa escala é bem grande, ocupa muito espaço.
Tens razão. Esta peça é fabricada em aço e chapa metálica, tem qualquer coisa como 2 m de altura e 14 graus.
Bem grande. E Luís, quanto é que pode custar uma coisa destas?
Ora bem, no site da leiloeira estima-se que possa ser vendida por um valor entre qualquer coisa como 120 mil a 150 mil €.
Bem em conta.
É, uma coisa bem em conta.
Acessível a todos.
Se não quiseres comprar, há outros pedaços da Torre Eiffel em exposição, entre os franceses, naturalmente, mas também no Japão ou em Nova York.
Eu vou ficar por aquelas réplicas em miniatura. Ocupam menos espaço e fazem o mesmo efeito.
O mesmo efeito.
Fica por aqui o Jornal das 11h00.