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Observador. Começa agora o Jornal das 11, edição da jornalista Laura Figueiredo. E Laura, os Estados Unidos anunciaram um acordo com a Dinamarca para o controle permanente da segurança da Gronelândia.
Um anúncio feito por Donald Trump através da rede social Truth Social. Segundo o presidente norte-americano, o acordo não terá qualquer custo para os Estados Unidos e vai impedir que países rivais instalem bases militares ou realizem investimentos estratégicos na Gronelândia sem a autorização de Washington. Na mesma publicação, Donald Trump explica que houve um trabalho conjunto com representantes da Dinamarca e da Gronelândia para garantir que os Estados Unidos terão, para sempre, total capacidade para fazer o que for necessário naquele território. Trump diz estar orgulhoso por ser o presidente que resolveu, de forma permanente e definitiva, a questão da Gronelândia, depois de mais de um século de tentativas de líderes norte-americanos para adquirir a maior ilha do mundo.
E ainda, Laura, Donald Trump baniu a CNN, o Político e a MS Now da Casa Branca.
Uma decisão com efeitos imediatos, é o que dá conta o presidente dos Estados Unidos, também na rede social Truth Social. Numa publicação, Donald Trump deixou críticas dirigidas a cada um dos três órgãos de comunicação social que decidiu banir. No entanto, justifica a decisão com o mesmo motivo. Alega que se trata de um resultado da constante cobertura de fake news. O presidente norte-americano acusa os órgãos em questão de divulgarem constantemente ficção e mentiras sobre a administração da Casa Branca e também sobre o país, e avisa que outros órgãos de comunicação social de fake news serão os próximos.
E ainda na Rússia, começaram hoje as eleições legislativas, as primeiras desde o início da guerra na Ucrânia.
Perante uma oposição limitada pelas autoridades, o partido Rússia Unida, apoiante de Vladimir Putin, procura conservar a maioria. O único partido que quebra o consenso sobre a guerra na Ucrânia é o Yabloko, que o Supremo Tribunal Russo já excluiu das eleições. Na análise, apesar de afirmar que a gênese do regime não vai mudar, Bernardo Valente, professor de Relações Internacionais na Universidade de Lisboa, acredita que um dos partidos que vai a votos pode conseguir uma representação significativa.
A única esperança, e mais uma vez, mesmo que os resultados sejam muito controlados, há ainda uma pequena esperança que um partido ecologista, que não é necessariamente antiguerra, mas que preocupa-se bastante com as condições de vida de pessoas que têm sofrido muito com este conflito entre a Ucrânia e a Rússia, e a possibilidade de esse partido conseguir algum tipo de representação significativa, pode ser importante para essa população e é um partido que não tem grande simpatia por Vladimir Putin. Portanto, este é o momento em que estamos da política russa, sabendo que independentemente do resultado, a gênese do governo, a gênese do regime, não irá mudar.
Bernardo Valente foi o convidado do Gabinete de Guerra desta noite. Professor de Relações Internacionais considera ainda que um dos objetivos do Kremlin com estas eleições é demonstrar que é, de facto, possível levar a cabo eleições durante o conflito, algo que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem recusado.
O que Vladimir Putin vai dizer depois destas eleições é precisamente que, se por um lado a Rússia avança com o ato eleitoral, a Ucrânia não teve a capacidade de o fazer, nem Volodymyr Zelensky teve a vontade política de levar a cabo esse ato eleitoral. E, portanto, vai usar isso para legitimar também a sua narrativa, mais uma vez, de que Zelensky não tem vontade de ir a sufrágio e não tem essa vontade de ir a sufrágio porque não é um líder democrático.
Bernardo Valente, professor de Relações Internacionais na Universidade de Lisboa, ouvido no Gabinete de Guerra.
E a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde propõe taxas moderadoras pagas à entrada dos hospitais e um sistema de checkout para evitar fugas a pagamentos.
São propostas que foram apresentadas aos hospitais e à administração central do sistema de saúde para evitar a prestação de cuidados a não residentes que depois não pagam pelos serviços. Surgem na sequência de um estudo feito em 2024, no qual foi feita a análise do acesso de estrangeiros não residentes às 39 unidades locais do país. A conclusão revela que só nos primeiros nove meses desse ano, mais de 92 mil não residentes tinham sido atendidos nas urgências, sendo que 49% não tinham seguro ou protocolos de saúde que assegurassem o pagamento dos cuidados que receberam. Em resposta ao Observador, a IGAS avança com algumas das recomendações que fez aos hospitais, por exemplo, a cobrança de taxas moderadoras à entrada nos serviços de urgência, e não à saída, a instalação de pontos obrigatórios de checkout dos doentes, também a revisão dos custos dos cuidados prestados e ainda a divulgação pública dos valores em dívida de cidadãos estrangeiros atendidos nos hospitais públicos. As propostas estão em linha com o que a ministra da Saúde defendeu no ano passado, na altura em que prometeu também mecanismos para travar despesas não pagas.
Este é um artigo assinado pelo jornalista Tiago Caeiro, que pode ler com mais detalhe no site do Observador. Seguimos com as notícias. Continua ativo o incêndio na região de Aveiro.
Depois de cinco horas fechada, a um já reabriu nos dois sentidos. Ainda assim, a GNR apela aos condutores para que circulem com a máxima precaução. O incêndio florestal começou em Eirós, por volta do meio-dia e meia. Por enquanto, continua ainda ativo, mas as autoridades esperam conseguir dominar o fogo nas próximas horas. À Rádio Observador, o segundo comandante sub-regional da Proteção Civil de Aveiro, Ricardo Fradique, fala de um incêndio que começou agressivo, mas que evoluiu de forma favorável.
O incêndio foi violento durante algumas horas. Neste momento, já a situação a evoluir mais favoravelmente, apesar de ainda se manterem ativos dois focos de incêndio. Um na zona do início do incêndio, a outra perto da povoação de Requeixo.
Apesar de uma das frentes estar localizada perto de uma povoação, Ricardo Fradique diz que não há habitações em risco. Os bombeiros e a Proteção Civil antecipam uma melhoria nas próximas horas.
Os meios aéreos já retiraram todos, como é óbvio. Neste momento estão 292 operacionais auxiliados por 81 viaturas. Estão com todo o perímetro neste momento, já com meios terrestres, e estão a proceder ao combate. Pensamos que na próxima uma hora, duas horas, a situação ficará resolvida.
Ricardo Fradique, segundo comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da região de Aveiro, em declarações à Rádio Observador.
E agora são 23h07. Vamos às notícias de âmbito local, Laura.
Começamos pelo Barreiro, onde a eletricidade vai estar interrompida na Rua Miguel Bombarda a partir de domingo e até ao próximo dia 27. De acordo com a autarquia, o corte acontece entre as 07h e as 11h, para trabalhos de substituição de armários de distribuição. A zona afetada situa-se entre o Pátio Álvares e a Avenida Alfredo da Silva. Na Grande Lisboa, a Meia Maratona Loures Odivelas vai abrigar vários cortes de trânsito já este domingo. As restrições vão estar em vigor entre as 08h40 e o meio-dia. Em Loures, os cortes abrangem o Parque Adão Barata, a Rua da República, a Rua Cidade Rio de Janeiro e também a Avenida Nicolau Breyner. Já em Odivelas vão ser afetadas a Rua General Alves Roçadas, a Rua Almeida Garrett, a Avenida Dom Dinis, a Estrada de Apanhei e também a Avenida José Francisco Guerreiro. Em Leiria, a realização do Leiria Run 2026, amanhã vai provocar cortes e condicionamentos de trânsito. Os constrangimentos vão acompanhar a passagem dos participantes e vão sendo levantados progressivamente. Entre as zonas afetadas estão o Rossio de Leiria, a Avenida Heróis de Angola, a Avenida Marquês de Pombal e também o Largo de São Pedro. O evento arranca às 19h com a caminhada, que acontece até às 22h30. Já a corrida começa às 20h15 e termina às 11 da noite. Em Oliveira de Azeméis, a Câmara Municipal vai assinar contratos interadministrativos com as Juntas de Freguesia de Cesar, Loureiro e Ossela para a gestão de refeitórios escolares, do pré-escolar e do primeiro ciclo. Os acordos para o ano letivo 2026/2027 ascendem aos 370 mil € foram aprovados na última reunião do executivo municipal. Em Porto de Mós, a autarquia pede a quem tenha enviado e-mails para os serviços municipais nos últimos três dias para que volte a enviar as mensagens. Em causa estão constrangimentos no serviço de correio eletrónico, que poderão ter afetado a receção de e-mails e provocado atrasos no atendimento. E terminamos em Vila do Conde, onde começou hoje o primeiro concerto do Festival Sons no Património. Esta noite, Catarina Carvalho Gomes subiu ao palco no Centro Mundial da Juventude. A entrada é gratuita.
E é o ponto final no jornal das onze da noite da Rádio Observador, com Laura Figueiredo. Está de regresso às 23h30. Até já.
Até já.