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As notícias com Miguel Pina Andrade.

O PCP pediu um debate de urgência sobre os exames nacionais com a presença do ministro da Educação, num debate marcado para 17 de julho, dia da divulgação dos resultados dos mais de 300 mil exames do ensino secundário. De acordo com a Lusa, que teve acesso ao requerimento entregue ao presidente da Assembleia da República, o PCP pede um debate de urgência protestativo com a presença do ministro Fernando Alexandre para explicar quais as medidas adotadas para assegurar que nenhum estudante é prejudicado neste processo caótico de avaliação dos exames nacionais, cujos responsáveis são o ministério e o governo, é o que diz o requerimento em que o grupo parlamentar afirma que não pode aceitar que o ministro da Educação se furte aos esclarecimentos e à prestação de contas na Assembleia da República, recusando-se a participar na Comissão de Educação até dia 21 de julho, dia em que admitiu esta reunião. Ainda sobre os problemas com a correção dos exames nacionais, o secretário-geral do PS diz que o primeiro-ministro falhou e que optou por respostas levianas. São declarações de José Luís Carneiro no encerramento do Congresso da Federação Distrital de Portalegre do PS. O líder socialista lamenta que Luís Montenegro não tenha falado diretamente ao país sobre a situação, em vez do comunicado formal. À chegada ao Congresso Federativo da Área Urbana de Lisboa este domingo, José Luís Carneiro já tinha exigido explicações a Luís Montenegro.

O primeiro-ministro, em detrimento de uma resposta clara, que desse confiança, que mostrasse humildade a reconhecer aquilo que falhou, falou com algum desdém numa festividade, no festival de música. E aquilo que eu digo ao primeiro-ministro é que ele tem de meter a mão na consciência e que tem que ter consciência de que é primeiro-ministro do país. E há duas palavras fundamentais. Por um lado, o que é que falhou e o que é que está a ser feito para restabelecer a confiança no processo de classificação daqueles que agora concorrem ao ensino superior.

O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, na chegada ao Congresso Federativo da Área Urbana de Lisboa, este domingo. Os professores sem trabalho atribuído foram convocados no final da tarde de sábado para corrigir exames nacionais, isto a poucos dias do prazo para concluir o processo de classificação. A denúncia é da Missão Escola Pública. Segundo a porta-voz do movimento, vários docentes foram informados pelos agrupamentos do júri nacional de exames que iriam receber itens para classificar na plataforma eletrónica. Cristina Mota continua a manifestar preocupações quanto ao cumprimento dos prazos e também ao rigor das avaliações, uma vez que muitos dos constrangimentos ainda se mantêm. A nova liderança do LIVRE pede a António José Seguro que dissolva a Assembleia da República, caso haja uma revisão constitucional apenas à direita. Em entrevista ao Observador, Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto apelam a um acordo entre a esquerda e a direita democráticas para uma revisão minimalista. Caso contrário, exigem a dissolução da Assembleia por temerem a destruição da lei fundamental, a Constituição. Este é o tema de um artigo assinado pelo jornalista Miguel Pereira Santos, que pode ler com mais detalhe no site do Observador. No primeiro discurso, na liderança do LIVRE, Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto criticaram as reformas do governo e anunciam que vão apresentar à Assembleia da República um pacote de medidas para melhorar a vida dos portugueses. Declarações feitas depois de anunciados os resultados da eleição pra direção do LIVRE. A lista encabeçada por Isabel Mendes Lopes venceu por larga margem e Ricardo Lopes, nos discursos de vitória, a nova dupla de porta-vozes do partido, deixou recados ao governo, mas também fez promessas pro futuro.

Não houve surpresas nos resultados da eleição para o grupo de contacto, o órgão executivo do LIVRE.

Lista A, 432 votos, 11 eleitos.

Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto partilham agora a liderança do LIVRE. A lista onde estavam os nomes com mais histórico no partido venceu com quase 70% dos votos. A oposição interna criticava a excessiva centralização nas figuras dos porta-vozes, mas Isabel Mendes Lopes garante que o LIVRE é um partido plural.

Um LIVRE aberto, plural, onde as opiniões contam, onde podemos ter momentos de divergência, mas onde a divergência se faz de uma forma saudável, em democracia, e isso é muito importante continuarmos a fazer aqui no LIVRE.

No discurso de vitória, a líder da bancada parlamentar começou por agradecer o reforço da confiança, mas rapidamente passou ao ataque ao governo.

Ter um Estado mais forte, um Estado que não faz reformas, que na prática são desmantelamentos dos serviços públicos, que desmantela os próprios ministérios e que depois dá o caos que nós assistimos, por exemplo, nos exames nacionais.

Isabel Mendes Lopes considera perigoso que venha a ser feita uma revisão constitucional e pede ao PS que se meta ao barulho.

O Partido Socialista tem os votos pra conseguir negociar com o PSD e dizer claramente ao PSD: se vocês avançarem pra uma revisão constitucional feita com o Chega, então não contam conosco para mais nada, inclusive Orçamentos de Estado.

Críticas feitas, a porta-voz terminou a intervenção com uma mensagem para Rui Tavares, que está saída da função.

Foi uma honra e também muito divertido, tenho a dizer, partilhar contigo a responsabilidade de sermos porta-vozes do LIVRE. Eu aprendi imenso. Também acho que tu aprendeste muito.

Em sentido inverso, Jorge Pinto, que assume agora o lugar de Rui Tavares, dedicou as primeiras palavras àquela que é incontornavelmente a maior figura do partido.

É um prazer e uma honra ter esta responsabilidade, por um lado, renovada, de me manter no grupo de contacto, por outro lado

Alargada ao passar a ser co-porta-voz com a Isabel Mendes Lopes e com a enormíssima responsabilidade de vir a seguir ao Rui Tavares neste mesmo cargo.

E trouxe novidades: o LIVRE vai apresentar na Assembleia da República um grande pacote de medidas para vários setores.

Aquilo que o LIVRE vai ter como prioridade já imediata e para os próximos meses, vamos apresentar no Parlamento um grande pacote de medidas para que consigamos todos ter uma vida plena.

Liderança renovada, ambição reforçada, foi com promessas de, no futuro, chegar ao governo, que terminou este 17º Congresso do LIVRE, que marca um ponto de viragem no partido. O jornalista Ricardo Lopes, que esteve a acompanhar os dois dias do Congresso do LIVRE em Sintra. Rui Tavares deixa o cargo de porta-voz, mas vai manter-se na direção. Fica com o pelouro da estratégia, comunicação e formação. 114 mortos e 54 desaparecidos. Este o mais recente balanço do Ministério Português dos Negócios Estrangeiros, das vítimas portuguesas e lusodescendentes, na sequência do duplo sismo que atingiu a Venezuela. De acordo com o último balanço das autoridades venezuelanas, morreram no total 4490 pessoas. Os feridos mantêm-se nos cerca de 16.700. Portugal vai enviar esta segunda-feira oito toneladas de medicamentos para a Venezuela para apoiar a resposta à emergência humanitária. No âmbito desta iniciativa, foi feito um apelo às empresas do setor farmacêutico para que verificassem a possibilidade de doarem medicamentos. Foram arrecadadas oito toneladas de medicamentos. Em Espanha, subiu para três o número de mortos no incêndio florestal em Almeria. O número foi atualizado na sequência da morte de uma mulher britânica de 93 anos que estava internada no hospital de Torrecárdenas. O incêndio deflagrou na tarde de 9 de julho, no município de Los Gallardos, na província de Almeria, no sul de Espanha, em plena vaga de calor. O Irão acusa os Estados Unidos de violar o cessar-fogo com uma nova vaga de ataques. O Ministério Iraniano dos Negócios Estrangeiros classifica os ataques das últimas 24 horas como uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas. Num comunicado citado pela Al Jazeera, a diplomacia iraniana acusa os Estados Unidos de interferirem com as negociações entre o Irão e o Omã, negociações que decorreram este fim de semana na capital do Omã, Muscat, com o objetivo de discutir o futuro do estreito de Ormuz. Segundo o Ministério Iraniano dos Negócios Estrangeiros, estes ataques causaram insegurança na região e perturbaram o fluxo do comércio internacional que passa pelo estreito. O exército dos Estados Unidos já confirmou esta nova ofensiva contra o Irão. Tem o objetivo de continuar a enfraquecer a capacidade do país de atacar marinheiros civis e navios comerciais que transitam livremente pelo estreito de Ormuz. Esta nova série de bombardeamentos na costa iraniana foi ordenada por Donald Trump, que quis responsabilizar as forças iranianas. É notícia de fecho nesta edição das 3:00 a.m. A informação está de regresso à Rádio Observador às 3:30 a.m. Até já.