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Quatro horas. As notícias com Miguel Pina Andrade.

Boa noite. Pedro Passos Coelho vai apresentar propostas reformistas para o país dentro de dois meses. O antigo primeiro-ministro explicou os temas que vai abordar no estudo que está a coordenar sobre as reformas que o governo deve executar de forma urgente. As propostas concretas para a governação só são conhecidas no final de novembro, mas Pedro Passos Coelho antecipou uma parte do plano que tem para o país no prefácio do livro "Portugal na Paz dos Bloqueios", de Pedro Gomes e Sanches. As reformas sugeridas por Pedro Passos Coelho para concretizar em oito anos estão divididas em quatro pilares, Maria Miguel Marques.

Em primeiro lugar, surge a componente contributiva da Segurança Social, o sistema previdencial. O governo decidiu colocar o estudo de Jorge Bravo na gaveta. Passos Coelho quer que o assunto seja discutido já. O antigo primeiro-ministro diz que a sustentabilidade financeira da Segurança Social vai continuar comprometida durante mais de década e meia. Os problemas de sustentabilidade financeira vão depois passar a problemas de sustentabilidade social e, por isso, o governo deve considerar outras dimensões de mudança estrutural. O segundo pilar do estudo de Passos Coelho são políticas relacionadas com a melhoria significativa da produtividade e da competitividade econômica, sem cujo sucesso, todas as outras parecerão ainda mais difíceis de atingir. Em terceiro lugar, Passos Coelho estuda as políticas sociais que apresentam desqualificação maior e que têm maior impacto no bem-estar, no crescimento e na sustentabilidade financeira e social, como a saúde e a educação. E por fim, Passos Coelho fala sobre as políticas de reforma do Estado. Sobre esta última, o ex-líder do PSD alerta que tem de incluir a defesa e a segurança face aos desenvolvimentos geopolíticos europeus e mundiais, mas destaca também a Justiça, com prioridade para a tributária e administrativa. Para o antigo governante, é também importante, nessa visão para o país, promover a transparência no funcionamento da máquina pública, complementada com a aposta no mérito e na competência contra a corrupção, o nepotismo e o clientelismo.

A jornalista Maria Miguel Marques, com os quatro temas que Pedro Passos Coelho destaca no estudo sobre as reformas que o antigo primeiro-ministro disse que o país precisa. Este é o artigo que faz manchete a esta hora no site Observador. É assinado pelo editor de política, Rui Pedro Antunes. Depois do anúncio de protestos das forças de segurança, o ministro da Administração Interna vai reunir com os profissionais da Guarda Nacional e também da Polícia de Segurança Pública. Esta é uma informação avançada pelo Jornal de Notícias. Quatro associações da GNR e três sindicatos da PSP exigiram a Luís Neves uma reunião com caráter urgente para discutir, entre outras matérias, a atribuição de um suplemento de risco idêntico ao dos inspetores da Polícia Judiciária. A primeira reunião é já na próxima quinta-feira e vai ser discutido o suplemento especial para o controle de fronteiras aeroportuárias. O segundo encontro está marcado para o final do mês, dia 29 de setembro, e em cima da mesa vai estar a reestruturação das carreiras e também a organização do tempo e do serviço. O anúncio destas reuniões acontece depois dos profissionais da Guarda Nacional Republicana terem anunciado que vão aderir aos protestos da PSP, convocados para setembro e outubro. À Rádio Observador, o presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, César Nogueira, exige ao governo medidas concretas.

Nós, os protestos, não os vamos desconvocar, a não ser que o governo, em cima da mesa, nos apresente, de facto, propostas concretas a cumprir, a ter início em janeiro de 2027. Nós estamos sempre abertos à negociação e não deixaremos de estar, porque nós somos responsáveis. Agora, não vamos é aceitar que isto seja protelado no tempo, muito mais tempo.

O presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, César Nogueira, ouvido pela Rádio Observador. Os protestos anunciados esta sexta-feira são motivados pelo incumprimento das prometidas revisões dos salários e das carreiras, reivindicações comuns tanto aos militares da GNR como aos polícias da PSP. Foi convocada uma manifestação nacional para dia 17 de outubro. Antes disso, a CGTP diz que vai avançar com um mês de ação, de mobilização e de luta. Lisboa, Porto e Coimbra vão ser palco desta manifestação. É uma informação avançada na tarde desta sexta-feira pelo secretário-geral da Central Sindical, em conferência de imprensa, em que Tiago Oliveira explica que antes do protesto, entre 17 de setembro e 17 de outubro, a CGTP vai realizar várias ações em empresas e locais de trabalho. O líder da Intersindical quer envolver os trabalhadores na discussão política e alertá-los para os direitos do trabalho.

Um mês de ação, mobilização e luta, com o objetivo de realização de plenários, greves, mobilização para piquetes de greve, para ações concretas das empresas, para discutir com os trabalhadores a ação reivindicativa, empresa a empresa, local de trabalho em local de trabalho, envolver os trabalhadores na discussão política, porque é fundamental que os trabalhadores tenham conhecimento, como tiveram relativamente ao pacote laboral, dos ataques que estão em curso aos seus direitos.

Tiago Oliveira defende o aumento do salário mínimo nacional para os 1100 euros, aumento a acontecer já no próximo ano.

É que há todas as condições para valorizar os salários de forma séria, de forma justa, implicando aqui uma questão que é uma mudança de política que este governo tem que ter, nomeadamente nas exigências da CGTP de valorização dos salários e a CGTP vai continuar a insistir em 15% de aumento, com um mínimo de 150 € de aumento geral para todos os trabalhadores. E vamos exigir, a partir de 1 de janeiro de 2027, os 1.100 € de salário mínimo nacional. Do nosso ponto de vista, é possível.

O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, em conferência de imprensa esta sexta-feira, onde anunciou uma manifestação nacional para o dia 17 de outubro. Vai acontecer em Lisboa, no Porto e também em Coimbra. Na próxima semana, o governo vai aumentar o desconto no ISP para o gasóleo, mas vai reduzi-lo para a gasolina. De acordo com a NAREC, o gasóleo vai aumentar €0,02 por litro, a gasolina vai baixar €0,04. O desconto no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos deve assim aumentar cerca de €0,01 por litro para o gasóleo e, no caso da gasolina, baixar cerca de €0,01. É o que dá conta uma portaria publicada hoje em Diário da República. Na sequência deste anúncio, a NAREC acusa o governo de ganhar dinheiro com os impostos sobre os combustíveis. Acusa também o executivo de estar a mentir aos portugueses ao dizer que não tem tido qualquer lucro com a crise energética. O presidente da associação, João Durão, considera que o governo tem de baixar a carga fiscal sobre os combustíveis. Diz que as empresas estão a perder competitividade exagerada face a Espanha. Apesar de esta semana o governo ter anunciado uma descida no ISP, João Durão considera que não é suficiente.

Reduzir o quê? Mas o que é que reduziu até agora o governo? Quando eles dizem que vão reduzir, a única coisa que diz é: "Não vamos ganhar mais do que o que estamos a ganhar, porque já estamos a ganhar muito." É o que eles têm dito, se nós entendermos a comunicação deles. Mas mesmo assim continuam a ganhar mais do que ganhavam. A oposição tem razão quando diz que desde que a crise começou, o governo já arrecadou milhões. Eu não tenho aqui as contas deles, espero que um dia, se quiserem, eles nos enviem para provar o contrário.

João Durão, presidente da NAREC, que acusa ainda o Ministério da Energia de lucrar com o gás de garrafa e também de atacar diretamente o mercado nacional. Ainda tempo para o desporto. O Futebol Clube do Porto visita este sábado Rio Maior para jogar contra o Casa Pia, uma partida a contar para a sexta jornada do Campeonato Nacional de Futebol. Francesco Farioli confirma que Viktor Fossholt ainda está fora da convocatória. O médio dinamarquês sofreu uma concussão cerebral na última jornada frente ao Moreirense. Ainda não está disponível, apesar de estar a recuperar bem. Em conferência de imprensa, Francesco Farioli recorda o jogo da última época com o Casa Pia, que foi a primeira derrota portista. Este ano, o técnico dos Dragões espera um resultado bem diferente.

Do nosso lado, os pontos são necessários e vitais para a nossa caminhada. Por isso, tivemos uma boa sessão esta tarde e teremos outra amanhã para irmos bem preparados. Sabemos o ambiente que vamos enfrentar e o desejo da equipa deles, mas também o nosso desejo e a necessidade de voltar de Lisboa com pontos.

O treinador do Futebol Clube do Porto, Francesco Farioli, em conferência de imprensa. Os Dragões seguem só com vitórias no campeonato, são líderes isolados. O Casa Pia Futebol Clube do Porto começa às 18h deste sábado. Há relato e análise para acompanhar aqui em direto na antena da Rádio Observador. Tudo dito nesta edição das 04h. Estou de regresso para atualizar as notícias às 05h. Por agora, fique com a repetição do Contracorrente desta sexta-feira.