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Jornal das 8, com Luís Soares. O orçamento do Estado foi aprovado na generalidade. Agora o governo quer controlar as iniciativas da oposição durante a fase de especialidade.

PS e Chega vão apresentar propostas e podem até chegar a acordo até à votação final global. Por isso, e com margem reduzida para acolher novas medidas, o governo procura tirar o tapete às chamadas coligações negativas, Miguel Vítor Dias.

Com o resultado ao intervalo já conhecido, com a aprovação do orçamento, o governo tenta controlar o jogo na segunda parte.

Quem propuser mais despesa, tem que dizer qual a que elimina. Quem quiser abdicar de receita, tem que dizer o que é que vai deixar de fazer ou que impostos quer aumentar.

O ministro Leitão Amaro deixa avisos para a fase da especialidade, já depois de José Luís Carneiro, do PS, ter anunciado uma proposta para limitar a receita fiscal.

Foram mudadas cinco vezes as portarias que aumentaram a carga dos impostos sobre os combustíveis . E, por isso, senhor primeiro-ministro, traremos à especialidade uma norma que levará a um princípio político fundamental: não haverá aumento de receita fiscal.

Faltam conhecer os detalhes de uma iniciativa que deixou André Ventura curioso. O líder do Chega que aproveitou ainda para pressionar o governo com a lei das rendas.

Uma lei de equilíbrio para todos e para resolver um problema que aqueles senhores criaram. Senhor primeiro-ministro, esta lei depende de si.

E Leitão Amaro, à defesa, vai deixando avisos.

Será que daqui a algum tempo vamos voltar a vê-los, como na reforma laboral, de punho cerrado, a pôr os líderes comunistas em lágrimas, a celebrar o bloqueio de mais uma reforma estrutural?

De volta ao orçamento, a IL até iliba o governo de responsabilidades passadas, mas pede uma bitola superior.

O fracasso do PS não pode ser a medida da ambição da AD.

E o LIVRE pega na abstenção do PS para atirar ao Chega.

O voto farsista do Chega, que vem aqui cheio de muitos malabarismos, dizer que é contra, mas que sempre que é necessário, dá a mão ao governo.

Numa discussão marcada pelas manifestações, Paulo Raimundo, do PCP, deixou ainda uma provocação.

No seguimento da martelada, que é: "a greve é um direito, desde que ninguém faça", vem agora a mais recente bastonada, que é: "a manifestação é um direito, desde que não haja manifestantes".

O debate de um orçamento marcado pelas manifestações na rua sobre o setor da habitação.

Miguel Vítor Dias, que acompanhou a discussão e votação do orçamento do Estado na generalidade. A fase seguinte, a especialidade, arranca já amanhã com as audições ao Tribunal de Contas, ao ministro dos Negócios Estrangeiros e também ao ministro da Economia. Também amanhã, o presidente da República vai receber os partidos com assento parlamentar para discutir o tema da coesão social. As audiências em Belém começam às oito e meia da manhã, com o JPP, e seguem por ordem crescente de importância até à hora de almoço. O PSD é o último partido a ser recebido, à uma e meia da tarde.

Ainda no encerramento do debate do orçamento, o ministro da Presidência citou o presidente da República para criticar as minorias que se têm manifestado nas ruas.

António Leitão Amaro utilizou as expressões usadas também por António José Seguro para criticar o que diz ser as tentativas de subversão do regime. No encerramento do debate do orçamento, o ministro da Presidência diz que a culpa da falta de habitação não é dos imigrantes, mas sim dos governos do PS, e diz que o governo ouve os que estão a protestar de boa-fé.

Como ontem disse o presidente da República, lei e liberdade não são incompatíveis. Bem pelo contrário, para exercermos liberdade, temos de nos respeitar a todos. E para nos respeitarmos a todos, temos que cumprir a lei . Aos que se preocupam e que se manifestam, queremos dizer: escutamos, compreendemos e agimos. Aos outros, à microminoria, que prefere a subversão e tem o sonho da revolução, dizemos, como o senhor presidente da República: a democracia é o espaço da construção, não é o espaço da violência.

António Leitão Amaro a citar o presidente da República para falar sobre as manifestações dos últimos dias, num debate em que o governo foi sempre validando a atuação da PSP. Hoje, o presidente da Câmara de Lisboa garante que não participou nem foi consultado em decisão nenhuma de segurança quanto à intervenção policial contra os manifestantes pela habitação. Foi na reunião pública do executivo camarário em que Carlos Moedas foi acusado de cinismo pela esquerda.

E em Espanha continuam os trabalhos de remoção dos destroços das carruagens acidentadas em Toledo, na sequência de um muito violento acidente ferroviário esta manhã, que provocou, pelo menos, 68 mortes.

Um número ainda provisório, até porque, como explicou o presidente da região Castilha-a Mancha, ainda não foram resgatados todos os cadáveres das composições e podem surgir outros dentro dos vagões acidentados. O número de vítimas em estado crítico subiu, entretanto, para 18. O número de hospitalizados está nos 107. A guarda civil continua a interrogar os funcionários do Centro de Controle Ferroviário de Atocha. É o que indicam fontes da investigação citadas pela imprensa espanhola. Os investigadores já tinham interrogado também o operador do centro de controle, que autorizou o comboio de alta velocidade da Renfe a prosseguir viagem, apesar do comboio da Iryo continuar parado. Na sequência do acidente, a Renfe bloqueou a venda de bilhetes para os comboios de alta velocidade entre Madrid e Andaluzia até dezembro. Ainda assim, a decisão não significa que a circulação ferroviária permaneça suspensa até lá. Caso a gestora da infraestrutura ferroviária autorize a reabertura do corredor antes dessa data, a Renfe retoma o serviço. Hoje o Parlamento português aprovou por unanimidade um voto de pesar pelo acidente ferroviário em Espanha.

E Cristiano Ronaldo foi hoje eleito o melhor jogador, o melhor vencedor de sempre da Bola de Ouro.

Um troféu conquistado pelo internacional português na época 2007, 2008, que foi agora distinguido pelos adeptos como o melhor de sempre. Todas as cinco Bolas de Ouro de Ronaldo ficaram no top 10. A Bola de Ouro de Lionel Messi, em 2010, ficou em segundo lugar da votação. Este prêmio foi atribuído por votação dos fãs. Mais de 5000 pessoas votaram mais do que uma vez. Cada votação tinha o custo de €1 e garantia a entrada no concurso para assistir à gala da Bola de Ouro do próximo ano.

E agora vamos à informação de âmbito local.

Em Santa Maria da Feira, a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos da cidade vai promover uma concentração junto ao mercado municipal, em protesto contra o elevado custo da água no Conselho. Iniciativa marcada para dia 7 de novembro. A Comissão pretende que a insatisfação dos utentes com os encargos dos serviços de água e saneamento, que pesa no orçamento das famílias, das associações e das pequenas empresas, seja ouvida pelos responsáveis municipais. O município da Amadora vai entregar no próximo sábado 48 casas com uma renda média de €463. As habitações públicas encontram-se no Serrado da Mira, na freguesia da Mina de Água. É o primeiro programa municipal de renda reduzida aplicado no Conselho da Amadora. As habitações foram financiadas pelo PRR e vão alojar 56 pessoas. Em Sesimbra vai ser assinalado amanhã o Dia Mundial da Terceira Idade. Vai ser a décima edição do Fórum da Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis. O evento vai decorrer no Cine Teatro Municipal João Mota e pretende abordar os desafios e as oportunidades de envelhecer. Na Azambuja, a localidade de Massussa vai receber no dia 8 de novembro a Caminhada Terras do Pão, iniciativa que convida a comunidade a desfrutar da natureza e a promover a atividade física. O início está marcado para às 9h30 da manhã e o ponto de encontro é a Associação Recreativa Desportiva e Cultural de Massussa. Na Trofa, a Cruz Vermelha vai organizar três dias de compras solidárias com artigos novos e em segunda mão. Chama-se Mega Feirão Solidário, vai decorrer entre 13 a 15 de novembro. As receitas revertem em favor da atividade da delegação da Trofa da Cruz Vermelha. E Porto de Mós prepara-se para receber mais uma edição do Castelo Assombrado, naturalmente, no próximo sábado. Vai ser fim de semana de Halloween, como bem sabemos. A iniciativa tem como objetivo transformar o monumento num cenário misterioso para celebrar essa noite. A programação começa às 20h30 na Praça da República e só depois é que se vai dirigir para o Castelo de Porto de Mós. A entrada nesta iniciativa é gratuita.

E já daqui a pouco vamos ter emissão especial de esporte para acompanhar o Porto Académico de Viseu, jogo dos quartos de final da Taça de Portugal, com o José Rafael Lopes ao comando desta emissão especial.