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Esta é a última hora da tarde política, hoje muito mais curta devido à transmissão em direto do Parlamento da discussão e votação na generalidade do Orçamento do Estado. Logo mais, depois das 20h, vamos ter especial de esporte para acompanhar mais um jogo dos quartos de final da Taça da Liga, Porto Académico de Viseu. Mas nesta hora das 19h vamos estar em direto do Centro da Comunidade Hindu, em Telheiras, em Lisboa, do parque de estacionamento, porque esta noite, às 21h, vai estrear a peça imersiva Caça ao Estripador de Lisboa, feita com base no podcast Plus do Observador. E vamos saber mais sobre este caso e sobre esta peça de teatro que hoje vai estrear ao longo da próxima hora das 19h. Mas, Luís Soares, quais são os títulos em destaque agora às 19h? Calculo que o Orçamento do Estado.
Está também, mas vamos primeiro à Espanha, porque apesar de cair da noite, continuam os trabalhos de remoção dos destroços das carruagens acidentadas, no acidente desta manhã. Há 68 mortos confirmados, mas este número ainda pode subir. E o Parlamento português aprovou por unanimidade um voto de pesar por este acidente. Foi depois de aprovado o orçamento na generalidade. Mais à frente, temos tempo ainda para saber como um país está a preparar a participação no Festival da Eurovisão do próximo ano e dou já um spoiler: não é um país da Europa.
E quanto ao estado do tempo, para amanhã vamos continuar a ter tempo agradável, com excelentes temperaturas para a época durante o dia. À noite, já sabemos, arrefece sempre um pouco. Eu sou o Ricardo Conceição. Jornal das 19h com o Luís Soares. Vamos recuperar o essencial do encerramento do debate orçamental na generalidade. Foi aprovado, tal como se previa, com a abstenção do PS. Primeiro, atualizamos as informações relativas ao trágico acidente ferroviário em Espanha. Há 68 mortos confirmados. Mas, Luís, este é um número ainda provisório.
É, até porque os trabalhos no local do acidente ainda decorrem, apesar da noite já ter caído em Espanha. O presidente da região Castela-A Mancha explicou que ainda não foram resgatados todos os cadáveres e podem surgir ainda outros dentro dos vagões acidentados. O número de vítimas em estado crítico também subiu para 18. Quanto ao número de hospitalizados, está nos 107. Nesta altura, a Guarda Civil continua a interrogar os funcionários do Centro de Controle Ferroviário de Atocha. É o que indicam fontes da investigação citadas pela imprensa espanhola. Os investigadores já tinham interrogado o operador do centro de controle, que autorizou o comboio de alta velocidade da Renfe a prosseguir viagem, apesar do comboio da Iryo ter parado. Na sequência do acidente, a operadora ferroviária Renfe bloqueou a venda de bilhetes para os comboios de alta velocidade entre Madri e Andaluzia até dezembro. Ainda assim, a decisão não significa que a circulação ferroviária nesta linha permaneça suspensa até lá. Caso a gestora da infraestrutura ferroviária Adif autorize a reabertura do corredor antes dessa data, a Renfe vai retomar o serviço.
E Espanha vai decretar três dias de luto pelas vítimas deste acidente já a partir de amanhã.
Anúncio feito pelo primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, que prometeu reforçar a segurança depois de dois graves acidentes ferroviários só este ano.
Se tivermos, e devemos, reforçar ainda mais a segurança para reconstruir a confiança no nosso sistema ferroviário de alta velocidade, fá-lo-emos. Porque o que é inaceitável para um país como Espanha é sofrer dois acidentes ferroviários de alta velocidade no mesmo ano, como sofremos. Assim, serão tomadas todas as medidas consideradas oportunas e com toda a firmeza para reconstruir essa confiança no nosso sistema de alta velocidade.
A promessa deixada por Pedro Sánchez, que se deslocou esta manhã ao local do acidente em Toledo.
O primeiro-ministro português falou, entretanto, com o presidente do governo espanhol na sequência deste acidente.
Luís Montenegro falou no Parlamento à hora de almoço para deixar uma mensagem de solidariedade para com o povo espanhol. O chefe do governo português mostrou-se disponível para apoiar as autoridades espanholas e explica as diferentes áreas em que Portugal pode ajudar.
Esteja isso relacionado com técnicos ferroviários para avaliação da situação e reposição da normalidade na rede ferroviária em Espanha, seja ajuda ao nível da Proteção Civil, seja ajuda ao nível das equipas sociais de apoio psicológico, tudo aquilo que for entendido como relevante, as autoridades portuguesas e todos os departamentos estão já em contacto direto com os seus congéneres do lado de lá da fronteira.
Mensagem deixada pelo primeiro-ministro, acompanhado por grande parte do governo nos Passos Perdidos da Assembleia da República. Importa também sublinhar a informação de que não há ainda indicação de que haja algum cidadão português entre as vítimas mortais deste acidente em Espanha.
O Parlamento português aprovou por unanimidade um voto de pesar pelo acidente ferroviário.
O voto apresentado pelo presidente do Parlamento, JP Pedro Aguiar Branco, foi aprovado por unanimidade e o governo associou-se também à homenagem, cumprindo um minuto de silêncio no final do debate, na generalidade do Orçamento de Estado, que, sem surpresa, ficou aprovado com a abstenção do PS, do PAN e do JPP. A votação aconteceu nos últimos minutos, na última hora, com o governo, Miguel Vitor Dias, agora em direto, a superar esta votação inicial, mas também a deixar avisos sobre a responsabilidade orçamental para a fase da especialidade.
Sim, com o resultado favorável ao intervalo, o governo está já a pensar na segunda parte, na fase da especialidade que arranca já amanhã com um conjunto de audições aqui na Assembleia da República e, por isso, no encerramento, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, avisou que quem quiser impor medidas adicionais tem que explicar como é que as vai pagar.
"Quem propuser mais despesa, tem que dizer qual a que elimina. Quem quiser abdicar de receita, tem que dizer o que é que vai deixar de fazer ou que impostos quer aumentar. É assim em casa de cada português, deve ser assim nesta Casa de todos os portugueses."
O aviso de António Leitão Amaro, ministro da Presidência, no encerramento deste debate, na generalidade, a deixar este recado. Isto depois de José Luís Carneiro, secretário-geral do Partido Socialista, ter apresentado um conjunto de propostas que o PS quer apresentar na especialidade, até para justificar esta abstenção, mas com várias discordâncias por parte do PS. Ora diz José Luís Carneiro que quer apresentar uma norma para impedir o governo de arrecadar impostos à conta dos portugueses.
"Sr. Primeiro-Ministro, sr.as e srs. deputados, durante todo este ano e ainda ontem, ouvimo-lo dizer que não houve aumento de impostos. De facto, foi feito à calada por portarias. Foram mudadas cinco vezes portarias que aumentaram a carga dos impostos sobre os combustíveis dos portugueses. Por isso, Sr. Primeiro-Ministro, traremos à especialidade uma norma que levará a um princípio político fundamental: não haverá aumento de receita fiscal à custa dos sacrifícios."
José Luís Carneiro aqui a apresentar esta medida, ainda sem se conhecerem os detalhes de como é que será esta norma. António Leitão Amaro, que deixou também um aviso sobre a lei das rendas, insiste que é necessária e, por isso, avisou André Ventura que o governo não espera o mesmo do que aconteceu com a lei laboral quando o Chega votou contra à última da hora. Isto porque Ventura aproveitou, no encerramento da discussão do orçamento, para pressionar o governo sobre estas alterações.
"Dissemos que tínhamos que ter uma lei para todos, uma lei que não fosse com os devaneios habituais, que o mercado resolve, mas também não fosse a penalização permanente a quem fez das casas o seu investimento e a sua vida. Uma lei de equilíbrio para todos e para resolver um problema que aqueles senhores criaram. Sr. Primeiro-Ministro, esta lei depende de si, esse esforço depende de todos. Obrigado."
André Ventura, no encerramento do debate, a deixar o aviso a Luís Montenegro. Esta lei que está na fase de especialidade, será discutida agora só depois da discussão do Orçamento do Estado, mas marcou muito também destes dois dias de debate que se concluíram mesmo agora, depois das votações, não só do orçamento, mas um conjunto de votações que decorreu aqui ao final da tarde. Como referi, as audiências arrancam já amanhã para esta fase de especialidade do Orçamento do Estado. Será ouvido amanhã, para além do Tribunal de Contas, também o ministro dos Negócios Estrangeiros e ainda o ministro da Economia e da Coesão Territorial. São os primeiros a vir aqui à fase de especialidade.
Miguel Vieira Dias aqui em direto, ele que acompanhou o encerramento do debate no Parlamento. Agora segue-se a discussão orçamental na especialidade. De sublinhar também que há instantes ficou a saber-se o horário das audições parlamentares dos partidos políticos no Palácio de Belém, audiências que são promovidas pelo Presidente da República sobre coesão social. Numa nota da Presidência, ficamos a saber que as audições vão começar bem cedo, logo às 08h30, e vão ter um espaçamento entre meia hora e 45 minutos. Vão ser ouvidos todos os partidos até cerca da 13h30. O PSD é o último a ser recebido por António José Seguro.
E olhamos agora para as contas dos bancos. Os lucros do Millenium bcp aumentaram 12,6% nos primeiros nove meses do ano. O banco lucrou 874 milhões de euros.
Uma evolução positiva, diz o presidente do Millenium, apesar de Miguel Maia considerar que a atividade dos bancos está rodeada de um contexto muito difícil.
Estes primeiros nove meses foram nove meses bastante difíceis. Às vezes parece que já é normal este novo contexto e esta conjuntura internacional, mas não é, é absolutamente excecional e, portanto, são um contexto que nos obriga a gerir de uma forma muitíssimo intensa, muitíssimo próxima, com um nível de incerteza e imprevisibilidade, também, todo ele muito elevado.
Miguel Maia, presidente do bcp, na apresentação dos resultados do banco esta tarde, em que garantiu que o Millenium está fortemente empenhado em contribuir para a solução da crise no acesso à habitação que existe em Portugal. Miguel Maia diz que o banco está a redobrar esforços para conceder mais crédito à construção imobiliária a custos moderados, bem como para cooperativas de habitação.
E há outras notícias a marcar a tarde desta quarta-feira, 28 de outubro.
Em Israel ainda se contam os votos das eleições legislativas de ontem. Os últimos votos podem valer até 12 lugares no Parlamento, mas só devem ser conhecidos amanhã à tarde. São os votos à distância que vão ser contabilizados amanhã. Hoje o partido de Netanyahu acusou os partidos árabes de terem roubado as eleições e apela a uma investigação pelas autoridades. Os partidos árabes podem alcançar um resultado histórico com 19 lugares no Parlamento israelita. Para já, o bloco liderado pelo mesmo Netanyahu mantém-se em primeiro lugar, com 42,7% dos votos, devendo eleger 54 deputados, longe da maioria absoluta de 61. O bloco de Benny Gantz fica-se pelos 37%, com 47 deputados eleitos. A Reserva Federal norte-americana manteve inalterada as taxas de juro. A decisão tomada há poucos dias das eleições intercalares nos Estados Unidos. Apesar da inflação continuar em níveis demasiado elevados, o Banco Central norte-americano optou por esperar mais algum tempo para avaliar se o rumo dos preços justifica uma possível subida dos juros nos próximos meses. Cristiano Ronaldo foi eleito o melhor vencedor da Bola de Ouro de sempre. O troféu conquistado pelo internacional português na época 2007/2008, foi distinguido pelos adeptos como o melhor de sempre. Todas as cinco Bolas de Ouro de Ronaldo ficaram no top 10. A Bola de Ouro conquistada por Lionel Messi em 2010 ficou em segundo lugar da votação. Este prêmio foi atribuído por votação dos fãs. Mais de cinco mil pessoas votaram mais do que uma vez. Cada votação tinha o custo de €1, que garantia também a entrada no concurso para assistir à gala da Bola de Ouro no próximo ano. Estamos em semana de Taça da Liga. Mais logo o Porto recebe o Académico de Viseu quando for 20h30. Amanhã o Benfica recebe o Gil Vicente, apenas três dias depois da vitória nos Açores. Este é o terceiro de uma ronda de seis jogos em pouco mais de duas semanas para as águias, mas o treinador dos encarnados, Marco Silva, recusa uma sobrecarga, defende que é uma competição para fazer rodar a equipa.
Para mim, sinceramente, é uma competição doméstica que é muito importante para clubes da nossa dimensão fazerem um jogo e depois ter a oportunidade de jogar uma final fora na competição. Não vejo isso como sobrecarga, porque se há duas taças domésticas, acaba por ser normal teres que jogar essas competições e depois depende de cada clube, a importância que dás em termos de rotação, se queres usar os jogadores, porque se olharmos só para um 11, acaba por ser uma densidade muito grande. Se olhares para um plantel que tem que ter competitividade e que tem que ter, no mínimo, dois jogadores por posição, acaba também por ter uma oportunidade para dar competição e jogo a muita gente.
A visão de Marco Silva, treinador do Benfica, para o jogo de amanhã. Do lado do Gil Vicente, o treinador Luís Pinto defendeu um regresso ao modelo anterior da competição.
Quando fomos à Luz a primeira vez, nós fomos fazer o nosso quarto jogo e o Benfica fez o 12°. E esta competição nos moldes antigos, permitia que as equipas conseguissem ter mais tempo de competição antes de entrarem no campeonato e não haver uma diferença, por exemplo, tão grande com as equipas que participam em pré-eliminatórias das competições europeias, como é o caso de três equipas em Portugal.
Luís Pinto, o treinador do Gil Vicente, que volta amanhã à Luz para a Taça da Liga, jogo marcado para as 20h45, com relato em direto aqui na Rádio Observador e mais logo, às 20h30, também o Porto Académico de Viseu, também com relato e emissão depois das notícias das 20h. E Ricardo, o Canadá. O Canadá vai estrear-se no próximo ano no Festival da Eurovisão e já começou a trabalhar na escolha da canção que vai representar o país. Posso dizer-te que há cinco candidatos.
Como é que vai ser feita essa escolha?
Primeiro, houve uma ronda inicial que reduziu a lista de 15 candidatos, com a ajuda de um júri formado por profissionais da indústria da música e executivos também da estação pública canadiana, elegeu estes cinco finalistas e agora os canadianos podem votar até 10 vezes no artista favorito antes do dia 5 de novembro. O vencedor vai ser anunciado em dezembro. E olha que tem havido muitos apelos à participação nesta votação.
Apelos para que cantores avancem com candidaturas, é isso?
Apelos para que se vote mesmo neste processo de votação, para participar neste processo de votação. Apelos que têm chegado do mais alto nível. Desde logo, o primeiro-ministro canadiano veio incentivar os cidadãos do país a participar nesta votação. Foi numa mensagem na rede social X. Carney escreveu: "O Canadá vai à Eurovisão, cabe-vos a vós decidir quem sobe ao palco. Votem antes de 5 de novembro". Uma mensagem deixada nas redes sociais. O vencedor vai representar o Canadá pela primeira vez na Eurovisão no ano que vem, na Bulgária.
Olha, eu digo-te uma coisa, Luís. Se eu fosse do Canadá e se mandasse, punha a Céline Dion. Convencia a Céline Dion.
Já participou, não enquanto alguém do Canadá.
A Céline Dion, que é canadiana.
Exatamente.
Venceu a Eurovisão em 88, em representação da Suíça.
Exatamente, da Suíça.
Quer dizer, era a ter a pessoa.
Mas não é uma das cinco finalistas, posso dizer desde já.
Agora que o Canadá também vai à Eurovisão, depois já temos a Austrália. Europa, no fundo, é como a Natal, é quando o homem quiser.
Não está em nenhum destes cinco finalistas, são nomes que nos são desconhecidos, e por isso é que eu não trouxe aqui, mas não está lá a Céline Dion.
Vamos ver que canção e que intérprete leva o Canadá à Eurovisão. Já daqui a pouco vamos estar em direto do parque de estacionamento da comunidade hindu, em Telheiras, em Lisboa, onde esta noite, quarta-feira, dia 28, vai estrear às 21h a peça imersiva "A Caça ao Estripador de Lisboa". Foi feita com base no podcast Plus do Observador. Já vamos conversar com a Rita Camarneiro, que está no parque de estacionamento desta comunidade hindu.