Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

É uma hora. As notícias com Maria João Brás. Boa noite. Três pessoas foram detidas na operação da Polícia Judiciária em Loures. As detenções estão relacionadas com o incêndio a um autocarro em Santo António de Cavaleiros no mês passado e que feriu gravemente o motorista. Segundo a agência Lusa, esta manhã, a PJ cumpriu vários mandados de busca e ouviu vários suspeitos, esses alegadamente responsáveis pelo incêndio e ataque direto contra um autocarro. Segundo a Polícia Judiciária, as investigações ainda estão em curso para encontrar todos os responsáveis pela onda de tumultos gerados na Grande Lisboa, na sequência da morte de Odair Moniz. E precisamente sobre esta onda de tumultos, mais de um mês depois do início dos distúrbios, Luís Montenegro reuniu-se esta tarde com a Ministra da Justiça, a Ministra da Administração Interna e os dirigentes das forças de segurança. Na conferência de imprensa, depois do encontro, o Primeiro-Ministro insiste que Portugal é um dos países mais seguros do mundo. No entanto, sublinha que o país deve adotar medidas preventivas.

Portugal é um país seguro, é um dos países mais seguros do mundo, mas é preciso não viver à sombra da bananeira de uma performance passada. Nós temos de realizar as ações conducentes a garantir que no futuro teremos ainda mais condições de segurança, menos ocorrência de criminalidade e também menos percepção de que a segurança possa estar em causa.

Declarações de Luís Montenegro, que entretanto também foi questionado se vai ou não visitar a Cova da Moura, bairro onde foi morto a tiro Odair Moniz. O Primeiro-Ministro não respondeu com sim ou não, mas assegura que o governo está atento à situação. E André Ventura reagiu à comunicação esta noite do Primeiro-Ministro ao país. O líder do Chega aplaude a posição de Luís Montenegro, mas não deixa de o criticar por considerar que este balanço peca por tardio. Nas redes sociais, o presidente do Chega diz lamentar que o Primeiro-Ministro tenha demorado tanto tempo a admitir que há inseguranças no país. Apela ao Executivo para reforçar os meios nas polícias e para ter mão pesada com os criminosos. Já do lado do maior partido da oposição, Pedro Nuno Santos critica também o Primeiro-Ministro, mas por este ter adotado um discurso securitário. Ainda antes de Luís Montenegro ter falado ao país, o secretário-geral do PS criticou o chefe do Executivo por estar a adotar um discurso mais ligado à extrema-direita e que, no entender de Pedro Nuno Santos, não responde à insegurança que os portugueses dizem sentir.

Adotar um discurso securitário sobre a segurança, quando, na realidade, o sentimento de insegurança que os portugueses sentem é para lá da segurança material. Obviamente que muitos portugueses que sentem que a sua vida está a marcar passo, que não ata nem desata, sentem uma grande insegurança, seja no que diz respeito aos cuidados de saúde, ao futuro dos seus filhos, ao cuidar dos pais que são dependentes. A dimensão da insegurança é para lá da dimensão da segurança material e sobre isso, este governo, este primeiro-ministro, nada têm a dizer.

O secretário-geral do PS, que lança mais farpas ao Primeiro-Ministro, mas desta vez sobre a saúde. O líder do PS critica a mais recente decisão do Ministério da Saúde para tentar responder às listas de espera do SNS. Para Pedro Nuno Santos, o governo está a mostrar o caminho que quer seguir ao passar parte da responsabilidade para os privados.

Qualquer empresa, porque é disso também que se trata, não nos esqueçamos, tenha a possibilidade de escolher o doente que vai tratar, obviamente que vai escolher os casos que lhe interessam do ponto de vista do seu negócio. Nós temos, mais uma vez, com esta portaria, é todo um caminho que o governo está a fazer, de desvio de recursos públicos para financiar o negócio privado da saúde, ao mesmo tempo que isso significará uma fragilização do SNS e o aumento da capacidade financeira do setor privado em continuarem a recrutar cada vez mais profissionais de saúde no Serviço Nacional de Saúde.

Pedro Nuno Santos, em declarações aos jornalistas depois da apresentação do jornal Portugal Socialista, sobre o centenário de Mário Soares. E ainda na saúde, mas desta vez sobre o INEM. O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar diz que o plano de resolução dos problemas do INEM ainda não foi apresentado. Luís Montenegro prometeu há cerca de duas semanas que este documento seria entregue em breve. Ora, segundo Rui Lázaro, presidente do Sindicato dos Técnicos do INEM, diz que, para já, ainda desconhece a existência desse plano.

Desconhecemos ainda o conteúdo ou o teor do plano que o Primeiro-Ministro anunciou. Aguardamos com alguma expectativa, mas também acreditamos que só pode passar, por um lado, pela valorização dos técnicos de emergência pré-hospitalar, que são a grande carência e a grande causa dos constrangimentos que vieram ao público, mas também as reformas estruturais necessárias no INEM, desde logo, através de uma acreditação e da passagem da formação dos técnicos para as faculdades de Medicina, tal como a senhora Ministra da Saúde anunciou, que vai permitir, desde logo, formar bastantes mais técnicos em simultâneo.

O dirigente avança ainda que estes profissionais ficaram motivados depois do governo avançar que iria pôr em prática um plano para resolver os problemas deste serviço e nesse sentido, houve até quem fizesse mais horas extra do que no período antes da greve.

Os problemas que se verificaram há algumas semanas e que vieram a público não continuam porque fruto do início das negociações com o Ministério da Saúde, os técnicos estão neste momento a dar uma resposta através de horas extra, superior àquela que davam mesmo antes de termos iniciado a greve numa resposta e num sinal também de confiança no bom termo das negociações. Esperemos, de facto, que possam terminar de forma satisfatória para nós, para os técnicos de mesa de hospitalar, para que possamos continuar com esta boa resposta, apesar da sobrecarga de trabalho extraordinária.

Rui Lázar, presidente do sindicato que representa os técnicos do INEM, à Rádio Observador. Na atualidade internacional, António Guterres apela a que o cessar-fogo no Líbano seja respeitado. O secretário-geral das Nações Unidas aplaude o que diz ser o primeiro raio de luz em direção à paz, depois do acordo mediado pelos Estados Unidos e pela França. Ainda assim, Guterres ressalva que é preciso estar atento.

É essencial que aqueles que ontem assinaram um compromisso de cessar-fogo, o respeitem integralmente, e é essencial que este compromisso abra caminho a uma solução política para a crise libanesa. E, ao mesmo tempo, posso garantir-vos que a UNIFIL, a força de manutenção da paz das Nações Unidas que tem estado no Líbano, está neste momento preparada para dar o seu contributo à verificação deste cessar-fogo com total empenhamento.

António Guterres no final do encontro com Luís Montenegro, no Palácio de São Bento. E o ministro dos Negócios Estrangeiros espera que o cessar-fogo em vigor no Líbano se arraste a territórios como a Faixa de Gaza. Paulo Rangel falava aos jornalistas no encerramento do Fórum da Aliança das Civilizações das Nações Unidas, motivo até pelo qual António Guterres está em Lisboa. Questionado se considera que o cessar-fogo entre o Hezbollah e Israel pode ser uma esperança para alcançar a paz no Médio Oriente, o ministro dos Negócios Estrangeiros faz um apelo nesse sentido.

Fizemos também o apelo a que esse espírito de compromisso que foi conseguido, nomeadamente com o apoio da França e dos Estados Unidos, que tiveram aqui um papel relevante na construção deste entendimento, se possa estender a outras áreas da região. Portanto, onde é necessário também o cessar-fogo tão rapidamente quanto possível, para não dizer que seja imediato, porque era importante, de facto, que esse espírito do cessar-fogo no Líbano se estendesse a toda a região, de forma que possamos passar para a fase, justamente, de construir soluções.

Uma posição partilhada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros. E os militares da Força Aérea que estiveram destacados em Espanha na missão Frontex detetaram mais de 40 embarcações com migrantes. A missão durou oito meses e foram identificadas quase 600 pessoas que tentavam fazer a viagem entre o norte de África e a Europa. Informação é dada pela Força Aérea Portuguesa em comunicado. A missão tinha como objetivo prevenir a migração ilegal e evitar o tráfico de seres humanos. E na Venezuela, o G7 reconhece a vitória de Edmundo González. Foi através de uma mensagem conjunta que os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países do G7 defenderam que Edmundo González é o vencedor das eleições presidenciais da Venezuela. Exigem uma transição democrática do poder, a libertação de todos os presos políticos e condenam as violações e abusos dos direitos humanos no país. No desporto, o Benfica venceu o Mónaco por 3x2 na Liga dos Campeões. Os encarnados estiveram a perder por duas vezes, mas conseguiram a reviravolta. O Benfica está assim de regresso aos triunfos europeus depois da derrota com o Bayern de Munique. Os encarnados chegam assim aos nove pontos na Liga dos Campeões. Bruno Lage fala num triunfo saboroso. É o ponto final deste noticiário. Regressamos à 01:30. Até já.