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É uma hora. As notícias com Miguel Gato. Os Estados Unidos vão, afinal, aplicar tarifas de 50% sobre a compra de aço vinda do estrangeiro. Anúncio feito por Donald Trump esta noite num comício em Pittsburgh, no estado da Pensilvânia. Num discurso perante os habitantes da cidade, muitos deles trabalhadores na indústria do aço, o chefe de Estado norte-americano anuncia este aumento, quando anteriormente tinha dito, Trump, que ia aplicar tarifas sobre as importações de aço de 25%. Agora, faz este anúncio de que as importações de aço para os Estados Unidos vão ter esse aumento para 50%. O presidente dos Estados Unidos diz querer fomentar a produção nacional e assegurar também a indústria do aço no país. Donald Trump, que falou também sobre a situação na Faixa de Gaza. Nas últimas horas, o chefe de Estado norte-americano diz acreditar que Washington vai anunciar, muito em breve, um acordo de cessar-fogo para o conflito entre Israel e o Hamas. A Casa Branca disse ontem que Israel aprovou uma proposta de cessar-fogo dos Estados Unidos e que a enviou também para o Hamas, mas que ainda não teve resposta. A guerra em Gaza continua. As Nações Unidas deixam o alerta, dizem que toda a população de Gaza está agora sob risco de fome. Os ataques das Forças de Defesa Israelitas continuam. Setenta e duas pessoas morreram e mais de 270 ficaram feridas nas últimas 24 horas, isto segundo dados do Ministério da Saúde Palestiniano, estas pessoas que morreram vítimas de ataques vindos de Tel Aviv. O Chega mantém a intenção de avançar com uma revisão constitucional, mesmo que Luís Montenegro tenha dito ontem que, para o PSD, esta não é uma prioridade. Declarações de André Ventura à chegada ao Conselho Nacional do partido, que se reúne esta noite na Moita, no distrito de Setúbal. André Ventura promete não esquecer este tema da revisão constitucional. André Ventura não gostou da posição de Luís Montenegro, diz que não é bom sinal quando o primeiro-ministro mostra ter medo de fazer reformas.
Já não há grande expectativa sobre este primeiro-ministro, mas quando temos, e o país todo vê, uma maioria histórica, quando um dos partidos dessa maioria, portanto, estamos a falar entre o Chega e a Aliança Democrática, um dos partidos diz que está disponível para essa revisão constitucional em matérias tão relevantes como a alteração de penas no combate ao crime, a despolitização dos cargos da administração pública. Ouvir o primeiro-ministro dizer que afinal já não vai por aí e que ficamos com isto para outro momento, francamente, dá uma ideia de um homem e de um partido amarrado aos interesses habituais da nossa república, sequestrado pelos interesses dominantes e com medo de fazer reformas. Portanto, não é um bom sinal, eu lamento dizê-lo, não é um bom sinal para o que aí vem.
André Ventura promete ainda continuar a lutar para fazer do Chega o partido de governo em Portugal e garante, o líder do partido, que não vai esquecer o tema da revisão constitucional. Esta tarde, aqui na Rádio Observador, escutámos Rui Moreira sobre o tema. O presidente da Câmara Municipal do Porto concorda com a forma como Luís Montenegro rejeitou, para já, avançar com uma revisão constitucional. Isto apesar de dizer também, Rui Moreira, que é a favor de fazer alterações no documento, mas indica, o autarca, que este não é o tempo para o fazer.
Eu acho que a discussão de uma revisão seria um enorme alçapão. Portanto, eu acho que este não é o momento, de facto, de o fazer, ainda que eu, por acaso, até sou um grande defensor de que é preciso e é urgente fazer alterações à Constituição. Não me parece é que este seja o tempo e o quadro político para o fazer.
Ouvido esta tarde no Explicador, Rui Moreira comentou ainda o anúncio da candidatura de Henrique Gouveia e Melo à Presidência da República. Rui Moreira diz que o almirante vai se candidatar a Belém como um não político, um contraste com candidatos, por exemplo, como Luís Marques Mendes, que já confirmou que é candidato a Belém.
Eu acho que há aqui um enorme contraste, e eu acho que ele também quer acentuar esse contraste entre ele, enquanto candidato, e o candidato que se conhece, que é Luís Marques Mendes, que é precisamente o contrário, que terá que dizer: "Eu sou mesmo político, eu conheço mesmo político, eu pus mesmo a mão na massa e eu conheço o que é que a Casa gasta". Foi muito profissional, mas eu estou a saudar o profissionalismo. Quer dizer, nós estamos fartos de amadores. A política e a Presidência da República é uma coisa excessivamente séria para poder ser protagonizada por amadores, mesmo que sejam pessoas competentes.
Rui Moreira, o autarca do Porto, que está de saída da Câmara Municipal, para já, não anunciou apoio a nenhum dos candidatos a Belém. Quem já anunciou esse apoio a Henrique Gouveia e Melo foi António Tavares, o antigo deputado do PSD, diz que o almirante não pode ser discriminado por ser militar. O também provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto avisa, aqui na Rádio Observador, que o almirante tem tanto direito a querer ser chefe de Estado como qualquer outro cidadão.
Nós não podemos aceitar que uma pessoa, como o caso aqui concreto do almirante Gouveia e Melo, só por ser militar, não tem direito a participar na coisa pública, na res pública. E ele tem esse direito, ele não tem menos direitos do que qualquer outro civil. A profissão dele foi a de militar, não é um militar que vamos ter em Belém. Quando muitas vezes vêm dizer que é um perigo para a democracia, eu acho que é um verdadeiro exagero.
E uma das dúvidas que têm surgido em relação a Henrique Gouveia e Melo tem a ver com a falta de posicionamento político de Gouveia e Melo e com o desconhecimento das ideias que defende. Ora, António Tavares, antigo deputado do PSD, ajuda a desvendar algumas dessas ideias.
Nós não podemos aceitar. Tem na sua raiz preocupações
sobre o Estado social, defende valores tradicionais, mas que na sua própria vida pessoal não está prisioneiro de modelos ou de arquetipos feitos. Se me dissesse onde eu localizaria, eu localizaria no espaço político que vai da área da AD até àquilo que chamaríamos a ala direita do próprio Partido Socialista.
Um candidato ao centro é o que garante António Tavares, antigo deputado do PSD e apoiante de Henrique Gouveia e Melo na corrida a Belém. Foi o convidado de um dos explicadores da tarde política aqui na Rádio Observador. Esteve ontem na primeira fila da apresentação da candidatura de Gouveia e Melo à Presidência da República. A seleção portuguesa de futebol feminino voltou hoje a ser goleada na fase de grupos da Liga das Nações. Desta vez perdeu por 6x0 contra a Inglaterra. Este que foi o penúltimo jogo desta fase da competição, depois do desaire por 7x1 diante da Espanha, as navegadoras voltaram a cair, agora aos pés da Inglaterra, em Wembley, ocupa Portugal a terceira posição do grupo à frente da Bélgica, que está no quarto lugar, e a Bélgica que é a adversária na última jornada da fase grupos da Liga das Nações para Portugal. A seleção comandada por Francisco Neto precisa de pelo menos um empate para garantir uma vaga no playoff de manutenção na Liga A da Liga das Nações. No desporto também, o presidente do Benfica assume uma temporada aquém das expectativas no clube, na mensagem aos sócios na apresentação do orçamento do clube para 2025 e 2026. Rui Costa deixa ainda uma mensagem de frustração pela não conquista do campeonato esta temporada, mas assegura o dirigente que o Benfica vai ter capacidade para reagir na próxima época. O orçamento do Benfica para 2025/26 vai a escrutínio no dia 7 de junho, em assembleia geral que se realiza no Estádio da Luz. Rui Costa ainda não revelou se vai ser candidato às eleições do Benfica, marcadas para outubro deste ano. João Noronha Lopes confirmou a candidatura à liderança do Benfica, cinco anos depois de ter sido derrotado por Luís Filipe Vieira.