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Boa hora. As notícias com Miguel Gato.
Depois de o PSG conquistar a Liga dos Campeões, a noite na cidade de Paris está a ser marcada por muita festa, mas também por um autêntico rasto de destruição. Os festejos do título estão a dar lugar a confrontos e também a danos nas ruas. De acordo com o jornal francês Le Figaro, já há mais de 130 detidos pelas autoridades. Já o diário Le Parisien dá conta de confrontos com a polícia. Os adeptos têm disparado engenhos pirotécnicos contra as autoridades, já com registro de vários feridos. Segundo o Le Monde, as tensões já tinham deflagrado ainda antes do jogo acabar. Durante a segunda parte, com o PSG a vencer por dois zero, foi utilizado um canhão de água nos Campos Elísios para evitar que a multidão se aproximasse do Arco do Triunfo. Os bombeiros de Paris já pediram aos parisienses para não sobrecarregarem a linha de emergência. Na rede social X, os bombeiros explicam que estão a receber um grande número de chamadas e pedem para se libertar a rede se o pedido não for urgente. Nas ruas de Paris estão cerca de 5500 agentes da polícia para controlar os festejos e também agora os confrontos na cidade. O PSG, que venceu esta noite o Inter de Milão por 5x0 e sagrou-se pela primeira vez campeão europeu de clubes. Os portugueses Vitinha, João Neves, Nuno Mendes e Gonçalo Ramos são os portugueses campeões da Europa nesta equipe comandada por Luis Enrique. Aos jornalistas, na última hora, Vitinha, internacional português, não esconde a felicidade pela conquista da Champions, nem a importância deste grupo luso no plantel do PSG.
Quatro portugueses. Sabe muito bem ter esta família dentro da nossa família. E nós estamos malucos, estamos aí a festejar. Não paramos de falar disso. Era o sonho de todos nós e felizmente conseguimos.
O médio português Vitinha, aqui num registro captado pela Sport TV. Doué, Buizaouá na partida, Hakimi, Kvaratskhelia e também Maiulo selaram o triunfo dos parisienses, nesta que foi a final mais desequilibrada da história da Liga dos Campeões. É o resultado mais volumoso de sempre numa final da competição, 5x0 foi o resultado entre PSG e Inter de Milão. Os italianos são novamente derrotados numa final da Champions, depois de terem perdido há dois anos, em 2023, frente ao Manchester City, por uma bola a zero. O Hamas garante que não rejeitou a proposta de cessar fogo apresentada pelos Estados Unidos para o conflito em Gaza. Isto depois de Steve Witkoff, enviado especial da Casa Branca, ter considerado as exigências do grupo palestiniano inaceitáveis e incompatíveis com a proposta norte-americana. A proposta dos Estados Unidos inclui uma pausa de 60 dias nos combates, durante a qual o Hamas se compromete a libertar 10 reféns vivos e entregar 18 corpos em troca da libertação de prisioneiros palestinianos por Israel. Segundo o órgão Times of Israel, o Hamas quer um cessar-fogo de sete anos em Gaza, moeda de troca para a libertação dos reféns israelitas no enclave. Citado pelo jornal israelita Haaretz, Witkoff acusa o grupo palestiniano de recuar na posição que tinha sobre o alcance da paz. O governo de Israel garante que aceitou a proposta do enviado dos Estados Unidos e deixa também críticas à recusa do Hamas. Entretanto, nas últimas horas, o executivo liderado por Benjamin Netanyahu voltou a fazer um aviso de evacuação geral para toda a área de Rafah e também de Khan Yunis, no sul da faixa de Gaza, dado o início de uma ofensiva terrestre em curso. A última ordem de evacuação abrange grande parte das mesmas áreas anteriormente ordenadas também em março e no início deste mês de maio. Rui Rio é o mandatário nacional da candidatura de Henrique Gouveia e Melo à Presidência da República. Foi uma surpresa que surgiu no jantar de candidatura do almirante esta noite no Porto. Gouveia e Melo fez um discurso com tacadas às vozes críticas desta candidatura. Maria Rego.
Foi um discurso de pouco mais de 10 minutos, onde houve espaço para alguns recados. A começar a crítica às vozes que mostraram contra a candidatura de Henrique Gouveia e Melo.
Se, por um lado, são arautos da democracia e apelam à resistência e ao dever cívico dos cidadãos para participarem ativamente na política e na vida da comunidade, por outro, atacam ferozmente qualquer cidadão que tente imiscuir-se na tradição política que eles próprios acham que criaram. Caros amigos, a política não é um clube fechado, onde só se entra por convite.
E no meio das críticas, veio o principal compromisso.
Reconstruir a confiança dos portugueses.
Para lá chegar, Henrique Gouveia e Melo aponta os passos a seguir.
Temos que reformar e modernizar o Estado. Temos que reformar a Justiça. Temos que pagar melhores salários, fixar os nossos jovens e garantir o futuro do Estado Social.
Traçados os objetivos, fica o compromisso.
Se os portugueses me escolherem como presidente da República, procurarei ser um presidente diferente, um presidente que fala com clareza, que une os portugueses, em vez de os dividir, um presidente imune às intrigas partidárias, à maledicência, à prática do bota-abaixo e da crítica e do comentário inconsequente.
O momento alto da noite ficou marcado pela apresentação de Rui Rio como mandatário nacional da campanha, um regresso à política nacional que aconteceu com Gouveia e Melo.
Eu conheço nesta candidatura uma convergência de pensamento relativamente à situação do país e às ações concretas que urge implementar. Aceitei, porque sinto que o candidato tem a visão correta, a capacidade necessária e a determinação para continuar a servir Portugal.
O jantar da candidatura de Henrique Gouveia e Melo terminou ao som do hino nacional, entoado por algumas centenas de pessoas na Alfândega do Porto.
A jornalista Maria Rego, que esteve a acompanhar o jantar de candidatura de Henrique Gouveia e Melo na Alfândega do Porto. O almirante escolheu o social-democrata Rui Rio como mandatário nacional da candidatura à Belém Depois de dois anos e meio de liderança, Rui Rocha demite-se de presidente da Iniciativa Liberal. É uma decisão que surge na sequência de uma reunião da comissão executiva do partido, esta tarde. No final da reunião, Rui Rocha explica o porquê desta saída.
Olhando para os resultados eleitorais de 2025, tenho de sublinhar o facto de a Iniciativa Liberal não ter atingido a preponderância política que todos nós desejávamos. Desta vez, foi liberal para mais portugueses, mas não os suficientes para influenciarmos definitivamente a política do país. Portanto, isso impõe o reconhecimento pessoal dessa circunstância e impõe que sejam tomadas decisões em função desse reconhecimento. Devo salientar que o balanço global que faço destes dois anos e meio é francamente positivo, de consolidação da Iniciativa Liberal, da presença em todos os parlamentos que referi, dos melhores resultados de sempre da Iniciativa Liberal.
A Iniciativa Liberal vai seguir agora para eleições internas. Rui Rocha diz que mantém o lugar de deputado e que relativamente aos próximos passos dentro do partido vai manter-se neutro. O presidente demissionário da Iniciativa Liberal pede que o partido escolha uma liderança que esteja alinhada com o novo ciclo político. E já há algumas reações à demissão de Rui Rocha, nomeadamente Marcelo Rebelo de Sousa, que não teve conhecimento prévio da saída do líder da IL. Sem grandes análises, o presidente da República diz que não comenta a vida interna dos partidos, mas diz também, Marcelo Rebelo de Sousa, estranhar o anúncio desta saída, depois da proposta da Iniciativa Liberal de Revisão Constitucional.
Eu não gosto de comentar o que se passa nas audiências, mas sabem tão bem como eu, porque as delegações à saída dizem o que se passou da sua perspectiva. Portanto, eu não comento as decisões, respeito os líderes partidários, que eram aqueles que antes de irem a Belém e ser ouvidos sobre a situação e a indicação do primeiro-ministro, já tinham comunicado que iam cessar funções, que eram aqueles que decidiram depois.
Para além do presidente da República, também há reações dentro da Iniciativa Liberal, nomeadamente por parte de Carlos Guimarães Pinto, o antigo presidente dos Liberais e atual deputado pelo círculo eleitoral do Porto. Escreve na rede social X, Carlos Guimarães Pinto, que Rui Rocha cumpriu com dignidade a missão como presidente. Já o ex-líder parlamentar da IL, Rodrigo Saraiva, escreve que desde o dia em que aceitou ser candidato a deputado por Braga, até ao dia de hoje, Rui Rocha merece uma palavra de abnegação. É a palavra que demonstra o caráter de Rui Rocha, segundo Rodrigo Saraiva. E ainda na política nacional, o presidente da República quer que o governo e o primeiro-ministro tomem posse até ao dia 10 de junho. Esta tarde, na iniciativa do Banco Alimentar, o presidente da República foi questionado sobre quando é que o primeiro-ministro, o governo e secretários de Estado vão tomar posse. Marcelo fala de uma agenda muito preenchida de Luís Montenegro. Ainda assim, mantém a dúvida sobre se todos vão tomar posse no mesmo dia, mas quer, Marcelo Rebelo de Sousa, que essa tomada de posse decorra até ao dia 10 de junho.
A ideia é ser sempre antes de 10 de junho. Se conjunta ou não conjunta, temos dias até 10 de junho. Apesar de o senhor primeiro-ministro ter uma agenda muito carregada, vai à Conferência de Nice e vamos em conjunto todos às celebrações do 10 de Junho, que são coladas ao próximo fim de semana. Não é fácil o calendário, mas é possível.
Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas, num som captado pela RTP, tem a expectativa de que o governo e o primeiro-ministro tomem posse até ao dia de Portugal e das comunidades portuguesas.