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É uma hora. As notícias com Carlos Pedro. Boa noite, Jornal da Uma na Rádio Observador. Dois reclusos fugiram esta segunda-feira da prisão de Alcoentre, no Conselho da Azambuja, em Lisboa. A Direção-Geral dos Serviços Prisionais já abriu um processo para apurar os contornos da fuga. A notícia foi avançada pelo Correio da Manhã e confirmada ao Observador por Frederico Morais, dirigente do Sindicato Nacional da Guarda Prisional, terá sido detectada por volta das 18h30, dez minutos depois do sucedido. Frederico Morais acredita que estava tudo programado e explica que os dois reclusos subiram um muro que depois desceram com recurso a uma corda. De acordo com o sindicato, desde 27 de junho que havia um alerta de tentativa de fuga na prisão de Alcoentre, uma ideia, entretanto, rebatida pela Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais. José Semedo Moreira, porta-voz da instituição, assegura que não tinha qualquer informação de alerta de fuga. Ainda assim, admite que foi aberto um processo de averiguações para apurar os contornos da fuga. Numa nota enviada à comunicação social, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais indica ainda que os reclusos têm nacionalidade portuguesa, têm 37 e 44 anos, foram condenados pelos crimes de tráfico de estupefacientes e roubo. Estavam a cumprir penas de prisão de cinco anos e oito meses e de quatro anos e nove meses. O presidente da Associação Sindical de Chefias do Corpo da Guarda Prisional diz que uma nova fuga era mais do que previsível. Diz que as cadeias portuguesas estão entregues a guardas sem formação. Em entrevista à Rádio Observador, Hermínio Barradas alerta que há muito que estão criadas as condições para uma fuga. O dirigente sindical responsabiliza tanto o governo como a Direção-Geral das Prisões.
Estava mais que denunciado desde o início de 2024. Repare que não há chefes. As cadeias estão entregues a guardas. Está um curso para chefes parado, para 90 vagas. Está parado desde maio de 2024 e ainda não fizeram a prova de conhecimentos. Querem o quê? Então não têm consciência das coisas como estão? Como é que se pode exigir alguma coisa a pessoas com 64 anos quando estão de serviço? Não têm competências, não têm atribuições, não têm nada. Qualquer um serve para fazer qualquer coisa. Pois está aí a asneira. O governo sabe, a Direção-Geral sabe, este diretor-geral sabe, que era diretor de uma cadeia.
Hermínio Barradas denuncia o silêncio por parte do governo quanto ao aviso do Sindicato da Guarda Prisional sobre um alerta para uma tentativa de fuga na prisão de Alcoentre desde 27 de junho. Hermínio Barradas sublinha que qualquer suspeita tem de ser verificada para depois se agir.
O alerta tem que estar fundamentado. Não pode ser assim uma coisa leviana. E os meios já estão tão espremidos para o serviço diário normal. Acabei de lhe dizer que há pessoas que vão já em trabalho, que já ultrapassam o terço do pagamento que a lei prevê. Outros vão nas folgas, já de borla, vão trabalhar de borla pro sistema não cair. Eu não consigo perceber como é que se montava um sistema sem ser uma coisa que tivesse consolidada. Nós temos um serviço de informação de segurança interno, já falhou em Vale de Deus. Se calhar, agora também falhou, porque isso não é só dizer que vai haver uma fuga, tem que se saber quem é, de que forma é que será.
Hermínio Barradas, que aponta para uma falta de 25% dos guardas necessários nas prisões de todo o país. O dirigente sindical afirma que mesmo que o alerta tivesse sido confirmado, não haveria funcionários suficientes para impedir a fuga. Na política, António José Seguro reforça o que diz ser uma candidatura suprapartidária e recusa entrar em tricas políticas. E precisamente por isso, o candidato presidencial recusa comentar a decisão de Augusto Santos Silva de não avançar para a corrida à Belém. Seguro foi questionado esta segunda-feira sobre o calendário do PS para um apoio nas eleições. O antigo líder socialista diz que a candidatura não se subordina a nenhum partido político.
Esta é uma candidatura suprapartidária e será sempre uma candidatura suprapartidária. É assim que eu entendo as candidaturas a presidente da República. Os partidos políticos têm o seu espaço quando se candidatam em eleições legislativas. Este é o espaço da cidadania, dos homens e das mulheres que sentem uma vocação, uma vontade, um compromisso com o país para se apresentarem. E é aí que eu me posiciono.
O candidato presidencial acrescenta ainda que está feliz com os apoios que tem recebido por parte de vários setores da sociedade e perante a insistência quanto à decisão de Santos Silva, o candidato António José Seguro deixa uma garantia.
A leitura que eu faço é que os portugueses estão a passar dificuldades em muitas dimensões, no acesso à habitação, em urgências que estão fechadas. São os problemas dos portugueses que nos motivam. O resto é a trica política e eu não entro na trica política.
Declarações de António José Seguro na Assembleia da República, onde defendeu ainda um acordo de regime entre todos os partidos, governo e presidente da República, para salvar o Serviço Nacional de Saúde. O socialista diz que é inaceitável que haja tantas urgências hospitalares fechadas no país. Precisamente sobre a saúde, o CHEGA considera que o Ministério da Saúde e a direção executiva do SNS vão tentar escusar-se de responsabilidades no que diz respeito ao caso do utente de 49 anos, que andou em três meios de transporte antes de chegar ao Hospital de Coimbra. Já o PS diz que os portugueses não ficaram tranquilizados com as explicações de Ana Paula Martins. Posições defendidas no explicador da Rádio Observador esta segunda-feira. A deputada socialista Susana Correia mostra-se preocupada face ao que considera ser um passa-culpas da ministra da Saúde e critica a falta de voz de Luís Montenegro.
O tema da saúde este fim de semana tem
Tenha assumido um patamar que nós não esperávamos e, portanto, a nossa preocupação vai nos levar, e já fez através da voz do secretário-geral do Partido Socialista ontem, três questões endereçadas ao senhor primeiro-ministro. A minha convicção é que o senhor primeiro-ministro, até à hora em que estamos neste momento, já tivesse vindo a público dizer alguma coisa sobre a área da saúde.
Já o deputado Rui Cristina, do Chega, atribui a culpa à direção executiva do SNS e ao Ministério da Saúde. Acredita que as duas entidades vão escusar-se das acusações.
Este Ministério da Saúde, quando quer responsabilizar, faz rolar cabeças. Agora, com certeza, o elo mais fraco será o senhor diretor Sérgio Dias Janeiro, que irá pagar a fatura. Esta será a única maneira do Ministério da Saúde de se responsabilizar, será responsabilizar o Sérgio Dias Janeiro.
Ouvido também neste explicador, o deputado liberal Mário Amorim Lopes considera que as dificuldades de resposta de emergência por parte do INEM têm tanto de cômico como de trágico. Defende, por isso, a união entre os partidos na procura de soluções para as dificuldades do INEM.
Não é apenas uma questão de encontrar voto expiatório, se é o Ministério da Saúde ou se é a direção executiva. É, de facto, um acordo de regime para nós fazermos uma reforma estrutural a sério, como deve ser no INEM. Eu estou certo que entre todos que estão aqui neste momento a debater, incluindo a AD também, encontraremos pontos em comum.
Os deputados Mário Amorim Lopes, da Iniciativa Liberal, Rui Cristina, do Chega e Susana Correia, do PS, em debate no programa Explicador da Rádio Observador esta segunda-feira, foram também convidados representantes da coligação AD, mas não houve disponibilidade. O Ministério da Defesa nega que o utente de 49 anos, diagnosticado com traumatismo craniano, tenha esperado cinco horas até ser transportado do Hospital de Covilhã para Coimbra por um helicóptero da Força Aérea. Num comunicado enviado às redações, a tutela liderada por Nuno Melo diz que a informação é falsa, garante que se passaram duas horas e 15 minutos a partir do momento em que o helicóptero foi acionado até entregar o doente no aeródromo de Coimbra. A tutela não está, no entanto, a contar com o tempo de transporte que o utente teve de fazer por terra até ao heliporto. Também o Instituto Nacional de Emergência Médica justificou a atuação a pretexto deste caso. Numa resposta enviada à Agência Lusa, o INEM diz que a transferência de helicóptero do homem com traumatismo craniano foi uma decisão médica conjunta que teve em conta a situação do utente e os meios disponíveis. Adianta ainda que o utente teve acesso a cuidados de saúde altamente diferenciados através das equipas médicas envolvidas. Ainda neste tema da saúde, Henrique Gouveia e Melo diz que a Força Aérea fez o melhor que pôde com os recursos que o Estado disponibiliza. O candidato à Presidência da República rejeita críticas à intervenção da Força Aérea no transporte deste utente do Hospital da Covilhã para o Hospital de Coimbra. Gouveia e Melo sublinha que a Força Aérea tem, obviamente, o dever de auxiliar a sociedade civil.
Porque conheço bem a Força Aérea, eu trabalhei com eles, faz o melhor que pode fazer com os instrumentos que o Estado disponibiliza à Força Aérea. Portanto, essa dúvida, se a Força Aérea deve ou não auxiliar, está tirada na própria Constituição. As Forças Armadas têm o dever de auxiliar a sociedade civil nas suas diversas dificuldades. A Força Aérea faz isso e faz isso muito bem. Se as Forças Armadas têm um contributo que possam dar para uma boa resposta, não devem ficar paradas com esse potencial, devem dar esse contributo. Se não havia outro e o equipamento foi usado e salvou pessoas, qual é a crítica que nós estamos a tentar aqui fazer? Não faz sentido.
Henrique Gouveia e Melo, em declarações no final de um encontro com jovens representantes de federações acadêmicas e associações de estudantes no Parque Eduardo VII, em Lisboa. Na atualidade internacional, são já mais de 100 mortes confirmadas na sequência das cheias que atingiram o estado norte-americano do Texas este fim de semana. Vinte e sete das vítimas mortais estavam num acampamento feminino de verão nas margens do rio Guadalupe. Devido à chuva torrencial que caiu na sexta-feira, o rio subiu oito metros em apenas 45 minutos. Há ainda um número indeterminado de desaparecidos. Também dezenas de crianças estão entre as vítimas mortais confirmadas. Entretanto, as previsões meteorológicas apontam para uma diminuição da precipitação no estado do Texas durante as próximas horas, uma situação que pode ajudar as autoridades nas operações de busca e resgate. No Médio Oriente, Israel estará a elaborar novos planos para atacar o Irão. Netanyahu acredita que contará com o apoio de Donald Trump. Informação avançada pelo jornal norte-americano Axios indica que os dirigentes israelitas estão a preparar novos ataques ao Irão, caso Teerão tente reavivar o programa nuclear. A mesma fonte assegura que o assunto será debatido no jantar entre o presidente norte-americano Donald Trump e o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, que decorre a esta altura na Casa Branca. Aos jornalistas, o chefe do Executivo israelita anunciou ainda ter nomeado Donald Trump para o Prêmio Nobel da Paz. Netanyahu aproveitou para agradecer ao líder norte-americano tudo o que este tem feito pelo Médio Oriente. Voltamos atenções para o desporto. Primeiros pontos para Portugal no Europeu de futebol feminino. A seleção das Quinas empatou a um gol com a Itália. Resultado que mantém viva a esperança do apreamento lusitano para a próxima fase. A formação transalpina marcou primeiro por Cristiana Girelli aos 70 minutos. Pouco depois, Portugal introduziu a bola dentro da baliza italiana por intermédio de Diana Silva, mas o gol acabou anulado por fora de jogo da avançada portuguesa. Ainda assim, aos 89 minutos, Diana Gomes selou o empate que deixa Portugal vivo nas contas deste grupo B. Na análise ao encontro, Francisco Neto reconheceu as melhorias face ao jogo de estreia contra a Espanha e dedicou esta exibição portuguesa à família de Diogo Jota e André Silva.
Muito orgulhoso, independentemente do resultado, daquilo que elas fizeram. Voltamos a ser aquilo que queremos, voltamos a ser Portugal. Conseguimos ter a bola, conseguimos pressionar alto, conseguimos ganhar a bola no meio-campo adversário, criamos oportunidades de gol. Soubemos sofrer quando tivemos que sofrer. E eu acho que se pudesse caracterizar este jogo, foi um jogo à Diogo Jota, sempre a acreditar e sempre ligado. Por isso, esta exibição é para ele e para a família dele.
Francisco Neto à Sport TV no final do Itália 1, Portugal 1. A equipa das Quinas defronta agora a Bélgica na última jornada da fase de grupos deste Campeonato da Europa de Futebol Feminino. Precisa obrigatoriamente de vencer e esperar que a Itália seja derrotada pela Espanha. Pelo meio, há ainda uma desvantagem de seis gols para anular face às italianas. O empresário John Textor terá financiado contratações do Botafogo com o dinheiro do Lyon. É o que alega o jornal francês L'Équipe, que publicou esta segunda-feira uma série de revelações sobre a gestão do norte-americano, que deixou recentemente a direção do Lyon para se dedicar exclusivamente ao Botafogo. De acordo com o jornal, o emblema francês pagou salários a 24 atletas extra. Os franceses tinham 30 jogadores inscritos, mas 54 receberam pagamentos mensais. O L'Équipe acusa ainda Textor de ter utilizado o dinheiro do Lyon para financiar as contratações dos atletas Igor Jesus, Luiz Henrique e Jair para o Botafogo. Ao todo, o trio custou mais de 90 milhões de euros. Entretanto, aproxima-se o início da temporada e o Olympique de Lyon continua sem saber se vai participar na primeira ou na segunda divisão do futebol gaulês. Notícia de fecho deste jornal. A informação regressa já a seguir com a síntese da 01:30.