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As notícias com Beatriz Félix. Boa noite. Vamos às notícias na Rádio Observador e começamos pela política. O PCP apela à mobilização dos estudantes contra o descongelamento das propinas. Paulo Raimundo diz que há governos que já caíram por menos. Paulo Raimundo esteve esta noite no Barreiro e num discurso no Salão dos Bombeiros Voluntários do Conselho, deixou críticas às políticas do governo. Sobre a educação, o secretário-geral do PCP considerou gravíssimo o aumento das propinas, mas não só, e por isso apela à mobilização dos mais jovens. O secretário-geral do PCP salientou ainda que não há reumatismo nenhum em nascer numa ambulância ou à porta de casa ou do hospital, isto numa referência a mais um nascimento numa ambulância na margem sul do Tejo. E Marcelo Rebelo de Sousa pede decisões de fundo para resolver os cada vez mais difíceis problemas no setor da saúde. Foi o que defendeu este domingo, na Festa do Livro, em Bem, o Presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa diz que não há muitos problemas no Serviço Nacional de Saúde, mas sublinha que os que há são fundamentais. O chefe de Estado diz que o cenário é hoje muito difícil e que a tendência é para continuar a complicar-se com o tempo.
Eu acho que não são muitos. São poucos, mas fundamentais. E ou se resolve esses grandes problemas, ou o resto depois acontece.
Mas quando vê estas notícias, qual é a sua opinião?
Quando vejo estas notícias e outras, digo que havendo por resolver aqueles grandes problemas, podem acontecer estes factos com muita frequência. Portanto, a situação é muito difícil, complica-se com o tempo e as hipóteses, os caminhos para sair dela, são cada vez mais apertados.
Marcelo Rebelo de Sousa, que voltou a remeter uma análise mais aprofundada do tema para depois das eleições autárquicas, diz que até lá vai continuar a recolher dados. O secretário-geral do PSD acusou o Chega de ter candidatos falsos às eleições autárquicas do próximo mês. Uma acusação feita este domingo durante a apresentação do candidato da coligação que junta PSD e CDS à autarquia de Lamego. O líder parlamentar dos sociais-democratas acusa André Ventura de mentir aos eleitores ao dizer que tem candidatos nos 308 conselhos do país.
Uma grande parte dos candidatos do Chega às autárquicas são candidatos, como eles gostam muito de fazer nas outras coisas, eu vou dizer aqui, candidatos fakes. O que eu quero dizer com isto? São candidatos, vejam bem, que estão a 300 km, a 200 km do concelho a que se candidatam, que nunca conheceram, nunca visitaram e não conhecem o problema dos concelhos a que são candidatos.
Também os socialistas não escaparam às críticas de Hugo Soares. O secretário-geral social-democrata acusa José Luís Carneiro de querer dar, de forma deliberada, confusão nos portugueses, isto em relação às novas medidas apresentadas pelo governo para o setor da habitação.
Eu creio que o Partido Socialista quis mesmo lançar a confusão nas portuguesas e nos portugueses, dizendo que o governo achava que as rendas deviam ser tabeladas pelos 2.300 € e que nós achávamos que 2.300 € era uma renda moderada.
São os ataques do secretário-geral do PSD no momento de pré-campanha para as eleições autárquicas de 12 de outubro, que classificou o pacote de medidas para a habitação como uma bazuca fiscal. O PS acusa o primeiro-ministro de apresentar medidas eleitoralistas a conta-gotas na véspera da campanha autárquica, isto depois de o governo ter anunciado um novo aumento do complemento solidário para idosos e de ter deixado no ar a promessa de um aumento do suplemento para as pensões mais baixas, em caso de folga orçamental. Ora, o secretário-geral do PS não se mostra surpreendido. José Luís Carneiro compara o anúncio de ontem ao Conselho de Ministros, realizado no Mercado do Bolhão, antes das eleições legislativas.
Nós agora, nesses 15 dias, vamos ter uma espécie de conta-gotas que vai alargando medidas eleitoralistas até às eleições. Julgo que é isso que vai acontecer, porque se o governo tivesse pudor, não tinha feito o que fez nas últimas eleições legislativas no Mercado do Bolhão. E, portanto, o governo está obrigado a deveres de isenção, de imparcialidade no exercício das suas funções, mas estou convicto de que à luz do que foi dito ontem, haverá matérias equivalentes que irão continuar daqui até às eleições.
São declarações de José Luís Carneiro, este domingo, em Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança. Antes disso, o líder dos socialistas deixou um desafio a Luís Montenegro, que pede um aumento permanente para as pensões mais baixas, algo que compara à descida de um ponto percentual do IRC. Olhamos agora para a atualidade internacional. Durão Barroso diz que as sanções impostas pela União Europeia à Rússia são necessárias. O antigo presidente da Comissão Europeia considera que se trata de um mecanismo para criticar as ações de um agressor que põe em causa a paz na Europa.
Há muita gente cética em relação às sanções, quanto ao efeito preciso. A verdade é que é uma forma de pôr um custo como resposta a uma agressão. Seria muito mau se houvesse uma guerra generalizada com a Rússia. As sanções são uma forma de mostrar a nossa crítica e de impor algum custo às ações do agressor, neste caso, a Rússia, que agredindo a Ucrânia, está, de facto, a pôr em causa a nossa paz em toda a Europa.
São declarações de Durão Barroso à CNN, a partir de Santo Tirso. O ex-líder europeu defende a necessidade de impor sanções à Rússia. Ainda a tempo neste jornal para falar de desporto. O Futebol Clube do Porto joga esta segunda-feira contra o Arouca, na sétima jornada da Liga Betclic. Os Dragões procuram manter o registo 100% vitorioso. Isto depois da polêmica em torno do adiamento da partida, que estava inicialmente marcada para este domingo. Uma decisão que originou críticas por parte do presidente dos Dragões, André Villas-Boas, e também do técnico Francesco Farioli. Ainda assim, o treinador italiano do Futebol Clube do Porto recusou falar numa espécie de vingança e diz que os jogadores portistas estão apenas focados na partida desta segunda-feira.
Não há vingança contra ninguém. Existe, sim, uma jornada, algo que temos de preparar e fazer apenas por nós. Não há qualquer tipo de vingança e não há tempo nem energias a perder, a pensar no que está à volta. Só interessa o nosso caminho, a direção que queremos tomar em todas as competições, mas sabendo, claro, que existem dificuldades.
Francesco Farioli, que confirmou ainda as ausências de Nehuén Pérez e Luuk de Jong no treino desta manhã, na manhã deste domingo. Do outro lado, Vasco Seabra optou também por desvalorizar a polêmica em torno da alteração da data do jogo e diz que quer uma equipe empenhada em dificultar a vida ao líder do campeonato.
Quero um Porto dentro daquilo que tem sido. Uma equipa muito agressiva, muito intensa, muita capacidade, tem um golo sofrido no campeonato. Portanto, uma equipa difícil de bater, que nós obviamente queremos fazer do nosso lado, mostrarmos aquilo que é a nossa identidade também, aquilo que é o nosso jogo, competir. O foco é única e exclusivamente no jogo. Tudo aquilo que foi acessório são coisas que quando se entra em campo, ninguém se lembra disso.
Vasco Seabra e Francesco Farioli, na antevisão a este encontro, que encerra esta segunda-feira a sétima jornada da Liga Betclic. O pontapé de saída é dado às 20h, conta com o relato e comentário em direto para ouvir aqui na Rádio Observador. E fechar, Bruno Lage pediu o adiamento do jogo contra o Santa Clara, a contar para a Liga Betclic. Rui Costa tinha dito que havia razões para que a partida tivesse acontecido na sexta-feira. Foi o primeiro de dois jogos que ditou o despedimento de Bruno Lage do comando técnico das Águias. O encontro com os açorianos aconteceu na sexta-feira, dia 12, imediatamente depois da paragem para as seleções. Ora, Bruno Lage assegura que pediu para que o jogo não fosse realizado nesse dia, o que considera ter sido um erro.
Acho que cometemos um erro metodológico, que foi iniciar esse segundo ciclo com o jogo do Santa Clara na sexta-feira.
Pediu o adiamento desse jogo?
Sim, falámos com quem de direito para tentar adiar o jogo. Isto por quê? Nós não podíamos começar aquele ciclo cansados. E cansados de quê? Cansados dos jogadores estarem a jogar segunda e terça-feira, regressar e ter apenas um dia para preparar o jogo.
Mas qual foi a justificação que lhe deram para não adiar o jogo?
Que era difícil alterar.
Declarações de Bruno Lage, em entrevista ao jornal A Bola, a contrariar o que foi dito pelo presidente do Benfica, em entrevista à TVI e CNN Portugal na quinta-feira. É o ponto final neste noticiário. A informação fica por aqui, mas regressa daqui a pouco, à 13h30, com a síntese.