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É uma hora. As notícias com Carlos Pedro. Boa noite, Jornal da Uma na Rádio Observador. Começamos pela política. José Miguel Judice vai ser o mandatário nacional da candidatura à Presidência da República de João Cotrim Figueiredo. Um anúncio feito pelo antigo líder da Iniciativa Liberal, em entrevista à TVI CNN Portugal na última noite. João Cotrim Figueiredo explica o porquê da escolha.
Vão ter a oportunidade no domingo de manhã, às 11h, no CCB, de ouvir pela primeira vez falar na qualidade do meu mandatário, José Miguel Judice. Um homem que eu, obviamente, não escolhi pelas suas qualidades jurídicas de grande causídico e árbitro nacional por sua reputação. Escolhi porque é um homem de espírito livre, um espírito lúcido e que, na sua vida pública, já apoiou várias pessoas para cargos importantes, incluindo para a Presidência da República, e fê-lo sempre escolhendo apoiar pessoas em quem confia e de quem gosta politicamente. E, portanto, dá-me muita honra tê-lo ao meu lado.
João Cotrim Figueiredo a anunciar que o mandatário nacional da candidatura a Belém é José Miguel Judice. Esta informação foi confirmada pelo próprio, numa declaração exclusiva ao Observador, onde admitiu que se Cotrim não tivesse avançado, apoiaria António José Seguro. José Miguel Judice explica ainda o porquê de não apoiar Luís Marques Mendes, que conta com o apoio formal do PSD. O antigo bastonário da Ordem dos Advogados diz que considera Marques Mendes um homem decente. Ainda assim, não é suficiente. Já em maio, numa grande entrevista ao Observador, Judice mostrava reservas em relação à candidatura do social-democrata, por considerar que Marques Mendes não tem o que é preciso para a função. Mudamos de tema. A AIMA vai resolver as pendências relacionadas com os vistos gold no próximo ano. A garantia foi deixada pelo ministro António Leitão Amaro, durante o debate da especialidade da proposta do governo para o Orçamento do Estado para 2026. O ministro da Presidência explica que os vistos gold foram deixados para o fim por uma questão de equidade, justificando também que são aqueles que pagam mais. Uma situação que explica que a AIMA terá 85 milhões de euros de receitas próprias no próximo ano. Leitão Amaro sublinha que, na escala de valores morais, o governo quis dar prioridade aos mais pobres e mais vulneráveis, daí que tenha começado pelos imigrantes com manifestação de interesse, passando depois a resolver questões dos cidadãos da CPLP. Diz o governo que ficam os mais ricos para o fim da fila e garante que no próximo ano grande parte das autorizações de residência para atividade de investimento, os chamados vistos gold, vão ser resolvidas e vão pagar esse valor em taxas. Olhamos para a saúde, o primeiro-ministro recusa demitir a ministra Ana Paula Martins. Luís Montenegro não quer nenhum abrandamento nos serviços e no acesso dos cidadãos ao Serviço Nacional de Saúde. Montenegro não gostou da palavra utilizada pelo jornal Público, que esta quarta-feira deu conta de uma reunião entre a direção executiva do SNS e os administradores hospitalares para dar uma orientação de redução da despesa no próximo ano. Na última tarde, em Lisboa, em resposta aos jornalistas, Luís Montenegro preferiu usar outra expressão.
A orientação, que é minha, é do primeiro-ministro, é a de que nos serviços de saúde não deve haver nenhuma diminuição, nem do serviço, nem da disponibilidade de acesso aos mesmos por parte dos cidadãos. A palavra corte não é correta. Não há nenhuma orientação no sentido de cortar o que quer que seja. Há uma orientação que é naturalmente muito exigente, mas que, creio eu, merece a compreensão de todos.
Luís Montenegro, que chama a si a responsabilidade pela decisão. Já quanto ao pedido de demissão da ministra, feito pelo secretário-geral do PS, o primeiro-ministro responde com uma palavra de confiança.
Todos os membros do governo têm a minha confiança para estar no governo. É o pressuposto que dimana da própria Constituição da República. Portanto, não há quanto a isso nenhuma dúvida.
Mas há uma ministra fragilizada no cargo.
O que eu quero é que todos sejam capazes de executar o nosso programa. É isso que estamos a fazer na saúde. Estamos a transformar o nosso sistema de saúde no sentido de lhe dar maior agilidade na gestão.
Luís Montenegro, à margem do aniversário do Clube Juvenil de Voleibol, a Escola Filipe de Lencastre, em Lisboa. Entretanto, a direção executiva liderada por Álvaro Almeida esclareceu que o encontro foi da Assembleia de Gestores do SNS e não uma reunião com administradores hospitalares. Nesta nota enviada à comunicação social, recusa comentar o conteúdo da reunião, sem desmentir que os cortes na despesa foram tema. Álvaro Almeida critica ainda o que considera serem falsas declarações populistas e demagógicas por parte do bastonário da Ordem dos Médicos, que disse que a alegada ordem da direção executiva era miserável. É neste contexto que o Observador revela dados novos sobre a espera para a cirurgia no SNS. Disparou 20% o número de doentes a aguardar por uma operação já fora dos tempos recomendados. O quadro é pior do que quando o primeiro governo de Luís Montenegro tomou posse em abril do ano passado. João Gama. No final de agosto deste ano, mais de 20 mil pessoas aguardavam por uma cirurgia para lá dos tempos máximos de espera. O número de utentes nesta situação é 20% superior ao registrado há seis meses, em fevereiro de 2025. Este aumento é também comum às áreas oncológicas e não oncológicas. Por exemplo, na área oncológica de fevereiro a agosto de 2025, o número subiu 90% de 186 pessoas para 353. Ao Observador, a direção executiva do SNS justifica esta evolução Com fatores sazonais, fatores que se repetem todos os anos no período de verão, com a redução temporária das atividades cirúrgicas. Mas os números mostram que o aumento das listas de espera começou muito antes do período do verão, ainda no inverno de 2025. Os gestores hospitalares aproveitam para apontar o dedo ao gabinete de Ana Paula Martins. Dizem que estes dados provam que o plano de emergência falhou, uma vez que previa precisamente a recuperação das listas de espera. João Gama, com o aumento dos tempos de espera por uma cirurgia no Serviço Nacional de Saúde. Os dados constam no portal que monitoriza a execução do Plano de Emergência e Transformação da Saúde. Esta é uma notícia assinada pelo jornalista Tiago Caeiro, que pode ler com mais detalhe no site do Observador. Olhamos ainda para uma tarde marcada por momentos de tensão no Parlamento. O PS acusa a bancada do Chega de xenofobia. Tudo começou quando Eva Cruzeiro, deputada socialista, estava a questionar o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, numa audição. A deputada do PS fez referências ao Chega, dizendo que se trata de um partido que promove o racismo.
Nós termos um partido de extrema-direita em Portugal que tem polarizado muito a nossa sociedade e que tem difundido muito a mensagem racista, xenófoba, o discurso de ódio e por aí adiante. Um partido que, inclusive, segundo aquilo que diz na nossa Constituição, nem sequer deveria existir na nossa democracia.
Momento que levou a vários protestos da bancada do Chega, com Pedro Pinto a queixar-se da falta de respeito pelos deputados do partido.
Eu não lhe posso admitir, senhora presidente, que a senhora tenha permitido, porque a senhora permitiu isto, que a senhora deputada Eva Cruzeiro tenha chamado racistas, fascistas, aos deputados do Chega. Nós estamos aqui com toda a legitimidade. Todo o Parlamento ouviu, todos os deputados que estão aqui presentes ouviram isso. Eu não posso admitir isso. Se alguém aqui faz um discurso de ódio, foi a senhora deputada Eva Cruzeiro. Nós não lhe podemos admitir isso.
E logo depois, o deputado do PS, Pedro Delgado Alves, fez notar que enquanto Pedro Pinto falava, o deputado Filipe Melo se dirigia à deputada Eva Cruzeiro de forma imprópria.
Mas já agora, se queremos mesmo que fique registrado, no mesmo segundo, no instante exato em que o senhor deputado se insurge por ser chamado racista à bancada do Chega, um senhor deputado manda a senhora deputada Eva Cruzeiro regressar à sua terra. E, portanto, se não temos capacidade de ler um dicionário e de compreender o sentido das palavras, e se achamos que não se pode efetivamente descrever as condutas que ocorrem com as conotações que cientificamente a elas correspondem, então de fato a liberdade de expressão é a doutrina que não serve pra nada.
"Volta para a tua terra", é o que os deputados do PS garantem ter ouvido. Foi o momento de maior tensão na tarde em que António Leitão Amaro esteve a ser ouvido na Assembleia da República, no primeiro dia de apreciação na especialidade do Orçamento do Estado. Olhamos agora para a atualidade internacional. Nos Países Baixos, os centristas lideram as sondagens à boca das urnas. O líder do partido diz que os neerlandeses votaram contra a política de ódio. O Partido Liberal Progressista deverá conquistar 27 dos 150 lugares no Parlamento, à frente do partido de extrema-direita, que deverá garantir 25. É o que prevê uma sondagem da Ipsos, citada pela agência France Presse. A confirmar-se este resultado, Rob Jetten caminha para se tornar o novo primeiro-ministro dos Países Baixos. O líder de extrema-direita já admitiu que esperava um resultado diferente nestas eleições. Fechamos no desporto. O Benfica venceu o Tondela por 3 x 0, no Estádio da Luz, e garantiu a passagem à final four da Taça da Liga. O capitão Otamendi fez o primeiro das Águias, de pênalti, aos 41 minutos de jogo. O segundo acabou por chegar, mas só aos 83, por intermédio de Dodi Lukebakio, depois de uma assistência de Richard Rios. Já nos descontos da segunda parte, Pávlidis, vindo do banco, fez o terceiro do Benfica e do encontro. No final da partida, José Mourinho fala de uma vitória com demasiada tranquilidade e por isso diz que a equipa falhou. Por isso diz que o próprio falhou.
Durante muito tempo jogou-se com pouca ambição, com pouco ritmo. Eu estava ali na primeira parte e estava a sentir que eu tinha falhado na tentativa de apertar com eles para que o jogo fosse jogado do mesmo modo que jogamos o último, do mesmo modo que eu quero e gostava de jogar sempre. Falhei. A equipa sentiu que se calhar o jogo era fácil ou acabava-se sempre por ganhar e a primeira parte não gostei.
O Benfica passa assim diretamente para a final four da Taça da Liga, que vai ser jogada em Leiria nos dias 6 e 7 de janeiro do próximo ano. Vai defrontar nas meias-finais da competição o Sporting de Braga, que derrotou esta quarta-feira o Santa Clara por 5 x 0. O próximo jogo das Águias é no dia 1 de novembro, no sábado, em Guimarães, frente ao Vitória, para a décima jornada do campeonato. Olhamos também para a corrida eleitoral do Benfica. João Leite concorreu à presidência da Mesa da Assembleia Geral e esta quarta-feira, na Rádio Observador, declarou apoio à lista F, mas apenas na eleição para este órgão. A lista de João Noronha Lopes apresenta Gonçalo Almeida Ribeiro para o órgão da Mesa da Assembleia Geral. No último sábado, João Leite encabeçou a lista A na concorrida para a Mesa da Assembleia Geral, uma lista formada por elementos do movimento Servir o Benfica. Trata-se de um grupo de sócios que tem feito um trabalho vigilante dos órgãos sociais do Clube da Luz. Em entrevista à Rádio Observador, João Leite, que somou 10% dos votos na primeira volta, mostra agora apoio ao candidato da lista de João Noronha Lopes.
Eu tendo protagonizado uma candidatura à Mesa da Assembleia Geral que apelava à mudança, naturalmente, ninguém compreenderia se eu agora declarasse apoio a um incumbente. Portanto, eu sem qualquer tipo de problema, e relativamente à Mesa da Assembleia Geral apenas, porque foi esse o órgão no qual me foquei publicamente durante estes meses, eu declaro e vou votar no doutor Gonçalo Almeida Ribeiro. Agora, isto não é um voto contra o doutor José Pereira da Costa, apenas considero o que está em condições de protagonizar uma mudança, que é aquilo que eu defendo para o Sport Lisboa e Benfica, naturalmente, que é esse candidato que vou depositar o meu voto.
João Leite no apoio a Gonçalo Almeida Ribeiro, candidato à presidência da Mesa da Assembleia Geral na lista de João Noronha Lopes, a lista F. Esta é uma entrevista no programa Decisão Benfica, que já está disponível em podcast. Fica por aqui este jornal. A informação regressa à Rádio Observador com a síntese da 13h30. Até já.