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Uma hora. As notícias com João Costa Campos.

Boa noite. Já terminou e correu bem a cirurgia a Marcelo Rebelo de Sousa no Hospital de São João, no Porto. O presidente da República foi operado esta noite a uma hérnia. Numa declaração feita pouco depois da cirurgia à comunicação social, a presidente do Conselho de Administração do São João, Maria João Batista, assegura que Marcelo Rebelo de Sousa está bem, mas vai ficar internado nos próximos dias.

A cirurgia correu bem, não houve complicações. Era importante ter sido operado já neste momento. Portanto, foi uma cirurgia que foi perfeitamente atempada, mas que era importante ser agora. É expectável que, estando a correr tudo bem, o tempo de recuperação seja relativamente curto. O senhor presidente vai receber os cuidados que qualquer utente necessita e de acordo com aquilo que a sua situação clínica exige. Estaríamos a falar, previsivelmente, em dois dias.

O presidente da República sofreu uma paragem de digestão ao fim da tarde e os médicos da Presidência da República entenderam que o melhor seria levar Marcelo Rebelo de Sousa ao hospital antes de regressar a Lisboa. Assim que deu entrada nas urgências do São João, no Porto, e depois de fazer análises, Marcelo Rebelo de Sousa foi operado de urgência, o que, segundo a diretora do serviço de cirurgia, foi o mais indicado. Elisabete Barbosa, que fez parte da equipe que operou Marcelo Rebelo de Sousa, diz que a cirurgia evitou que o quadro clínico do presidente da República se agravasse.

Foi mesmo determinante, porque a hérnia estava encarcerada e, portanto, se a cirurgia não tivesse sido feita atempadamente, o que ia acontecer é que ia haver uma isquemia intestinal e teríamos que fazer resseção intestinal. E uma resseção intestinal tem sempre alguns riscos e uma recuperação que demora muito mais. Assim, foi só a correção da hérnia.

Como já ouvimos neste jornal pela presidente do Conselho de Administração do São João, no Porto, dois dias de internamento é o que Marcelo Rebelo de Sousa terá de cumprir, pelo menos dois dias de internamento. A agenda sofre, naturalmente, alterações, mas o presidente da República não vai ser substituído. É o que garante Fernando Frutuoso de Melo, o chefe da Casa Civil.

O que está previsto é a substituição em caso de incapacidade do presidente. Não é o caso. Ele está perfeitamente capaz. Já teve a discussão comigo, já queria rever a agenda. Portanto, é o presidente que todos conhecemos.

De recordar que o presidente da República sofreu uma paragem de digestão e os médicos entenderam que seria melhor dar entrada nas urgências antes de Marcelo Rebelo de Sousa regressar à capital. Marcelo Rebelo de Sousa, que foi operado já de duas hérnias inguinais no Hospital Forças Armadas, em Lisboa, em dezembro de 2021, três anos antes, em 2018, foi operado de urgência a uma hérnia umbilical no Hospital Curry Cabral. Esta é, portanto, a quarta vez que Marcelo Rebelo de Sousa é operado durante o mandato como presidente da República. Entretanto, somam-se reações. Luís Montenegro já conversou com Marcelo Rebelo de Sousa e está a acompanhar a situação. E vários candidatos presidenciais também já desejaram as melhoras ao presidente da República. Henrique Coveia e Melo, Jorge Pinto, António José Seguro estavam nas televisões quando receberam a notícia. Todos eles desejaram rápidas melhoras ao chefe de Estado. Na rede social X, Luís Marques Mendes desejou também um rápido e completo restabelecimento. Na mesma rede social, Catarina Martins, João Cotrim Figueiredo, António Filipe e André Ventura deixaram também rápidas melhoras ao chefe de Estado. Também José Luís Carneiro, líder do Partido Socialista, desejou que Marcelo Rebelo de Sousa, depois desta cirurgia no Hospital São João, no Porto, recuperasse com toda a segurança e rapidez. Olhamos agora para a política nacional, mais concretamente para os debates presidenciais. O apelo ao voto útil à esquerda entrou nos debates. António José Seguro diz que está a lutar para haver um candidato de esquerda na segunda volta das eleições presidenciais. Jorge Pinto acredita que muita água vai ainda correr na corrida a Belém. O candidato apoiado pelo Partido Socialista e o candidato apoiado pelo Livre mediram esta noite forças na RTP, um frente a frente que ficou marcado pelo apelo ao voto útil. António José Seguro diz que nestas eleições, Jorge Pinto não é o seu adversário e deixou uma pergunta ao deputado do Livre. Vamos agora ouvir esta mensagem deixada por António José Seguro, que diz que o seu adversário não é Jorge Pinto, candidato apoiado pelo Livre, e deixa uma pergunta ao deputado.

Eu até queria perguntar ao Jorge Pinto se ele consegue visualizar um cenário de segunda volta em que estivessem, por exemplo, só dois candidatos de direita e que eu não tivesse presente. Eu quero dizer com muita clareza que eu não vim aqui combater contra si. Não é o meu inimigo.

Nem o meu. Não se preocupe.

Ótimo. Eu estou a lutar para que a esquerda, o centro-esquerda, a esquerda democrática, tenha uma presença na segunda volta e isso só poderá ser conseguido se houver uma convergência de votos na minha candidatura.

Eu acho que ainda muita água vai correr. Nós vemos nas sondagens a porcentagem de eleitores que ainda está indeciso. Eu vim mesmo para ser candidato.

E vai até o fim na primeira volta, não é?

Eu vou até o fim porque eu sei o que farei se for presidente da República.

António José Seguro quer ser o candidato da esquerda moderada na segunda volta destas eleições. Neste frente a frente na RTP, olhou-se para o passado de cada um dos candidatos. Jorge Pinto lembrou o legado de Seguro durante a governação nos tempos

Como é que o Orçamento de Estado para 2012, quando há até deputados do Partido Socialista que quebraram a disciplina de voto para votar contra, António José Seguro defendia a abstenção? Essa abstenção violenta, na verdade, é uma passividade. E depois, como eu disse, o Tribunal Constitucional deu razão a vários destes pontos. Portanto, alguém quer ser o defensor da Constituição, este legado não consegue apagar.

Seguro rejeitou qualquer desconforto com ser um candidato de esquerda, diz ser da esquerda responsável.

A minha vida fala por mim. Eu sou militante do Partido Socialista há mais de 40 anos. Sou uma pessoa de esquerda, da esquerda responsável, aquela esquerda que traduz os valores e os princípios em soluções concretas para que as pessoas possam viver melhor e estou bem com a minha candidatura, porque sendo uma candidatura-

Já admite essa gaveta?

Eu sou do espaço do socialista democrático, da social-democracia, e sobre isso não há dúvidas absolutamente nenhumas. Não sei se o Jorge Pinto se lembra, mas na altura da troika, um período muito difícil para o nosso país, em que eu estive sempre do lado da responsabilidade e do lado da defesa do interesse de Portugal.

E são os destaques do primeiro debate à esquerda para a Presidência da República. Nem António José Seguro, nem Jorge Pinto querem os ovos todos no mesmo cesto. Convém a estar alinhado com São Bento, mas não se entendem para uma candidatura comum à Presidência da República. Ainda na corrida presidencial, Henrique Gouveia e Melo insiste a um universo que o separa do José Sócrates, apesar de ter o voto do antigo primeiro-ministro. Nas eleições presidenciais, o almirante foi confrontado com este apoio de José Sócrates e foi também confrontado com o facto de ter Afonso Camões como seu mandatário. Afonso Camões, que já foi apanhado em escutas com José Sócrates para ser diretor do Jornal de Notícias há 10 anos. O candidato presidencial não encontra contradições e volta a desvalorizar o apoio de José Sócrates.

Não é contraditório porque são pessoas diferentes. O ex-presidente José Sócrates nem me deu apoio, disse que votaria em mim.

É um apoio implícito.

Mas, vamos lá ver. Não conheço o ex-presidente José Sócrates de sítio nenhum, nunca me encontrei com ele. Como disse, há um oceano que me separa de certas candidaturas, a ele há mesmo um universo que me separa dele. O que eu achei? É que esse anúncio era um anúncio até contra mim e não um anúncio que me tentasse ajudar.

O almirante Gouveia e Melo esta noite na CMTV. Donald Trump vai reunir o Conselho de Segurança Nacional para discutir a relação com a Venezuela. Quem o confirma é a porta-voz de Casa Branca. A reunião vai ter no centro da discussão os mais recentes ataques norte-americanos contra embarcações suspeitas de transportar droga na costa da Venezuela. Os Estados Unidos mantêm desde o verão um destacamento naval e aéreo no Mar das Caraíbas, em águas próximas da Venezuela. Desde setembro, as tropas norte-americanas mataram mais de 80 pessoas e destruíram 20 embarcações ligadas alegadamente ao narcotráfico. Já na semana passada, o presidente norte-americano avisou que as Forças Armadas começarão em breve a deter os traficantes de droga da Venezuela por terra, após as operações no mar. E no sábado, Donald Trump avisou que o espaço aéreo venezuelano deveria ser considerado totalmente fechado. E ao ponto final, neste jornal deu uma informação, está de regresso daqui a pouco à antena da Rádio Observador. É já à 13h30. Até já.