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É uma hora. As notícias com Carlos Pedro. Boa noite. Jornal da Uma da Manhã, na Rádio Observador e começamos com a mais recente informação acerca do incêndio que matou pelo menos 40 pessoas na Suíça. O governo confirma que a imigrante portuguesa que tinha sido dada como ferida, não é uma das vítimas da tragédia. Foi, na verdade, hospitalizada devido a um pequeno acidente doméstico. É o que assume o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas. A mulher de 40 anos tinha sido contabilizada pelas autoridades helvéticas como estando entre as vítimas do incêndio mortal que consumiu um bar na estação de esqui de Crans-Montana, em Valais. Isto porque se dirigiu ao hospital de Sion na mesma noite, a 31 de dezembro. Emídio Sousa explica que a informação lhe foi confirmada pela cônsul-geral em Genebra, Maria Leonor Penalva Esteves, e acrescenta que a cidadã portuguesa já teve alta hospitalar. Entretanto, o governo criou um canal de comunicação para serem sinalizados casos de eventuais cidadãos desaparecidos, na sequência deste incêndio que marcou a noite de passagem de ano na Suíça.
Criamos um canal de comunicação que divulgamos no LinkedIn, nas redes sociais com a nossa embaixada, para serem sinalizados casos de eventuais pessoas que pudessem estar desaparecidas, através de familiares ou amigos. Temos essa informação, dado que temos a informação que muitas das vítimas estão difíceis de reconhecer e foi no sentido de procurarmos obter pistas e foi isso que fizemos.
Permanece, entretanto, desaparecida uma cidadã portuguesa, originária de Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro. Não se conhecem ainda os contornos deste desaparecimento e se o mesmo está relacionado com o incêndio na estação de esqui. Seguimos neste jornal com a saúde. Já foi atingido o pico da gripe em Portugal. A DGS avisa que o Serviço Nacional de Saúde vai continuar sob pressão. O relatório sobre a atividade gripal do Instituto Ricardo Jorge revela que o número de internamentos está agora estável. De acordo com o relatório relativo ao período entre 22 e 28 de dezembro, foram detectados na última semana mais de 1200 casos positivos para o vírus da gripe, número igual ao registrado na semana anterior a esta. André Peralta Santos, subdiretor-geral da Direção-Geral de Saúde, faz o ponto de situação.
O número de pessoas que vai à urgência, o número de internamentos que temos por causas de gripe está estável. O que quer dizer que estamos a assistir à formação do pico. Não sabemos se será este o único pico. A semana de Natal e de Ano Novo é uma semana com muito movimento entre as famílias, diversas viagens no país. Nós esperamos que seja o único pico, mas pode existir no início de janeiro, um recrudescimento, um aumentar de novo da atividade gripal.
André Peralta Santos à RTP. A Direção-Geral da Saúde alerta que a pressão vai continuar a sentir-se no SNS.
É de esperar que se mantenha pressão sobre o sistema de saúde. Isso implica a procura de cuidados de saúde, quer nos cuidados de saúde primários, nos centros de saúde e nos hospitais. Com o desenrolar de janeiro, obviamente que esperamos que a situação melhore, porque a atividade gripal vai diminuindo. Mas não quer dizer que na próxima semana, vejamos já uma grande melhoria, porque efetivamente há uma grande intensidade de vírus ainda em circulação.
André Peralta Santos, em entrevista à RTP, com estes dados que indicam que Portugal estará a atravessar o pico de atividade gripal. No total, desde o início da época gripal, a 29 de setembro, a rede portuguesa de laboratórios já identificou mais de 9500 casos de gripe e notificou outros mais de 50 mil casos de infecção respiratória. Seguimos com as presidenciais. Os apoiantes de Luís Marques Mendes e António José Seguro acusam Henrique Ovémelo de trazer lama para a campanha presidencial. Em mais um episódio de A Caminho de Belém, José Eduardo Martins, apoiante de Marques Mendes, considera que a onda de elevação que o almirante trazia no início da candidatura, esfumou-se ao longo dos últimos dias.
Porque vinha aí alguém com uma onda de ética e de elevação, o almirante Covã e Melo, que vinha fazer um paradigma novo na política, mas quando ficou atrás das sondagens e sem os eleitores de André Ventura, desde que André Ventura se candidatou, basicamente tem feito da sua campanha esta coisa que é a política mais básica, menos original, a coisa mais gasta, o populismo mais tafado, que é basicamente tentar atirar lama para cima do adversário.
As mesmas críticas ao almirante são feitas por Adalberto Campos Fernandes, apoiante da candidatura de António José Seguro. O antigo ministro lamenta que um antigo militar tenha descido o nível do debate presidencial e considera que Henrique Ovémelo está a se tornar numa fotocópia de André Ventura.
Que nós tínhamos até aqui um candidato, que André Ventura, nesse aspeto, é um candidato que é agressivo, tem uma retórica bastante ácida, que persegue os temas e os assuntos, enfim, com as características que as pessoas gostam ou não gostam, mas veem nele alguma autenticidade, e passamos a ter agora uma fotocópia que é sempre pior que o original. Quer dizer, nós não estamos assistindo a isso. Nós estamos aqui a trazer a todo o custo para dentro da campanha eleitoral, para o mais importante órgão de soberania do Estado, estamos a trazer lama.
Do lado da candidatura de Govémelo, Rodrigo Adão da Fonseca atira culpas para Luís Marques Mendes. Diz que o candidato apoiado pela PSD devia ter sido mais claro nos esclarecimentos sobre clientes na Abreu Advogados.
Marques Mendes fez as suas escolhas e essas escolhas devem ser calmamente explicadas. Já tivessem sido explicadas com calma e em dois minutos, o assunto estaria já há muito tempo arrumado. E compete a cada um de nós, depois, decidir e fazer as escolhas livres e democráticas sobre o candidato que quer
Rodrigo Adão da Fonseca, Adalberto Campos Fernandes e José Eduardo Martins na edição desta sexta-feira do programa "A Caminho de Belém", já disponível em podcast. No futebol, o Sporting escorregou em Barcelos e pode ficar a sete pontos da liderança no final desta jornada. Os leões não foram além de um empate a um golo. A equipa de Rui Borges ainda foi a vencer para o intervalo, depois de um golo de Luiz Suárez. O colombiano isolou-se na tabela dos melhores marcadores. Na segunda parte, a coisa complicou para o Leão depois da expulsão de Gonçalo Inácio por vermelho direto. Gil aproveitou e chegou ao empate aos 87 minutos com o golo de Carlos Eduardo. Na análise à partida, o técnico leonino lamenta que a equipa não tenha marcado o segundo golo do encontro e recusa desculpas para justificar este empate.
Podíamos ter feito 2 x 0 e estar aqui a falar de outra coisa. Não fomos capazes de o fazer. Tivemos essa oportunidade, não fizemos. Deixámos entrar uma equipa que está a fazer um belíssimo campeonato, tem uma boa equipa, bem organizada, a acreditar sempre até o fim, no estádio deles. E depois, claro, a expulsão condicionou um pouco, fez os acreditarem ainda mais nesse sentido e acabaram por conseguir chegar ao golo do empate. Por isso, não me vou lamentar com as ausências. Quero ter toda a gente, como é lógico, e era importante ter toda a gente para nos dar mais soluções, mas dentro do que temos, a equipa bateu-se bem e apesar de tudo, teve qualidade.
Rui Borges, na leitura deste empate em Barcelos. O Sporting termina este primeiro turno sem uma única vitória perante os cinco primeiros classificados. O Gil Vicente, por outro lado, chegou aos 28 pontos. É um recorde de pontuação do clube de Barcelos numa primeira volta da Liga. E precisamente na análise a este empate, César Peixoto, técnico gilista, realça o caráter da equipa, que diz poder ter ficado com os três pontos.
Tentamos jogar de igual para igual com o Sporting, que é uma equipa grande que luta pelo título. Este é o nosso ADN, não mudamos. Tenho muito orgulho no campeonato que estamos a fazer, nos meus jogadores, no trabalho que estamos a fazer. Não abdicam de jogar, não abdicam de pressionar alto. A nossa ideia é mesmo esta e acho que ficou provado hoje que independentemente qual é o resultado, acho que nós, o resultado e o adversário, nós tivemos outra vez caráter para ir à procura, não nos organizamos e empatámos o jogo e quem sabe poderíamos ter vencido.
O Sporting tem agora 42 pontos, menos quatro do que o Futebol Clube do Porto, que joga ainda nesta jornada, vai aos Açores defrontar o Santa Clara. Pode ver também o Sporting, neste caso, o Benfica aproximar-se na tabela. Os encarnados recebem este sábado na Luz o Estoril e em caso de vitória encurtam a diferença para os leões para três pontos. Ainda sobre este jogo, o audioárbitro da Rádio Observador, Pedro Henriques, considera que o golo que dá o empate ao Gil Vicente foi mal validado. Pedro Henriques considera que houve falta de Carlos Eduardo sobre Allisson Santos no momento da finalização do avançado brasileiro. Diz, por isso, que o VAR devia ter agido.
Realmente, o Carlos Eduardo, ao antecipar-se ao Allisson Santos e estando na frente dele, movimenta o braço direito para trás e acerta com o cotovelo na zona do queixo, cara do Allisson Santos. Tudo o que é cotoveladas ao nível do rosto, eu não posso estar a definir intensidades, porque uma coisa é mão nas costas para empurrar ou não empurrar, que aí sim, há intensidade, causa e efeito. A partir do momento que tu tens o movimento de braço e acertas na cara do adversário, a intensidade só pode servir para dares amarelo ou dar cartão vermelho. A infração existe e, portanto, eu vou dar como má a decisão, uma falta atacante dificílimo de ver para o árbitro e o vídeo-árbitro, que tem todas as condições de todas as imagens, era o único que podia aqui fazer algum tipo de intervenção.
Destaque ainda para a expulsão de Gonçalo Inácio. Aí Pedro Henriques diz que o árbitro esteve bem em mostrar o cartão vermelho ao defesa central do Sporting. São os destaques da análise à arbitragem de Gustavo Correia, análise de Pedro Henriques, que pode ouvir na íntegra no podcast "Sem Falta". No outro jogo desta sexta-feira, o Vitória Sport Clube fechou esta primeira volta com um triunfo em casa por 2 x 1 com o Nacional. Saviola e Rodrigo Abascal marcaram para os vimaranenses. Labidi reduziu já perto do final para o emblema madeirense. O Vitória subiu assim à condição ao sexto lugar da Liga. O Nacional é 14°, mas pode cair para a zona de playoff de despromoção no final desta ronda. Seguimos neste jornal ainda com a atualidade nacional. Vão ser retomadas este sábado as buscas pelo jovem desaparecido na Nazaré, em terra e no mar. É o que informou a capitania do Porto desta localidade. A operação foi suspensa na última tarde. Até agora foi encontrado apenas um carro submerso, sem ninguém no interior. O jovem de 26 anos está desaparecido desde a madrugada de quarta-feira na Nazaré. A Polícia Marítima iniciou ontem as buscas. Um homem de 28 anos, de nacionalidade alemã, morreu esta sexta-feira depois de ter sido atropelado por uma viatura na A7, na zona de Guimarães. Notícia avançada à Agência Lusa por fonte da Proteção Civil. A vítima teve uma avaria na viatura em que seguia e ao sair acabou por ser colhido por outra viatura. Lá fora, um forte terramoto que abalou esta sexta-feira o sul e o centro do México causou pelo menos duas mortes. A informação é das autoridades locais. O sismo de magnitude 6,5 na escala de Richter teve o epicentro próximo da cidade de San Marcos, no estado sulista de Guerrero. Segundo a Agência Nacional de Sismologia do México, registaram-se depois mais de 500 réplicas. O abalo matou duas pessoas, uma delas uma mulher de 50 anos que morreu quando a casa onde vivia desabou. A fechar, o Grok, o agente de inteligência artificial da rede social X, admite que foram publicadas nesta plataforma imagens sexuais de menores com recurso a este tipo de ferramentas. Em resposta a um utilizador, assume que identificou falhas nas salvaguardas da rede social e que iria corrigi-las urgentemente. A mensagem surge depois desta ferramenta ter criado imagens de menores com vestuário reduzido, de teor sexual, em resposta a instruções dadas pelos utilizadores. O governo francês já apresentou uma queixa junto da Justiça e de um organismo de verificação de conteúdos ilícitos online contra a inteligência generativa da rede social X. Fecha assim este jornal da UM. A informação regressa com a síntese da Uma e Meia. Até logo.