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É uma hora. Boa noite, eu sou a Teresa Ferreira. É uma da manhã, hora de atualizar toda a informação. Um grupo de 50 portugueses está, pelo menos há dois dias, retido num navio cruzeiro no Dubai. A notícia avançada pela CNN Portugal adianta que o grupo estava a começar as férias quando foi surpreendido por bombardeamentos iranianos. O navio em causa está neste momento a ser protegido por dois navios de guerra. O Observador já contactou o Ministério dos Negócios Estrangeiros para tentar obter mais informações, mas até ao momento não obteve resposta. Paulo Rangel diz que há consenso entre os parceiros europeus para retomar as negociações com o Irão e coordenar o repatriamento dos portugueses que estão retidos no Golfo Pérsico. Uma informação avançada pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros português, em declarações à Agência Lusa, os chefes da diplomacia dos estados membros da União Europeia reuniram-se este domingo para debater o estado atual do Medio Oriente. Paulo Rangel refere que desta reunião saiu uma opinião comum.

Houve um consenso no sentido de que é muito importante haver contenção, é muito importante haver limitação dos danos e, assim que possível, retomar as negociações. Portanto, eu diria que há uma grande frustração pelas negociações terem sido interrompidas e ter havido este desenlace. E, portanto, que há aqui um apelo mais pela positiva do que pela negativa a que se retomem as negociações.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, em declarações à Agência Lusa. O presidente do Governo Regional dos Açores diz que o acordo bilateral com os Estados Unidos foi cumprido. José Manuel Bolieiro fala a propósito do atual contexto internacional de guerra no Medio Oriente. Nos últimos dias, vários aviões reabastecedores da Força Aérea Norte-Americana estacionaram e levantaram voo na base das Lages, na Ilha Terceira. O líder do Executivo Açoriano fala em sucesso e numa coordenação constante com o Governo português.

O Governo de Portugal e o Governo Regional dos Açores mantiveram contatos e troca de informação, designadamente através do gabinete do Primeiro-Ministro de Portugal, do Ministro dos Negócios Estrangeiros e do presidente do Governo dos Açores. O acordo de cooperação e defesa entre Portugal e os Estados Unidos da América foi cumprido, tal como informou o Governo de Portugal. Com o contexto que, a partir de ontem, se alterou, ficou estabelecido entre o Governo de Portugal e o Governo Regional dos Açores a intensificação dos contatos para informação e acompanhamento da evolução da situação.

As declarações do presidente do Governo Regional dos Açores no Palácio de Santana, em Ponta Delgada. O Reino Unido, França e Alemanha dizem que estão prontos para trabalhar com os Estados Unidos de forma a pôr um fim aos ataques do Irão. Uma informação avançada num comunicado conjunto divulgado pela Agência Noticiosa France Press, onde anunciam que serão tomadas as medidas necessárias para defender os próprios interesses e dos aliados na região iraniana, viabilizando, sobretudo, ações defensivas necessárias e proporcionais para destruir a capacidade do Irão de lançar mísseis e drones. De acordo com a Associated Press, França vai enviar dois navios de guerra para o Mar Vermelho nos próximos dias para se juntarem a uma missão naval da União Europeia. Já o Reino Unido vai permitir que os Estados Unidos utilizem as bases militares inglesas para atacarem o Irão. Um anúncio feito pelo primeiro-ministro britânico num vídeo publicado na rede social X. A presidente da Comissão Europeia diz que a morte de Ali Khamenei traz uma nova esperança para os iranianos. Ursula von der Leyen pretende que o regime do Teerão tenha agora uma transição para melhor. Através de uma publicação nas redes sociais, a presidente da Comissão Europeia diz que é necessário garantir um futuro de paz. Junto à embaixada do Irão em Lisboa, centenas de manifestantes festejaram este domingo a morte de Ali Khamenei e pedem o regresso do príncipe herdeiro. Mais de três centenas de pessoas juntaram-se para proferir frases contra o regime dos aiatolas. Os iranianos falam num dia feliz e cheio de esperança, aplaudem as iniciativas de Trump e de Netanyahu e pedem a subida ao poder do príncipe herdeiro. O jornalista João Lourenço acompanhou esta manifestação.

Quatro bandeiras, apenas um desejo: a implementação de uma democracia livre com eleições a decidir o futuro de um país. Centenas de iranianos festejaram a morte de Ali Khamenei perante uma embaixada de Teerão em Lisboa, com a bandeira a meia haste e com as janelas completamente encerradas. Os rostos dos iranianos estavam sorridentes e com esperança num futuro melhor.

Muito feliz desta intervenção militar dos Estados Unidos da América e de Israel para proteger o povo do Irã.

A solução imediata, de acordo com o desejo dos manifestantes, aponta para o nome de Reza Pahlavi. O príncipe herdeiro pode carregar o país num período de transição para a democracia.

Olham para o príncipe Reza Pahlavi como sendo uma ponte de ligação entre a ditadura que eles estão a viver agora e uma possível democracia.

Na diáspora iraniana, há relatos de pessoas a morar há 16 anos em Portugal ou apenas há um ano. O agradecimento a Donald Trump e Benjamin Netanyahu é comum em todas as mensagens.

Esta não é uma luta justa, mas ontem a ajuda chegou. O presidente Trump prometeu e é verdadeiramente um homem de ação. Nós celebramos muito.

Para muitos, o dia mais feliz da vida, para outros, o renascer da esperança de um país que os viu nascer.

O jornalista João Lourenço, que acompanhou os festejos da diáspora iraniana em Lisboa, um dia depois da morte do Ali Khamenei. Donald Trump e J.D. Vance são como agentes da demolição. A frase é do analista de política internacional Miguel Monjardino e acrescenta que é impossível prever os efeitos da guerra no Médio Oriente. Miguel Monjardino, professor de Geopolítica e Geoestratégia no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica, considera que o que realmente importa numa guerra não são os primeiros dias, mas sim os últimos. São as primeiras reflexões sobre o tema por parte do analista de política internacional, a pedido do "Observador". Dias antes do ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irão, que retaliou, Miguel Monjardino concedeu uma entrevista de mais de uma hora a partir dos Açores. Em conversa com a editora internacional do Observador, a jornalista Cátia Bruno, Miguel Monjardino falou sobre outra guerra em curso na Ucrânia. O professor de Geopolítica e Geoestratégia afirma que a Rússia decidiu invadir o território ucraniano não por causa do Ocidente e da NATO, mas sim por motivos internos.

Há duas interpretações daquilo que aconteceu na Ucrânia. Nós, na Europa, sobretudo as pessoas militares e cientistas políticos, damos uma explicação externa para a decisão de Putin, ou seja, o alargamento da NATO. Eu acho que as causas internas são mais poderosas na explicação daquilo que aconteceu do regime russo e da evolução desse regime e da necessidade de controlar a sociedade russa para explicar aquilo que aconteceu na Ucrânia, associado ao desejo de honra pessoal e do ressentimento que Putin e grande parte do regime russo têm em relação ao Ocidente.

As palavras de Miguel Monjardino, professor de Geopolítica e Geoestratégica, numa entrevista à editora internacional do Observador, Cátia Bruno, que pode ler com mais detalhe no site do Observador. Pedro Passos Coelho diz que Luís Montenegro devia ter negociado com o Chega ou com a Iniciativa Liberal. Uma posição defendida pelo antigo primeiro-ministro, que defende que a viragem do país à direita exigia outra engenharia política. Em entrevista ao ECO, Passos Coelho afasta um regresso imediato à política, mas acrescenta que quando se quiser candidatar, candidata-se. O antigo líder do PSD recusa que as recentes intervenções públicas sejam lidas como manobras táticas para um regresso imediato à vida política e não esconde que se estivesse a liderar o PSD ou o governo, teria seguido outro caminho, a começar pela relação com o Chega. O Chega pediu mais um adiamento do prazo para a entrega das listas para os órgãos externos ao Parlamento. Esta solicitação foi reencaminhada pelo presidente da Assembleia da República aos restantes grupos parlamentares e deputados únicos. José Pedro Aguiar Branco pede aos partidos para que se pronunciem. Desde o início da presente legislatura, o Parlamento já adiou várias vezes estas eleições, que incluem a escolha do Provedor de Justiça, três juízes do Tribunal Constitucional e cinco membros do Conselho de Estado. No entanto, a entrega das listas tem sido sucessivamente adiada por ausência de um acordo global entre as maiores três forças políticas. O prazo para a entrega das candidaturas termina amanhã às nove da noite. Aguiar Branco solicita que os partidos comuniquem uma posição até às seis da tarde, sendo que a ausência de resposta é considerada como concordância com o prazo atual. Morreu o realizador e argumentista português Carlos Chab, a notícia foi confirmada à agência Lusa pelo produtor Paulo Branco. O cineasta de 89 anos faleceu em Paris. Foi autor do argumento de "O Lugar do Morto", um dos maiores sucessos do cinema português. Esta é a notícia de fecho deste jornal. Informação regressa à 13h30. Até já.