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Ora. Muito boa noite, eu sou o Ricardo Lopes. É 1 da manhã, hora de atualizar toda a informação na Rádio Observador. Decorre neste momento uma nova ronda de negociações entre os Estados Unidos e o Irão. As negociações podem vir a prolongar-se toda a noite. É a terceira ronda com a mediação do Paquistão, está a acontecer na capital, Islamabad. A imprensa iraniana escreve que estão a existir discordâncias sérias nos textos apresentados por cada delegação. Entretanto, o Irão mostra-se disponível para negociar toda a noite. Prevê-se isso mesmo, que estas negociações sobre um cessar-fogo durem madrugada afora. Donald Trump mostra-se indiferente caso não se estabeleça um acordo de cessar-fogo nestas negociações em Islamabad. O presidente norte-americano diz não estar preocupado com a possibilidade de não haver um acordo saído das negociações entre as delegações dos Estados Unidos e do Irão. Para Trump, uma coisa é certa: a vitória já é dos Estados Unidos. São declarações aos jornalistas à saída da Casa Branca, de onde o presidente norte-americano vai partir para Miami. A Guarda Revolucionária do Irão avisa que qualquer navio militar que tente atravessar o estreito de Ormuz vai ter uma resposta forte. É uma informação avançada em comunicado, citada depois pela imprensa iraniana. A Guarda Revolucionária do Irão avisa que a força naval iraniana exerce o controle total do estreito e, portanto, qualquer tentativa de passagem será tratada com a devida severidade. Uma nota que chega numa altura também de grandes contradições relativamente ao estreito de Ormuz e à passagem de alguns barcos durante este sábado. Isto porque o Irão desmente a passagem de dois navios norte-americanos no estreito durante o dia de ontem, durante sábado. Por outro lado, na rede social X, o Comando Central das Forças Armadas norte-americanas afirmou que duas embarcações dos Estados Unidos realizaram trabalhos de limpeza de minas no estreito de Ormuz. Ainda sobre o conflito, o Papa Leão XIV critica as demonstrações de força e pede um abrandar das hostilidades nos conflitos do mundo. "Basta de guerra", diz o líder da Igreja Católica num discurso na Basílica de São Pedro. O Papa Leão XIV critica as demonstrações de força em oração pela paz, diz que é tempo de acabar com a idolatria ao ego e ao dinheiro.

Basta da idolatria do ego e do dinheiro. Basta de demonstrações de força, basta da guerra. A verdadeira força manifesta-se no serviço à vida. Todos nós beneficiamos com a paz, o indivíduo, todo o povo, a família.

Críticas do Papa Leão XIV, duras críticas e diretas até à data, às guerras em curso no mundo. Mantemo-nos, entretanto, na atualidade internacional, mas agora com a cabeça na Lua. Os astronautas da Artemis 2 foram recebidos com aplausos no Centro Espacial Johnson, no Texas. Os astronautas da missão que chegou à órbita lunar participaram esta noite numa conferência de imprensa. O administrador da NASA dá as boas-vindas aos astronautas. Jared Isaacman garante que a NASA está preparada para voltar a enviar astronautas à Lua e trazê-los de forma segura para a Terra. O primeiro dos astronautas a falar foi o comandante Reid Wiseman. Fala numa experiência única e emocionante que vai ligar a equipa para sempre.

Victor, Christina e Jeremy, estamos ligados para sempre. E nunca ninguém aqui vai saber aquilo que nós passamos. Foi a coisa mais especial que alguma vez já me aconteceu na vida. Antes de descolarem, acham que isto é o maior sonho, mas quando lá estão, só querem voltar pra junto da família e para os amigos. É uma coisa muito especial ser humano e estar de volta à Terra.

Declarações de Reid Wiseman neste registro aqui da transmissão da NASA feita no YouTube. Também os outros membros da missão Artemis 2 admitem estar ainda a processar o feito histórico que conseguiram realizar em segurança. Passaram 10 dias na órbita lunar. O objetivo agora da NASA é colocar astronautas na superfície da Lua em 2028. Destaque ainda para as eleições na Hungria. Viktor Orbán e o líder da oposição Peter Magyar fecham a campanha com um apelo aos mais jovens. Perante milhares de apoiantes, o líder da oposição pediu aos mais jovens que conversem com a família e façam um voto consciente, sem cair em propagandas mentirosas. Por outro lado, Viktor Orbán promete não arrastar os mais jovens para guerras. No entanto, as sondagens são favoráveis à oposição liderada por Peter Magyar. A confirmar-se, falamos da derrota de Viktor Orbán depois de ter estado 16 anos à frente do poder. E com estas projeções, o clima em Budapeste já era de festa, como nos conta a enviada especial do Observador à Hungria.

Já se sente, pelo menos nas ruas de Budapeste, uma cidade mais progressista que o resto do país, a festa pela possibilidade de Peter Magyar ganhar as eleições. Muitas pessoas aproveitaram o bom tempo para saírem à rua, não são só os turistas e ouve-se muito falar "tiszta Peter Magyar" e a possibilidade de amanhã ele vencer estas eleições. E muitas destas pessoas, depois da festa de hoje, amanhã haverá uma nova festa, tanto a oficial do partido como uma grande festa techno, depois de ontem ter havido um grande concerto. Portanto, é claramente um ambiente de festa aqui em Budapeste.

O relato de Madalena Moreira, jornalista do Observador, que está neste momento na Hungria a acompanhar as eleições húngaras. Amanhã cerca de 8 milhões de húngaros vão às urnas. Na atualidade nacional, morreu Diogo Ramada Curto, diretor da Biblioteca Nacional, tinha 66 anos. A notícia foi avançada pelo Expresso, jornal com quem Ramada Curto colaborou durante longos anos. A Associação de Antigos Alunos do Colégio Militar também confirmou a informação na rede social Facebook. Para além de diretor da Biblioteca Nacional desde 2024, Diogo Ramada Curto era historiador e também professor catedrático no Departamento de Estudos Políticos da Universidade Nova de Lisboa. Entretanto, a ministra da Cultura já reagiu a esta notícia. Margarida Balseiro Lopes manifesta profundo pesar e elogia a dedicação e sentido de serviço público de Ramada Curto como diretor da Biblioteca Nacional. Olhos agora na política. André Ventura defende que um consenso na lei laboral depende mais do governo do que do Chega. O líder do Chega mostra-se disponível para chegar a um consenso em matéria laboral, mas com algumas condições. André Ventura defende que é preciso vontade do governo e pede ao executivo que pare de se vitimizar.

Conseguirmos fechar antes de ser submetido ao Parlamento, um acordo que consiga fazer uma revisão da lei laboral, mas que ao mesmo tempo salvaguarde que o trabalho por turnos e o trabalho extraordinário é apropriadamente valorizado, que garanta que os despedimentos não serão a regra e não serão um novo normal em Portugal. Nem os empresários querem isso. Às vezes acho que o governo tem apenas a lógica de se querer vitimizar a todo o custo, de procurar uma iminente crise política. Em tudo temos visto isso. Vimos na nacionalidade, vimos agora no subsídio social de mobilidade, ainda ontem no Parlamento. Eu acho que os portugueses, francamente, o que querem é que o governo trabalhe, o que querem é que as coisas aconteçam e o que querem é que as mudanças ocorram na sua vida.

Declarações de André Ventura aos jornalistas à margem da inauguração da sede do Chega, na Maia, num registo captado pela RTP. O presidente do Chega revela também que o partido e o governo têm reuniões marcadas para a próxima semana para discutir o fim do visto prévio do Tribunal de Contas. Os eleitos do Conselho de Redação da Agência Lusa acusam a autarca de Coimbra de ter um comportamento antidemocrático. Em causa estão as acusações da presidente da Câmara Municipal de Coimbra a um jornalista da Lusa numa reunião pública do executivo. Acusou o profissional de estar a fazer política contra si por causa de uma notícia acerca da Casa do Cinema de Coimbra. Em comunicado, os membros do Conselho de Redação da Lusa consideram as acusações de Ana Abrunhosa extremamente graves e que põem em causa a honestidade do jornalista, o que pode configurar uma tentativa de intimidação inaceitável à comunicação social. Fechamos com o desporto. O Sporting venceu o Estrela da Amadora por um bola a zero, uma partida disputada na Reboleira, a contar para a jornada 29 da liga, depois de uma primeira parte sem gols e sem remate enquadrados à baliza. Só na segunda parte, Daniel Bragança colocou a equipa leonina à frente do marcador. Aconteceu aos 59 minutos. No final da partida, Rui Borges admite que faltou alguma inspiração à equipa, mas o resultado é o mais importante.

Um jogo difícil, um jogo competitivo, uma equipa muito competitiva, uma equipa que estava a defender na primeira parte, defendiam 11 homens dentro da área. É difícil tomar decisões melhores. Uma primeira parte onde a nossa posse estava muito lenta, onde deixámos o Estrela, apesar de tudo, defendiam com 11 homens, é certo, à frente da área e dentro da área, mas onde estávamos algo lentos e onde nos faltou, se calhar, essa inspiração. Acima de tudo, fizemos um jogo muito competitivo. Tínhamos que competir, sabíamos que era possível competir contra uma equipa, em termos físicos e atléticos, difícil, num dia difícil, de vento, frio. Por isso, feliz por aquilo que o grupo foi dando ao longo do jogo, apesar de nos faltar essa inspiração.

Do outro lado, o treinador do Estrela, João Nunes, lamenta não ter conseguido nenhum ponto, mas mostra-se orgulhoso da equipa estrelista.

Só temos que tirar coisas boas. A jogar desta forma, tenho a certeza que vamos cumprir os nossos objetivos. Eu falei na antevisão que queria olhar pra cada jogo, a lutar pelos pontos, e acho que foi isso que o Estrela fez. O jogo termina com dois remates do Sporting e dois ou três nossos, 10, nove, em estatística, gols esperados. Já tivemos a analisar, acho que é dos jogos em que o Sporting teve menos oportunidades deste campeonato. Portanto, temos que olhar pra várias coisas boas que fizemos aqui. Estou muito orgulhoso dos meus jogadores.

Sporting ficou assim a dois pontos do líder Futebol Clube do Porto e com mais cinco pontos que o Benfica, que está no terceiro lugar, sendo que na próxima jornada há derby para jogar em Alvalade. Ponto final neste jornal da uma da manhã. A informação está de regresso à 13h30 com a síntese de notícias. Até já.