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Boa hora. As notícias com Ricardo Lopes.

Muito boa noite. Começamos com política nacional. O ministro da Economia reconhece a necessidade de imigrantes para aumentar a mão de obra em Portugal. Manuel Castro Almeida diz que não há nenhuma limitação à entrada de pessoas que queiram vir para Portugal trabalhar, mas reitera que o regime de portas escancaradas deu mau resultado. O ministro destaca a situação de pleno emprego vivida em Portugal, mas admite que o país está aberto à mão de obra estrangeira que venha para Portugal com condições para trabalhar. Para esses, Castro Almeida considera que há quase que uma via verde.

O facto de não haver desemprego é uma vantagem enorme para o país. Agora dir-me-á: é necessário mais gente para trabalhar? Nós estamos abertos à imigração que tenha condições para trabalhar. E, portanto, todos os imigrantes que quiserem entrar em Portugal e que tenham condições de trabalhar, designadamente se tiverem um emprego e uma casa, entram com grande facilidade. Há quase que uma via verde para quem tiver emprego e quem tiver casa, entra muito rapidamente em Portugal. Não há nenhuma limitação à entrada de imigrantes que tenham condições de trabalhar em Portugal. Só temos limitação é à entrada indiscriminada de qualquer pessoa que queira entrar. Isto não pode ser. As portas escancaradas não deram bom resultado.

O ministro da Economia, sobre a necessidade de estrangeiros para o crescimento da economia portuguesa. Declarações feitas à margem de uma assinatura de um protocolo de promoção turística em Gavião. O ministro da Educação dá garantias à Ordem dos Advogados de que haverá igualdade no acesso dos alunos ao ensino superior. Uma segurança dada por Fernando Alexandre ao bastonário da Ordem dos Advogados, João Massano, que esteve reunido com o ministro esta quarta-feira. Em reação, num comunicado enviado às redações, a Ordem explica que o ministro apresentou nessa reunião um conjunto de medidas destinadas a reforçar a transparência e o rigor da avaliação dos exames, bem como para proteger os direitos dos estudantes. Este encontro acontece depois da Ordem dos Advogados ter pedido a suspensão dos prazos de candidatura ao ensino superior até que todos os alunos tivessem conhecimento da nota final. O bastonário afirma agora que foram dadas as garantias necessárias pelo Ministério de que nenhum aluno perderá a oportunidade de ingressar no curso ou na instituição a que teria direito. Os serviços de segurança da Assembleia da República propuseram mais videovigilância no Parlamento, mas os partidos discordaram. Uma proposta feita por um grupo de trabalho com elementos da GNR e também da PSP, ambos responsáveis pela segurança na Assembleia da República. O jornal "Público" dá conta que este grupo de trabalho propôs há alguns meses que fosse feito um reforço da videovigilância no interior dos dois edifícios. Houve ainda outra proposta para serem colocadas câmeras junto aos elevadores de cada andar do edifício novo, mas também esta não foi aceite. De acordo com o "Público", os partidos justificam a recusa destas medidas com argumentos da privacidade e liberdade de movimentos. Explicam que não se querem sentir observados para que possam falar livremente com outros deputados, com jornalistas ou até com visitas. Esta notícia surge depois de várias dúvidas que têm sido levantadas sobre a segurança no Parlamento, depois do alegado roubo de documentos no gabinete de André Ventura. Na atualidade internacional, mais concretamente no Médio Oriente, o Irão chegou a acordo com Omã sobre uma nova rota marítima no estreito de Ormuz. O anúncio foi feito esta quarta-feira pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano. Os dois países chegaram a um entendimento sobre as coordenadas geográficas da rota marítima através do estreito de Ormuz. Estão neste momento a finalizar um comunicado conjunto. Teerão já avisou que tal não significa a reabertura total da navegação, a não ser que os Estados Unidos parem os ataques. A imprensa israelita avança que o acordo poderá ser assinado nas próximas horas, mas, Rita Lourenço, há ainda algumas condições a definir para a reabertura do estreito.

Temos neste momento um acordo fechado ainda por assinar e um estreito por abrir. Segundo a informação avançada pelo Canal 12 israelita, este acordo implicaria a abertura do estreito de Ormuz dentro de 60 dias, mas para tal acontecer, tem de entrar em vigor um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão. O canal revela também que durante os 60 dias não haverá o pagamento de nenhum tipo de portagens e que tanto Irão como Omã comprometem-se a limpar as minas que ainda permanecem no estreito. A concretizar-se, este acordo dará a Teerão o controle sobre os navios que entram no Golfo através do estreito de Ormuz. E apesar de os Estados Unidos não estarem envolvidos nestas negociações, a imprensa internacional garante que estão a ser informados do acordo. As autoridades norte-americanas insistem constantemente que nunca aceitariam um acordo que desse ao Irão o total controle do acesso à rota comercial mais importante do mundo para o abastecimento energético. E por esse motivo, este acordo entre Irão e Omã pode ainda vir a ser contestado por Washington, que até o momento não se pronunciou. Tudo isto surge no momento em que Donald Trump admite a possibilidade de um acordo com o Irão ainda nos próximos dias.

A jornalista Rita Lourenço a explicar as implicações do acordo entre Irão e Omã para a travessia no estreito de Ormuz. As informações avançadas pela imprensa israelita indicam que as embarcações que entrarem em Ormuz rumo ao Golfo Pérsico passariam pelo lado iraniano do estreito e sairiam pelo lado de Omã. Os níveis de água do rio Danúbio atingiram o valor mais baixo dos últimos 30 anos. É uma seca que já é perceptível através de imagens de satélite. Na Sérvia, o baixo nível do Danúbio revelou destroços de um navio de guerra alemão da Segunda Guerra Mundial. Já na Bulgária, a exposição do fundo do rio expôs ossos de mamute. À Rádio Observador, o diretor da Divisão da Previsão Meteorológica e Vigilância do IPMA garante que Portugal, neste momento, não enfrenta uma crise de falta d'água, mas avisa que este fenômeno de seca no segundo maior rio da Europa deve servir de alerta.

Aquilo que acontece noutros pontos do globo serve como aviso, claro, evidente, porque isto numas alturas toca a uns, noutras toca a outros. Daqui há dois anos ou mesmo o ano passado, já se estava a falar que estava em risco o abastecimento da água no Algarve, por exemplo, que as barragens já não tinham água. Tivemos, felizmente, dois anos chuvosos que do ponto de vista hídrico foram muito positivos e importantes, mas no futuro vai voltar a agravar, com certeza. Não sei quando, pode ser apenas daqui a 10 anos, não sei, mas no futuro sabemos que vai voltar a acontecer e portanto temos que estar preparados pra eventualidade de ainda ser pior do que aquilo que tivemos no passado, porque as alterações climáticas potenciam isso mesmo.

O diretor da Divisão de Previsão Meteorológica e Vigilância do IPMA, Jorge Ponte, a deixar o aviso de que Portugal pode enfrentar secas cada vez mais intensas. Falamos ainda de desporto. A Volta a Portugal arrancou esta quarta-feira, teve início em Belém, em frente ao Mosteiro dos Jerónimos. A etapa de 6,5 km contou com a presença do primeiro-ministro, num dia em que, Miguel Pina Andrade, a camisola amarela ficou decidida por poucos segundos.

119 ciclistas, uma camisola amarela que, pelo menos até esta quinta-feira, pertence ao dinamarquês Julius Johansen. A luta foi renhida. Rui Oliveira, o português triante na grandíssima, campeão olímpico há dois anos, teve o melhor tempo até bem perto do fim. A diferença para o companheiro de equipa da UAE Emirates foi de apenas quatro segundos. A tarde nos Jardins da Praça do Império foi de festa, do ciclismo. Luís Montenegro inaugurou a edição 87 da Volta a Portugal. O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo também esteve presente e aos jornalistas Cândido Barbosa deixa um apelo durante a época mais importante para o ciclismo nacional.

Um apelo a todos os portugueses, um convite para nos visitar às estradas, para nos visitar a todos os sítios ícones do ciclismo de toda a vida e um apoio aos atletas que são os verdadeiros campeões e a todas as famílias que os acompanham.

O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo agradece a valorização da modalidade e Cândido Barbosa sublinha também os apoios do governo, tanto nas verbas disponíveis como no restauro do Velódromo de Anadia.

Foi também uma inspiração pra nós, todo o apoio que através da Secretaria de Estado do Desporto e por via do IPDJ, reforçou a verba à Federação Portuguesa de Ciclismo e pelas obras que estamos de requalificação do Velódromo.

O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, durante o prólogo de 6,5 km da Volta a Portugal em bicicleta. A festa na Praça do Império durou até bem perto das 18h. Os entusiastas do ciclismo não arredaram pé e aplaudiram efusivamente todos os ciclistas junto à linha de chegada. A volta, volta à estrada esta quinta-feira. Os 119 ciclistas pedalam de Lourinhã até Sintra, um trajeto de 157 km que pode mesmo ser decidido na subida até ao Palácio Nacional de Queluz, um ponto de ataque para quem quiser triunfar ao sprint.

A reportagem do Miguel Pina Andrade, que acompanhou o começo da edição número 87 da Volta a Portugal em bicicleta, termina no dia 16 de agosto, depois de cerca de 1400 km pelas estradas nacionais. É o ponto final neste jornal da 01:00. O essencial das notícias está de regresso à 13:30 em formato de síntese. Até lá.