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Uma hora. As notícias com Maria Miguel Marques.

O ministro das Infraestruturas apela ao PS para que seja alcançado um consenso em torno da privatização total da TAP. Miguel Pinto Luz avisa que quem bloquear o processo está a desperdiçar uma oportunidade para o país e para os portugueses. Do lado do governo, promete humildade.

Nós temos que encontrar esse consenso. Temos que apelar ao Partido Socialista, temos que apelar a maiorias na Assembleia da República que permitam isso com humildade. Este governo não é um governo maioritário, é um governo de maioria, mas relativa, e, portanto, nós precisamos desses consensos. Como conseguimos construir o consenso para os 49,9? Mas agora temos tangível em cima da mesa uma proposta. Uma proposta de sermos o segundo maior acionista do quarto maior operador do mundo e devolver aos portugueses € 3,2 mil milhões. Repare, um partido político que se coloque fora desta possibilidade está a perder a oportunidade de poder devolver aos portugueses os € 3,2 mil milhões, de ser acionista do grupo maior e de fazer da TAP, de facto, uma grande companhia.

Miguel Pinto Luz assegura que a AD, incluindo o CDS, está absolutamente unida em torno da privatização da TAP. O ministro das Infraestruturas rejeita qualquer carga ideológica no processo e defende que a companhia aérea será melhor gerida por privados.

O drama da urgência da privatização da TAP prende-se com a incapacidade do Estado poder injetar, enquanto acionista, capital na empresa. E, portanto, ela tem que ser privada. Essa é a dimensão que eu quero alertar os portugueses. Nós não temos qualquer tipo de deriva ideológica e obrigatoriedade ideológica que temos que privatizar a TAP. A TAP é melhor gerida por privados, sim, nós acreditamos convictamente que sim. Temos que garantir todos os interesses estratégicos para o país, mas fazemo-lo também com a consciência de que a TAP não está imune a crises futuras.

Ministro das Infraestruturas, em entrevista à TVI CNN Portugal, Miguel Pinto Luz garante que a Lufthansa acredita no Estado português e na TAP, e sublinha que é a primeira vez que o grupo alemão aceita um país como acionista. No mesmo sentido, o ministro das Finanças diz que seria um erro histórico o país não avançar com a privatização total da TAP. Em entrevista à RTP, Joaquim Miranda Sarmento sublinha que o Estado português pode tornar-se no segundo maior acionista da companhia aérea alemã.

Há a possibilidade apresentada pela própria Lufthansa, e a Air France também o fez, de uma segunda fase em que o Estado português se tornaria o segundo maior acionista da Lufthansa, com 5%. Seria um erro histórico para o país se isso não acontecer, e eu estou convencido