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De fevereiro. Muito boa noite. Agora é meia-noite em ponto, notícias com António José Soares, a começar com Mário Centeno. Diz que não será candidato à Presidência da República.
O Governador do Banco de Portugal diz que gostaria de manter as suas funções. Lembramos que termina o mandato em julho. São declarações desta noite em entrevista à RTP, onde Mário Centeno garantiu que não vai avançar para a corrida a Belém.
Não vou ser candidato à Presidência da República, não vou apresentar nenhuma candidatura à Presidência da República. Não está no meu horizonte que isso aconteça.
Essa foi uma decisão que decidiu tomar nas últimas semanas, nos últimos meses?
Essa é uma decisão pessoal, que é tomada dentro do meu círculo pessoal, da minha família, aquilo que é a visão que eu tenho, pessoal e profissional, de mim mesmo, e daquilo que eu quero fazer no futuro.
Mário Centeno falou ainda sobre a polêmica da nomeação do secretário-geral do governo. Diz que o Banco de Portugal não se recusou a pagar qualquer salário a Hélder Rosalino, uma vez que a instituição não interfere na administração pública. Recordamos que Hélder Rosalino, antigo administrador do Banco de Portugal e consultor, esteve envolvido em polêmica a propósito do salário que iria ganhar por ser secretário-geral do governo, num valor superior a € 15 mil, e acabou por recusar o cargo. Em entrevista à RTP, Mário Centeno diz que não recebeu qualquer requisição sobre o ordenado Rosalino, nem por parte do executivo, negando assim várias afirmações que foram feitas sobre esta polêmica.
O Banco de Portugal não se recusou a pagar nenhum salário, simplesmente porque o Banco de Portugal não pode pagar salários da administração pública. Isso é financiamento monetário, vai contra os tratados, vai contra a lei orgânica do Banco de Portugal. Eu não acho que isso seja sequer um caso.
Mas isso significa que a proposta que o governo fez ao Banco de Portugal era ilegal? Configura uma ilegalidade?
Não houve nenhuma proposta, não houve nenhum ato legislativo que tivesse enquadrado essa situação. Nós não chegamos sequer a receber nenhum ofício de requisição do doutor Hélder Rosalino.
As declarações do Governador do Banco de Portugal nesta noite, na grande entrevista da RTP.
Agora mudando também de tema, no jornal da meia-noite, dizia: a Ordem dos Médicos diz que os 10 médicos internos do Hospital Amadora-Sintra vão sair.
O anúncio foi feito em conferência de imprensa pelo presidente do Conselho Regional do Sul da instituição. Paulo Simões adianta que a unidade não tem condições para assegurar a formação destes profissionais, que ainda estão em formação específica, e acrescenta que a Ordem dos Médicos esteve reunida com vários dos profissionais visados e outros dirigentes da área.
O hospital não tinha condições, nem tem condições, para assegurar essa formação e, portanto, os 10 internos de formação específica que lá estão vão ter que sair, assim como os internos de formação geral, uma vez que não lhes está a ser assegurada a formação desses internos dentro do Hospital Fernando da Fonseca. Esta é uma situação grave.
As declarações do presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos. Paulo Simões sublinha ainda que o Ministério da Saúde e o IGAS são os responsáveis pela avaliação das condições de assistência prestadas aos utentes no Hospital Fernando da Fonseca, no serviço de cirurgia geral, que neste momento tem falta de profissionais de saúde.
Agora no plano internacional, após 15 meses de conflito, foi anunciado esta quarta-feira o acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas.
Este entendimento, que entra em vigor no domingo, pressupõe que não há ataques. Os reféns nas mãos do Hamas são libertados a um ritmo de três por semana. Do outro lado, Israel liberta 30 palestinianos. Também está pressuposto neste entendimento que 600 caminhões de ajuda humanitária podem passar a entrar na Faixa de Gaza diariamente.
E o movimento de apoio à Palestina em Portugal saudou o acordo de cessar-fogo alcançado no dia de hoje.
Em declarações à Rádio Observador, Carlos Almeida, do Movimento pelos Direitos do Povo Palestiniano e pela Paz no Médio Oriente, mostra-se contente com o fim do conflito na Faixa de Gaza, mas pede prudência devido às violações de cessar-fogo realizadas por Israel no Líbano.
É uma notícia, evidentemente, que se saúda. Lamenta-se que tenha sido necessário tantas mortes, tanto sofrimento, tanta dor, tanta violência, mas que esse acordo tenha sido alcançado é em si mesmo um dado positivo. O que importa agora é que ele seja respeitado e a ver pelas centenas de violações do cessar-fogo assinadas entre Israel e o Líbano, há que ser prudente.
Carlos Almeida alerta ainda que o cessar-fogo anunciado entre Israel e o Hamas não é sinônimo de paz no Médio Oriente. Esta apenas será implementada quando for reconhecido o Estado da Palestina.
Estes 467 dias mostram da forma mais trágica que do futuro da Palestina depende a paz no mundo. A paz no mundo está susDefesa da paz na Palestina e que só há paz na Palestina quando for respeitado o direito internacional, quando for reconhecido o direito do povo palestino a viver em liberdade e em paz na sua terra, quando for efetivamente praticado o direito que as resoluções das Nações Unidas já reconhecem, de retorno dos refugiados palestinos às suas terras, às suas casas, e só desse modo a Palestina viverá em paz.
Carlos Almeida, do Movimento pelos Direitos do Povo Palestiniano e pela Paz no Oriente Médio. Uma reação à Rádio Observador depois deste anúncio do cessar-fogo entre o Hamas e Israel.
Agora é meia-noite e sete. Que outras notícias, António, estão a marcar a atualidade?
O Sporting de Braga qualificou-se nesta quarta-feira para os quartos de final da Taça de Portugal em futebol, ao vencer em casa o Lusitano de Évora por 2 x 1. No último jogo dos oitavos, André Horta e Ricardo Horta marcaram os tentos dos arsenalistas. Já Afonso Silva marcou o gol do Lusitano de Évora. Com esta vitória, o Braga vai assim encontrar-se com o Benfica na Luz no dia 5 de fevereiro. E Nuno, tu aqui há umas horas atrás tinhas me pedido-
Tinha
...para eu fazer mais um fecho dos meus esta noite.
É verdade.
Então aqui vai, ouve bem isto.
Isto há de ser uma banda sonora de um filme que tem a ver com dinossauros.
É, mas não vou falar aqui de Jurassic Park, nem de mais nenhum filme da série, mas vou falar sobre dinossauros.
Então, não falas tu?
Não. Agora vamos entrar aqui em luta, qual de nós é o mais dinossauro.
Então fala.
Vou falar de um anúncio que foi feito hoje pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas. Vai arrancar este ano o projeto de valorização do monumento natural das pegadas de dinossauro de Ourém Torres Novas, fica a 10 km de Fátima.
Portanto, é uma notícia, sobretudo para quem gosta de história e quem gosta desta história tão jurássica. É o registo desse período Jurássico, inclui pegadas daqueles que eram os reis deste mundo, no início, os maiores seres que alguma vez povoaram a Terra, daqueles que são conhecidos, os dinossauros, deixa lá ver.
Saurópodes.
Saurópodes.
É verdade.
Muito bem.
O protocolo que vai ser agora assinado com a Associação para o Desenvolvimento da Serra de Aire e Candeeiros e a Associação Portuguesa da Indústria de Recursos Minerais procura implementar a primeira fase deste projeto de conservação do monumento natural das pegadas dos dinossauros. Vai ter um custo de €480 mil e deve estar pronto, concluído, daqui a uns três anos.
Estou aqui a olhar. Era mesmo grande. Estou aqui a ver uma fotografia, já fiz aqui uma pesquisa muito rápida. É aquele que é mesmo muito comprido.
É aquele que dá grito no filme.
Exatamente. Portanto, notícias a acabar, a falar de dinossauros, a falar de nós, enfim, aquela notícia de fecho habitual. A informação, de regresso com a Laura Figueiredo à meia-noite e meia. Quanto a nós é tudo. E olha, bom descanso.
Obrigado, Nuno. Para ti também.
Um grande abraço.
E sonha com dinossauros.
Vou, é claro. Agora chego a casa, vou puxar para trás, vou ver o Jurassic Park.
Todos.
Todos.