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É meia-noite. As notícias com Laura Figueiredo.

Boa noite. O deputado que terá revelado os novos dados sobre os clientes da Spin Livra pode ser punido com uma pena de prisão de até três anos ou com uma multa de 100 a 200 dias. A explicação é do penalista Saragoça da Mata, que adianta que pode mesmo estar em causa o crime de violação de segredo. Este é um artigo que faz a esta hora manchete no site do Observador, assinado pelo jornalista João Paulo Godinho. O jornalista esclarece que a divulgação de informações reveladas durante o exercício da função do titular de cargo político pode mesmo configurar um crime.

Pode, de facto, configurar um eventual crime de violação de segredo, que está previsto na legislação sobre os crimes da responsabilidade dos titulares de cargos políticos e que, no caso desses, pode incorrer numa pena até três anos de prisão ou multa de 100 a 200 dias, caso um titular de cargo político, neste caso um deputado, que revele um segredo que tenha tido conhecimento ou que lhe tenha sido confiado no exercício das suas funções.

O jornalista do Observador acredita que o mistério pode ser resolvido nos próximos dias, devido ao sistema informativo do Parlamento.

Cada deputado tem um meio de autenticação próprio, uma credenciação pessoal, e quando se acede ao sistema, esse registo fica gravado. E nós temos também previsto no regulamento dos procedimentos informáticos, uma informação que nos diz que se aplicam medidas técnicas de segurança que garantem a confidencialidade dos dados. Ora, estas medidas técnicas serão, à partida, o registo dos logins que acederam a estas informações da declaração do Luís Montenegro.

O jornalista João Paulo Godinho, autor do artigo que faz a esta hora manchete no site do Observador. Pedro Delgado Alves explica que teve acesso às informações da Spin Livra porque integra a Comissão de Transparência, mas garante que não divulgou o documento. O socialista admite que apenas comentou o assunto com o deputado do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, que integra igualmente a Comissão de Transparência. Em entrevista esta noite na SIC Notícias, Pedro Delgado Alves salienta que o documento não estava assinalado como tendo sigilo profissional.

Por volta de 11h45, 23h46, do dia da terça-feira, deu entrada, eu estava até a trabalhar, tinha o computador ligado, apita a informação, entrada submissão de uma declaração de registo de interesse do deputado Luís Montenegro. Loguei-me, consultei a declaração, verifiquei que havia um campo novo preenchido, que tinha estes elementos. O que me pareceu foi que havia ali entidades que não constavam daquilo que o próprio Luís Montenegro tinha dado nota publicamente como tendo sido as novas empresas às quais tinha prestado serviço. E de facto, troquei SMS com o deputado Fabian Figueiredo, que também é membro do grupo de trabalho do registro de interesses e, portanto, também tem acesso a estes elementos. A declaração, em todos os campos que estão em causa, em todas elas, perante uma pergunta expressa, que a plataforma faz: "Sigilo profissional, sim, não?", todas elas estão preenchidas com "não".

As explicações de Pedro Delgado Alves na SIC Notícias. Além do líder da AD, sabe-se que pelo menos os serviços da entidade e também pelo menos dois deputados acederam à informação que acabou por ser tornada pública numa altura em que ainda devia ser sigilosa. Pedro Nuno Santos assegura que só soube dos novos dados divulgados sobre a Spin Livra através das notícias. Recusa, portanto, que Pedro Delgado Alves o tenha informado quanto aos dados de Luís Montenegro a que teve acesso. O líder socialista acusa o PSD de estar a fazer um jogo para mascarar o fato de o primeiro-ministro ter ocultado a informação sobre a Spin Livra. Esta tarde, no almoço do comício em Ponta Delgada, nos Açores, Pedro Nuno Santos desvalorizou a polêmica em torno de quem divulgou os novos clientes da Spin Livra. Diz que o PSD está apenas a tentar desviar atenções do essencial.

O pior que nós podíamos fazer era irmos atrás do jogo que o PSD está a fazer hoje para tentar mascarar aquilo que é verdadeiramente importante, que é um primeiro-ministro ocultar informação a que todos nós temos direito, porque o fato desta informação não ter sido dada há um ano, não permite que se faça o controle de eventuais conflitos de interesse. O que eu não posso aceitar é que nós desviemos daquilo que é essencial.

Antes destas declarações de Pedro Nuno Santos, Marcos Perestrello deu uma conferência de imprensa na sede do PS. O socialista reiterou também que o partido não divulgou a informação conhecida ontem sobre a Spin Livra e acusa o Partido Social-Democrata de estar a fazer uma manobra de diversão para desviar atenções das responsabilidades de Luís Montenegro na empresa. Também o líder parlamentar do Bloco de Esquerda recusa ter divulgado informações conhecidas sobre a empresa do primeiro-ministro. Na rede social X, Fabian Figueiredo esclarece que não foi ele quem entregou ao Expresso a declaração de interesses de Luís Montenegro. E tal como o PS e também o Chega, o líder parlamentar do Bloco diz que o importante é que há mais de um ano que a informação devia estar disponível para consulta pública e também dos jornalistas. Luís Montenegro reforça a necessidade de haver regras de entrada no país para garantir que quem entra de forma ilegal tem condições de vida dignas. No primeiro comício da campanha da AD no Algarve, Luís Montenegro voltou a recordar os discursos que a oposição fez nas últimas eleições acerca da política de imigração. O presidente do PSD usa a região do Algarve como exemplo e reforça que Portugal não pode ter nem as portas abertas, nem as portas totalmente fechadas.

O Algarve sabe muito bem que a porta aberta criou uma imagem que foi prejudicial ao Algarve. Mas o Algarve também não quer a porta encerrada, fechada à chave, com trancas. Porque se o Algarve não tiver uma imigração regulada com A possibilidade de integrar cidadãos que vêm de outros países para ajudar a força de trabalho do Algarve, o Algarve não tem capacidade de resposta para poder ter a sua economia ativa, competitiva, a exponenciar todo o seu potencial.

Luís Montenegro, esta noite num comício da AD no Algarve. O presidente social-democrata lamentou ainda que PSD e Chega estejam nos antípodas em matéria de imigração. O Ministério da Saúde ordenou uma auditoria a uma morte possivelmente associada ao corte de energia desta segunda-feira. A RTP avançou que uma mulher de 70 anos morreu de paragem cardiorrespiratória no Cacém, durante o apagão que deixou o país sem eletricidade e comunicações. A mulher estava ventilada e acabou por morrer quando a máquina que fornecia oxigênio ficou sem bateria. O INEM demorou mais de meia hora a chegar ao local. Numa nota enviada às redações, o Ministério da Saúde revela que pediu uma auditoria à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde para o esclarecimento cabal deste caso. O agravamento do tempo com a chegada de mais chuva leva o IPMA a colocar todo o país sob alerta amarelo. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera esclarece que o agravamento começa esta madrugada no sul, segue depois em direção ao norte. Às 3h, Faro e Beja ficam sob aviso amarelo, devido à precipitação. Às 6h, juntam-se também as regiões da Setúbal e Lisboa. Já Évora, Portalegre, Santarém, Leiria e Castelo Branco ficam sob alerta a partir das 9h. O restante país entra em alerta amarelo a partir do meio-dia, também devido à previsão de mais chuva. Esta quinta-feira foi dia 1 de maio e, como é habitual, os portugueses saíram às ruas para celebrar o Dia do Trabalhador. A CGTP organizou uma manifestação que juntou milhares de pessoas pelas principais ruas do país. A reportagem é do jornalista João Lourenço.

Um percurso com mais de 2,5 km, entre a Praça do Martim Moniz e a Alameda Dom Afonso Henriques, marcou as comemorações de mais um dia do trabalhador. O evento foi organizado pela CGTP, que convocou milhares de trabalhadores de várias localidades do país. Para uns, uma novidade, para outros, uma necessidade de todos os anos. Há quanto tempo vem cá a estas manifestações?

Desde sempre!

As reivindicações destes manifestantes obedecem aos direitos que estão plasmados na Constituição. Os pedidos de respeito aos trabalhadores são constantes.

O que me traz cá é a necessidade de continuar a lutar por direitos que estão há muito tempo consagrados na Constituição da República e que, ano após ano, continuam a ser desprezados pelos sucessivos governos.

A situação laboral de alguns é sempre um dos principais motivos de presença nesta manifestação.

A minha situação profissional também não é muito estável, digamos assim. E acho que é importante estar aqui hoje também a reivindicar os meus direitos enquanto trabalhador, etc.

Com as eleições à vista, os trabalhadores pedem mais votos a partidos que respeitem os direitos laborais.

Eu gostava mesmo muito que quando os portugueses forem às urnas, que tivessem em conta, para já, que não se deixassem ludibriar por conversas, passo a comparação, por conversas da treta. Nem todas as forças políticas do país lutam pelos direitos dos trabalhadores, mesmo.

O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, refere que a Intersindical vai lutar sempre contra todas e quaisquer medidas que ataquem a vida dos trabalhadores. Declarações realizadas já na Alameda Dom Afonso Henriques, o palco principal de mais um dia do trabalhador.

O jornalista João Lourenço com a reportagem da manifestação do 1º de maio, onde marcaram presença os representantes do Bloco de Esquerda, PCP, PS, Livre e PAN. No desporto, Jorge Jesus já não é treinador do Al-Hilal. De acordo com a imprensa desportiva saudita, o técnico português rescindiu o contrato com o emblema saudita dois dias depois da eliminação do Al-Hilal da Liga dos Campeões Asiática. Ao leme da equipa saudita, Jorge Jesus conquistou uma Liga da Arábia Saudita, três Supertaças e uma Taça do Rei. Quanto ao futuro, o técnico português está a ser associado pela imprensa desportiva ao lugar de selecionador brasileiro. O Manchester United, de Rúben Amorim, venceu o Atlético de Bilbao e está mais perto da final da Liga Europa. Os Red Devils venceram a equipa do País Basco por 3x0. Os gols dos ingleses tiveram a autoria de Bruno Fernandes por duas vezes e Casemiro. A segunda mão desta meia-final joga-se já na próxima semana, em Manchester. Antes disso, Rúben Amorim pede calma à equipa e admite fazer poupanças no próximo jogo do campeonato.

Não há como escondê-lo. Vamos numa grande vantagem que ninguém imaginaria para a segunda mão, mas não está feito e tudo pode acontecer. E quando nós passamos por períodos muito maus, nós temos que estar precavidos para tudo e, portanto, não vamos facilitar. Vamos ter que poupar jogadores contra o Brentford. A equipa está muito cansada. Usou muito isto de jogar com mais um, não se notou tanto, mas, portanto, vai ser um jogo muito difícil e vamos precisar dos nossos adeptos.

Declarações de Rúben Amorim esta noite numa entrevista à Sport TV. E a notícia de fecho aqui na Rádio Observador. Já a informação está de regresso à 00h30.