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Edição da meia-noite com Laura Figueiredo. Laura, dois reclusos em fuga da prisão de Alcoentre, no Conselho da Azambuja, em Lisboa. A Direção-Geral de Serviços Prisionais já abriu um processo para apurar os contornos da fuga.
A notícia foi avançada pelo Correio da Manhã e confirmada ao Observador por Frederico Morais, dirigente do Sindicato Nacional da Guarda Prisional. A fuga terá sido detectada por volta das 18h30. Frederico Morais explica que os dois reclusos subiram o muro do estabelecimento prisional de Alcoentre e desceram-no com uma corda. O dirigente acredita que tudo estava programado. Também de acordo com o Sindicato da Guarda Prisional, desde 27 de junho que havia um alerta de tentativa de fuga desta prisão.
Uma ideia que é rebatida pela Direção de Reinserção e Serviços Prisionais.
José Semedo Moreira, porta-voz da instituição, assegura que não tinham qualquer informação de alerta de fuga. Entretanto, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais já abriu um processo de averiguações para apurar os contornos da fuga. Numa nota enviada à comunicação social, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais indica ainda que os reclusos têm nacionalidade portuguesa, têm 37 e 44 anos e encontram-se condenados pelos crimes de tráfico de estupefacientes e roubo. Estavam a cumprir penas de cinco anos e oito meses e de quatro anos e nove meses. O Sindicato Nacional da Guarda Prisional alerta ainda que hoje de manhã um intruso entrou no estabelecimento prisional de Alcoentre para arremessar telemóveis para dentro da cadeia. Já de acordo com a SIC Notícias, os dois reclusos fugiram para uma zona onde as câmaras de vigilância estariam desligadas no momento da fuga. Além disso, as torres de vigilância estariam também desativadas por falta de guardas prisionais.
E o presidente da Associação Sindical dos Chefes do Corpo da Guarda Prisional diz que uma nova fuga era mais que previsível e afirma que as cadeias estão entregues a guardas sem formação.
Em entrevista à Rádio Observador, Hermínio Barradas alerta que há muito que estão criadas as condições para uma fuga. O dirigente sindical responsabiliza tanto o governo como a Direção-Geral das Prisões.
Isto estava mais que denunciado desde o início de 2024. Repare que não há chefes. As cadeias estão entregues a guardas. Está um curso para chefes, para 90 vagas, está parado desde maio de 2024 e ainda não fizeram a prova de conhecimentos. Querem o quê? Então não têm consciência das coisas como estão? Como é que se pode exigir alguma coisa a pessoas com 64 anos quando estão de serviço? Não têm competências, não têm atribuições, não têm nada. Qualquer um serve para fazer qualquer coisa. Pois sai a asneira. O governo sabe, a Direção-Geral sabe, este diretor-geral sabe o que era diretor de uma cadeia.
Hermínio Barradas denuncia o que considera ser um silêncio por parte do executivo. Já quanto ao aviso do Sindicato da Guarda Prisional sobre um alerta de tentativa de fuga na prisão de Alcoentre, desde 27 de junho, Hermínio Barradas sublinha que qualquer suspeita tem de ser verificada para se poder agir.
O alerta tem que estar fundamentado. Não pode ser assim uma coisa leviana. E os meios já estão tão espremidos para o serviço diário normal. Acabei de lhe dizer que há pessoas que vão já em trabalho, que já ultrapassam o terço do pagamento que a lei prevê. Outros vão nas folgas, já de borla, vão trabalhar de borla pro sistema não cair. Eu não consigo perceber como é que se montava um sistema sem ser uma coisa que tivesse consolidada. Nós temos um serviço de informação de segurança interno, já falhou em Vale de Deus. Se calhar agora também falhou, porque isso não é só dizer que vai haver uma fuga, tem que se saber quem é, de que forma é que será.
Hermínio Barradas aponta para uma falta de 25% face aos guardas necessários nas prisões em todo o país. Afirma que mesmo se o alerta tivesse sido confirmado, não haveria funcionários suficientes para impedir a fuga.
Mudando agora de tema, falando também de eleições presidenciais, António José Seguro diz que apresenta uma candidatura suprapartidária e recusa entrar em tricas políticas.
E precisamente por isso o candidato presidencial escusa-se a comentar a decisão de Augusto Santos Silva de não avançar para a corrida a Belém. À saída de uma reunião com o Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas, no Parlamento, António José Seguro foi questionado quanto ao calendário do PS para um apoio nas eleições. Ora, o antigo líder socialista sublinha que a candidatura é suprapartidária.
Esta é uma candidatura suprapartidária e será sempre uma candidatura suprapartidária. É assim que eu entendo as candidaturas a presidente da República. Os partidos políticos têm o seu espaço quando se candidatam em eleições legislativas. Este é o espaço da cidadania, dos homens e das mulheres que sentem uma vocação, uma vontade, um compromisso com o país para se apresentarem. E é aí que eu me posiciono.
O candidato presidencial acrescenta ainda que está feliz com os apoios que tem recebido por parte de vários setores da sociedade civil. Declarações de António José Seguro na Assembleia da República, onde defendeu ainda um acordo de regime entre todos os partidos, o governo e o presidente da República, para salvar o Serviço Nacional de Saúde. Considera inaceitável haver tantas urgências hospitalares fechadas.
Eu já há alguns meses, quando tinha um espaço de intervenção pública, eu chamava a atenção que nós devíamos fazer um acordo de regime entre todos os partidos políticos, governo, presidência da República, para salvarmos o Serviço Nacional de Saúde. É inaceitável que existam tantas urgências fechadas e eu espero que o verão não seja pior do que foi o do ano passado. E por isso eu apelo a todos os partidos políticos, sejam capazes de colocar em cima da mesa as suas propostas e consigam criar mais viabilidade pro Serviço Nacional de Saúde, para que os portugueses possam ter consultas a tempo e horas, para que os portugueses possam ter as suas operações a tempo e horas e para que não haja este número de urgências fechadas ao fim de semana.
Para resolver os problemas no setor da saúde, Seguro apela que os partidos coloquem em cima da mesa vários projetos para aumentar a viabilidade do SNS.
Agora, meia-noite e cinco, o Ministério da Defesa desmente as informações que têm sido veiculadas a pretexto do caso em que um utente com traumatismo craniano esteve cinco horas à espera para ser transportado de helicóptero do hospital da Covilhã para o hospital de Coimbra.
Num comunicado enviado às redações, a tutela liderada por Nuno Melo diz que a informação é falsa, garantindo que passaram duas horas e 15 minutos a partir do momento em que o helicóptero foi acionado até entregar o doente no aeródromo de Coimbra. A tutela não estará, no entanto, a contar com o tempo de transporte que o utente teve de fazer por terra até ao heliporto. O Ministério da Defesa explica ainda que o aparelho desligou os motores em Castelo Branco enquanto esperava pela chegada do utente de 49 anos transportado a partir do hospital da Covilhã.
Edição da meia-noite, Henrique Gouveia e Melo garante que a Força Aérea faz o melhor que pode com os recursos que o Estado disponibiliza.
O candidato à Presidência da República rejeita críticas à intervenção da Força Aérea no transporte do utente. Sublinha que a Força Aérea tem, obviamente, o dever de auxiliar a sociedade civil.
Porque conheço bem a Força Aérea, eu trabalhei com eles, faz o melhor que pode fazer com os instrumentos que o Estado disponibiliza à Força Aérea. Portanto, essa dúvida, se a Força Aérea deve ou não auxiliar, está atirada na própria Constituição. As Forças Armadas têm o dever de auxiliar a sociedade civil nas suas diversas dificuldades. A Força Aérea faz isso e faz isso muito bem. Se as Forças Armadas têm um contributo que possam dar para uma boa resposta, não devem ficar paradas com esse potencial, devem dar esse contributo. Se não havia outro e o equipamento foi usado e salvou pessoas, qual é a crítica que nós estamos a tentar aqui fazer? Não faz sentido.
Henrique Gouveia e Melo em declarações no final de um encontro com jovens representantes de federações acadêmicas e associações de estudantes esta tarde no Parque Eduardo VII, em Lisboa.
Agora no desporto, Laura, Portugal empatou a um gol com a Itália no segundo jogo da fase grupos do Campeonato da Europa de futebol feminino.
O encontro esteve empatado zero a zero até aos 70 minutos, quando Cristina Ghirelli marcou um gol para a Itália. Portugal tentou responder aos 83 minutos, mas o gol foi anulado pelo vídeo-árbitro. As portuguesas conseguiram chegar ao empate aos 89 minutos, graças a Diana Gomes. No final da partida, o selecionador Francisco Neto diz que a equipa fez um bom jogo e só admite a derrota quando fizer as contas finais.
Primeiro temos que ganhar à Bélgica e depois, às 11 da noite do dia 11, sexta-feira, faremos as contas finais. Agora, com este comportamento, com esta atitude e com este querer, estaremos mais perto de conseguir e de orgulhar os portugueses, que é isso que nós queremos. Pela emoção do final, acho que merecíamos vencer, acima de tudo pelo número de oportunidades, acho que sim, sinceramente, mas pela forma, pelos timings, por acreditar e por aquilo, acho que a haver daqui alguém vencedor só podia ter sido Portugal. Mas acredito e friamente, de coração, um bocadinho mais calmo, o empate acho que era justo.
O selecionador quis ainda deixar uma última homenagem a Diogo Jota e André Silva e dedicou o jogo aos dois irmãos. A seleção feminina volta a jogar esta sexta-feira contra a Bélgica.
Um jogo às 8:00 p.m. também aqui com cobertura na Rádio Observador. Agora, meia-noite e oito. E para fechar, outras notícias que vão marcando a atualidade.
Paulo Rangel é o candidato à presidência da Assembleia Municipal de Gaia, da candidatura autárquica de Luís Filipe Menezes. O anúncio foi feito esta segunda-feira, durante a apresentação da candidatura do social-democrata. Durante a intervenção, o Ministro dos Negócios Estrangeiros confirmou que a candidatura vai integrar também o CDS e a Iniciativa Liberal. No Texas, há já mais de 100 mortos confirmadas na sequência das cheias que atingiram o estado norte-americano este fim de semana. Vinte e sete das vítimas mortais estavam num acampamento de verão feminino nas margens do rio Guadalupe. Devido à chuva torrencial que caiu na sexta-feira, o rio subiu oito metros em apenas 45 minutos. Há ainda um número indeterminado de desaparecidos. Volodymyr Zelensky quer intensificar a defesa aérea. O presidente ucraniano anunciou esta segunda-feira que realizou uma reunião com os colaboradores do comandante do Estado-Maior para discutir a intensificação do uso de drones e estratégias para fortalecer as defesas aéreas nas frentes de batalha. Zelensky revelou ainda que o governo ucraniano está em fase final de negociações com parceiros internacionais para formalizar acordos que devem ser assinados nas próximas semanas.
Edição da meia-noite com Laura Figueiredo. Até amanhã.
Até amanhã.
Informação de volta exatamente à meia-noite e meia. Conte nós então de volta às 7:00 p.m. de amanhã.
Até amanhã.