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São as notícias da meia-noite da Rádio Observador, edição de José Rafael Lopes. Gouveia e Melo tenta convencer o eleitorado e fala a três fatias: as forças de segurança, os militares e os idosos.
Num jantar-comício em Alcobaça, o almirante Gouveia e Melo agradece às forças de segurança pelo serviço ao país e aos antigos combatentes diz que o país lhe falou e que a culpa foi dos políticos. Aos idosos, a grande fatia do eleitorado de Gouveia e Melo, o candidato pretende aproximar o discurso e pessoaliza até o sentimento.
Tenho visitado muitos lares e das coisas que mais me impressiona é sentir que as respostas hoje ainda são depósitos de pessoas idosas. Fere-me pensar que um dia poderei acabar assim. E já disse numa brincadeira aos meus mais próximos, se assim for, que me metam numa embarcação à vela e me deixem ir pro mar sossegado.
Declarações de Henrique Gouveia e Melo, que esteve acompanhado por Francisco Rodrigues dos Santos, ex-líder do CDS, que surgiu na campanha com comparações para defender que o almirante deve mesmo suceder a Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência da República.
Permita-me fazer este comentário público, senhor almirante. Muitas vezes quando vejo a si, evoca-me a memória de Ramalho Eanes. Entrou em Belém vindo das Forças Armadas. E se na altura havia dúvidas, hoje temos uma certeza: é o político e o presidente mais consensual da história da nossa democracia. Nós, depois de um presidente dos afetos, precisamos de um presidente dos acertos.
Francisco Rodrigues dos Santos, no jantar-comício da candidatura de Henrique Gouveia e Melo em Alcobaça. Ângelo Correia, antigo ministro de Balsamão, também discursou e utilizou a experiência do almirante no mar para reforçar que é o candidato mais bem preparado para a corrida a Belém.
E Luís Marques Mendes cola João Cotrim Figueiredo ao Chega.
Depois da declaração do candidato apoiado pela Iniciativa Liberal sobre um eventual apoio a André Ventura, a caravana de Marques Mendes aproveitou a oportunidade para atirar a Cotrim Figueiredo e a conquistar votos à direita. Miguel Viterbo Dias.
De manhã, já tinha deixado uma primeira achega a João Cotrim Figueiredo, mas ao final de tarde, Luís Marques Mendes insistiu.
Andaram durante uma eternidade a dizer que eram diferentes do Chega, até ao momento em que disseram que estariam ao lado do Chega. Disserom-nos que era a direita liberal e afinal parece que é a direita radical. E isto é sério, porque significa, na prática, a candidatura da Iniciativa Liberal querer entregar Portugal aos cartazes do Chega. Isso não é bom para a nossa democracia.
O candidato apoiado pela AD aproveita esta declaração de Cotrim Figueiredo para se assumir como o candidato mais fiável.
Não há o risco de acordarem de manhã e ter uma notícia de que o presidente pensa tudo ao contrário do que as pessoas achavam que pensava.
E conquistar os indecisos à direita e à esquerda.
Tem que ser também, e vai ser, a candidatura da defesa da democracia para as pessoas moderadas do centro-direita ou do centro-esquerda.
Mas se Marques Mendes foi direto no ataque ao candidato liberal, já antes o eurodeputado Sebastião Bugalho tinha aquecido a sala.
Perguntaram-lhe se descarta ou não descarta. E ele não descarta. Até lhe chama moderado. Vejam bem. É caso para dizer que o João Cotrim é liberal até dizer Chega.
Concluindo assim:
Esta é uma eleição para o Palácio de Belém, não é uma eleição para o Palácio da Bazófia.
Sebastião Bugalho e Luís Marques Mendes num dia em que a caravana aproveitou o deslize de Cotrim Figueiredo para conquistar eleitores à direita.
O repórter Miguel Viterbo Dias no comício de Luís Marques Mendes, em Vila Pouca de Aguiar. Amanhã, a caravana de Marques Mendes começa o dia em Ourém.
Já André Ventura posiciona-se como presidente do povo e diz que quer ser o mecânico de Portugal.
Em Mirandela, o candidato foi recebido em festa e prometeu lutar pelo país esquecido. De manhã, em Vila Real, reagiu com naturalidade às palavras de Cotrim Figueiredo e provou, Miguel Cordeiro, vinho com moderação.
Ao som de bombos de Mirandela e perante o maior banho de multidão desta campanha, André Ventura promete lembrar-se dos esquecidos.
É por eles que estamos a lutar, não nos podemos esquecer disso. É por eles, por um país para todos.
Em cima de um palco, o candidato apoiado pelo Chega fala agora em ser o presidente do povo.
Presidente do povo! Presidente do povo!
Com os apoiantes a aproximarem-se do palco, Ventura ouve uma idosa que aponta para as dificuldades de atendimento no SNS. O candidato lembra esse e outros problemas e compara o país a uma oficina.
Eu quero ser o mecânico de Portugal que vai arranjar, organizar e pôr este país a andar rápido, que é o que nós precisamos.
Pela primeira vez, Ventura não falou aos jornalistas à chegada a uma arruada, mas de manhã, em Vila Real, já tinha reagido com naturalidade às palavras de Cotrim.
Já disse também que procurarei evitar ao máximo que haja um presidente socialista. Agora, também tenho que dizer isto, porque já o disse, que na verdade, o João Cotrim Figueiredo não se distingue muito dos outros candidatos em relação ao PS e ao PSD. Portanto, na verdade, em termos de modelo, é mais ou menos a mesma coisa. É uma espécie de Bloco de Esquerda, mas bem vestido.
Numa visita a uma adega, o candidato provou vinho branco, tinto e até vinho do Porto, e fez questão de lembrar:
Moderação, estamos hoje aqui numa adega, não é uma boa palavra.
Moderação agora cabe na campanha do candidato do Chega. Júlio Borges, que se apresenta como lacaio da cooperativa de Vila Real, até deixa uma recomendação.
Esta casa não produz vinho com qualidade menos. A qualidade menos há um lugar para expor. Transforma-se a aguardente, vinagre. E o bom aproveita-se
O jornalista Miguel Cordeiro com os destaques da campanha de André Ventura.
João Cotrim de Figueiredo nega em absoluto a acusação de assédio por parte de uma antiga assessora da Iniciativa Liberal.
O candidato a Belém vai avançar com processo por difamação. A notícia caiu que nem uma bomba numa ação de campanha na Covilhã. Em causa, uma publicação na rede social Instagram de uma ex-assessora da IL a acusar o então presidente do partido, João Cotrim de Figueiredo, de assédio sexual. O candidato a Belém nega as acusações e garante que vai avançar para a Justiça.
Tive conhecimento dessa notícia ontem e é absolutamente e completamente falso o que essa senhora pôs a circular e vai ser objeto, obviamente, de processo por difamação, porque há política, há política suja e depois há isto, que ainda é baixo disto. É absolutamente inadmissível. Não percebo como é que em Portugal ainda há gente que acha que consegue fazer política desta maneira. E isto só acontece porque, de facto, há gente, não sei, com medo, com surpresa de eu estar a crescer. Não vos vão amedrontar. Vou até o fim para apurar quem pôs isto a circular e porque é que mente desta forma descarada.
Em declarações aos jornalistas, João Cotrim de Figueiredo diz que tem testemunhas que garantem que nunca teve qualquer tipo de comportamento indevido com mulheres.
E o governo vai pagar mais de oito milhões de euros à Comissão Europeia para evitar receber mais migrantes.
O Executivo alega falta de condições e por isso recusou receber 420 requerentes de asilo de outros Estados membros, como Espanha ou Grécia. A notícia foi avançada pela Sic Notícias. Portugal aceita participar no mecanismo de solidariedade imposto pela União Europeia, mas com esta exceção, para que o sistema não fique comprometido. São as explicações do governo, que a partir de junho vai pagar o valor da reserva de solidariedade, um fundo que apoia países que estão sob pressão migratória.
E no Irão, mais de 600 manifestantes foram mortos em 14 províncias do país desde 28 de dezembro.
A altura em que começou esta vaga de protestos contra as autoridades de Teerão, a informação é dada pela organização não governamental Iran Human Rights. Entre os mortos estão nove menores, indicou a organização. Há ainda o registo de milhares de feridos, num número que ultrapassa os 10 mil. Num comunicado, a ONG manifestou preocupação com a escalada e a continuidade dos assassinatos em manifestantes. Estes são os maiores protestos no Irão desde as manifestações de 2022. Duram já há vários dias, um pouco por todo o país. A repressão tem sido severa e as autoridades restringiram o acesso à internet em todo o país.
E agora, com oito minutos para lá da meia-noite, vamos a outras notícias que marcam a atualidade.
António Costa exige que o regime do Irão pare com a repressão violenta contra o próprio país. O pedido do presidente do Conselho Europeu é feito numa publicação na rede social X. António Costa escreve que a Europa está do lado dos iranianos corajosos, que exigem direitos básicos, dignidade e liberdade. O presidente norte-americano anunciou a imposição de uma tarifa de 25% a qualquer país que faça negócios com o Irão. Donald Trump diz que a decisão tem efeito imediato. É uma garantia deixada na rede social Truth Social. A decisão de Donald Trump é tomada numa altura em que o regime de Teerão enfrenta uma das maiores ondas de protesto dos últimos anos. A escolha do novo comprador para os 49% da TAP deve estar concluída até ao verão. A informação é adiantada hoje pelo ministro das Infraestruturas. Miguel Pinto Luz diz que o governo tinha outro entendimento sobre este negócio, já que ideologicamente acredita na privatização total da transportadora portuguesa. Ainda assim, o ministro considera que a privatização de 49,9% valoriza a TAP.
E é o ponto final no Jornal da Meia-Noite, edição do jornalista José Rafael Lopes. Daqui a pouco, já a seguir às notícias, temos Porque Sim, não é resposta. Até amanhã.
Até amanhã, Rita.