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Rádio Observador. Este é o Jornal da Meia Noite, tem edição da jornalista Diana Rosa. O Chega adiou o congresso para o último trimestre do ano e tem data para as eleições distritais.

28 de junho e 5 de julho. Decisão tomada hoje no Conselho Nacional, que esteve reunido em Lisboa. No discurso de abertura, o presidente do partido pediu responsabilidade e unidade dos militantes em torno da sua liderança, para evitar distúrbios de sintonia e perturbação. É o que diz André Ventura, que avisa ainda que caso o partido se preocupe mais com a vida interna do que com o país, arrisca tornar-se secundário para os portugueses.

E Luís Montenegro reafirma a importância das parcerias público-privadas na saúde para dar resposta aos cidadãos.

O primeiro-ministro considera que é a melhor forma de garantir que os serviços são prestados. Luís Montenegro garante que sempre que considerar eficaz, vai tentar estabelecer parcerias e recusa motivos ideológicos. O primeiro-ministro que esteve na inauguração do hospital da CUF, em Leiria.

José Luís Carneiro confirma o voto contra do PS à reforma da legislação laboral.

O secretário-geral socialista já leu o documento do governo, diz que se trata de uma contrarreforma e manifesta novamente o chumbo do PS.

Quero, por isso, dizer que votaremos contra, de forma fundamentada e convictamente, estas propostas, que mais não são do que uma contrarreforma laboral, que o governo, de modo insensível e despudoradamente, desconsiderando os parceiros sociais, levou à Assembleia da República.

O líder socialista anuncia ainda que na próxima semana vai apresentar outra proposta.

Procurarei dar o meu contributo para relançar o diálogo social, apresentando, durante a próxima semana, uma proposta relativa às condições para a competitividade da economia portuguesa, para a produtividade desta economia e das nossas empresas e, simultaneamente, para a valorização dos salários e para a formação e a requalificação dos trabalhadores. Essa proposta será um contributo que o PS dará para relançar o diálogo com os parceiros sociais.

José Luís Carneiro revelou ainda que já ouviu alguns parceiros sociais, CAP e UGT. Amanhã vai estar reunido com a CGTP.

E seguimos com a contenda entre Lusa e governo. O ministro da presidência garante que os novos estatutos da agência garantem maior independência do que os anteriores.

António Leitão Amaro, que tem também a tutela da comunicação social, afirma que o governo, com a revisão dos estatutos, até tem poderes limitados.

Hoje, os estatutos da Lusa são muito mais defensores da independência, da liberdade da Agência Lusa do que eram os estatutos que existiam há quatro meses. Antes, havia um administrador nomeado livremente pelo governo. Agora há três, uma pluralidade de administradores que são escolhidos na sequência de um processo participado, onde os trabalhadores também participam. O governo não decide sozinho, o governo não pode, agora, antes podia, demitir a administração. Agora não pode. O governo limitou-se nos novos estatutos, não pode demitir a administração da Lusa.

António Leitão Amaro, um dia depois da greve da Agência Lusa, motivada precisamente pelas mudanças nos estatutos.

Paulo Rangel assegura que o processo de deportação dos ativistas portugueses em Israel está a decorrer com normalidade.

Um processo que, para o ministro dos Negócios Estrangeiros, só foi acelerado à conta da pressão internacional.

Neste momento, estão em Istambul. Hoje houve uma aceleração das saídas, o que se deve, naturalmente, à reação profunda que houve aos ataques inaceitáveis, ao comportamento inaceitável do ministro Ben-Gvir, porque de outra forma eu acho que teria demorado mais algum tempo. Mas enfim, Israel, perante a indignação internacional, resolveu acelerar as deportações. Isso não permitiu que nós hoje tivéssemos falado com eles à saída de Israel, designadamente à saída do centro de detenção, mas depois o nosso cônsul pôde logo falar com eles ainda no aeroporto, à saída de Tel Aviv para Istambul.

Paulo Rangel, em declarações na Suécia, captadas pela CNN Portugal. Os ativistas portugueses vão pernoitar em Istambul, na Turquia, e depois amanhã seguem para o Porto.

Seguimos com o caso das duas crianças abandonadas em Alcácer do Sal. A mãe e o padrasto vão ser amanhã presentes a um juiz.

Depois de terem sido detidos nos arredores de Fátima, junto a um café, na sequência de uma denúncia das pessoas que ali passavam. Fica a mais de uma centena de quilómetros do local onde foram abandonadas as crianças. Ricardo Lopes.

São cerca de 140 km que separam Alcácer do Sal de Casa Velha, uma pacata localidade na freguesia de Fátima, Conselho de Ourém. Foi aqui que os suspeitos tiveram toda a manhã, no Snack Bar O Vasco. De forma serena, sentados na esplanada, iam fazendo alguns pedidos, como nos explica o proprietário Jorge Lopes.

Foram consumir pequeno-almoço, bolos eE galões e cafés.

Até que numa mesa vizinha com algumas senhoras na casa dos 80 anos, uma delas, desconfiada, perguntou aos suspeitos onde moravam. Eles responderam que moravam pelo mundo.

E então aí é que ela ficou assim, a pulga atrás da orelha e que informou a GNR.

Esta mulher lembrou-se da notícia que tinha ouvido na televisão sobre o abandono das crianças. Tirou a matrícula do carro que os acompanhava e ligou de imediato para a GNR, que não demorou a chegar.

Isso foi rápido. Foi mais ou menos a hora que eu saí daqui, fui tomar banho e tal. Entretanto, estava aí. Isso foi rápido.

E mal chegaram, abordaram-os de imediato.

Mal viram-nos. Também não havia cá outra gente. Só estava eu e mais eles dois.

Chegaram cinco elementos da GNR à paisana, quatro foram de imediato abordar o casal, enquanto o outro foi explicar a Carlos, mesmo sem dizer o motivo, que tinham de levar aqueles dois clientes.

Perguntaram-me se estava há muito tempo ou não. "Eles já consumiram o que está consumido, está pago, está tudo arrumado, está tudo ok". E depois: "Olha, então não se admire se a gente os levar".

E assim foi. Algemaram-nos e seguiram para o posto da GNR de Fátima, onde mantiveram os suspeitos sob custódia.

E assim continuam detidos até amanhã. A reportagem é do Ricardo Lopes, que esteve em Fátima a acompanhar este caso. Entretanto, o canal francês BFMTV avança, com base numa fonte próxima à investigação, que o padrasto das duas crianças é conhecido pela polícia francesa por ter transtornos psiquiátricos.

Meia-noite e oito. Vamos ainda, Diana, a outras notícias que estão em destaque a esta hora.

O ministro das Infraestruturas defende que Portugal vive uma nova era para a ferrovia. Miguel Pinto Luz apela a um consenso político duradouro para garantir os investimentos previstos na alta velocidade e na modernização da CP. Para o ministro, Portugal não pode ter um país de costas voltadas para a ferrovia. Os Estados Unidos e Irão estão muito próximos de um acordo e a trabalhar num esboço de proposta de paz. É o que adianta uma fonte iraniana citada pela Al Jazeera. Os enviados especiais dos dois países estão a trabalhar indiretamente sob mediação paquistanesa e trocam propostas entre si para estabelecer uma estrutura formal de acordo. Donald Trump anunciou o envio de 5 mil militares norte-americanos para a Polónia. É exatamente o mesmo número de soldados que o presidente dos Estados Unidos decidiu retirar da Alemanha. O anúncio foi feito através de uma publicação na rede social Truth Social. No início desta semana, o vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, excluiu a retirada total dos contingentes da Europa e admitiu uma redistribuição dos militares destacados consoante os interesses de segurança de Washington.

Fica por aqui a edição da meia-noite com a Diana Rosa. Bom descanso, Diana. Até amanhã.

Para ti também e as melhoras.

Obrigado.

Boa noite.