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É meia-noite. As notícias com Beatriz Félix. Boa noite, vamos às notícias na Rádio Observador e a começar pela atualidade internacional. Donald Trump e Benjamin Netanyahu já falaram ao telefone. Netanyahu está agora reunido com o Conselho de Segurança de Israel. De um lado, Trump tem avisado Netanyahu para não retaliar após o ataque iraniano. No entanto, por outro, o primeiro-ministro está a ser altamente pressionado do lado israelita para não mostrar sinais de fraqueza. Mas Trump aproveitou também a ocasião para deixar um aviso a Netanyahu. Diz que é ele que manda e que o presidente israelita não terá outra escolha se não aceitar um cessar-fogo com o Irão. Entretanto, o chefe das Forças de Defesa de Israel afirma que o país vai reagir ao Irão e responder aos ataques desta noite. Em causa os cerca de 10 mísseis que foram lançados pelo Irão contra Israel, nesta que foi a primeira ofensiva nos últimos dois meses desde o cessar-fogo, e surgem como uma resposta ao bombardeamento de Beirute por parte de Israel. Também segundo um comunicado divulgado do exército israelita, o chefe de Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel afirmou durante uma reunião de avaliação desta noite com os altos comandos militares do país que as IDF vão atacar o inimigo com força, assim que for dada a luz verde, e prometem uma resposta esmagadora. As IDF adiantam também que, até ao momento, todos os mísseis lançados por Teerão foram interceptados, mas provocaram três incêndios controlados em solo israelita. O Iraque e a Síria apostaram no encerramento temporário do espaço aéreo por um período de 72 horas. Já o espaço aéreo israelita vai continuar aberto, apesar dos ataques. E no desporto, é oficial: Florentino Pérez venceu as eleições do Real Madrid, o que representa o segundo melhor resultado de sempre nestas eleições internas do clube. A contagem de votos já terminou, o candidato foi reeleito e derrotou Enrique Ricán e venceu em todas as mesas de voto. Apesar das polémicas a envolver votos anulados para Florentino Pérez, o candidato acabou mesmo por vencer nestas que eram eleições importantes para o futuro do clube espanhol, mas também para José Mourinho. Agora o treinador português já pode fazer as malas. Em breve vai assumir o comando técnico do Real Madrid. E continuamos no desporto a falar do Benfica, que foi o vencedor da Taça Feminina de Andebol. Uma vitória que já não é novidade para esta equipa, que vence o campeonato pela décima vez, agora em Alcobaça, frente ao Almeida Garrett, por 34-25. Assim, as Águias somaram a Taça de Portugal às conquistas do pentacampeonato e da Supertaça. Ainda no andebol, mas agora no masculino, o Sporting venceu o Benfica por uma diferença de dois golos e conquistou a Taça de Portugal. Os Leões já alcançaram este feito pela quinta vez consecutiva. Foi frente ao principal rival, o Benfica. Chegaram aos 55 jogos em casa sem uma única derrota. O Sporting confirma assim o domínio no andebol nacional, com a terceira dobradinha consecutiva, após terem conseguido também o campeonato nacional apenas com vitórias. E mudamos agora de tema, passamos à atualidade nacional. O Ministério das Finanças desmente as acusações da Bastonária da Ordem dos Contabilistas e nega atrasos nos reembolsos do IRS e assegura que o processo está a decorrer com toda a normalidade. Paula Franco, a Bastonária, em entrevista ao Jornal de Negócios, anteontem, denunciou alegadas demoras na liquidação do IRS referente a 2025 e chegou mesmo a afirmar que há muitos milhares de declarações por liquidar, mas num comunicado enviado ao Observador, fonte oficial do Ministério das Finanças revelou que até ao dia 3 de junho já tinham sido liquidadas mais de 200 mil declarações do que em igual período em 2025. E há sintonia em Belém e São Bento. António José Seguro e Luís Montenegro apelam ao regresso de imigrantes e lusodescendentes. Um apelo conjunto feito esta tarde numa cerimónia com a comunidade portuguesa no Luxemburgo, isto no âmbito das comemorações do 10 de junho. Luís Montenegro descreve Portugal como um país competitivo, com potencial e uma cultura cívica e de trabalho muito vincadas. Elogia os imigrantes e lusodescendentes presentes nesta cerimónia e reforça que Portugal conta com todos eles para o futuro do país.
Portugal precisa de todos vós. Nós contamos muito convosco para o nosso futuro. Seja esse futuro construído aqui no Luxemburgo, no regresso que ambicionamos, muitos possam ter a Portugal, seja esse futuro construído com as famílias que partilham uma presença, quer em Portugal, quer no Luxemburgo. O vosso talento, generosidade, sentido de portugalidade, esperança, perseverança, o vosso exemplo, são inspiradores para podermos todos juntos fazer um Portugal melhor, um Portugal mais próspero, um Portugal mais próximo das pessoas.
O Presidente da República também afirma que Portugal quer receber de volta os portugueses. Seguro terminou o discurso com uma promessa, a de tornar Portugal não só um grande país para viver, mas também para trabalhar.
É um país que quer receber de volta os seus, os que emigraram e os que nasceram fora, mas que sentem Portugal como uma parte de si. Portugal é um extraordinário país para viver e deve ser também um país extraordinário para se trabalhar. É um compromisso que assumimos perante vós. Precisamos de vós, não apenas como embaixadores de Portugal no mundo, mas como parte integrante do inconfundível ser português
Obrigado por continuarem a manter este vínculo a Portugal, de ser portugueses à vossa maneira, com a nossa história, um povo que nunca deixou de ser família.
Foram as declarações de António José Seguro nas comemorações do 10 de Junho no Luxemburgo, onde voltou também a elogiar as relações de amizade entre os dois países e a reforçar a importância da língua portuguesa nas comunidades nos estrangeiros. Ainda antes disto, António José Seguro e Luís Montenegro já tinham protagonizado um momento de sintonia. Afirmam que se completam um ao outro, como é suposto entre Belém e São Bento. Luís Montenegro foi abordado por um imigrante português com uma bandeira de Portugal e uma coleção de autógrafos de personalidades portuguesas. António José Seguro já tinha assinado na sexta-feira e este domingo foi a vez de Luís Montenegro. Este foi o momento em que ambos aproveitaram para sublinhar a sintonia e alinhamento entre Belém e São Bento.
Onde é o melhor sítio? Onde quiser. O Presidente escolheu o verde, que é a esperança. Então pronto, eu vou aqui para o lado do vermelho. Está a ver? Assim completamo-nos. É assim que tem de ser.
O primeiro-ministro e presidente da República, em sintonia nesta visita oficial ao Luxemburgo, defenderão também a intenção de alargar o ensino do português neste país. E fechamos esta edição com Paulo Raimundo, que considera que o governo está aflito e sabe que está derrotado no âmbito do pacote laboral. O secretário-geral do PCP diz que a greve de quarta-feira isolou o governo na defesa às alterações da lei laboral. Numa intervenção no encerramento da Assembleia da Organização Regional de Beja, o secretário-geral comunista defendeu que quanto mais ataca os sindicatos, mais gente se vai sindicalizar e quanto mais atacarem o partido, mais trabalhadores se vão militar no PCP. Raimundo acusou também o governo de fraude e de ter peito feito com os mais fracos, mas se estar vergado perante os mais fortes. O secretário-geral do PCP remata este discurso, esta intervenção, com apelo à presença de todos na Assembleia da República no dia 18 de junho, para pressionar e derrotar o pacote laboral no dia em que vai ser discutido e ainda para não permitir manobras ou outras golpadas institucionais. E é com esta notícia que fechamos este jornal, edição da meia-noite na Rádio Observador. A informação fica por aqui, mas está de regresso à antena já à meia-noite e meia, com mais uma síntese de notícias, já com edição do jornalista João Lourenço. É ele que vai ficar a cargo desta madrugada. Da minha parte é tudo. Tenham uma boa noite. Até lá, fique na companhia da Rádio Observador.