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Vamos às notícias. As notícias da meia-noite com edição de José Rafael Lopes. Arrancam amanhã os exames nacionais. São mais de 166 mil os alunos inscritos para a primeira fase. Este ano há mudanças não para os estudantes, mas sim para os professores.
Mudanças na forma como as provas são corrigidas. Este ano, pela primeira vez, a classificação dos exames é feita através de uma plataforma digital. O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, Filinto Lima, assegura que está tudo a postos nas escolas portuguesas para o início dos exames nacionais.
Sim, está tudo a postos para dar início à época de exames, embora a grande alteração seja a forma de corrigir estas provas. As provas de 12º ano e 11º ano vão ser corrigidas de forma digital. É a grande mudança. Já no ano passado isso aconteceu em sede de ensaio com a prova de Filosofia e ao que parece correu muito bem. E o Ministro da Educação quer estender essa forma de corrigir as provas a todas as disciplinas. Essa vai ser a grande mudança, que é uma grande responsabilidade, neste caso concreto, para o Ministério da Educação, porque é algo que sai da alçada das escolas, dos diretores, e que passa claramente para a alçada do Ministério da Educação, embora nós pensemos que o caminho é mesmo esse. O caminho é o digital, o caminho é a correção dessas provas por este formato.
O novo modelo de correção obriga a digitalização de grande parte das provas. Há apenas dois exames que têm exceção: é o caso de Geometria Descritiva e também Desenho A. A digitalização vai ser feita nas instalações da empresa nacional Casa da Moeda, em Mem Martins, numa operação que envolve mais de cinco mil elementos da PSP e da GNR, que vão garantir o transporte e a segurança do processo. Filinto Lima sublinha que se trata de uma operação complexa. Ainda assim, aplaude a coragem do Ministro da Educação, Fernando Alexandre, em avançar com este novo formato digital.
De facto, é um processo muito complexo. Ao contrário do processo do ano passado, que abarcou cerca de 20 mil provas de Filosofia, este ano serão digitalizadas 300 mil provas, ou seja, milhões de folhas. É uma mudança enorme, é uma mudança de paradigma também e que traz os seus riscos e, portanto, há aqui uma grande responsabilidade. Houve aqui uma grande coragem política da parte deste ministro da Educação em dar este passo gigante. Temos que aguardar para perceber, no final destes 10 dias de prova, vão ser cerca de duas semanas de provas, se o caminho a seguir de futuro será este.
Palavras de Filinto Lima, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas. Declarações na Rádio Observador. Filinto Lima admite, ainda assim, que a comunicação do Ministério da Educação com as escolas não foi a melhor e que pecou por ser tardia. Os exames nacionais arrancam amanhã com a prova de Português, obrigatória para todos os alunos do ensino secundário.
O PSD vai evitar o confronto direto com o presidente da República após o veto à lei das bandeiras ideológicas em edifícios públicos.
Os sociais-democratas pretendem encontrar soluções alternativas para responder às dúvidas levantadas por António José Seguro. A informação foi avançada ao Observador por fonte parlamentar do PSD. Quanto ao CDS, já demonstrou abertura para alterar o decreto original, mas o líder parlamentar do partido, Paulo Núncio, assegura que o CDS recusa abdicar do princípio do diploma. Assim sendo, o CDS vai confirmar as regras de utilização das bandeiras, mas aceita mudar questões de natureza jurídica que foram levantadas pelo presidente da República.
E agora, na atualidade internacional, o Hamas diz estar satisfeito com o memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irão.
É o que garante o movimento extremista em comunicado. Espera que o entendimento ajude a pôr fim aos ataques israelitas contra a Faixa de Gaza. O Hamas acrescenta que a segurança e a estabilidade na região não vão ser alcançadas enquanto Israel continuar a guerra de genocídio, fome e deslocação forçada do povo palestiniano. O Hamas sublinha ainda que é necessário abordar o que descreveu como as verdadeiras raízes do conflito. O acordo para o fim das hostilidades entre Estados Unidos da América e Irão deve ser assinado na sexta-feira, na Suíça. Segundo a versão iraniana, os Estados Unidos vão libertar 12 bilhões de dólares bloqueados em bancos estrangeiros e vão permitir ao país vender o petróleo sem limitações. Do lado de Washington, um alto funcionário do governo norte-americano revela que o texto do acordo do memorando de entendimento deve ser conhecido nos próximos dias.
E na análise, o antigo professor catedrático de História na Academia Militar, António José Telo, fala num entendimento frágil.
Ainda assim, António José Telo sublinha que é positivo que este memorando de entendimento tenha sido alcançado entre Estados Unidos e Irão. No Gabinete de Guerra, o antigo professor catedrático de História na Academia Militar fala num memorando que pode ser visto como uma vitória para ambos os lados, apesar das fragilidades apontadas por António José Telo no Gabinete de Guerra.
É um memorando que tem muitas fragilidades, mas o facto de ele entrar em vigor, em si, representa uma importante vitória para os Estados Unidos e uma importante vitória para os moderados do Irão, porque o Irão está extremamente dividido. Há muitas fações lá dentro, há muitas capelas, mas há uma divisão, no essencial, entre moderados e fundamentalistas.
A análise de António José Telo no Gabinete de Guerra a dar conta da fragilidade do memorando de entendimento entre Irão e Estados Unidos.
E um bombardeiro B-52 da Força Aérea dos Estados Unidos despenhou-se ao final da tarde desta segunda-feira na Califórnia.
A aeronave caiu durante um exercício de rotina, pouco depois de levantar voo da Base Aérea de Edwards. Até o momento, não há indicações de eventuais feridos ou vítimas mortais. No interior do bombardeiro seguiam cinco tripulantes. As causas do acidente são, para já, desconhecidas. As autoridades militares dos Estados Unidos estão a investigar o caso. A base aérea de onde descolou a aeronave foi encerrada.
E agora vamos ao Campeonato do Mundo. Arábia Saudita e Uruguai jogam a esta hora em Miami.
Com vantagem para a equipe saudita, que marcou na sequência de um canto. João Lourenço, neste momento o encontro está no intervalo, mas há destaque para esse gol saudita.
Há destaque mesmo para essa primeira tentativa, neste caso, de remate por parte de Mohamed Kano, à defesa de Fernando Muslera e na recarga Abdulai Al-Hami, ao minuto 40, consegue abrir este marcador da partida do grupo H. E terminando assim o encontro, a Arábia Saudita assume a liderança deste grupo, visto que tanto Espanha quanto Cabo Verde dividiram pontos. Dar destaque ainda que depois desse gol, o Uruguai tentou apertar no que toca à reação, através de algumas iniciativas de ataque, como Mathias Viña, uma grande defesa do guarda-redes da Arábia Saudita, na sequência também de um pontapé de canto. Também dar destaque para Darwin Núñez, o antigo avançado do Benfica, que fez um remate à baliza. No entanto, a defensiva da Arábia conseguiu prontamente retirar esse perigo da baliza. Os jogadores estão agora a regressar ao relvado para o segundo tempo. Vamos continuar a acompanhar esta partida de Arábia 1, Uruguai 0.
João Lourenço, com as atualizações do jogo entre Uruguai e Arábia Saudita. Neste momento, a equipe saudita vai vencendo. Perto do final da partida, há, como tem acontecido em todos os jogos deste Campeonato do Mundo, minuto 90, o relato dos instantes finais de todos os encontros. Dizer também que às duas da manhã há mais um jogo do Campeonato do Mundo. Às duas da manhã jogam Irã e Nova Zelândia. Antes, houve dois empates, com destaque para o jogo de Cabo Verde. A seleção dos Tubarões Azuis fez história na estreia em fases finais do Campeonato do Mundo. Impuseram um empate sem gols à seleção espanhola. É o primeiro ponto de sempre de Cabo Verde no Mundial. Já no jogo entre Bélgica e Egito, houve empate a um gol. Marcou primeiro o Egito com Aman Ashur a assinar o remate certeiro e empatou a Bélgica num autogolo, infelicidade de Mohamed Ani.
E agora é 00h09. Que outras notícias marcam esta hora?
Benjamin Netanyahu anunciou que vai recandidatar-se às próximas eleições legislativas em Israel. Assegura que tem toda a intenção de ganhar e manter o país naquilo que Benjamin Netanyahu considera ser o caminho certo. O anúncio foi feito na primeira conferência de imprensa, após o anúncio do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã. O líder israelita procura um quarto mandato enquanto primeiro-ministro. Donald Trump diz que não precisa de muita ajuda internacional para reabrir o Estreito de Ormuz, após a conclusão de um acordo com o Irã. São declarações feitas na Cimeira do G7, dirigidas ao presidente francês Emmanuel Macron. Ainda assim, Donald Trump não fecha a porta à ajuda europeia, como a que foi prometida por Emmanuel Macron. E o Sindicato STOP convocou uma greve nacional da educação para quinta-feira, dia em que se vai discutir no Parlamento a reforma laboral. O Sindicato de Todos os Profissionais da Educação considera o novo pacote laboral um retrocesso grave. A greve não abrange as reuniões de avaliação final dos alunos, nem o exame nacional de Biologia e Geologia.
E é o ponto final no Jornal da Meia-Noite, edição do jornalista José Rafael Lopes, que juntamente comigo, estamos de saída. Um para cada lado. As notícias regressam à 00h30, já com Miguel.
Miguel Pina Andrade.
Exatamente. Até já.