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Do continente. Jornal da meia-noite com António José Soares. António, goleada portuguesa no Campeonato do Mundo. A Seleção Nacional bateu o Uzbequistão por 5x0.
É a primeira vitória da equipe das Quinas na prova, depois do empate inicial frente ao Congo. A Seleção Nacional lidera para já o grupo K do Campeonato do Mundo. Para esta vitória valeram dois gols do Ronaldo, um de Nuno Mendes, outro de Rafael Leão e ainda um autogolo. No final da partida, na conferência de imprensa, o selecionador Roberto Martínez considera que a principal diferença deste jogo para o do Congo foi a parte mental. Já quando questionado sobre as críticas feitas durante a semana, Roberto Martínez considera que a Seleção Nacional ficou mais madura.
Foram dias muito importantes ao nível psicológico. Acho que o grupo ficou muito responsável, fechou o barulho de fora e acho que isso fez com que o balneário se tornasse mais forte, mais unido, para poder controlar as emoções, porque o aspecto tático desta equipe, falei ontem, é uma equipe que tem uma flexibilidade tática, que todos falamos disso, a qualidade individual, todos os aspectos positivos para poder ter um desempenho como hoje. Mas hoje também marcar o segundo gol ajuda.
A reação do selecionador nacional, Roberto Martínez, depois da vitória por 5x0 sobre o Uzbequistão na segunda jornada do Mundial.
O presidente da República saudou a seleção portuguesa pela vitória por 5x0 contra o Uzbequistão.
António José Seguro fez uma pausa na sua participação nos festejos do São João, no Porto, para assistir na Casa do Roseiral, na companhia do presidente da Câmara da Invicta, Pedro Duarte, ao jogo da equipe das Quinas. O chefe de Estado vai estar nas bancadas do estádio Hard Rock em Miami, na Flórida, para assistir à última partida de Portugal na fase de grupos diante da Colômbia, na madrugada do próximo domingo, quando for meia-noite e meia, hora de Lisboa.
Ainda no Campeonato do Mundo, a Inglaterra empatou esta noite com Gana.
Uma partida do grupo L, que terminou sem gols. A esta hora já arrancou o Panamá x Croácia, também do grupo L. O jornalista Martim Madeira dá-nos aqui conta de como é que vai decorrer esta partida. Martim, já temos os 11, claro, e quem é que está a jogar?
Vamos então começar por aí mesmo, pelos 11 do lado do Panamá. Estão num 5-4-1, a formação que o Panamá já tinha utilizado nos últimos jogos. Está Mosquera na baliza, depois no lado direito da defesa está Murillo, do lado esquerdo está Blackman e os três centrais são Andrade, Córdoba e Ramos. Depois, no meio-campo, quatro. Do lado direito está Martínez, do lado esquerdo está Rodríguez e depois o duplo pivô é Barcenas e Harvey. Já na frente está o ponta de lança número 17, Fajardo. Já do lado da Croácia, a equipe de Zlatko Dalić está num 4-2-3-1 com Livaković na baliza. Depois, no lado direito da defesa está Stanišić e no lado esquerdo está o defesa do Manchester City, Joško Gvardiol, e os dois centrais são Sutalo e Pongračić. Depois, no meio-campo, ainda há a presença de Mateo Kovačić e do capitão, número 10, bolador Luka Modrić e na frente, na posição de médio centroofensivo, está o jovem Mark Baturina. Depois, do lado direito do ataque, temos Pašalić, do lado esquerdo, o já experiente Ivan Perišić e na frente, um ex do Benfica, Petar Musa, que agora joga nos Estados Unidos. Na primeira jornada jogou em casa, jogou em Dallas, agora está a jogar em Toronto, no Canadá, onde decorre este Panamá x Croácia. Isto também é um jogo que vai ditar muito destas contas do grupo L, porque, como dizias, António, a Inglaterra e Gana jogaram, tiveram um empate, ficaram com exatamente os mesmos pontos. Portanto, a Inglaterra está em primeiro, com quatro pontos. O Gana também está em segundo lugar com quatro pontos. Já o Panamá e a Croácia têm zero pontos os dois, mas é importante perceber quem vence esta partida, porque se, por exemplo, a Croácia vencer este jogo ou o Panamá vencer este jogo, podem ir para os melhores terceiros e também, por exemplo, a Croácia e o Panamá, um pouquinho mais difícil o Panamá ganhar a Inglaterra, confesso, mas a Croácia, por exemplo, vai ter um jogo contra o Gana, e tendo em conta que a equipe europeia é muito forte e a equipe do Gana também é muito forte, um jogo que vai ser equilibrado. Por exemplo, se a Croácia ganha este jogo, fica com três pontos e se ganhar o Gana, pode passar para o segundo lugar. Neste preciso momento, vamos nos cinco minutos de jogo. A bola está com a Croácia, mas ainda tudo no nulo. Panamá zero, Croácia também zero.
O jornalista Martim Madeira, que vai estar aqui ao longo da madrugada a acompanhar as partidas do Mundial. Mais logo, às 3:00 da manhã, joga-se o Colômbia x Congo do grupo de Portugal.
Noutros temas, três bombeiros ficaram feridos no combate ao incêndio que lavra na freguesia do Ameixial, em Loulé.
Segundo o comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, tratam-se de feridos ligeiros. Os três bombeiros foram assistidos no hospital devido a pequenos traumas físicos. Apesar da rapidez com que o fogo tem estado a deflagrar, Abel Gomes fala numa janela de oportunidades para o combate nas próximas horas.
As próximas horas vão ser muito importantes, porque temos aqui uma janela de oportunidade durante a noite com os fenômenos meteorológicos, quer o vento, que vai diminuir a intensidade, quer a umidade relativa, que vai aumentar e que vão criar aqui potências para podermos dominar este incêndio durante a noite.
Declarações do segundo comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, Abel Gomes, em registro captado pela RTP Notícias.
O Livre quer ser a força política mais bem preparada para governar o país.
O porta-voz Rui Tavares discursou no encerramento das jornadas parlamentares do partido na Casa do Parlamento, em Lisboa, e nesse discurso estabeleceu um novo objetivo para o Livre.
O papel do Livre, neste momento, na interação com o país, é o de se tornar o partido mais bem preparado para governar o país. Isso significa que os deputados, os assessores, os membros e apoiantes do partido, acima de tudo, não é terem as melhores respostas para tudo, não é serem sabichões e terem a resposta certa para tudo. É saberem fazer as melhores perguntas e depois ouvi-las com uma escuta ativa e, portanto, aprender com as pessoas com quem falamos.
O discurso do porta-voz do Livre foi ainda marcado por um outro tema: a regionalização. Rui Tavares diz que está mais do que na altura de voltar a trazer o tema para cima da mesa.
A greve geral de dia 3 de junho teve um impacto significativo na atividade assistencial do Serviço Nacional de Saúde. Cerca de 30 mil consultas e cirurgias foram adiadas.
O mesmo aconteceu com mais de 20 mil exames e análises. São dados enviados ao Observador pela direção executiva do SNS. Ficaram por realizar 66% das cirurgias programadas e 34% das consultas previstas para esse dia. No âmbito dos meios complementares de diagnóstico e terapêutica, que inclui exames e análises clínicas, ficaram por realizar 50% dos atos previstos para o dia da greve geral.
António, vamos ainda a outras notícias que estão a marcar a atualidade.
Omã anunciou um corredor marítimo temporário para a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz. A informação é avançada pela Al Jazeera, que cita a agência de notícias estatal do país. Os barcos que pretendam utilizar o corredor devem coordenar a passagem com a Organização Marítima Internacional e seguir as indicações dadas pela OMI e pelas autoridades do país. E em noite de São João, o Porto está hoje em festa e o Observador está presente. O jornalista Miguel Pinheiro Correia está nas ruas da Invicta, junta-se agora a nós em direto. Boa noite, Miguel. Como é que se brinca ao São João esta noite aí pelo Porto?
A noite de São João é sinônimo de balões, é sinônimo de martelos e também é sinônimo de alho-porro, aqui um parente pobre da tradição portuense, a tradição do São João, que vai sendo cada vez mais esquecida. Mas há uns guardiões desta tradição. Eu tenho comigo o senhor Manuel. Senhor Manuel, que todos os anos, há 30 anos, vem de Barcelos exatamente para este sítio, aqui na Avenida dos Aliados, vender alho-porro, não é assim?
Alho-porro. Sim, senhor. Há 30 anos, mostrar a tradição do alho.
E o que é o alho-porro?
O alho-porro é uma planta que tem aí o quê? Um metro, metro e meio de altura. Em cima parece uma flor e quando estão mais querudos, as pessoas gostam mais, querem aquele alho. E depois embaixo é um alho, uma cabeça de alho como a outro parecido.
E aqui na festa de São João, por que se usa este alho-porro?
Aqui na festa é mais para dar a cheirar às pessoas. Dizem que cheira mal.
Não tem um cheiro muito agradável.
Não tem um cheiro, mas de facto a casa de banho deve cheirar pior.
Mas aqui, lá está, faz parte da tradição, mas vê-se cada vez menos.
Cada vez menos. Mesmo hoje, por haver futebol.
Não aumentou a venda.
Possivelmente trouxe 60 e ainda vou levar algum para casa. Mas volto a plantar para o ano.
E para o ano cá estará outra vez no mesmo sítio, como todos os anos.
Se não estiver doente, senão tenho que cá voltar.
Manuel da Silva, aqui um dos guardiões desta tradição, a tradição do alho-porro, que ouvimos e vemos os martelos, ouvimos os apitos dos martelos e vemos todas as pessoas com martelos na mão, também alguns balões. Alhos-porros vão se vendo cada vez menos, apesar da tentativa feroz e persistente aqui do senhor Manuel.
Obrigado, Miguel, e boa continuação de noite de São João aí pelo Porto.
E é assim que fechamos este jornal da meia-noite.