Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Jornal das 10 com a edição do jornalista André Maia. André, dia de eleições europeias. Os cabeças de lista já começaram a votar e deixam apelos ao voto.
Como, por exemplo, Marta Temido, que votou no Liceu Camões, em Lisboa. Em declarações aos jornalistas na capital, depois de exercer o direito de voto, a cabeça de lista do Partido Socialista para estas europeias deixou um apelo ao voto, declarações acompanhadas pela jornalista Nadine Soares. Nadine, Marta Temido fala das eleições mais importantes de sempre a nível europeu.
Sim, André, Marta Temido já votou e aproveitou para apelar mais uma vez ao voto para combater a abstenção. Dados diziam que as eleições europeias de 2019 apontam para uma abstenção de quase 70%. E por isso, neste momento em que já exerceu seu direito de voto, a cabeça de lista aproveitou para reforçar aos jornalistas a importância destas eleições europeias.
O que é esperado é que hoje seja um domingo de ampla participação, que todos e todas tenham a percepção de que esta é provavelmente uma das eleições europeias mais importantes das nossas vidas e que saiam de casa e se dirijam a uma qualquer mesa de voto. É importante continuar a insistir. Podem votar em qualquer mesa de voto hoje, bastando levar o seu cartão de cidadão e possam votar. Isso é o mais importante nas próximas horas. Depois, à noite, logo se verá.
Marta Temido, que chegou tranquilamente e sorridente, já exerceu o direito de voto, onde cumprimentou todas as pessoas que estão hoje a trabalhar nestas mesas de voto. Deixou elogios, como ouvimos, a este método de mobilidade, que permitiu qualquer pessoa que vote em qualquer mesa no país e também no estrangeiro. Marta Temido já saiu deste pavilhão há poucos minutos. Diz que vai descansar, aproveitar para ler, enquanto espera os resultados que vão ser conhecidos mais logo à noite. Para já, diz que se sente realizada. O sentimento é de missão cumprida. Basta aguardar pelo grande vencedor destas europeias, em que o país vai escolher 21 eurodeputados.
A jornalista Nadine Soares, a partir do Liceu Camões, em Lisboa, onde esteve a acompanhar o voto de Marta Temido, a cabeça de lista do Partido Socialista, que votou há sensivelmente 10 minutos.
Já João Cotrim de Figueiredo diz que não utilizaria as palavras do presidente da República no apelo ao voto para as eleições europeias.
Ainda assim, o cabeça de lista da Iniciativa Liberal concorda com o teor da mensagem de Marcelo Rebelo de Sousa. O chefe de Estado português apelou ontem ao voto dos portugueses e diz que não votar é meter a cabeça na areia. Após exercer o direito de voto em Lisboa, Cotrim Figueiredo diz que os direitos morrem se não forem exercidos.
Não usaria essas palavras, mas não votar é deixar a decisão sobre os destinos, neste caso da política europeia, nas mãos de outros. Se nós temos opiniões, devemos expressá-las, de facto, na urna. É o direito democrático mais básico, mas também esse, se não for exercido, acaba por esmorecer e é isso que não queremos. Todos os direitos devem estar atribuídos e devem ser exercidos, senão morrem.
O cabeça de lista da Iniciativa Liberal foi também questionado sobre se já comprou bilhete para Bruxelas. Cotrim de Figueiredo responde que sim.
Por acaso, já, porque tenho que lá estar na terça-feira de manhã.
Mas como candidato, ainda não.
Sim, se não for eleito, não me deixam entrar na reunião que tenho na terça-feira de manhã.
As declarações do cabeça de lista da Iniciativa Liberal para as eleições europeias, aqui em resposta à Rádio Observador esta manhã em Lisboa, no momento em que votou.
E João Oliveira espera menos abstenção nas eleições europeias.
O cabeça de lista da CDU já votou em Setúbal. O comunista recusa fazer previsões em relação aos resultados da coligação e aponta que estão reunidas as condições para uma maior adesão ao ato eleitoral.
A expectativa é que, sobretudo, os portugueses participem nestas eleições, que haja desta vez um sinal contrário àquele que tem existido em eleições para o Parlamento Europeu anteriores, com mais abstenção. Espero que desta vez a abstenção seja mais reduzida e veremos logo mais à noite o que é possível.
João Oliveira, candidato da CDU, em declarações captadas pela RTP3, a salientar que é mais fácil votar nestas eleições. Já o cabeça de lista da Aliança Democrática, Sebastião Bugalho, vota daqui a pouco, quando forem 10h15, na escola Agostinho da Silva, em Lisboa. Para lançarmos esta noite de eleições europeias, junta-se a nós agora em direto André Freire. É politólogo, investigador, também professor no ISCTE, a quem agradeço desde já a disponibilidade para estar conosco aqui em direto neste Jornal das 10. André Freire, bom dia, bem-vindo. Em 2019, tivemos as eleições com menor participação de sempre em Portugal. Estamos a falar de praticamente 70% de abstenção. Na sua opinião, temos condições para melhorar estes números este ano?
Bom dia e obrigado pelo convite. De facto, as eleições europeias são muito pouco participadas. Alguns desses fatores dever-se-ão a questões logísticas, operacionais, quer dizer, os fins de semana, as dificuldades em votar. E desse ponto de vista, estas eleições são eleições em que os responsáveis políticos e das instituições que gerem o processo eleitoral realmente tornaram a vida das pessoas muito mais fácil, com o voto antecipado em qualquer local do território e agora os cadernos digitais e podermos votar também em qualquer local do território. Portanto, como disse, esse tipo de expedientes, digamos assim, de facilidades logísticas, facilita bastante o voto, passa a redundância, e portanto permitirá reduzir aquela aquele déficit de participação que resulta das dificuldades de votar. Agora, as questões da abstenção nas eleições europeias não se resumem a problemas logísticos. Têm a ver com o próprio sistema institucional da União Europeia, não é só questão da distância, é a questão da relação entre os órgãos do poder político na União, nomeadamente o Executivo, que é a comissão, que não é eleita diretamente pelos cidadãos, nem há uma relação direta com o voto para o Parlamento Europeu, que é o órgão eleito, é aquele que vamos eleger. Em toda a Europa, hoje, é o Parlamento Europeu, mas daí não decorre a formação do Executivo e isso é algo que desestimula as pessoas. Outros problemas também têm a ver com as campanhas, que muitas vezes se centram em temas nacionais, debatem menos as questões europeias e isso pode ser também um óbice à participação das pessoas. Há vários fatores.
Precisamente sobre essa questão, André Frer, que mencionava a questão de fugir um bocadinho ao tema, nas eleições legislativas, por exemplo, uma das maiores críticas em relação àquilo que foi a campanha, àquilo que foi também os debates, foi a questão de se fugir muito ao essencial. Aqui nas eleições europeias, nesta campanha e nestes debates, considera que a Europa e os assuntos europeus estiveram realmente no centro do debate?
Houve alguns debates em que, de facto, esses temas estiveram no centro do debate.
Nos debates e na campanha também.
Das migrações, nos debates e nas campanhas. Mas em muitos casos, houve uma nacionalização da campanha, o que não é um fenômeno novo, e que leva a que as eleições europeias sejam utilizadas como um veículo para mandar mensagens sobre a governação nacional. Isso não é novo, e não esteve completamente ausente. Agora, também se debateram temas europeus. Também se assistiu à tentativa de trazer temas que saem um pouco fora do âmbito das competências da União Europeia, como sejam a habitação e outros temas, e que no fundo são uma espécie de tentativa de nacionalização das políticas europeias, mas que a não ser que haja uma grande mudança na União Europeia, e isso é difícil que um pequeno país consiga fazer isso, a questão da habitação. São, no fundo, promessas e propostas que têm, na melhor das hipóteses, uma probabilidade de serem levadas à prática, de serem efetivadas, bastante reduzida.
André Frer, uma das questões também que os vários candidatos têm respondido até agora no momento da votação em que votam, é se este modelo de europeias, ou seja, de voto em mobilidade, se pode ser transposto ou se pode ser um bom teste para uma possível introdução nas eleições legislativas, presidenciais. São eleições e modos de votação muito diferentes. Isso algum dia poderá acontecer ou é justo que aconteça?
Eu acho que, de facto, as eleições para o Parlamento Europeu, aliás, tal como também existe no caso das presidenciais, e portanto, nesse aspecto, o modelo pode ser aplicado mais facilmente às presidenciais. Trata-se de eleições num círculo único, e isso facilita o voto antecipado em mobilidade, isso é possível fazer nas outras eleições também. Acho que esse mecanismo devia ser mais explorado, mas votar com base nos cadernos digitais no dia da eleição, em qualquer sítio do território, é complicado, porque as pessoas estão inscritas num determinado círculo eleitoral e é círculo a círculo que os resultados dos votos e depois a transformação dos votos em mandatos é feita. Portanto, é um pouco mais difícil aplicar este modelo em eleições baseadas em círculos territoriais, como é o caso das legislativas ou das autárquicas, e é mais fácil, portanto, em eleições de círculo único, como sejam as europeias ou as presidenciais. Mas acho que há aqui um conjunto de procedimentos de facilitação do ato de votar que era desejável que fossem prosseguidos no futuro.
André Frer, para fechar a nossa conversa, gostava de lhe perguntar sobre as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa no dia de ontem e também tem sido um tema frequente nas perguntas que são feitas aos candidatos no momento da votação. Ontem tivemos Marcelo Rebelo de Sousa a fazer novamente o apelo ao voto. Como politólogo, como é que vê também esta, entre aspas, tradição do Presidente da República de falar diretamente para os portugueses nas vésperas de eleições, furando até, de certa forma, o dia de reflexão?
Eu, sinceramente, acho bem e não creio que ele fure o dia de reflexão, porque o dia de reflexão é no sentido de não fazer apelos num ou noutro sentido para que as pessoas votem neste sentido, neste partido, naquele partido. Isso não existe da parte do senhor presidente. O apelo ao voto, que aliás todos os candidatos têm feito quando são entrevistados pelos jornalistas para ir votar, acho que é uma coisa positiva, depois o senhor presidente tem o seu estilo e usa as suas figuras de estilo, às vezes um pouco hiperbolizadas. Mas isso também é o estilo dele, não creio que ele violasse o dia de reflexão e o direito do
O dever de recorro nestes dias, porque ele no fundo o que faz é um apelo para que as pessoas vão votar e isso é um apelo que pode ser feito e não viola o dia de reflexão.
André Ferreira, muito obrigado. Agradeço a disponibilidade para estar conosco aqui no Jornal das 10 da Rádio Observador, neste dia de eleições europeias. Temos estado não só a ouvir a análise, mas também a ouvir os vários candidatos no momento da votação e já ouvimos vários deles, desde Marta Temido, a João Cotrim Figueiredo, também João Oliveira. Enquanto falávamos, votou também Pedro Fidalgo Marques, é o candidato às eleições europeias pelo PAN, pelo partido Animais, Pessoas, Natureza. Vamos ouvir à boleia do som que nos chega a partir da CNN Portugal, Pedro Fidalgo Marques, que votou na Escola Básica Conde Ferreira. Vamos ouvir as declarações do candidato do PAN.
Em qualquer parte do país que estejam, vão votar. Foi extremamente rápido e vai ser super importante para os próximos cinco anos, que é o futuro da Europa que está em jogo e por isso é o futuro de Portugal também que estamos a discutir.
Agora em direto para a CNN, perguntava-lhe mais uma vez as expectativas que tem para este dia. Já disse aqui que é muito importante que as pessoas venham hoje novamente votar.
Não, hoje as pessoas têm que se mobilizar para vir votar. O que se está a decidir hoje é o futuro do país e o futuro da Europa. Mais de 80% das nossas leis cá em Portugal começam a ser decididas na União Europeia e é isso que as pessoas têm que perceber. Podem votar em qualquer parte do país, como eu estava a dizer há bocado, está comigo Mónica Freitas, a deputada regional do PAN na Madeira, que votou aqui em Oeiras, por isso em qualquer parte do país que estejam, em Faro, no Gerês, em Oeiras, vão votar, todos os votos têm o mesmo peso, por isso é muito importante que se mobilizem e que vão votar hoje no dia de hoje.
Como é que vai passar o resto do dia?
Agora vou almoçar com família e com amigos, depois relaxar um bocadinho à tarde, para depois à noite estar preparado para a noite eleitoral.
E já agora, qual é o balanço que faz da campanha do PAN?
Dentro dos limites que eu tenho, do que posso dizer hoje, mas realmente nós temos uma campanha que ficamos bastante satisfeitos, em que conseguimos contactar o país. Saímos com um balanço bastante positivo e por isso hoje o importante é que as pessoas saiam de casa, se estiverem bom tempo, saiam da praia, vão votar, votem em qualquer ponto do país, o seu voto vai contar, todos os votos contam o mesmo, para depois logo à noite podermos estar então, neste momento, já a avaliar os resultados.
O que é que seria considerado uma vitória do PAN neste dia?
As declarações de Pedro Fidalgo Marques aqui no som que nos chega à boleia da CNN Portugal. Pedro Fidalgo Marques que votou há cerca de 10 minutos, uma votação que aconteceu depois de João Oliveira, também João Cotrim Figueiredo e Marta Temido terem votado. Sebastião Bugalho vota a esta altura. Já vamos ouvir o candidato da Aliança Democrática às eleições europeias. Sebastião Bugalho que acabou de votar agora mesmo.
André, para hoje havia também um motivo para preocupação vindo da Associação Nacional de Municípios Portugueses.
A presidente Luísa Salgueiro alertou para a possibilidade de haver um crash informático no dia das eleições. É sobre esse risco que falamos agora. Em causa uma simulação feita no último fim de semana com dificuldades de ligação à rede onde houve locais onde não foi possível estabelecer o contacto. Ora junta-se a nós Luísa Salgueiro em direto precisamente para nos contar se está tudo a funcionar bem até agora. Bem-vinda, Luísa Salgueiro, agradeço a disponibilidade para se juntar a nós. É mesmo isso que pergunto neste momento, se até agora têm detetado alguma dessas falhas de rede que havia algum risco de acontecerem.
Bom dia. Neste momento, das informações todas de que dispomos, não existem problemas ou situações pontuais de alguma dificuldade no momento da ligação, que foram rapidamente ultrapassadas. Portanto, das informações que temos, o processo eleitoral está a decorrer sem constrangimentos.
Até agora, daquilo que conseguiu falar com os vários municípios, chegou-lhe a algum motivo de preocupação? Não de falhas de rede, mas de algum motivo de alerta?
Não, está tudo a funcionar dentro da normalidade. Junto dos meus colegas, tenho estado a apurar qual o ponto de situação e não há relatos de problemas. Houve inicialmente um ou outro problema pontual, mas foi ultrapassado e, portanto, do que chega, não temos problemas a assinalar.
O Ministério da Administração Interna mostrou algum tipo de preocupação também junto de vós?
Esteve sempre muito presente tentar ultrapassar todos os problemas que foram detetados ao nível dos técnicos de apoio informático, das ligações, da distribuição de equipamento. Foi muito solícito e disponível e até ao dia de ontem houve sempre muitas comunicações. Portanto, tudo está a decorrer dentro da normalidade.
Luísa Salgueiro, agradeço a disponibilidade para se juntar a nós aqui na Rádio Observador.
Obrigada, bom dia.
Neste Jornal das 10, tudo a funcionar na normalidade. E agora vamos até ao local onde está a votar Sebastião Bugalho. Ele é o candidato da lista da Aliança Democrática às Europeias. Vamos ouvir com o repórter Miguel Gato, que já está em direto. Miguel, já está a falar Sebastião Bugalho.
Sebastião Bugalho fala nesta altura, vamos ouvir.
Permita cada português votar em cada ponto do país. Eu tenho uma ligação antiga a esta comunidade, como puderam reparar, e nesse sentido escolhi estar aqui hoje, escolhi esta escola para estar aqui hoje, para votar aqui hoje, ao lado de uma comunidade que me é próxima, por quem tenho um carinho muito especial. E nesse sentido, o que eu espero é que os portugueses expressem a sua votação. Os portugueses são um povo democrata, os portugueses são um povo europeu, são um povo pacífico e hoje é o dia justamente onde vamos conseguir mostrar isso.
O que é que vai fazer ao longo do dia de hoje, Sebastião Bugalho?
Agora tenho cerne para o pequeno-almoço. Bom dia a todos.
As declarações de Sebastião Bugalho, declarações curtas do cabeça de lista da AD às europeias, a dizer que um dos objetivos destas eleições é precisamente combater a abstenção, que foi muito alta nas últimas eleições europeias. Registaram-se 70% de abstenção no último ato eleitoral para o Parlamento Europeu. Ora Sebastião Bugalho demorou poucos minutos a votar, porque também não há muitas filas na Escola Básica Professor Agostinho da Silva, em Lisboa. Teve declarações muito breves aos jornalistas, expectativas altas para esta noite eleitoral. Foram as declarações de Sebastião Bugalho aos jornalistas depois de votar em Lisboa.
O jornalista Miguel Gato aqui em direto do local de votação de Sebastião Bugalho