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São 10 da manhã. As notícias das 10 com Carla Jorge Carvalho. Israel anuncia que matou o líder militar do Hamas. Falamos de Mohammed Deif, era o número dois do grupo palestiniano. Em comunicado, as Forças de Defesa Israelitas afirmam que a morte aconteceu na sequência de um ataque a 13 de julho, na área de Khan Yunis, na Faixa de Gaza. Este anúncio surge depois de ontem o líder do Hamas, Ismail Haniyeh, ter sido também morto no Irão. O Hamas ainda não reagiu oficialmente a esta informação. Entretanto, a esta hora decorre precisamente o funeral de Haniyeh em Teerão. As cerimônias fúnebres estão a juntar milhares de pessoas. O líder supremo do Irão e representantes de grupos palestinianos já rezaram sobre o caixão. Ontem, o Aiatola ordenou uma retaliação direta contra Israel, depois do Hamas confirmar a morte do líder político num ataque levado a cabo por Tel Aviv. E os Estados Unidos apelam a todas as partes no conflito do Médio Oriente para que travem a escalada de tensões. O secretário de Estado norte-americano alerta para a escalada do conflito, principalmente depois desta morte, apelando ao fim da escalada. Repete que é preciso um cessar-fogo. Foram declarações aos jornalistas feitas há pouco por Antony Blinken. E no dia em que entram em vigor as medidas do governo para ajudar os jovens a comprar casa, a ministra da Juventude reforça que, além de ajudar na procura de habitação, o governo está também focado em aumentar a oferta. A ministra Margarida Balseiro Lopes explica que além de melhorar as condições para os jovens na compra de casa, é importante aumentar a oferta para evitar grandes subidas nos preços do mercado da habitação.
Nós temos de acelerar, reforçar, daí que tenha havido a opção do governo agora no mês de julho, fazer um reforço de €400 milhões para que consigamos construir mais casas.
Mas isso não se vai refletir de imediato na disponibilidade da oferta.
Esta é uma medida que procura resolver um problema de liquidez, que é um jovem em início de vida, que muitas vezes não tem poupanças acumuladas, a menos que os pais ou os avós lhe emprestem dinheiro. E, portanto, é pra resolver este problema de liquidez, para que o Estado, naquilo que está à sua disposição, dá o exemplo e não vai cobrar este tipo de impostos. E, portanto, é um contributo. Se me pergunta se vai resolver o problema da habitação jovem, não vai. Se vai ajudar, vai.
Outra das medidas preparadas pelo governo para a habitação passa pela garantia do Estado no crédito. Margarida Balseiro Lopes refere que a ideia passa por apoiar os jovens que não têm poupanças acumuladas para comprar casa e garante que o governo está a ultimar a medida junto dos bancos.
Um jovem entra no mercado de trabalho, até tem um vencimento que lhe permita aceder a um crédito, mas depois não tem acumulados €40 mil, €50 mil pra dar o valor da entrada. E, portanto, aquilo que nós queremos desta forma, com a garantia, e nós estamos já em conversações bastante avançadas, tanto com o setor como com o regulador, para conseguirmos a publicação da portaria e a entrada em vigor da medida.
A ministra da Juventude, Margarida Balseiro Lopes, convidada do Explicador, no dia em que entram em vigor as medidas do governo destinadas aos jovens para o acesso à habitação. E nesta entrevista, a ministra foi ainda questionada sobre as declarações do ministro das Finanças, que não fechou a porta a novas eleições se o orçamento for chumbado. Margarida Balseiro Lopes reforça que o foco do governo é levar o programa até o fim. A ministra refere que o executivo pretende cumprir o programa que apresentou aos portugueses nas eleições, ainda que com margem para debater com os restantes partidos.
A nossa preocupação, naturalmente, é executar o programa do governo, porque foi dessa forma que nos apresentamos, em primeiro lugar, nas eleições e depois no Parlamento. E, portanto, é esse o programa que está a ser executado. Isso não significa que não possam existir ajustamentos em resultado destas conversas, do diálogo que temos de ter com os partidos da oposição. Como sabe, já foram feitas as primeiras reuniões com os vários grupos parlamentares, com os partidos, e o nosso objetivo é que possamos encontrar pontos de equilíbrio.
Margarida Balseiro Lopes, aqui na Rádio Observador. A ministra insiste ainda que o objetivo principal do governo passa por ver o orçamento do Estado aprovado e não governar em duodécimos. O antigo porta-voz do PS, Vitalino Canas, acredita que Marcelo Rebelo de Sousa fez bem ao recusar responder às perguntas da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o caso das gêmeas. O presidente fez saber ontem que não vai prestar esclarecimentos, pelo menos para já. Reserva, no entanto, o direito de esperar por todas as audições antes de decidir se vai ou não voltar ao assunto. Marcelo lembra que não responde politicamente perante qualquer órgão ou instituição pública, como o Parlamento. Vitalino Canas, que é também professor de Direito Constitucional, diz que o chefe de Estado não tinha outra opção.
O presidente da República não apenas fez bem, como fez a única coisa que podia fazer, porque no quadro do nosso sistema jurídico-constitucional, o presidente da República, de fato, não responde perante a Assembleia da República. A Assembleia da República fiscaliza a atividade do governo e da administração pública, mas a Assembleia da República não fiscaliza o governo, não tem competências. O presidente da República não tem competências para fiscalizar o presidente da República.
Mas do ponto de vista da ética política, não faria sentido que o presidente falasse e explicasse melhor este caso?
Eu acho que faz sentido o presidente da República falar, explicar aquilo que tiver pra explicar, no seu lugar próprio.
Vitalino Canas esteve aqui há instantes na comissão parlamentar de inquérito da Rádio Observador. Acredita que Marcelo tomou, na comissão de inquérito, esta não é parlamentar, esta é radiofónica. Obrigada, João, pelo olhar. Mas com esta ideia do antigo porta-voz do Partido Socialista, diz que Marcelo tomou a única decisão possível do ponto de vista jurídico. O presidente da Unidade Local de Saúde de Santa Maria, em Lisboa, afirma que o primeiro centro de atendimento clínico em Portugal é uma resposta inovadora e adianta que nesta fase inicial pode atender perto de uma centena de doentes por dia. O Centro de Atendimento Clínico de Sete Rios abriu esta manhã. O objetivo é aliviar as urgências dos hospitais. Destina-se aos doentes não urgentes, ou seja, pulseira azul ou verde, são triados apenas pelo Hospital de Santa Maria ou através da linha SNS 24. O presidente da Unidade Local de Saúde Santa Maria, Carlos Martins, espera, no entanto, que em breve o centro de atendimento seja capaz, ele próprio, de fazer a triagem dos doentes.
A nossa expectativa é termos entre 80 e 100 doentes por dia, nesta primeira fase, que irão ser encaminhados para este espaço. Nesta primeira fase, e esta primeira fase pode durar só 15 dias, nesta primeira fase de adaptação de todo o sistema de preferênciação e também de comunicação com os cidadãos, é preferenciação numa segunda fase, que esperamos que seja a partir de 15 de agosto, teremos triagem. Por isso é que temos uma equipa de dois enfermeiros e temos um espaço para triagem já preparado para abrir sensivelmente dentro de duas semanas.
As explicações de Carlos Martins esta manhã na Rádio Observador. Rejeita ainda que tenha existido dificuldades para fechar as equipas do novo centro de atendimento. A presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina de Urgência e Emergência alerta que a resposta deste serviço pode ser redundante. A médica internista Adelina Pereira questiona, por isso, a eficácia deste centro e insiste que o principal problema se mantém, que é a falta de recursos humanos.
Nós tivemos que criar centros novos, que são necessários, que devem ter X médicos, X enfermeiros, X auxiliares, que é exatamente aquilo que já está escrito e consignado relativamente àquilo que deve ser um serviço de urgência básico, e que têm médicos e enfermeiros, também já dispõem, eles próprios, de algumas hipóteses em termos de exames de auxiliar diagnóstico, desde a química C a um raio-X, e eu acho que aqui há uma redundância. E se o problema que nós temos identificado são os recursos humanos, eu pergunto de onde vêm estes profissionais agora?
Pergunta deixada pela presidenta da Sociedade Portuguesa de Medicina de Urgência e Emergência, no dia em que já abriu o primeiro centro de atendimento clínico em Sete Rios, em Lisboa. A ideia do governo é que um centro semelhante abra também no Porto, ainda não há data, e depois, de forma gradual, noutras cidades do país. E vamos aos Jogos Olímpicos. A judoca Patrícia Sampaio venceu a primeira ronda. Em apenas 20 segundos, na categoria menos 78 quilos. Está agora a defrontar a francesa Madeleine Malonga, sexta do ranking. Também no judo, Jorge Fonseca entra em ação ainda esta manhã, vai ser nos menos 100 quilos. Já Ana Capucinha e Vitória Oliveira continuam ainda nas últimas posições na prova dos 20 quilômetros marcha. E Luís Montenegro inaugura hoje a Feira de São Mateus, é a feira mais antiga da península Ibérica. O primeiro-ministro vai estar em Viseu, mais logo, às 21h30. A feira abre as portas, vai continuar até 8 de setembro e este ano assinala a edição número 632, o que faz desta a feira mais antiga da península Ibérica. São esperadas mais de 1 milhão de visitas e também algumas novidades, como o Mateus Fest, um festival de verão incluído na programação da feira. Pedro Alves, da organização, explica que o objetivo é ir ao encontro também dos jovens no interior do país.
Não há nenhuma competição com os festais de verão. Percebemos é que faltava um evento deste tipo no interior do país e, nesse sentido, achamos que fazia falta, temos capacidade para organizar um evento com esta dimensão e oferecer a quem está próximo, quem vive no interior, aos jovens do interior, não terem necessidade de se deslocar para os grandes centros a um custo maior, mas sim procurar oferecer aquilo que há em Lisboa ou no Porto e ter aqui também próximo uma experiência diferente e, sobretudo, a ir ao encontro daquilo que é a procura também dos jovens do interior do país.
O organizador da feira, Pedro Alves, presidente da Viseu Marca e também deputado do PSD. São agora 10h11, Carla, que outras notícias marcam esta manhã de quinta-feira. A Polícia de Segurança Pública deteve 75 carteiristas no primeiro semestre deste ano, identificou mais de 200 suspeitos do mesmo crime, é o que adianta em comunicado a Direção Nacional da PSP. Aponta também para um aumento de 57% de detenções em comparação com o mesmo período do ano passado. João Neves viaja esta manhã para Paris. De acordo com a imprensa desportiva, o jovem médio do Benfica vai assinar pelo Paris Saint-Germain. À partida para França, no aeroporto Faro, João Neves foi questionado pelos jornalistas e afirmou apenas que está sempre tranquilo. Patrícia Sampaio acaba de voltar a vencer no judo, acaba de eliminar a francesa Madeleine Malonga, na categoria de menos 78 quilos. O que isso significa? Que segue para os quartos de final. Vamos continuar a acompanhar aqui a prestação da judoca portuguesa Patrícia Sampaio, que está nos Jogos Olímpicos de Paris. E vamos continuar a falar de Jogos Olímpicos, porque há também um desporto alternativo. Campeonato do Mundo de Tiro com Ervilhas. É uma modalidade. Olha, é verde, faz em dobro a saúde, exercício e boa alimentação. E boa alimentação. E isto está aqui a decorrer numa pequena localidade no Reino Unido. E como é que se disparam as ervilhas? E por que ervilhas? Basicamente, os concorrentes têm uma zarabatana, põem as ervilhas secas, portanto, é um verde assim mais seco. Mais crocante. E atiram para um painel coberto com massa de vidro e que faz com que as ervilhas fiquem coladas. Cada atirador tem cinco tentativas. Agora, perguntas por que ervilhas, não sabemos. Porque sim. Faz parte da história. Faz parte da história. Já se pratica este desporto desde 1971. No Reino Unido, mas recebe mais atletas neste caso. Sim, Estados Unidos, França, Nova Zelândia, até a Espanha já está a atirar ervilhas. Só faltamos lá nós. Só faltamos lá nós. Erilhas é conosco.