Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
São 10 horas. As notícias com Carla Jorge Carvalho. O PSD acusa o Chega de se vitimizar na Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso das gémeas. Já o partido de André Ventura recusa ter apresentado um relatório com propósitos partidários.
Falamos do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso das gémeas luso-brasileiras, que vai ser apresentado e debatido esta tarde em plenário. O documento conclui que houve uma intervenção especial por parte da Casa Civil da Presidência, mas sem qualquer ilegalidade. Foram rejeitadas as conclusões do relatório preliminar, que foi elaborado pela deputada do Chega, Cristina Rodrigues. Foram aprovadas ontem as propostas de alteração do PSD/CDS, do PS e do PAN. Este foi também o tema do Explicador desta manhã, com o deputado social-democrata António Rodrigues a acusar o Chega de apresentar um relatório parcial e de não colaborar com os restantes partidos para apurar a verdade dos factos. O social-democrata diz mesmo que o partido de André Ventura só procurou a vitimização.
O Chega podia ter agarrado nas suas conclusões e recomendações e ter apresentado em alternativa, como fez o Partido Socialista em relação ao PSD ou como fez o partido PAN. O Chega agora não se pode vitimizar nem dizer que está fora do sistema. Só está fora do sistema porque se põe fora do sistema. Não quer colaborar com os outros partidos, como foi assinalado até pelo deputado João Almeida, que disse que em 10 comissões parlamentares de inquérito nunca tinha havido uma situação em que os partidos não tentassem dialogar. O Chega nunca fez isso, nunca ensaiou isso. Sempre esteve em busca de um relatório que fosse apenas seu e para ser chumbado, para tentar criar uma situação de vitimização, que é o que estão a tentar fazer.
Na resposta, a deputada do Chega, Cristina Rodrigues, rejeita as acusações de partidarização de que foi alvo o relatório que a própria escreveu. Cristina Rodrigues fala em desculpas para encobrir as responsabilidades do presidente da República e também do antigo secretário de Estado, António Lacerda Sales.
André Ventura apenas fez uma introdução ao tema. Quem apresentou efetivamente o relatório fui eu, até porque fui eu que escrevi. Efetivamente, isso é uma mera desculpa que estão a arranjar para tentar criar mais coisas, mais areia, mais desculpas para as pessoas se desfocarem daquilo que é o verdadeiro problema, que é o facto de termos dois titulares de cargos públicos que são associados a partidos políticos, como aliás tem sido normal nos últimos 50 anos.
Cristina Rodrigues, do Chega, e também António Rodrigues, do PSD, que estiveram esta manhã em debate no Explicador, falando do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso das gémeas, que vai ser apresentado e debatido esta tarde no Parlamento.
Paulo Cafôfo volta a acusar Miguel Albuquerque de abandonar o povo da Madeira durante os incêndios do último verão.
Vai mais longe até. Considera que este caso marcou mais os madeirenses do que as polémicas de Miguel Albuquerque na Justiça. Em entrevista à Rádio Observador, o candidato socialista à Presidência do Governo Regional da Madeira fala num líder enfraquecido e sem qualquer credibilidade para governar a região.
Esta imagem que todos temos de Miguel Albuquerque numa espreguiçadeira, no areal do Porto Santo, quando as pessoas estavam a fugir de suas casas, tinham fogo à sua porta, isto não é de um líder, porque um líder nunca abandona a sua população, nunca abandona as suas pessoas. E isto até julgo que ficou mais marcado nas pessoas do que o próprio processo judicial. E digo isto porque noto que afetou claramente a relação de confiança, porque é de confiança, porque quem é presidente está ali para estar na barreira da frente a defender as pessoas, não a ir para férias quando está a madeira a arder.
O candidato do PS está confiante na vitória e diz que sente no ar uma vontade de mudança, mas deixa também o aviso para os cenários pós-eleitorais. Diz que o PS não vai aceitar que o PSD substitua Miguel Albuquerque, caso não consiga apoios parlamentares de outra forma para governar. Está agora em direto neste jornal a Mariana Lima Cunha, que fez esta entrevista e que está na Madeira a acompanhar a campanha eleitoral. Mariana, bom dia. Mais uma vez, uma campanha muito marcada pelas previsões de cenários pós-eleitorais.
Bom dia, é verdade, é mesmo a maior incógnita. Nós ontem tínhamos a sondagem que dá uma possibilidade de o PSD chegar à maioria absoluta, mas que é um cenário que está muito longe de estar certo e, portanto, todos os partidos continuam a trabalhar sobre a ideia de terem de fazer acordos e terem de conversar com as outras partes no dia a seguir. E, portanto, Paulo Cafôfo, nesta entrevista, também deixa uma série de avisos, não só aos outros partidos da oposição, que ele espera que sejam responsáveis e que se unam, mas também ao representante da República, a Irineu Barreto, que da última vez indigitou Miguel Albuquerque, apesar de este não ter uma maioria assegurada e que acabou por ruir em dezembro com a moção de censura. E, portanto, diz agora à Observador que já avisou Irineu Barreto de que desta vez não só deve dar mais tempo para os partidos se organizarem antes de indigitar alguém, como também deve exigir acordos escritos aos partidos para que não volte a acontecer um recuo, neste caso, o Chega, que chegou a viabilizar o governo de Miguel Albuquerque e lhe tirou o tapete em dezembro. Portanto, Paulo Cafôfo aqui muito concentrado nos cenários pós-eleitorais, assegurando sempre que a primeira coisa que vai fazer, provavelmente logo na noite das eleições, é ligar ao partido que fique posicionado a seguir ao PS, assumindo que o PS fica em segundo lugar ou em primeiro lugar, e tentar acomodar propostas do resto da oposição. Ele já vem, aliás, preparando esse caminho quando diz que não vê nada que não seja acomodável nos planos do PS. E só referir também que há outro cenário que ele já acautela, que é um cenário que se coloca nos corredores de vários partidos, incluindo o PSD, que é o cenário de o PSD não conseguir maioria sozinho e os outros partidos só o apoiarem se Miguel Albuquerque estiver fora da fotografia. E Paulo Cafôfo já vai avisando que o PS nunca aceitará uma solução em que a pessoa que lidera o governo não tenha a legitimidade adquirida votos e, portanto, que não aceita uma substituição de Miguel Albuquerque já depois das eleições.
E assim todos estão a fazer contas àquilo que sairá das eleições de domingo. As eleições estão, de facto, cada vez mais perto. O que os partidos têm previsto para hoje?
Hoje já tivemos aqui um cancelamento, porque o tempo está muito incerto aqui na Madeira. Tínhamos uma ação de Miguel Albuquerque num monte, nos tradicionais carreiros, aqueles cestos em que se desce até ao Funchal. Era uma fotografia que os jornalistas estavam à espera que acontecesse, mas que acabou por ser cancelada. De resto, os partidos vão estar muito concentrados, como tem sido aqui hábito, em contactos com a população, não tanto em ações temáticas, como estamos habituados mais a nível nacional. E, portanto, vão andar, por exemplo, o PAN nesta manhã pelo Mercado dos Lavradores, o JPP na Sé, aqui mesmo no centro do Funchal, o PS também num contacto com a população e depois numa arruada. E o PCP vai contar aqui com Paulo Raimundo, que está na Madeira e vai continuar na Madeira esta quarta e esta quinta-feira. E há uma série de líderes nacionais que vão chegar à Madeira aqui nos últimos dias. O PCP é o primeiro. Devemos ter André Ventura também a partir de amanhã.
Ora, à medida que se aproxima a data das eleições, assim será. Mariana Lima Cunha, em direto da Madeira, já com este registo de que uma ação de campanha esta manhã foi cancelada por causa do mau tempo, uma ação de Miguel Albuquerque.
Sobre o mau tempo, a semana começou com chuva e assim vai continuar. A Depressão Martin vai agravar o estado do tempo nas próximas horas.
Chuva, vento, agitação marítima são as previsões para hoje e para amanhã. Seis distritos de Portugal continental estão sob aviso laranja, o resto do país com aviso amarelo. O chefe da divisão da previsão meteorológica e vigilância do IPMA, Nuno Lopes, explica melhor o que podemos esperar para as próximas horas.
Teremos também a precipitação que ainda não se faz sentir, porque ela vê-se através dos meios de observação que está sobre o mar, mas vem se aproximando lentamente e vai haver um agravamento do estado do tempo ao longo do dia. Portanto, ao longo das próximas horas, a tendência é que haja um agravamento e a partir do final da tarde haja uma tendência para alguma estabilização, mas com uma situação de tempo complexo, com precipitação forte e vento forte.
O meteorologista explica ainda que este tipo de situações, para esta altura do ano, já a entrar na primavera, não é comum.
Este tipo de depressões, ou pelo menos com esta intensidade, são tipicamente depressões de inverno. Nós já estamos na primavera meteorológica. Nesta altura do ano começa a haver uns agravamentos da intensidade dessas depressões, elas começam a migrar mais para norte. Estamos até numa situação incomum, porque é a quarta depressão nomeada no mês de março.
Pouco comum para esta altura do ano, as explicações do meteorologista Nuno Lopes à Rádio Observador. A preocupação está agora centrada no distrito de Lisboa, por causa da chuva, que deve continuar até ao fim de semana. A Proteção Civil também já emitiu alertas para a possibilidade de chuvas.
São agora 10h10, a seguir o Contracorrente, a partir de Braga. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora?
O Médio Oriente. Milhares de pessoas saíram à rua em Jerusalém esta manhã para um protesto contra Benjamin Netanyahu. Os manifestantes vão tentar marchar até à residência oficial do primeiro-ministro, isto depois dos ataques de Israel na Faixa de Gaza de ontem, que fizeram mais de 400 mortos. Jair Lapid, o líder da oposição israelita, antigo primeiro-ministro, está a apelar nas redes sociais à participação nas manifestações contra o governo de Netanyahu. Os Estados Unidos anunciam que as negociações com a Rússia vão ser retomadas domingo na Arábia Saudita. É uma informação que surge depois da conversa telefónica de ontem à tarde entre Donald Trump e Vladimir Putin. Entretanto, esta foi mais uma noite de ataques da Rússia à Ucrânia, com o lançamento de drones contra várias zonas residenciais do país. E quem nunca se esqueceu de alguma coisa num quarto de hotel?
Tantas vezes.
Uma toalha, um carregador de telemóvel.
Esquecer-se de um crocodilo. Não era uma T-shirt da coisa.
Não. Era nos Estados Unidos, quando as senhoras da limpeza foram arrumar o quarto, encontraram um crocodil esquecido.
Quem nunca?
Esquecido debaixo da cama. Era pequeno e elas dizem que nem conseguiram ficar assustadas, que até era bastante amigável. Chamaram a polícia, os agentes partilharam as fotografias nas redes sociais. É assim que se faz a segurança animal.
E sabemos de quem era, de quem lá esteve, não é?
O homem que esteve no quarto faz demonstrações de animais exóticos em várias escolas, na ideia de ensinar as crianças e mostrar às crianças animais pouco comuns. Ele sabia que o crocodilo estava desaparecido ou esquecido e quando soube que o tinha ficou muito feliz. O Wally foi encontrado e foi fácil desta vez.