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São 10:01. As notícias com Carla Jorge Carvalho. Está marcada para esta hora a visita dos ministros da Coesão Territorial e da Agricultura a terrenos afetados pelos incêndios no norte. O vice-presidente da Câmara de Ponta Barca pede rapidez nos apoios às populações afetadas, falando numa urgência.
Sobretudo para empresários e agricultores, os ministros da Coesão Territorial e da Agricultura vão visitar as áreas ardidas de Ponta Barca e Terras de Borro, dois dos municípios mais afetados pelos incêndios das últimas semanas. Manuel Castro Almeida e José Manuel Fernandes vão reunir-se com os autarcas, depois do primeiro-ministro já ter prometido que o governo vai ser rápido a distribuir apoios. Ouvido pela Rádio Observador esta manhã, o vice-presidente da Câmara de Ponta Barca, José Alfredo Oliveira, explica que cada minuto conta e, por isso, sublinha a importância da rapidez.
Esta rapidez que o governo, nomeadamente o senhor primeiro-ministro, apresenta, é fundamental para dar esta resposta urgente, não só aos animais, como dizia, mas também a outro tipo de agricultores que existem, por exemplo, os produtores de mel, que foram fortemente afetados também nesta zona. Todas aquelas entidades turísticas que estão no território e que foram fortemente abaladas naquilo que era a estratégia para este ano. Houve muitos cancelamentos nas reservas, houve muitas pessoas que depois deixaram de querer vir para aqui por questões de segurança, obviamente, primeiro, e agora porque estão com algum receio de vir. Todos estes operadores turísticos na área do desporto, turismo e natureza também foram muito afetados. Portanto, esta resposta rápida é bem-vinda.
O vice-presidente da Câmara de Ponta Barca explica que os prejuízos totais ainda estão a ser calculados. José Alfredo Oliveira defende ainda o presidente da Câmara, que durante o incêndio criticou várias vezes a falta de meios aéreos. O fogo em Ponta Barca, distrito de Viana do Castelo, durou mais de uma semana. As chamas chegaram ao Conselho vizinho de Terras de Borro, já no distrito de Braga. Mais de 7500 hectares arderam. A grande maioria fazia parte do Parque Nacional da Peneda-Gerês.
O Presidente da República quer que o governo resolva a crise nas urgências até o final do verão. Marcelo Rebelo de Sousa avisa que o juízo sobre a matéria pode chegar já em setembro.
E é assim que o Presidente da República coloca pressão sobre o Ministério da Saúde. Estas declarações foram feitas ao jornal Público. Há um ano, Marcelo avisou que o governo tinha de encontrar soluções o mais rapidamente possível para evitar que os problemas se repetissem este ano. Na altura, impôs como calendário o fim do verão de 2025 e repete agora o aviso. O presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Xavier Barreto, considera que este aviso do chefe de Estado, nesta altura, não faz sentido.
Eu entendo a preocupação do senhor presidente, mas o alerta, eu diria que é, neste momento, pouco útil colocar mais pressão sobre a ministra, sabendo que este problema depende de questões estruturais que não vão ser resolvidas num curto espaço de tempo. Eu acho que de pouco adianta para a resolução. Não vejo em que medida é que esta pressão possa ajudar a resolver o problema. Isso só depende, de facto, de questões que demoram muito tempo a resolver, de políticas consistentes, continuadas ao longo de muito tempo.
É a reação às declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, na véspera de mais um fim de semana com muitos constrangimentos nas urgências. Amanhã são cinco as que vão estar fechadas. Domingo serão seis, sobretudo de ginecologia e obstetrícia e dos hospitais da Grande Lisboa. Os problemas vão prolongar-se durante a semana. Xavier Barreto explica que não só são as férias dos profissionais de saúde que estão a contribuir para estes problemas.
Bem sei que existe esta ideia de que as pessoas tiram todas férias no mesmo período, que isto é uma má gestão dos planos de férias. Eu queria desmistificar essa ideia. Naturalmente, muitos turnos, como sabe, são assegurados por prestadores de serviço, infelizmente, porque não temos médicos suficientes. E nestes períodos de verão, os prestadores de serviço que não têm vínculo com os hospitais, que só lá vão fazer algumas horas, também estão menos disponíveis. E, portanto, juntando tudo isto, a disponibilidade, quer dos contratados, como dos prestadores de serviço, naturalmente que isso resulta em menos pessoas para cumprir as escalas e, portanto, daí estes encerramentos, infelizmente.
Não só dos médicos do SNS, mas também dos médicos tarefeiros. A explicação do presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares. Xavier Barreto pede ao governo medidas mais concretas para resolver o problema da falta de médicos. Ainda assim, vê com bons olhos a concentração de urgências que o Ministério da Saúde quer fazer, por exemplo, na margem sul. Isaltino Morais acredita que uma eventual candidatura de Rui Moreira vai prejudicar Luís Marques Mendes. Esteve no Explicador desta manhã. O autarca de Oeiras entende que Rui Moreira e Marques Mendes vão lutar pelo mesmo eleitorado, isto se Rui Moreira avançar mesmo para Belém, para a corrida a Belém. Isaltino Morais, que é apoiante do almirante Gouveia e Melo, considera que os campos de eleitores estão bem definidos e uma candidatura de Rui Moreira só vinha a atrapalhar o candidato apoiado pelo PSD.
Esses candidatos só podem prejudicar o doutor Marques Mendes. Porque repare, quem se posicionou à direita foi o PSD e o Marques Mendes. Quer dizer, desde o início que o Marques Mendes pretende ser o candidato da direita. Mas o PSD também foi o primeiro partido a dizer que só apoiaria o candidato do PSD. O almirante Gouveia e Melo teve o cuidado de dizer: "Não, eu sou do centro, eu até sou da social-democracia, da área da social-democracia". Portanto, isto está definido. Há um candidato à direita, que é o Marques Mendes, há um candidato ao centro, que é o almirante Gouveia e Melo, e haverá um candidato à esquerda que poderá vir a ser o Zé Seguro ou outro. Em princípio, será o Zé Seguro, não parece que apareça outro que possa ser capaz de fazer frente ao Zé Seguro.
Ainda assim, Isaltino Morais acredita que o autarca do Porto pode estar com receio de avançar por não ter ainda uma estrutura partidária a apoiar a candidatura. Já Luís Mira Amaral considera que Rui Moreira vai atrapalhar mais os objetivos de Gouveia e Melo. Para o antigo ministro do Trabalho e apoiante de Marques Mendes, o almirante não tem a segurança de uma estrutura partidária e, por isso, Rui Moreira pode ser um problema. Não percebo porque a candidatura de Rui Moreira só vai beliscar a candidatura de Marques Mendes. Marques Mendes, bem ou mal, é candidato apoiado pelo PSD. Portanto, em princípio, tem de certa forma mais seguro o eleitorado do PSD. O senhor Almeida Gavêa e Melo é que não tem um partido a apoiá-lo e, portanto, não pode ter tanta segurança de ter apoio de militantes ou simpatizantes do PSD. Portanto, eu acho que uma candidatura de Rui Moreira vai mais, a meu ver, afetar uma candidatura do almirante Henrique Gavêa e Melo do que provavelmente do doutor Luís Marques Mendes. A análise de Luís Mira Amaral no Explicador desta manhã, um debate que surge numa altura em que o Observador sabe que a reflexão de Rui Moreira sobre uma candidatura a Belém não está a ser levada a sério pelos potenciais rivais nas presidenciais. Eles acreditam que o autarca do Porto está apenas a fazer blafe.
E falamos agora do conflito no Médio Oriente. A ONU defende que o plano de Israel para ocupar a Faixa de Gaza deve ser imediatamente suspenso.
O governo de Israel aprovou esta madrugada o plano militar de Benjamin Netanyahu para ocupar Gaza. O plano tem cinco objetivos: desarmar o Hamas, recuperar todos os reféns com ou sem vida, desmilitarizar a região, controlar totalmente a segurança do enclave e entregar a gestão a um governo alternativo, que não seja o Hamas, nem a Autoridade Palestiniana. Na reação, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos alerta para o perigo desta ofensiva e pede que o plano seja suspenso imediatamente. O Hamas veio também já avisar que uma ocupação total da Faixa de Gaza vai custar muitas baixas a Israel.
São agora 10:09, Carla, que outras notícias merecem destaque?
Luís Montenegro garante que as alterações à Lei de Estrangeiros vão seguir em frente, mesmo se o Tribunal Constitucional detetar alguma falha. Deve ser hoje anunciada a decisão sobre a lei, que aperta as regras para a entrada e permanência de estrangeiros no país, e isto depois do pedido de fiscalização de Marcelo Rebelo de Sousa. Luís Montenegro garante que independentemente da decisão que saia hoje, não vai desistir de ter uma imigração mais controlada, através da criação de uma solução jurídica. Os trabalhadores da Menzies, a antiga Groundforce, estão hoje numa greve de quatro dias. Na semana passada, a greve levou ao cancelamento e atrasos de dezenas de voos no aeroporto de Lisboa. A Menzies diz que está preocupada com a situação. Alerta desde já para o impacto do protesto, sobretudo num período crítico de férias de verão. Hoje termina o prazo que Donald Trump deu à Rússia para acabar com a guerra na Ucrânia. O presidente dos Estados Unidos afirma que o prazo depende agora de Vladimir Putin. Em declarações aos jornalistas na Casa Branca, Trump repete que está muito desapontado com o presidente russo e aguarda a decisão do líder do Kremlin.