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Jornal das 11. Jornal das 11, na Rádio Observador, com edição do Vasco Maldonado Correia. Vasco, a PSP avisa que não vai tolerar um novo acampamento na Praça do Rossio, em Lisboa, e sublinha que as tendas têm mesmo de sair até à meia-noite e meia. O Comando Metropolitano de Lisboa garante ao Observador que não há espaço para um diálogo infinito com os manifestantes.
Ou seja, as tendas só passam se forem um elemento simbólico. A posição do Comando Metropolitano da PSP em Lisboa foi confirmada ao Observador, como dizia, João, na sequência dessa ameaça do movimento da acampada de voltar a montar tendas no Rossio. A PSP assegura que a comunicação com os manifestantes vai manter-se, mas deixa esse aviso: não há linhas vermelhas para uma nova intervenção e todas as opções estão em cima da mesa. O protesto em Lisboa arranca às 16h, começa no Largo de Camões e desce até ao Rossio. À mesma hora, o Porto sai também à rua pela habitação. A marcha arranca na Praça da Batalha, termina na Praça Dom João I, como habitual, outro palco que tem sido habitual neste movimento da acampada.
E do lado de quem protesta, Vasco, acumulam-se as críticas à atuação da polícia e também ao ministro da Administração Interna.
Luís Neves garantiu ontem no Parlamento que esteve sempre em articulação com a PSP durante a carga policial do último domingo, em Lisboa e no Porto, posição que é condenada por João Veloso, um dos porta-vozes da acampada de Lisboa.
É bastante revelador. Ele assumir que esteve em contato com a polícia e tendo em conta a atuação que a polícia teve, acho que isso é bastante revelador da política do governo para quem defende o direito à habitação. Este governo prefere as bastonadas a resolver o problema da crise da habitação e a dialogar com pessoas que legitimamente lutam pelo direito a estar no espaço público e a exigir medidas do governo para a crise da habitação.
Acuzações de João Veloso, um dos porta-vozes da acampada de Lisboa.
Ainda sobre a manifestação marcada para esta tarde e que promete prolongar-se noite dentro, a PSP recuou e afinal vai permitir o uso de drones.
Luz verde dada aos órgãos de comunicação social devidamente autorizados, é o que se pode ler num comunicado enviado às redações. A PSP recua face à posição de ontem da Autoridade Aeronáutica Nacional. Tinha invocado falta de condições de segurança para o uso de drones no Rossio. Os protestos deste fim de semana vão além das duas maiores cidades, Lisboa e Porto. Para hoje há também concentrações marcadas para Viana do Castelo, Braga, Faro e Beja. E amanhã, as ações chegam também à Ilha da Madeira, com protestos agendados para o Funchal.
E na saúde, a ministra Ana Paula Martins garante que vão avançar mais parcerias público-privadas nos hospitais do SNS.
Foi já à madrugada adentro que a governante respondeu aos deputados no Parlamento, no âmbito da discussão do orçamento do Estado para o próximo ano. Ana Paula Martins confirmou essa intenção do governo de apostar em mais PPPs no Serviço Nacional de Saúde. Justifica que é um passo que já está previsto na reforma do Estado.
Somos capazes de levar cinco a sete anos para conseguir fechar o concurso e iniciar a obra. E não podendo adiantar-lhe muito nesta fase, porque isso tem que ver com a reforma do Estado, sim, nós temos, de facto, um processo, se quiser, para poder ser mais velozes a lançar as parcerias público-privadas, que também lhe deixo te dizer que serão em número limitado e serão em ULS que consideramos que haverá maior disponibilidade do Estado e dos parceiros poderem fazer esse acordo.
Numa audição longa, sem grandes anúncios, houve também espaço para a saúde debater outros temas. A ministra apontou, por exemplo, o aumento da imigração como fator de pressão extra sobre o desempenho do SNS e revelou também aos deputados que o novo quadro de referência para o Serviço Nacional de Saúde vai ser assinado nos próximos dias.
E Flávio Bolsonaro diz que houve fraude eleitoral na segunda volta das eleições presidenciais no Brasil. O candidato derrotado por Lula da Silva explica ainda por que fugiu para os Estados Unidos.
Flávio Bolsonaro diz que não queria que isto acontecesse e que lhe acontecesse o mesmo que aconteceu ao pai, que está preso por tentativa de golpe de Estado, o filho do antigo presidente brasileiro, entende, por isso, que só pode fazer oposição a Lula fora do Brasil. Fala em perseguição política, diz que pode, no estrangeiro, começar a preparar uma nova candidatura à presidência brasileira. Sem apresentar provas, Flávio Bolsonaro diz que os resultados da segunda volta da eleição não batem certo com a realidade. Fala, e estou a citar, "em gols com a mão".
Muitas coisas estão sem explicação nessas eleições, matematicamente impossíveis de terem ocorrido no mundo real, sem que houvesse, como eu falei, algum gol de mão. Esses quase 60 milhões de votos que vocês me deram, para mim significa demais. É uma honra, dá ainda mais coragem para enfrentar o que tiver que enfrentar, se preciso for, para resgatar, para salvar o nosso país, para disputar mais uma eleição para presidente da República. Eu não estou falando de 2030, não. Eu estou falando de antes disso. A saída, eu digo que eu não saí do Brasil, eu saí pelo Brasil. Eu sei que daqui eu vou continuar tendo uma voz ativa.
Flávio Bolsonaro, num vídeo publicado nas últimas horas nas redes sociais, o candidato derrotado por Lula da Silva fugiu para os Estados Unidos com a família, com a esposa e as duas filhas, depois de ter sido notificado pela Justiça brasileira da proibição de viajar, a entregar os passaportes que detém, brasileiro e italiano. Aconteceu depois de conhecido o resultado da segunda volta das presidenciais no Brasil, que deram a vitória, como sabemos, a Lula da Silva.
11 horas e sete minutos, desporto agora na Rádio Observador. O Sporting regressou ontem às vitórias no Campeonato Nacional, ao bater o Casa Pia por 2x0, com gols de Pedro Lima E Jane Catamo.
Triunfo dos leões depois da derrota na última jornada em Alvalade, diante do Académico de Viseu, sob forte pressão devido aos recentes maus resultados esta época. Rui Borges volta a falar no ruído exterior para responder aos críticos e desvalorizar essas críticas que vêm de fora. Garante que os leões venceram com total justiça em Rio Maior. Com este resultado, os leões chegam aos 21 pontos, aproximam-se à condição dos dois rivais no topo da tabela. Ficam, por isso, a um ponto do Benfica e a seis do líder Futebol Clube do Porto, sendo que o Porto entra em campo hoje às 20h30. O Benfica joga apenas na segunda-feira frente ao Alverca.
E esse jogo entre o Porto e o Estoril tem relato e análise aqui em direto na Rádio Observador, uma emissão especial que arranca logo a seguir ao Jornal das 8. 11h08, vamos ter explicador daqui a instantes, Vasco, mas antes que outras notícias estão a marcar a atualidade.
André Ventura vai hoje a votos como candidato único à presidência do Chega e as eleições diretas decorrem até às 19h. Ontem, o líder do partido divulgou a moção estratégica para um novo mandato de três anos, na qual traça um objetivo fundamental: chegar a primeiro-ministro. Não é só em Portugal que há protestos durante o dia de hoje. Prevêem-se grandes manifestações em França. O Ministério Francês do Interior alerta para um dia com risco muito elevado de perturbações da ordem pública. O governo mobilizou mais de 70 mil agentes da polícia para essas manifestações de luta pela educação e pelo aumento do custo de vida. Na Alemanha, os manifestantes também vão sair às ruas em 30 cidades. Os motivos são a falta de condições nas escolas, alterações climáticas, habitação e também o possível regresso do serviço militar obrigatório no país. A última madrugada fica marcada também por novos ataques em infraestruturas energéticas entre a Rússia e a Ucrânia. Volodymyr Zelensky anunciou, através das redes sociais, um ataque russo a uma central elétrica, que terá deixado cerca de 280 mil famílias sem eletricidade. Do lado russo, duas refinarias de petróleo terão sido atingidas por drones vindos de Kiev. É uma informação avançada pela Sky News.
Vasco Maldonado Correia e o Jornal das Onze.