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Desde a manhã As notícias com Carla Jorge Carvalho. Um homem de 78 anos morreu ontem no Seixal, depois de ter ficado quase três horas à espera de socorro do INEM. O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar admite que o novo sistema de triagem pode ter contribuído pra morte e pede que o caso seja investigado pelo Ministério Público.

Rui Lázaro fala numa falha do Estado. O homem sofreu uma queda, ligou para o INEM às 11h20. Estava agitado, confuso e sonolento. A situação foi logo classificada como prioridade três, que prevê o acionamento dos meios num período máximo de 60 minutos, mas a viatura médica só chegou pouco depois das 14h, quando o homem já estava em paragem cardiorrespiratória. A notícia foi inicialmente avançada à Agência Lusa, entretanto confirmada pelo presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, à Rádio Observador. Rui Lázaro admite que o novo sistema de triagem, que entrou em vigor no início do ano, pode ter influenciado este desfecho. Pede, por isso, que o Ministério Público investigue o que se passou.

É uma falha do Estado, é uma falha dos sistemas de emergência médica, é uma falha do INEM, que importa apurar, desde logo, todas as responsabilidades. Aproveitamos para convidar o Ministério Público a investigar os detalhes em que esta morte e este atraso ocorreram.

Rui Lázaro explica que este não é caso único. Alerta que há ambulâncias disponíveis que não estão a ser utilizadas no âmbito deste novo sistema de triagem.

Mesmo tendo estas entidades, ambulâncias e equipas disponíveis para sair para as ocorrências, não têm indicação do INEM para o fazer, condicionando e atrasando assim a resposta a estas emergências. Tememos até que este sistema possa desvirtuar o próprio funcionamento do sistema de emergência médica e que as pessoas possam, como acontecia há vários anos desta parte, voltar a contactar diretamente os bombeiros à espera de uma resposta mais célere, em vez de ligar em 112, como é suposto e como é primordial.

Rui Lázaro alerta que este caso vem confirmar o risco de deixar pessoas à espera do socorro do INEM. A fita do tempo desta ocorrência, consultada pela Agência Lusa, indica ainda que a Cruz Vermelha do Seixal não tinha ambulância e que as viaturas de Almada e Seixal estavam ocupadas. Este caso é conhecido no dia em que arrancam as audições da Comissão Parlamentar de Inquérito a eventuais falhas no INEM, a propósito da greve que aconteceu no final de 2024. Os deputados vão ouvir os depoimentos de cerca de 100 entidades.

Destaque agora para a corrida à Belém. Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes voltam a trocar acusações sobre o passado profissional do candidato apoiado pela AD. Já Jorge Pinto admite desistir a favor de António José Seguro. São os destaques do debate de ontem à noite, Debate a Onze.

Henrique Gouveia e Melo voltou a trazer o tema da transparência para cima da mesa e volta a acusar o adversário de ser um facilitador de negócios. Já Luís Marques Mendes criticou a forma como o almirante o tem atacado e António José Seguro afastou-se desta troca de acusações. As eventuais desistências à esquerda também estiveram em destaque neste debate, que durou cerca de duas horas e meia. Miguel Viterbo Dias.

O debate com todos voltou a marcar fricções entre dois candidatos.

Empresa JMF, empresa ACA e outras empresas que estão relacionadas com influências. Por exemplo, os painéis solares na Madeira, como é que foram?

São tudo insinuações.

Henrique Gouveia e Melo a lançar acusações a Marques Mendes, que aproveitou para responder.

Eu nunca fui facilitador de negócios. Eu sou uma pessoa íntegra e por isso manifesto aqui a minha indignação perante alguém que se especializou em atirar lama. A ordinarice.

O candidato apoiado pela AD a afirmar que nunca facilitou negócios e a ir mais longe na resposta ao almirante. No meio de tudo isto, António José Seguro acrescentou apenas:

Estou nesta campanha para elevar o debate.

O candidato apoiado pelo PS, que pode contar com o apoio adicional.

No que de mim depender, não será por mim que António José Seguro não será presidente da República de Portugal.

Mas apesar da intenção de Jorge Pinto, já adiantada pelo Observador, António Filipe garante que vai até o fim.

A minha candidatura é pra levar até ao fim. Ponto final, parágrafo. Porque a minha candidatura não é uma candidatura satélite.

E Catarina Martins desconfia das intenções.

Se Jorge Pinto queria concertar alguma posição, podia-me ter telefonado.

Se António José Seguro pode vir a ter apoio à esquerda, isso não é suficiente para escapar aos ataques de Gouveia e Melo.

Disse que o PS era um partido invisível de interesses no tempo do doutor António Costa e agora recuperou todos os costistas.

O almirante a recordar o passado partidário num debate em que esteve ao ataque. À direita, João Cotrim Figueiredo e André Ventura continuam a atirar a Marques Mendes.

Nós não precisamos de mais conversa de pactos, nem precisamos de um presidente que seja, com todo o respeito, uma marioneta de Luís Montenegro.

Enquanto Cotrim Figueiredo reclama legados.

Ouça, eu não me reclamei de herdeiro de ninguém. Revejo muito mais naquele exemplo que Francisco Sá Carneiro nos deu e, já agora, na coragem política de Passos Coelho também.

O Debate a Onze na RTP, com acusações políticas entre praticamente todos os candidatos, mas com consenso final pela voz de Manuel João Vieira.

Prezo muito estar aqui.

Os destaques do Debate a Onze, transmitido ontem à noite pela RTP, aqui pelo jornalista Miguel Viterbo Dias. Hoje a campanha oficial entra no quarto dia até às eleições de 18 de janeiro.

Olhemos agora para a atualidade internacional. Os líderes europeus preparam-se para responder às ameaças de Donald Trump sobre a Venezuela e a Gronelândia. É o que garante o ministro dos Negócios Estrangeiros de França.

Os líderes europeus vão responder a qualquer forma de intimidação. Garantia deixada pelo ministro francês dos Negócios Estrangeiros, em declarações à Rádio France Inter, que afirma que a Europa tem de ser convincente e contundente. Isto numa altura em que Donald Trump exige à Venezuela que corte relações com China, Rússia, Irão e Cuba, como contrapartida para poder explorar e vender o petróleo venezuelano. Nas últimas horas, o presidente dos Estados Unidos voltou também a reforçar a intenção de governar a Venezuela e admitiu a possibilidade de comprar a Gronelândia ou de avançar com uma incursão militar.

O especialista em Direito Internacional, Francisco Pereira Coutinho, defende que a criação de um exército europeu é a única forma de fazer frente à atual ofensiva norte-americana.

Antecipa que a administração Trump vai continuar a desafiar o direito internacional e a soberania de Estados mais pequenos. Por isso, Francisco Pereira Coutinho defende que só um exército europeu pode dar resposta a esta escalada.

O direito da força e não a força do direito, aparentemente, é aquilo que esta administração americana pretende fazer. Como é que nós conseguimos reagir a isto? Isto provavelmente vai significar que a Europa terá que rapidamente integrar e transformar-se numa união de defesa, algo que estamos a discutir há muito tempo, mas que é preciso acelerar. E, por outro lado, é preciso fazer ver aos americanos que existirão consequências para eles se atacarem a Gronelândia.

Declarações de Francisco Pereira Coutinho no Gabinete de Guerra desta manhã. Entretanto, a presidente interina da Venezuela garante que o país não se vai render nem deixar-se governar por agentes externos. São 10:08. Antes do Contracorrente, Carla, que outras notícias marcam esta manhã? O ministro das Finanças reitera que a economia portuguesa superou todas as expectativas no ano passado, tal como tinha acontecido em 2024. Garante também que as previsões do governo continuam a ser de excedente orçamental para 2026, apesar do contexto internacional difícil. Joaquim Miranda Sarmento acusa ainda o PS de ter deixado os serviços públicos em colapso nos oito anos de governo de António Costa. O ministro das Finanças está a esta hora a ser ouvido no Parlamento pela Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública. Os aeroportos de Amesterdão, Bruxelas e Paris tiveram hoje de cancelar centenas de voos, incluindo para Portugal, devido à queda de neve e ao vento. Nos Países Baixos, pelo menos 800 voos foram cancelados. Na Bélgica, a neve também obrigou ao cancelamento de 40 voos no Aeroporto Internacional de Bruxelas, incluindo também ligações com Portugal, e os aeroportos de Paris estão com constrangimentos devido ao mau tempo, tendo sido já registados cerca de uma centena de cancelamentos, incluindo também para as ligações aos aeroportos portugueses. O frio está, de facto, a chegar também a Portugal, ainda com mais força do que dos últimos dias. O continente, Portugal continental, vai ser afetado por mais uma depressão, que já tem nome, claro. Sabe qual é o nome? Goreti. Dulcineia. Goreti. O primeiro é sempre o bom. Mas tragas sempre isso. Desculpa. Para a próxima eu entro na brincadeira como deve ser. Claro. É que eu sou tão competitivo. A Goreti vai afetar Portugal continental. Elas afetam muito as Goretis. É quando, Carlos? Amanhã e sexta-feira. O IPMA fala em previsões de chuva, vento muito forte e queda de neve. Chuva e vento. Não pode. Até parece que estamos no inverno. Estamos no inverno. O que é que uma pessoa pode desejar mais? E chuva, neve e vento. Parece que o mundo inteiro se uniu para nos tramar.