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As notícias com Carla Jorge Carvalho. Há vários professores que estão a ser contactados para corrigir exames nacionais até ao dia de amanhã. A garantia foi deixada esta manhã, aqui na Rádio Observador, pela porta-voz da Missão Escola Pública. Isto apesar do prazo para a correção das provas ter sido alargado pelo Ministério da Educação apenas até hoje. Mas Cristina Mota, a porta-voz da Missão Escola Pública, confirma que há casos em que está a ser pedido o adiamento e diz também que esse fator pode adiar a divulgação dos resultados dos exames, que está marcada para sexta-feira.

Temos indicação de colegas que foram contactados telefonicamente que podem concluir as classificações no dia de amanhã, até porque alguns deles ainda estão a aguardar itens para classificação. Foram informados que vão receber mais itens, mas eles ainda não estão disponíveis na plataforma.

Portanto, o processo não vai ficar concluído hoje.

Não, não vai ficar concluído hoje.

Isso diz-nos que a afixação dos resultados pode não ser na sexta-feira?

Sim, entendemos que neste momento temos muitas reservas que seja, entendemos que não há condições para serem afixadas as pautas na sexta-feira.

Uma garantia deixada na última hora aqui na Rádio Observador pela porta-voz da Missão Escola Pública, Cristina Mota, diz que o processo de correção dos exames nacionais não vai ficar concluído hoje, como prevê o ministério. O ministro da Educação, Fernando Alexandre, acaba de prestar declarações aos jornalistas e, Carlos Pedro, agora em direto, o ministro desmente que as provas não fiquem corrigidas até o final do dia de hoje.

Precisamente, Carla, o ministro Fernando Alexandre acabou de desmentir precisamente essas declarações de Cristina Mota, da Missão Pública, que disse que os professores estão a receber notificações acerca de um alargamento do prazo até amanhã, mas o governo desmentiu primeiro em comunicado e depois desmentiu pela voz do ministro Fernando Alexandre. O ministro que diz que os exames nacionais estão praticamente todos corrigidos.

Nós temos neste momento 99% das respostas corrigidas. O processo está a decorrer com normalidade. Obviamente, quando chegamos à fase final, é preciso identificar as provas que não estão a ser corrigidas, porque há professores que podem, por exemplo, ter pedido um atestado médico. Esse processo, obviamente, exige que essas provas sejam entregues a outro professor. Mas eu penso que durante a manhã de hoje estão quase todas fechadas, estamos a falar para todas 99. A prova que sofreu mais, que tem tido mais dificuldades, foi o português, que é a prova mais difícil de corrigir.

O ministro Fernando Alexandre, que admitiu também alguns problemas nesta correção, diz, por exemplo, que há exames que foram corrigidos três vezes pelos professores, mas que a data para a correção de todos os itens mantém-se até ao final do dia de hoje. Diz também que se mantém o prazo de sexta-feira para a divulgação das notas. E o ministro Fernando Alexandre, questionado pelos jornalistas, disse também que a segunda fase dos exames nacionais e o mesmo processo de correção ia manter-se também na segunda fase dos exames nacionais.

Carlos Pedro, em direto do Centro de Congressos em Lisboa, com o ministro da Educação a confirmar o calendário que foi ontem anunciado, com o final do período de correção das provas para hoje, a afixação das notas na próxima sexta-feira. Temos conosco em direto agora, neste jornal, o presidente da Associação dos Diretores das Escolas Públicas, Filinto Lima. Bom dia, muito obrigada.

Bom dia.

Acabamos de ouvir aqui duas versões, a Missão Escola Pública a dizer que há professores com indicação de que podem corrigir as provas nacionais até amanhã, o ministro a dizer que o prazo termina hoje. O que é que o presidente da Associação dos Diretores das Escolas sabe sobre isto?

O que nós sabemos é que o que ontem recebemos do Ministério da Educação é que o prazo foi estendido para o dia de hoje e, portanto, espero que no dia de hoje os professores, de acordo com a comunicação do Ministério da Educação, tenham o trabalho efetuado. O trabalho tem sido muito peculiar, trabalho que devia ser enaltecido pela tutela e não com discursos como ontem ouvimos do primeiro-ministro. E portanto, aguardamos que hoje, de facto, o trabalho termine, mas têm que deixar trabalhar os professores. A plataforma tem que estar a funcionar e que no dia 17, que é o prazo, que é o dia D, nós possamos afixar as pautas. Essa é a expectativa, temos que esperar.

Têm que esperar. A informação que têm, as plataformas estão, de facto, a funcionar e os professores estão a conseguir trabalhar?

Sim, as plataformas estão a funcionar. Elas começaram a funcionar relativamente bem há cerca de uma semana esta parte, mas tiveram durante todo este tempo, eu diria também durante os últimos dias, quase sempre ou muitas vezes a claudicar. Ou seja, esta plataforma não tem sido amiga dos professores classificadores. É preciso fazer ajustes, tanto na plataforma como na digitalização, no mecanismo, que na minha opinião, veio para ficar. Aliás, já se percebeu, agora foi confirmado pelo Ministro da Educação na vossa reportagem, que na segunda fase iremos ter o mesmo modelo de correção de classificação das provas. Agora é preciso que este modelo não traga os constrangimentos que trouxe aos nossos professores classificadores até aos dias mais próximos. É preciso que funcione e é preciso que nos deixem trabalhar. É isso que nós queremos para cumprir o prazo que o ministro tanto quer, que é o dia 17 de julho. Ele quer e nós também queremos, com certeza, todos queremos afixar as pautas neste dia.

Ontem ouvimos, e aliás, o Filinto Lima já fez uma referência indireta a isso, ontem à noite o primeiro-ministro dizer que houve resistência de alguns professores ou está a haver resistência de alguns professores e isso está a contribuir também para um atraso no processo. Isto Pode estar, de fato, a acontecer. Admite que isso possa estar a acontecer?

Não, não admito e essas afirmações caíram muito mal no seio das comunidades educativas. Os professores sentiram-se injustiçados com aquilo que ouviram. Eu acho que o Luís Montenegro devia agradecer aos professores, a todos os professores, aos diretores, às escolas, aos professores classificadores, pelo trabalho que tem sido feito, que muitas vezes tem enormes constrangimentos, resultante de quê? Resultante da digitalização, processo inovador, e resultante da plataforma. O problema não são os professores. E temos que admitir. E o que é que custa admitir? Nada. Temos que admitir que a plataforma tem que ser aperfeiçoada e a digitalização também tem que ser aperfeiçoada. São duas situações que, de futuro, têm que ser resolvidas. Agora, as declarações do primeiro-ministro são mais águas para a fogueira, não resolvem o problema. Se resolvessem, eu até era capaz de concordar, mas não resolveram o problema. Acho que até podem ter incendiado os ânimos de muitos professores, sobretudo daqueles professores que são classificadores, que estão a ver vantagens nesta plataforma, é bom que se diga, mas não mereciam ouvir aquilo que ouviram ontem à noite ou hoje de manhã, quando acordaram.

Filinto Lima, uma última questão. Vamos presumir que o calendário vai correr bem e sexta-feira teremos as provas afixadas. As escolas já receberam as indicações do ministério sobre a plataforma informática que vai permitir que depois os alunos tenham acesso às suas provas digitais?

Aquilo que nos foi dito pelo ministro da Educação na passada segunda-feira é que a escola iria receber um guião. Porque isso também é novidade, que eu acho que é positiva, nesse sistema de classificação de exames, um guião durante esta semana. Presumo eu, amanhã, sexta-feira, iremos receber. O que nós queríamos é que este guião chegasse às escolas no mais curto espaço de tempo possível, porque irá haver uma ação da escola que comporta uma nova plataforma, que nós ainda desconhecemos. Dizem que é muito intuitiva, que é simples, mas exige de facto que um trabalho humano dos secretariados de exame, das secretarias ou de alguém que o diretor coloque a fazer este trabalho, que é um pouco moroso, mas precisamos que esse guião chegue às escolas do nosso país no mais curto espaço de tempo possível.

E ainda não chegou. Filinto Lima, muito obrigada.

Ainda não chegou.

Muito obrigada. Agradeço ao presidente da Associação dos Diretores das Escolas Públicas a dizer que espera que o calendário do Ministério da Educação se cumpra. Os professores têm até hoje para entregarem as classificações das provas para que possam ser afixadas na próxima sexta-feira, sendo que a indicação que tivemos aqui esta manhã, através da Missão Escola Pública, é a de que há professores que estão a ser contactados para poderem entregar a correção dos exames amanhã. Na véspera do debate do Estado da Nação, olhamos agora para o estado da economia em Portugal. PSD e CHEGA acusam o governo de aumentar impostos e dizem que a economia não está melhor. Já o PSD sai em defesa do trabalho feito pelo Executivo. Foi no explicador desta manhã, o deputado do PS, António Mendonça, diz que a economia portuguesa é indesejável.

Aquilo que se verificou é que nós crescemos mesmo 1,9%, que foi aquilo que o Conselho de Finanças Públicas, na altura, projetou e que a AD dizia que era pouco, que queria a ambição de 2,5%, mas agora celebra esses 1,9%. Portanto, eu acho que, para sermos sérios nesta discussão, o economista tem razão. Portugal tem uma economia indesejável do ponto de vista daquilo que é a sua relação com a zona euro. O único problema é que essa é exatamente a mesma economia que o governo tinha quando entrou em funções e muito longe daquilo que prometeu.

A opinião do deputado socialista António Mendonça Mendes, do lado do CHEGA, Rui Afonso considera que a economia tem crescido mais, mas não melhor.

Portugal cresceu nos últimos anos cerca de um milhão de habitantes, mas o PIB per capita e a produtividade por trabalhador mantém-se completamente estagnada. E nesse aspecto, nós não estamos a convergir, mas a divergir exatamente da Europa. Ou seja, nós estamos a crescer mais em função do aumento do número de habitantes, mas não estamos a crescer melhor. Era importante nós criarmos uma estratégia para aumentar o rendimento disponível das famílias, porque aquilo que está a acontecer, basicamente, é que paulatinamente, as famílias, quer queiramos, quer não, têm perdido o seu poder de compra.

Perante as críticas do CHEGA e do PS, o deputado social-democrata Hugo Carneiro diz que se a economia portuguesa não tem crescido mais, é por culpa da oposição.

Nós apresentamos uma reforma laboral que foi chumbada pela conjugação da esquerda antiga, que é o Partido Socialista e os partidos à esquerda, e a esquerda nova, que é o CHEGA. É com o aumento da produtividade que nós vamos conseguir aumentar os salários ao longo do tempo. E deixe-me contraditar uma coisa que agora o Rui Afonso também disse, que os salários não estão a crescer, que as pessoas estão com o poder de compra. Existiu em 2025, e está previsto para 2026, um aumento real dos rendimentos dos portugueses. E em 2024 a mesma coisa, também aumentaram.

Foi tema do explicador desta manhã, o estado da economia em Portugal, na véspera do debate sobre o Estado da Nação. São agora 10h12, antes do Contracorrente. Carla, que outras notícias marcam esta manhã de quarta-feira? Apesar do aumento do preço dos combustíveis esta semana, o governo não prevê novas medidas para combater a inflação, uma garantia do ministro da Economia em audição parlamentar esta manhã. Manuel Castro Almeida afirma que o governo promete apenas reduzir o ISP quando a subida dos combustíveis ultrapassar os 10 cêntimos por litro, face ao preço que tinha antes do início da guerra, sem medidas adicionais. Os Estados Unidos que retomaram o bloqueio do estreito do Ormuz depois dos ataques desta noite ao Irão. As forças norte-americanas bombardearam vários pontos do país. O Irão diz que morreram 30 pessoas e mais de 260 ficaram feridas. Na Ucrânia, o resultado de um ataque russo em Odessa, nas últimas horas, fez três mortos e três feridos, o número conhecido na última hora.