Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
São 11h. Jornal das 11 com a edição do José Rafael Lopes. Zé, começamos com a crise migratória em Ceuta. Subiu para 67 o número de mortos na crise migratória, numa altura em que milhares de migrantes continuam a regressar a Marrocos.
Os números foram atualizados esta manhã pelo Ministério do Interior de Espanha. A Guarda Civil continua a tentar localizar corpos no local. O número de vítimas mortais que tentaram chegar a Ceuta a nado aumentou para 67. As autoridades estimam também que perto de 70 mil migrantes voltaram, entretanto, a Marrocos. Neste Jornal das 11, vamos em direto até Ceuta, ao encontro dos enviados especiais do Observador, Inês André Figueiredo e também o João Porfírio. Inês André Figueiredo, agora em direto, quais são as diferenças face ao dia de ontem? Que cenário é que nos podes descrever esta manhã a partir de Ceuta?
É um cenário completamente diferente daquele que encontrámos há mais de 24 horas, quando chegámos aqui a Ceuta, porque neste momento, e o primeiro indicador disso, é que não há pessoas a chegar a nado aqui ao espaço da praia, que é a fronteira entre Marrocos e Espanha. Neste momento, e nota de reportagem agora, porque estamos em direto, acaba de conseguir passar um jovem e este cenário não tem acontecido, de facto. Durante a manhã, falámos com alguns elementos do exército que nos disseram que tem estado tudo bem calmo. E o que acontece com estas exceções é que são imediatamente reencaminhadas para a fronteira terrestre, que é logo ali ao lado, uns 10m ao lado, para regressarem a Marrocos. Mas dizia eu que o cenário é completamente diferente e há uma razão de ser para isso, porque quando Pedro Sánchez esteve aqui em Ceuta ontem, sexta-feira, prometeu boias físicas no mar para impedir a passagem desses migrantes, dos marroquinos que tentam chegar a território espanhol. E é exatamente isso que vemos neste momento. Ontem à noite, por volta das duas da manhã, não existiam boias, que foi a hora a que saímos daqui, e neste momento essa boia gigante cor de laranja está colocada no mar, tem vários barcos à volta, porque os migrantes poderão tentar passar e essa zona já é muito mais funda e pode levar a outras mortes, como tem acontecido. Portanto, há essa segurança. Outra das coisas que vemos que está completamente diferente de ontem é a limpeza. Chegaram tantas pessoas a Espanha por mar, nos últimos dias, que a praia estava completamente repleta de lixo, de sapatilhas que as pessoas perdem no percurso, de chinelos, de boias que trazem para se tentar salvar, que quase não se via o areal. Era praticamente impossível andar na areia sem tropeçar.
Ora, aqui algumas-
Os bombeiros de Ceuta fizeram isso e limparam tudo. Portanto, neste momento, o exército tem muito menos meios. Agora este jovem que chegava está a ser acompanhado, como eu dizia, um elemento do exército está a levá-lo com a mão por cima do ombro. Nos últimos dias, tem havido uma tentativa de ajuda destes jovens, principalmente, que chegam aqui. Portanto, é este o cenário que temos. Há muitos marroquinos a voltar pela fronteira terrestre. Só um apontamento final para dizer que na cidade, mais ou menos no centro da cidade, que é mais ou menos 10 minutos de carro daqui, está também tudo completamente diferente. Hoje já há lojas abertas, há carros com matrícula espanhola a circular, o que ontem parecia uma raridade, e há pessoas na rua.
O relato da Inês André Figueiredo, enviada especial do Observador a Ceuta. Ela e o editor de fotografia do Observador, João Porfírio, estão a acompanhar esta crise migratória em Espanha. Destaque também para uma nova reação do presidente do governo espanhol. Pedro Sánchez enviou uma carta às entidades europeias, na qual critica a reação egoísta, polarizadora e ilegal dos Estados membros da União Europeia. São as expressões utilizadas neste documento. Pedro Sánchez pede ainda reuniões com os ministros da Administração Interna dos 27. Reuniões que diz Pedro Sánchez serem de caráter urgente. A União Europeia também convocou para hoje uma reunião de emergência dos 27.
Este vai ser o tema do Explicador, com Ângelo Correia, antigo ministro da Administração Interna, para ouvir logo depois deste Jornal das 11. Por cá, mais de 900 operacionais, apoiados por 300 viaturas e 11 meios aéreos, continuam as operações de rescaldo do incêndio de Vale de Passos. O fogo, Zé, foi dominado esta madrugada.
Não dava tréguas. Desde terça-feira à tarde, começou em Vale de Passos, chegou, entretanto, a Mirandela, Vinhais e Macedo de Cavaleiros. De acordo com a Proteção Civil, entrou este incêndio em fase de resolução pouco antes das 05h. A descida da temperatura, o aumento da humidade ajudaram a dominar as chamas. O autarca de Vale de Passos alerta que, nos últimos dias, este incêndio consumiu 16 mil hectares de terreno.
A marcar também esta manhã de sábado: Pedro Proença chegou a acordo com os árbitros numa reunião que aconteceu esta madrugada. A ameaça de boicote à Supertaça, que estava em cima da mesa, foi agora levantada.
Pedro Proença, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, esteve reunido com os árbitros em Tomar. O jornal A Bola diz que há entendimento para que a Supertaça entre o Futebol Clube do Porto e Torreense decorra sem incidentes. Em causa ainda os polêmicos áudios nos quais Pedro Proença critica a arbitragem em Portugal. De acordo com o jornal, esta reunião em Tomar durou cerca de uma hora e meia. Todas as partes envolvidas Ficaram satisfeitas com o ponto de entendimento a que chegaram e acordaram que há condições para realizar a Supertaça. Antes, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol já tinha divulgado uma nota a garantir que tem toda a confiança nos árbitros e que a qualidade do setor é inquestionável.
E vamos agora à antevisão desta Supertaça. Francesco Farioli afirma que o Futebol Clube do Porto quer começar a época da melhor forma, mas ainda assim elogia o percurso do Torriense na Taça de Portugal.
Esta Supertaça joga-se a partir das 20h15 em Coimbra. O Torriense chega a esta decisão depois de ter ganho a Taça de Portugal ao Sporting, naquilo que foi uma vitória inédita para uma equipa da segunda divisão. Francesco Farioli, antes deste encontro, diz que o Torriense tem mérito por ter chegado à Supertaça, mas assegura ao treinador que o Futebol Clube do Porto quer muito começar a ganhar a nova temporada.
Acho que eles fizeram um percurso extraordinário. O Diogo Costa já mencionou a final, que foi um feito realmente impressionante, mas também todo o caminho que fizeram até lá chegar e aquilo que têm feito nas últimas semanas para preparar a equipa, não só para este jogo, mas também para o campeonato e para a competição europeia que vão jogar. Por isso, mais uma vez, têm todo o mérito e todo o nosso respeito, como sempre, mas o nosso foco está em nós, naquilo que queremos fazer e na abordagem que queremos ter no jogo da manhã.
Francesco Farioli, antes do jogo com o Torriense para a Supertaça Cândido de Oliveira. Do lado do Torriense, Luís Tralhão, o técnico da equipa de Torres Pedras, acredita na capacidade dos jogadores para surpreenderem o campeão nacional e diz que está confiante de que a história pode voltar a acontecer hoje na Supertaça.
Por que não? A Taça de Portugal nunca ninguém tinha ganho. Ninguém da segunda liga tinha ganho a Taça de Portugal. Nós acreditávamos que poderia acontecer e temos muita confiança naquilo que podemos fazer. Podemos criar dificuldades a qualquer equipa. E num dia, num jogo, tudo pode acontecer. Tudo aconteceu naquele dia com o Sporting. Estamos aqui porque aconteceu esse dia e muitos outros dias na Taça de Portugal. Atenção, não foi só por esse dia. E contra o Porto acreditamos, como é óbvio, que podemos voltar a fazer e os jogadores sabem disso. Hoje falei disso com eles.
Os dois técnicos a lançar este jogo. Supertaça Cândido de Oliveira entre Futebol Clube do Porto e Torriense, em Coimbra.
O jogo começa às 20h15. Vai ter relato e comentário aqui em direto na Rádio Observador, emissão especial que começa depois das 19h30. Já a seguir, há explicadores sobre a crise migratória que se vive em Ceuta. Primeiro, tempo para outras notícias em destaque a esta hora, Zé.
O aeroporto Caracas vai reabrir na próxima quarta-feira, dia 5, mas apenas para operações de transporte aéreo de carga. A informação é avançada num comunicado do Ministério Venezuelano dos Transportes. O principal aeroporto do país está fechado desde 24 de junho, devido aos danos provocados pelos dois sismos que atingiram a Venezuela. Pelo menos nove pessoas morreram em mais um ataque da Rússia a Kiev. Há registro ainda de 27 feridos, entre os quais quatro crianças. Ataque que foi levado a cabo com recurso a mísseis balísticos. Foi a segunda ofensiva seguida de Moscovo à capital ucraniana em apenas 48 horas.
Fica por aqui o Jornal das 11.